Revista Radis de janeiro está no ar

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A epidemia das drogas psiquiátricas, os riscos para a saúde e o ambiente provocados pelo uso do mercúrio e a importância de melhorar as condições de vida da população para combater a tuberculose estão entre os temas abordados na primeira edição de 2018 da Revista Radis (nº 184 - janeiro 2018). A matéria de capa destaca a realização, na ENSP, do seminário internacional sobre a Epidemia das Drogas Psiquiátricas, que revelou que o aumento do diagnóstico de distúrbios e do uso de drogas psiquiátricas não levou à redução da carga de doenças mentais, e recebeu convidados como o jornalista americano Robert Whitaker, que investiga estratégias mercadológicas da indústria de medicamentos, e o professor finlandês Jaakko Seikkula, da Universidade de Jyvãskyä. A Radis de janeiro de 2018 traz ainda reportagens sobre o VIII Congresso Interno da Fiocruz, os avanços, desafios e retrocessos relacionados à Aids e a importância do serviço de fonoaudiologia no SUS. Confira a edição completa.
 
“No passado, crianças consideradas ‘difíceis’ eram parte da vida. Agora temos um novo padrão, em que todos temos que estar felizes o tempo todo”, criticou Whitaker durante o seminário na ENSP. O evento abordou o modo como os padrões sociais podem transformar diferenças em doenças psiquiátricas, e teve entre os participantes a ex-paciente psiquiátrica Laura Delano, que contou os efeitos da padronização, patologização e medicalização da vida e sua experiência de sete anos sem tomar nenhum dos 19 medicamentos prescritos para os vários transtornos mentais “incuráveis”.
 
A tuberculose também foi destaque nesta edição, com reportagem de Liseane Morosini sobre a 48ª Conferência Internacional da União contra a Tuberculose e Doenças Pulmonares, realizada no México. Segundo dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2015, a doença afetou cerca de 10,4 milhões de pessoas no planeta, provocando 1,5 milhão de mortes. Sua redução é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável pactuados na ONU e tem metas estabelecidas pela OMS, com a participação do Brasil.
 
"Especialistas indicam que a estruturação multidisciplinar da atenção básica e investimentos em atenção especializada e inovação tecnológica, associados à melhoria nas condições de vida da população, são determinantes para o combate à tuberculose. Não investir na prevenção gera um custo oito vezes maior, calculam. Mas, com o desmonte do SUS, a fragilização da formação em saúde e a redução dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, para favorecer interesses do mercado, seguimos no sentido oposto", afirma o editorial.
 
Leia ainda reportagem sobre o I Seminário Internacional Aspectos Toxicológicos do Mercúrio sobre a Saúde Humana e o Ambiente, que debateu as formas de uso do metal na odontologia e no garimpo, e as formas de combate e banimento, conforme determina a Convenção de Minamata, e as seções Voz do Leitor, Súmula, Toques da Redação, Serviço e Pós-Tudo.
 

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