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Eventos adversos em hospitais no Brasil: mensuração de sua ocorrência e validação dos instrumentos de avaliação

Departamento: não informado

Programa de pós-graduação: SAÚDE PÚBLICA

Linha: ENSINO

Grupo: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE SERVIÇOS E SISTEMAS DE SAÚDE

Subárea de Conhecimento: não informado

Descrição do projeto:
Há décadas estuda-se um fenômeno relacionado ao desempenho dos serviços de saúde. Esse fenômeno – os eventos adversos (EAs) – atinge patamares alarmantes. Estima-se que cerca de cem mil pessoas morram em hospitais a cada ano, vítimas de EAs, nos EUA, onde a taxa de mortalidade por EA é maior que as atribuídas aos pacientes com AIDS, câncer de mama ou atropelamentos. A ocorrência de EA representa também um grave prejuízo financeiro. Define-se EA como dano ou lesão causada pelo cuidado médico e não pela doença de base, que prolongou a estadia do paciente ou resultou numa incapacidade ou disfunção presente no momento da alta. Estudos sugerem que a alta incidência encontrada em outros países é também observada em nosso país; entretanto, esses focaram tipos de procedimentos ou áreas específicas dos hospitais. Em revisão da literatura realizada pela equipe proponente, não se identificaram estudos brasileiros para a mensuração do conjunto dos EAs em hospitais. Esta equipe vem realizando avaliação do conjunto de EAs em hospitais brasileiros, com instrumentos desenvolvidos por pesquisadores canadenses, adaptados à realidade brasileira. Neste projeto, além de mensurar a incidência de EAs, propõem-se identificar os pacientes com maior risco de EA e testar a validade dos critérios de rastreamento adaptados aos hospitais brasileiros. O estudo também testará a validade do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS) para o monitoramento de eventos adversos a medicamentos (EAM) em hospitais.
O estudo será realizado em três hospitais públicos de ensino no estado do Rio de Janeiro. Selecionou-se uma amostra estratificada aleatória simples de 1404 pacientes. A avaliação da ocorrência de EA será estruturada em duas etapas: na primeira, será realizado o rastreamento dos possíveis casos de EAs, empregando-se a abordagem de revisão explícita de casos; na segunda, a ocorrência de EA será avaliada de modo implícito a partir de um formulário estruturado. A confiabilidade das avaliações será testada, previamente ao início das avaliações, pela concordância entre avaliadores no grupo dos enfermeiros e dos médicos. Os critérios de rastreamento de EA serão avaliados com relação à sensibilidade e à especificidade, sendo o padrão ouro a avaliação implícita. Para identificar falsos negativos na etapa de rastreamento, uma dupla de médicos avaliará uma amostra aleatória de 25% dos prontuários julgados como negativos. Na identificação de fatores de risco de EA, será realizada análise bivariada entre características do paciente, da internação, da área clínica e especialidade com a ocorrência de EAs. A análise será estratificada segundo a gravidade. A regressão múltipla logística será empregada para avaliar os fatores de risco de EAs identificados na análise bivariada. O modelo logístico também será empregado para analisar os fatores associados à ocorrência do óbito nos casos amostrados, englobando aqueles com e sem a presença de EA. Nesse segundo modelo, a presença de EA será a variável independente privilegiada. Regressão linear múltipla será empregada para análise do tempo de permanência. Eventos Adversos a Medicamentos (EAM) serão comparados com resultados de estudo anterior. Pretende-se validar o diagnóstico dos casos de EAM registrados no Sistema de Informação Hospitalar do SUS, através da análise dos prontuários e, complementarmente, dos registros do consumo de medicamentos nas farmácias hospitalares e nos centros cirúrgicos dos hospitais.
Entre os resultados, espera-se estimar freqüências, gravidade e tipo de EA, bem como identificar fatores de risco associados. A confiabilidade entre avaliadores e a validade dos critérios de rastreamento e do SIH-SUS serão determinadas e analisadas. Os impactos esperados desse estudo são conhecer a magnitude de EA, contribuir para sistemas de avaliação mais eficientes, corrigir as estimativas de EAM obtidas através do SIH-SUS e informar estratégias de redução da ocorrência de eventos indesejáveis.

Natureza: não informado

Ano do início do projeto: 2004

Ano do fim do projeto: 2008

Coordenador: MONICA SILVA MARTINS

 
Sexta, 16 de Novembro de 2018

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