1. Entrevista: Pesquisador da ENSP/Fiocruz fala sobre vacina fracionada de febre amarela

    Luiz Antonio Bastos Camacho, pesquisador do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da Escola Nacional de Saúde Púbica Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) fala em entrevista especial ao 'Informe ENSP' sobre o fracionamento da vacina de febre amarela e duração da proteção, além da transmissão urbana da doença, do volume de doses disponíveis e do treinamento realizado na Escola com profissionais de saúde que atuam na campanha de vacinação Informação para todos, vacina para quem precisa, promovida pelo Ministério da Saúde  em 2018.

  2. Campanha de vacinação terá dose fracionada de febre amarela em três estados

    Entre fevereiro e março deste ano, 76 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 19,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas na campanha, sendo 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias.

  3. Febre amarela: dose reduzida da vacina imuniza por oito anos


    A estratégia anunciada pelo Ministério da Saúde (MS), na última terça-feira (8/1), de fracionar a vacina de febre amarela para três estados brasileiros teve como base um estudo da Fiocruz, realizado pelo seu Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), que comprova que a dose reduzida da vacina gera uma proteção equivalente à da dose padrão por oito anos. Durante o anúncio do ministro da Saúde, Ricardo Barros, a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, reforçou a importância estratégica da Fundação nas áreas de produção, pesquisa e vigilância. “A Fiocruz tem o papel não apenas de produzir as vacinas de febre amarela, mas também de produzir o conhecimento científico necessário para tomadas de decisão e atuar em estratégias de vigilância, que são fundamentais para o debate de novos estudos”, explicou.

  4. Mesmo fracionada, vacina da febre amarela garante proteção por longo tempo, afirma Akira Homma

    Akira Homma, consultor científico sênior da Fiocruz e presidente do Conselho Político e Estratégico de Bio-Manguinhos, unidade responsável pela produção da vacina, explica que a dose fracionada terá um quinto do volume pleno, mas concentração de vírus ainda é muito maior do que a exigida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de mil unidades internacionais. Ele lembra ainda que um estudo da própria Fiocruz provou que a vacina diluída, em concentração 50 vezes menor, produz alta imunidade contra o vírus da doença.

  5. Fiocruz recruta voluntários para pesquisa com vacina contra Febre Amarela

    Um estudo inédito no Brasil está sendo conduzido pelo Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do INI (LaPClinAIDS) para avaliar o grau de proteção e de segurança da vacina da febre amarela em pacientes vivendo com HIV. Com este objetivo a equipe do LaPClinAIDS está recrutando 100 voluntários não portadores do vírus HIV e que nunca se vacinaram contra febre amarela, para servir de grupo controle. Conduzido pelos pesquisadores Lara Coelho (INI), Beatriz Grinsztejn (INI) e Luiz Camacho, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), a pesquisa YF-HIV - Imunogenicidade e segurança da vacina de Febre Amarela em pacientes infectados pelo HIV conta com a participação de Biomanguinhos e do Instituto Oswaldo Cruz, além de ter o apoio do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde (DEVIT/MS).

  6. Estudo avalia potencial de urbanização da febre amarela

    Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, na França, aponta para o potencial de re-emergência de transmissão urbana de febre amarela no Brasil, reforçando a importância de medidas preventivas, como a vacinação e o controle vetorial. Em laboratório, os cientistas mediram a eficiência de mosquitos urbanos e silvestres do Rio de Janeiro quanto ao potencial de transmitir o vírus da febre amarela. Os dados apontam que os insetos fluminenses das espécies Aedes aegypti, Aedes albopictus, Haemagogus leucocelaenus e Sabethes albipirvus são altamente suscetíveis a linhagens virais tanto do Brasil, quanto da África. A competência vetorial dos mosquitos Aedes também foi verificada em Manaus e, em menor grau, em Goiânia. A capacidade de transmissão desses vetores foi confirmada ainda para a cidade de Brazzaville, capital do Congo.

  7. Febre Amarela: Rio de Janeiro passa a ser área de recomendação para vacinação

    Os moradores do Estado do Rio de Janeiro que não receberam nenhuma dose da vacina contra a febre amarela devem ser vacinados contra a doença. Isso porque, a partir de agora, o estado faz parte da Área com Recomendação de Vacinação Permanente para Febre Amarela. Assim, quem mora ou viaja ao Rio de Janeiro deve ser vacinado. A medida foi adotada devido aos casos de epizootias (adoecimento e morte de macacos) registrados na região, considerada área de alta densidade populacional com aumento de casos de febre amarela. O Ministério da Saúde recomenda a imunização para pessoas na faixa etária de seis meses a 59 anos de idade, que nunca tenham tomado alguma dose da vacina.