Margareth Dalcolmo discute complexidade da rotina médica

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Em sua 56ª edição, o Projeto Humanidades na Saúde – promovido pelo grupo hospitalar Americas Serviços Médicos – realizou debate acerca do livro O Médico Doente, de Dráuzio Varella.  O evento propôs reflexões com médicos, gestores e diretores da área da Saúde sobre temas considerados polêmicos e grandes divisores de opiniões no meio da ciência; nesse caso, a complexidade da rotina médica quanto às suas adversidades. A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Margareth Dalcolmo, foi uma das palestrantes.

Em sua obra, Varella relata a experiência de se ver vulnerável ao contrair febre amarela após uma visita à Floresta Amazônica, lugar no qual já estava acostumado a explorar, tendo em vista seu trabalho de pesquisa envolvendo o Rio Negro. No depoimento, o oncologista compartilha a sensação de ser um paciente não leigo, de compreender a complexidade de seu diagnóstico e vivenciar, pela primeira vez, a situação sob diferente perspectiva. Também participaram da mesa os médicos Arnaldo Goldenberg e Daniel Tabak.

Durante sua fala, Margareth Dalcolmo, consultora da ONU para Assuntos de Tuberculose, trouxe uma reflexão baseada no livro de Michel Foucault, O Nascimento da Clínica, a respeito da unidade do olhar médico. “Até hoje, não consigo responder, em sua completude, o que é exatamente isso, diante dos nossos pacientes e de nós mesmos. Diante da nossa finitude, da nossa vulnerabilidade, e da nossa incapacidade de dar respostas, seja ela lúdica, científica, radical, aos nossos pacientes.”

 


 

Confira o evento na íntegra.

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