Anistia Internacional lembra Marielle Franco em campanha por direitos humanos

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O caso de Marielle Franco, que, no domingo, 14/10, completou sete meses sem elucidação, ganhou notoriedade mundial com a campanha Escreva por Direitos, lançada pela Anistia Internacional. A vereadora é uma das 10 protagonistas da ação, cujo foco, neste ano, recai sobre a luta de mulheres defensoras de direitos humanos. A ENSP também segue firme nessa luta pelos direitos humanos, contra o genocídio de pobres, negros e o racismo, e reitera sua posição: quer respostas para esse assassinato, assim como acerca dos diversos outros que vêm ocorrendo no país, na cidade e, em especial, no território de Manguinhos, onde a Escola está situada. 
 
 
Segundo o site da campanha, Marielle Franco foi "assassinada por não ter medo de defender pessoas. Ela lutou por um Rio de Janeiro mais justo, sempre esteve ao lado de mulheres negras, pessoas LGBTI e da juventude, e condenava os assassinatos ilegais cometidos por policiais. 
 

O site conclama os interessados a escreverem uma carta on-line ao Interventor federal general Walter Souza Braga Netto requerendo resposta sobre a morte da vereadora: "Exija que ele leve os assassinos de Marielle Franco à Justiça, incluindo quem mandou matar, e proteja defensores e defensoras de direitos humanos no Brasil."
 
De acordo com a Anistia, "o ocorrido reflete um padrão no Brasil, onde pelo menos 70 defensoras e defensores de direitos humanos foram mortos em 2017. As pessoas que defendem direitos humanos vivem constantemente com medo", apontou a organização a respeito da ação. Eles revelam ainda que "Marielle é a exceção, pois todas as demais protagonistas seguem atuando em seus países, muitas em situação de risco."
 
A campanha termina no Dia das Mulheres de 2019, celebrado em 8 de março. A Escreva por direitos é uma ação anual, na qual a Anistia convida ativistas a escreverem mensagens para tentar reverter casos de violações de direitos humanos em todo o mundo. A primeira Maratona de Cartas, como é intitulada, aconteceu em 2001 e gerou milhares de mensagens pela libertação de pessoas presas injustamente em diversos países.
 
Neste ano, a campanha destaca a discriminação, o abuso, a intimidação e a violência que afetam de forma desproporcional as mulheres, conforme descrito em documento divulgado pela organização. "A campanha irá mobilizar pessoas no mundo todo em apoio a essas ativistas, dando visibilidade aos casos e celebrando o papel dessas mulheres que levantam suas vozes contra as injustiças e lideram processos de transformação em seus países." Como resultado, a Anistia aponta que impede injustiças, consegue respostas para casos sem solução e impacta vidas de milhões de pessoas, contribuindo para uma cultura de respeito aos direitos humanos", explica o texto de divulgação da campanha. 
 
No site da Escreva por direitos, podem ser vistas todas as nove mulheres, e também a comunidade no Quênia, selecionadas para representar, com foco na questão do gênero, a defesa dos direitos humanos. Lá estão descritas, caso a caso, as figuras escolhidas. 
 
Contribua! Mande você também uma carta ao Interventor Federal exigindo uma resposta sobre a morte de Marielle Franco.

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