Formatura de alunos da ENSP emociona auditório lotado de esperança

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As instituições públicas vêm sofrendo com o sucateamento de recursos, mas há um lema bem conhecido que diz que, em momentos de crise, investe-se em educação. Então, temos o que comemorar! No seu aniversário de 64 anos, a ENSP, que se dedica à formação profissional em Saúde e Ciência & Tecnologia, realizou a formatura, em 4/9, de 62 alunos de doutorado, 87 de mestrado e 39 de especialização, totalizando 188 pós-graduados. 
 
Devido ao trágico incêndio ocorrido no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no dia 2/9, a solenidade de formatura começou num tom de cinza de lamento, mas foi colorida pelas falas de esperança na luta, trazidas pelos dirigentes, professores e alunos. O diretor da ENSP, Hermano Castro, destacou que comemorar vitórias é muito simbólico. “A nação está viúva da cultura. Esse é o nosso sentimento”, disse ele, acrescentando que “a chama que destrói é a mesma que dá esperança nesse momento difícil de desmonte da saúde e de outros campos”. E finalizou: “Estamos na trincheira da resistência, em defesa dos direitos humanos”.
 
A vice-diretora de Ensino da ENSP, Lúcia Dupret, ressaltou que a escola tem uma missão poderosa e estratégica de formar pessoas, e desejou coragem, perseverança e sucesso aos alunos que estão se formando. “Costumo dizer que mesmo saindo da ENSP, a ENSP não sai da gente”. 
 
O evento ainda contou com a presença da representante da Presidência da Fiocruz, Eduarda Cesse, que enfatizou a importância da Fundação como instituição que oferece ensino público e gratuito, posto que educação é dever do Estado e lembrou também do papel da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz para contribuição de melhorias da gestão do Ensino; e do Centro de Apoio ao Discente, que acolhe e orienta todos alunos, mas principalmente os estrangeiros .
 
Os coordenadores dos quatro Programas de Pós-Graduação (Saúde Pública; Saúde Pública e Meio Ambiente; Epidemiologia em Saúde Pública; e Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva), Cristiani Vieira Machado, Liliane Teixeira, Letícia Oliveira e Sérgio Rego, respectivamente; além de Marly Cruz que representou Simone Oliveira, coordenadora do Mestrado Profissional em Saúde Pública, foram unânimes em denunciar o desmonte de políticas públicas e depositaram confiança na luta coletiva por direitos.
 
Os alunos vibraram com os canudos nas mãos diante do auditório térreo da ENSP lotado de seus familiares emocionados. Todos os professores receberam homenagens, que também foram estendidas ao Comitê de Ética e Pesquisa, Serviço de Gestão Acadêmica e aos recepcionistas da ENSP.
 

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