Gestão da Atenção Básica celebra 10 anos com aula inaugural nesta terça-feira (2/4)

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Na terça-feira, 2 de abril, o Curso de Especialização em Gestão da Atenção Básica nos moldes da Residência celebrará 10 anos de atuação. Para comemorar a data será realizado o painel Os desafios para a formação em gestão da Atenção Básica. Dez anos após sua criação , a grande maioria dos egressos atua na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso tem como foco capacitar profissionais para conhecer, analisar, acompanhar e atuar na gestão da Atenção Básica das três esferas de governo: federal, estadual e municipal. A celebração é aberta a todos os interessados e não necessita de inscrição prévia.

Para os coordenadores do curso de Especialização, Roberta Gondim, Gustavo Matta e Adelyne Pereira, o excelente resultado se deve ao nível da formação proporcionada aos alunos durante o curso, o que os diferencia para o trabalho na área da Atenção Básica de Saúde. A criação do curso surgiu a partir da percepção de dois interessantes fenômenos que se conjugavam: por um lado, o fato de que muitos alunos queriam compreender de forma mais aprofundada aspectos e dificuldades próprios da gestão que impactam na atenção à saúde, gerando assim grande interesse de atuar na gestão.

Por outro lado, a demanda por parte do sistema de saúde, de profissionais qualificados para atuar na Atenção Primária, em especial na dimensão da gestão. “Promover desempenhos de excelência nas diversas áreas de gestão do serviço público de saúde relacionadas à implementação e ao acompanhamento da Gestão da Atenção Básica e da Estratégia de Saúde da Família (AB/ESF) é ponto central para o curso”, explicou Roberta Gondim.

Ao longo da última década, os egressos que passaram pelo R3, como é conhecido o curso, acompanharam as diversas mudanças no cenário político do país, que refletem mudanças significativas na gestão. Para Gustavo Matta, um ponto fundamental do curso é o fato dos alunos poderem acompanhar a questão da Política da Atenção Básica sob diferentes contextos, sejam eles mudanças de gestão ou cenários eleitorais. “Poder entender a gestão do seu aspecto técnico, político e democrático é uma riqueza muito grande para os alunos que formamos na última década”, explicou ele.

Os desafios para a formação em gestão da Atenção Básica

O painel Os desafios para a formação em gestão da Atenção Básica contará com a participação do coordenador do curso, Gustavo Matta, da pesquisdadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Marina Nogueira, e da representante da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ), Isis Botelho.

Será realizada, também, uma mesa de abertura, coordenada por Roberta Gondim, que contará com a participação de Gestores da Atenção Básica das três esferas de governo (Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro); Vice Presidência de Ensino da Fiocruz, Direção e Vice Direção de Ensino da ENSP; Representante do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde/RJ; e chefia do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da ENSP. Na ocasião serão feitas homenagens aos que construíram e participaram do curso nos últimos dez anos, além de um vídeo comemorativo.

Confira, abaixo, os depoimentos de alguns alunos que participaram do curso na última década.

"O curso me permitiu ter certeza que a gestão era o meu lugar de atuação, foi no R3 que eu me encontrei enquanto profissional do SUS. Sem falar na experiência profissional e de vida que ele me proporcionou. Vivenciar a gestão de um sistema de saúde não é fácil, e muitas vezes adoecedor, por isso ter minimamente conhecimento é fundamental. Serei eternamente grata a todos que contribuíram para minha formação neste período, especialmente meus companheiros de aventuras Janaína e Felipe".
Por Ana Carolina Menezes.

"Estive no R3 em 2012, quando a Atenção Primária no Rio de Janeiro estava em seu momento de grande expansão. Tive o privilégio de acompanhar de perto o processo da construção de indicadores municipais, inauguração de clínicas, conferência municipal de saúde,  organização de financiamento e muito outros pontos. Sem dúvida participar da gestão macro possibilitou a compreensão de todo o processo que vivi e vivo até hoje. O R3 me levou a Brasilia, o Ministério da Saúde foi minha casa por 1 mês. Participar da reflexão e criação das políticas públicas não tem preço! Entender a participação do governo estadual na Atenção Primária nos municípios também foi um desafio e só vivendo do R3 para entender (porque é uma questão até hoje). Enfim, estou há 5 anos como gerente de uma das clínicas mais desafiadoras do município, além de todas as questões especificas da categoria, é preciso saber mediar conflitos de uma forma bem direta, pois a pressão em um gerente, muitas vezes beira o surreal, a pressão vem de todos os lados e nós estamos aqui de frente para mostrar que é possível fazer saúde, mesmo em meio a violência urbana em sua forma agravada, mesmo quando falta material, insumos, medicamentos, salário, profissionais. Penso que o R3 me ensinou a buscar todas as alternativas (todas mesmo) antes de pensar que não é possível, a enfrentar os desafios, a encarar de frente todas as adversidades (que são muitas), a fazer o SUS acontecer de verdade, como aprendi e como acredito."
Por Cyntia Amorim Guerra.

 

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