Opas reforça que viajantes internacionais devem se vacinar antes de irem para áreas com febre amarela

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A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, voltou a recomendar que os viajantes internacionais sejam orientados sobre a importância de se vacinarem contra a febre amarela ao menos 10 dias antes de se deslocarem para áreas onde o vírus causador da doença circula.

A OPAS também convocou os países onde a febre amarela circula para continuarem a imunizar a população em risco, em uma atualização epidemiológica emitida em 25 de janeiro de 2019 (disponível em inglês e espanhol). Entre janeiro de 2017 e dezembro de 2018, sete países e territórios da região das Américas registraram casos da doença (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Suriname e Peru). Em 2019, Brasil e Peru confirmaram casos.

Em relação ao Brasil, no atual período sazonal (2018-2019), foram registrados 12 casos em humanos, incluindo seis óbitos, em municípios no sul do estado de São Paulo. A maioria era trabalhador rural. Também houve surtos de febre amarela entre macacos (epizootias) no estado do Paraná, que faz fronteira com a Argentina e o Paraguai. Além disso, nesta semana as autoridades de saúde do Brasil confirmaram um caso humano no Paraná – o primeiro desde 2015. O país está, atualmente, no período historicamente reconhecido como de maior transmissão (dezembro a maio).

Nos últimos dois anos, as autoridades sanitárias brasileiras conduziram campanhas maciças de vacinação, logo após o início dos surtos de febre amarela, e expandiram o número de municípios com recomendação de vacinação contra a febre amarela. Conforme a atualização epidemiológica, os casos em humanos e a confirmação de epizootias no sul do estado de São Paulo e no leste do Paraná marcam o início do que poderia ser uma terceira onda de transmissão e a progressão do surto para o sudeste e o sul do país.

Em 2018, foram notificados 20 casos de febre amarela no Peru, incluindo seis óbitos, dos quais dez foram confirmados por laboratório e dez estão em investigação. Esse número é superior ao registrado no mesmo período de 2017, quando foram notificados seis casos de febre amarela. Os casos confirmados vêm dos departamentos localizados na floresta (Loreto, San Martín, Ucayali e Madre de Dios).

A Opas continua a solicitar aos Estados Membros que tomem todas as medidas necessárias para manter os viajantes bem informados sobre os riscos e medidas preventivas contra a febre amarela, inclusive a vacinação. Os viajantes devem tomar medidas para evitar picadas de mosquito e procurar atendimento médico caso se sintam doentes durante a viagem ou após retornarem.

A OMS recomenda a vacinação contra a febre amarela para viajantes internacionais que visitam os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo, bem como partes dos estados da Bahia e Piauí. A identificação de novas áreas consideradas de risco de transmissão da febre amarela é um processo contínuo, que a OMS monitora e atualiza regularmente.

A febre amarela é uma doença hemorrágica viral aguda que pode resultar em morte. Pode ser evitada com uma vacina eficaz, segura e acessível. Periodicamente, e por razões que são difíceis de prever, o ciclo da febre amarela silvestre produz grandes surtos em macacos (epizootias). Essas epizootias se propagam por corredores silvestres onde mosquitos Haemagogus e Sabethes transmitem a doença de um grupo de macacos para outros. Os humanos expostos a esses mosquitos podem ficar doentes se não forem vacinados.

Até o momento, todos os casos humanos de febre amarela têm sido associados a mosquitos Haemogogus e Sabethes. A transmissão da febre amarela urbana ocorre quando o vírus é transmitido de humano para humano pelo mosquito Aedes aegypti.

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