ENSP sedia World Bioethics Day e promove debates

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No dia 14 de outubro, às 14h, a ENSP receberá o World Bioethics Day. A edição de 2019 discutirá a bioética na luta anti-racismo, o colonialismo brasileiro e a bioética feminista. O evento também homenageará a antropóloga Debora Diniz e a ativista Jurema Werneck pela luta contra a opressão e contra toda e qualquer estratégia política que oprima a humanidade. O encontro é organizado no âmbito da International Network of the Unesco Chair in Bioethics, do Centro Internacional de Saúde, Direito e Ética da Universidade de Israel (Haifa), rede da qual o Programa da ENSP de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS) faz parte. Confira a programação.
 
O coordenador do PPGBIO, programa desenvolvido pela ENSP em associação ampla com a UFRJ, UFF e Uerj, Sergio Rego, lembrou que há alguns anos a Escola passou a ser uma unidade da cátedra de bioética da Haifa e que participa ativamente das atividades em homenagem ao Dia Mundial da Bioética, celebrado em 19 de outubro. A data foi estabelecida pela Unesco, em comemoração à aprovação da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, em 2005.
 
O coordenador do encontro falou sobre a programação contando que está prevista uma mesa redonda que terá a participação de três ilustres professores e estudiosos do campo. Nela, serão debatidos três pontos principais que entendemos ser estratégicos para o desenvolvimento da bioética no brasil com uma cara brasileira. “A expectativa é teremos, então, um dia de reflexão, belas discussões e muita consideração com todos aqueles que lutam por um país melhor”, disse Sergio Rego. 
 
Sobre os debates, o pesquisador detalhou que “a primeira mesa é sobre a inserção da bioética na luta antirracista para compreender o racismo no nosso cotidiano, na conformação da sociedade e no potencial de dano efetivo que ele provoca na vida das pessoas. O segundo aspecto será a discussão de uma bioética feminista. Este é um movimento internacional que ganha cada vez mais espaço e corpo e, para nós, é muito importante abrir um espaço de reflexão sobre o tema. O terceiro tema abordado é uma discussão que vai debater a colonialidade, a questão da cultura dos povos indígenas, da resistência a essa visão colonizadora que até hoje persiste em muitos aspectos na nossa sociedade”. 
 
Além da mesa redonda, o dia contempla ainda homenagens a duas pessoas muito relevantes para o campo da bioética e dos direitos humanos: Debora Diniz, que é professora da UnB e integrante do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), e Jurema Werneck, que é diretora no Brasil da Anistia Internacional. 
 
Para Sergio, elas são pessoas que representam a defesa dos direitos humanos, a defesa da liberdade de consciência, da liberdade de cátedra, da liberdade de união, do respeito aos indivíduos independente de sexo, gênero, cor ou posição política. “São cidadãs que lutam diretamente contra opressão e contra toda e qualquer estratégia política que oprime a humanidade. Inclusive, Débora, infelizmente, está autoexilada, uma vez que sofreu graves ameaças contra a sua vida, o que levou a Polícia Federal do Brasil inscrevê-la como ativista dos direitos humanos ameaçada”.
 

 

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