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Desigualdades sociais e tuberculose: distribuição espacial, fatores de risco e farmacogenética na perspectiva da etnicidade

Departamento: DENSP - DEPARTAMENTO DE ENDEMIAS SAMUEL PESSOA

Programa de pós-graduação: EPIDEMIOLOGIA EM SAÚDE PÚBLICA

Linha: SAÚDE INDÍGENA

Grupo: SAÚDE, EPIDEMIOLOGIA E ANTROPOLOGIA DOS POVOS INDÍGENAS

Subárea de Conhecimento: 4.06.01.00-5

Descrição do projeto:
A tuberculose (TB) representa um importante agravo no perfil epidemiológico dos povos indígenas no Brasil contemporâneo. Diversos estudos demonstram o expressivo impacto que o Mycobacterium tuberculosis (MTB) impõe à alguns grupos étnicos específicos, particularmente aqueles que habitam as regiões Norte e Centro-Oeste do país.
De acordo com dados do Distrito Sanitário Especial Indígena do Mato Grosso do Sul (DSEI/MS), anualmente são notificados mais de 200 casos novos de tuberculose entre a população indígena do estado, representando incidências próximas a 300/100.000 habitantes. Esses dados revelam um quadro de extrema vulnerabilidade ao adoecimento e morte por TB entre os indígenas da região.
Tendo em vista esse cenário, o grupo de pesquisa “Epidemiologia e controle da tuberculose em áreas indígenas” da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ) aproveitou a oportunidade lançada pela instituição em 2010, por meio do Edital de pesquisa INOVA/ENSP, e propôs o desenvolvimento de um estudo com foco nas desigualdades sociais e suas relações com a tuberculose no Estado do Mato Grosso do Sul.
O projeto intitulado “Desigualdades Sociais e Tuberculose: Distribuição Espacial, Fatores de Risco e Farmacogenética na perspectiva da Etnicidade” tem como objetivos principais: a) estimar as taxas de incidência de TB na população do Estado do Mato Grosso do Sul, de acordo com os municípios e a variável de identificação étnico/racial disponível na base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); b) identificar grupos populacionais e áreas geográficas sob maior risco de ocorrência da doença, c) investigar fatores clínicos, sociais e ambientais associados ao adoecimento por TB em populações indígenas de áreas consideradas como de maior risco para ocorrência da doença, d) identificar os fatores de risco relacionados à ocorrência de efeitos adversos às drogas e ao abandono do tratamento, especificamente no município de Dourados (MS) e e) determinar e comparar as frequências das variantes dos genes envolvidos com a metabolização de drogas anti-tuberculose em pacientes diagnosticados no município de Dourados (MS).
Para a realização deste projeto contamos com a colaboração das seguintes instituições: Unidade da Fiocruz Cerrado/Pantanal, Departamento de Genética Humana do Instituto Oswaldo Cruz, Universidade Federal da Grande Dourados, Distrito Sanitário Especial Indígena do Mato Grosso do Sul, Coordenação Estadual de Controle da Tuberculose no Mato Grosso do Sul, Laboratório Central de Saúde Pública do Mato Grosso do Sul e Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal. A coordenação geral do projeto está sob a responsabilidade dos Professores Paulo Cesar Basta e Reinaldo Souza dos Santos, vinculados ao Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (DENSP/ENSP/FIOCRUZ).
O projeto será desenvolvido mediante uma abordagem que integra a distribuição espacial, os fatores de risco e a farmacogenética para a vigilância e o controle da TB em populações indígenas. Será realizada análise de dados de notificação de TB disponíveis no SINAN, além de entrevistas com doentes em tratamento para tuberculose, e pessoas livres da doença no âmbito das comunidades. Nas entrevistas serão coletadas informações sobre dados clínicos, epidemiológicos, socioeconômicos, culturais, demográficos, e sobre a organização dos serviços de saúde por meio de um questionário padronizado.
Foram selecionados profissionais de saúde da rede SUS local, professores e alunos de pós-graduação da área das ciências da saúde que irão atuar como entrevistadores e supervisores, no escopo desta pesquisa. Os entrevistadores foram devidamente treinados pela equipe de coordenação geral do projeto (em dois momentos distintos, julho e outubro de 2010).
Por fim, espera-se como resultados deste trabalho: i) conhecer a distribuição geográfica da TB no Mato Grosso do Sul, bem como os grupos étnicos e clusters populacionais com risco elevado para dar subsídios às ações de controle da enfermidade; ii) identificar desigualdades sociais e ambientais associadas à ocorrência de TB em populações indígenas visando adequar as estratégias de controle destinadas a este segmento da população; iii) ampliar o conhecimento sobre os polimorfismos de genes metabolizadores de drogas, bem como sobre a ocorrência de hepatotoxicidade e outros efeitos adversos numa população miscigenada, como a brasileira; iv) fornecer subsídios (com a utilização da farmacogenética) para personalização dos esquemas terapêuticos, promovendo o ajuste individual das doses dos quimioterápicos; v) contribuir para a diminuição dos efeitos adversos às drogas, favorecendo uma maior adesão ao tratamento e consequentemente melhorando as taxas de cura.

Natureza:

  • Pesquisa

Ano do início do projeto: 2010

Ano do fim do projeto: 2012

Coordenador: PAULO CESAR BASTA

Participante Interno:

Participante Aluno:

 
Quinta, 5 de Dezembro de 2019

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