link para a página principal do portal
Tamanho da Letra   menor ou maior
formulário de busca
Revertendo Padrões de "Invisibilidade ": Demografia e Saúde dos Povos Indígenas no Brasil a Partir de Análises dos CensosDemográficos Nacionais de 2000 e 2010

Departamento: DENSP - DEPARTAMENTO DE ENDEMIAS SAMUEL PESSOA

Programa de pós-graduação: EPIDEMIOLOGIA EM SAÚDE PÚBLICA

Linha: SAÚDE INDÍGENA

Grupo: SAÚDE, EPIDEMIOLOGIA E ANTROPOLOGIA DOS POVOS INDÍGENAS

Subárea de Conhecimento: 4.06.00.00-9

Descrição do projeto:
No plano internacional, tem crescido as discussões acerca da saúde e demografia dos povos indígenas, principalmente no âmbito das
estratégias para a promoção da eqüidade e redução das disparidades em saúde. Os povos indígenas estão entre os segmentos sociais
mais marginalizados do ponto de vista político e sócio-econômico nos vários países onde se fazem presentes. De todos os países da
América Latina, o Brasil tem uma das menores porcentagens de indígenas na população total (<0,5%), mas uma das maiores
sociodiversidades das Américas. Historicamente, o contato com as fronteiras econômicas e demográficas nacionais ocasionou drástica
depopulação ou mesmo a extinção de incontáveis sociedades indígenas no Brasil. No entanto, no que pese a manutenção de elevadas
taxas de mortalidade infantil e reduzida esperança de vida ao nascer entre os indígenas em comparação à população brasileira geral,
observa-se notável crescimento demográfico nas últimas décadas. Há grande dificuldade de obtenção de dados demográficos e
epidemiológicos confiáveis e representativos acerca do contingente indígena na América Latina, o que compromete a formulação de
políticas públicas, assim como o adequado planejamento e avaliação das ações de saúde voltadas para essas populações.
Considerando-se a atual agenda do governo brasileiro que prioriza a redução das iniqüidades sociais, o conhecimento acerca das
condições de saúde dos povos indígenas no Brasil é ainda bastante superficial em comparação ao que se dispõe para a população
nacional, limitando as possibilidades de tecer generalizações e discutir tendências em saúde. Tem sido feitos avanços no sentido de
reverter a carência de dados sobre os indígenas nas estatísticas nacionais brasileiras. Esse é o caso dos censos decenais conduzidos
pelo IBGE. Os dados censitários são de importância fundamental pois “são a única forma de informação sobre a situação de vida da
população em cada um dos municípios e localidades do país. As demais pesquisas domiciliares são levantamentos por amostragem,
que não são representativas para todos esses níveis geográficos. Os censos produzem informações fundamentais para a formulação de
políticas públicas e a tomada de decisões de investimentos privados ou governamentais” (IBGE, 2000:3). No que diz respeito aos
indígenas, no Censo de 1991 foi incluída a categoria "indígena" como mais uma opção de resposta para a pergunta sobre a "cor/raça"
presente no questionário da amostra, o que se repetiu em 2000. Para o Censo de 2010, o quesito da "cor/raça", que até 2000 era
investigado apenas no questionário da amostra, passou a ser pesquisado também no questionário básico, significando que toda
população foi recenseada. Mais que isso, no último censo, se a pessoa se declarava "indígena", eram feitas perguntas adicionais sobre
pertencimento étnico e línguas faladas. Os resultados do Censo de 2010 para os "indígenas" já sinalizam que haverá a necessidade de
profundas análises para compreender os processos envolvidos. Para tal, faz-se necessária a constante interlocução entre
pesquisadores das mais diversas áreas, incluindo demógrafos, antropólogos e sanitaristas. Mesmo frente aos muitos desafios, trilha-se
no Brasil uma bem-sucedida trajetória de incluir os "indígenas" nas estatísticas nacionais e, com isso, reduzir sua "invisibilidade"
sociodemográfica, com implicações importantes para fins de políticas públicas, inclusive na área da saúde. Para tanto, é fundamental
aprimorar as análises dos dados censitários sobre os indígenas, já que se trata da mais ampla e completa base de dados sóciodemográficos
para esse segmento específico da população brasileira. Este projeto visa, através de uma rede de pesquisa que envolve
epidemiologistas, demógrafos e antropólogos, analisar desigualdades no perfil demográfico, socioeconômico e sanitário dos
autodeclarados "indígenas" a partir de microdados dos Censos Demográficos de 2000 e 2010.

Natureza:

  • Pesquisa

Ano do início do projeto: 2010

Ano do fim do projeto: 2012

Coordenador: RICARDO VENTURA SANTOS

Participante Aluno:

 
Terça, 23 de Abril de 2019

ENSP NA WEB

facebook twitter Instagram youtube Soundcloud

BAIXE O APP DA ENSP

Google Play Store Apple App Store

Este portal é regido pela Política de Acesso Aberto ao Conhecimento,
que busca garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda obra intelectual produzida pela Fiocruz.


Creative Commons License

O conteúdo deste portal pode ser utilizado para todos os fins não comerciais, respeitados e reservados os direitos morais dos autores.