1. Estudo avalia potencial de urbanização da febre amarela

    Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, na França, aponta para o potencial de re-emergência de transmissão urbana de febre amarela no Brasil, reforçando a importância de medidas preventivas, como a vacinação e o controle vetorial. Em laboratório, os cientistas mediram a eficiência de mosquitos urbanos e silvestres do Rio de Janeiro quanto ao potencial de transmitir o vírus da febre amarela. Os dados apontam que os insetos fluminenses das espécies Aedes aegypti, Aedes albopictus, Haemagogus leucocelaenus e Sabethes albipirvus são altamente suscetíveis a linhagens virais tanto do Brasil, quanto da África. A competência vetorial dos mosquitos Aedes também foi verificada em Manaus e, em menor grau, em Goiânia. A capacidade de transmissão desses vetores foi confirmada ainda para a cidade de Brazzaville, capital do Congo.

  2. Febre Amarela: Rio de Janeiro passa a ser área de recomendação para vacinação

    Os moradores do Estado do Rio de Janeiro que não receberam nenhuma dose da vacina contra a febre amarela devem ser vacinados contra a doença. Isso porque, a partir de agora, o estado faz parte da Área com Recomendação de Vacinação Permanente para Febre Amarela. Assim, quem mora ou viaja ao Rio de Janeiro deve ser vacinado. A medida foi adotada devido aos casos de epizootias (adoecimento e morte de macacos) registrados na região, considerada área de alta densidade populacional com aumento de casos de febre amarela. O Ministério da Saúde recomenda a imunização para pessoas na faixa etária de seis meses a 59 anos de idade, que nunca tenham tomado alguma dose da vacina.

  3. Diferentes aspectos da febre amarela norteiam encontro na ENSP

    Pesquisadores da área de epidemiologia discutiram as diversas questões que cercam o aumento dos casos de febre amarela no país. A vacinação consciente e a melhor organização da vigilância em saúde foram alguns dos temas levantados pelos participantes do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da ENSP (Ceensp) A expansão da febre amarela Silvestre: desafios e perspectivas. As apresentações do coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Estado de São Paulo, Marcos Boulos, da pesquisadora do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da ENSP Andréa Sobral, do consultor científico de Bio-Manguinhos Reinaldo de Menezes Martins, e da coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI/SVS/MS), Carla Domingues já estão disponíveis, na íntegra, no canal da ENSP no youtube. O encontro foi realizado em 19 de abril, na Escola. Confira!

  4. Ceensp discutirá expansão da febre amarela no país

    Para discutir os desafios e perspectivas da expansão da febre amarela silvestre no país, a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) receberá, no âmbito do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos, quatro especialistas para debater os aspectos de controle, vigilância e imunização da doença. A atividade, a ser realizada nesta quarta-feira (19/4), das 9h às 16 horas, terá dois momentos de discussão, com presença do coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Estado de São Paulo, Marcos Boulos, e da pesquisadora da ENSP Andréa Sobral, na parte da manhã. Na mesa que terá início às 13 horas, estarão presentes o consultor científico de Bio-Manguinhos Reinaldo de Menezes Martins e a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI/SVS/MS), Carla Domingues. "Os palestrantes abordarão aspectos da transmissão da FAS, da vacina e das estratégias de vacinação em distintos cenários. Apesar de aparente diminuição de casos, na ultima semana, é importante  debater as ações de saúde pública no controle da doença", afirmou o coordenador do Ceensp e pesquisador da ENSP, Fernando Verani. O Ceensp é aberto ao público e não há necessidade de inscrição prévia. O encontro será gravado e, posteriormente, disponibilizado no canal da ENSP no youtube.

  5. Fiocruz orienta sobre vacina de febre amarela em idosos

    Desde que a epidemia de febre amarela começou no início do ano, há preocupação com relação aos idosos e muitas dúvidas surgiram nas redes sociais. A vacina febre amarela de Bio-Manguinhos é de vírus vivos, obtida por atenuação da subcepa 17DD do vírus da doença, cultivado em ovos de galinha embrionados livres de germes patogênicos. Sendo uma vacina viva, alguns grupos etários precisam tomar precauções específicas, como as pessoas com 60 anos ou mais. Outro grupo etário é formado por crianças abaixo de seis meses. Neste caso, a imunização é contraindicada.

  6. Pesquisadores da ENSP comentam cobertura vacinal da febre amarela

    Os pesquisadores Eduardo Maranhão e José Fernando Verani, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), destacaram, em depoimento ao Informe ENSP, a importância da cobertura vacinal para evitar a transmissão da febre amarela. Os especialistas comentaram a matéria publicada no jornal O Globo, dia 10/3, com o diretor do Instituto Evandro Chagas, Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, na qual ele afirma que o surto atual poderia ter sido evitado com a imunização de crianças de até um ano. Confira. 

  7. Opas/OMS atualiza alerta epidemiológico sobre febre amarela no Brasil e Bolívia

    A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) divulgou na sexta-feira (17/2) uma atualização de alerta epidemiológico sobre a febre amarela nas Américas. Neste ano, Colômbia, Bolívia, Peru e Brasil têm notificado casos da doença. O Ministério da Saúde da Bolívia notificou um caso de febre amarela com resultado positivo para IgM pela técnica ELISA. O paciente - turista do sexo masculino, 28 anos e não vacinado - chegou ao país em 8 de janeiro de 2017 e em 9 de janeiro seguiu para o município de Caranavi, onde provavelmente adquiriu a infecção. Em 28 de janeiro ele foi tratado em um hospital local e mais tarde transferido para cuidados particulares no Chile, recebendo alta em 13 de fevereiro. Durante o período provável de infecção, o caso permaneceu na Bolívia. A doença é endêmica no país, mas desde de 2013 foram notificados apenas casos isolados.