ENSP cria Rede de Plataformas Tecnológicas buscando integração entre linhas de pesquisa

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Tatiane Vargas

Com o objetivo de promover acesso às análises e o uso compartilhado de equipamentos no âmbito dos laboratórios da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), foi criada ao final de 2016 a Rede de Plataformas Tecnológicas da ENSP. Uma Plataforma Tecnológica representa uma área tecnológica avançada, com infraestrutura principal e de suporte, organizada no sentido de oferecer acesso às tecnologias para a comunidade científica. O coordenador de Serviços Laboratoriais da ENSP, Sergio Rabello, explica que uma Rede de Plataformas pode iniciar-se pela oferta de equipamentos multiusuários - em sua forma mais simples - até constituir uma infraestrutura centralizada, formada por um conjunto de serviços especializados, com equipamentos de última geração e grande porte. A criação da RPT-ENSP, que vem sendo estruturada por meio da Vice Direção de Ambulatórios e Laboratórios (VDAL/ENSP), atende a diretriz Fiocruz de Plataformas Tecnológicas. Uma Rede de Plataformas Tecnológicas busca racionalizar o uso dos equipamentos na instituição, evitando duplicidades de investimentos desnecessários, visando a boa continuidade dos serviços e pesquisas e assegurando a otimização dos custos de manutenção e insumos, além de promover a capacitação de recursos humanos em novas tecnologias.

Segundo Sergio Rabello, a criação da Rede no âmbito da ENSP tem o mesmo foco conceitual dos moldes estabelecidos pela Rede Fiocruz de Plataformas Tecnológicas: um sistema de agendamento e gerenciamento informatizado via web. “A utilização da Rede proporcionará o monitoramento das demandas dos usuários internos e externos; a padronização na documentação; a possibilidade de tomada de decisão atrelada à produtividade das subunidades, além de favorecer o planejamento em curto, médio e longo prazos, permitindo ajustes necessários e adaptações para cada subunidade, respeitando a característica dos serviços oferecidos”, apontou ele.

Ainda de acordo com Sergio - que compõe a coordenação da RPT-ENSP -, por meio do sistema via web será possível disponibilizar aos usuários as informações de cada subunidade, para que os mesmos possam solicitar a prestação de serviço, encaminhar amostras e obter resultados. “A Rede de Plataformas busca dar transparência e publicidade às pesquisas produzidas na Escola que tem nível e excelência, além de promover a integração entre as linhas de pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública com a própria Escola, com a Fiocruz, e com outras instituições de ensino e pesquisa do país e do mundo”, argumentou ele.

Criada por meio de portaria designada pela Direção da ENSP, a Rede Plataformas conta em sua gestão com três instâncias de participação: um Comitê de Usuários, uma Coordenação e um Comitê Gestor. A cada uma delas é definida uma atribuição. Ao Comitê de Usuários, por exemplo, cabe atuar como um interlocutor na Escola e zelar pelos interesses dos usuários das subunidades, além de propor ações de melhorias e contribuir para a elaboração da previsão do orçamento das subunidades de Plataformas. À Coordenação da RPT-ENSP - que fica a cargo da Coordenação de Vigilância e Laboratórios de Referência da Fiocruz - cabe cumprir as determinações da diretriz Fiocruz de Plataformas Tecnológicas, além de consolidar e analisar o orçamento da Rede, levando em conta as previsões de todas as subunidades.

Ao Comitê Gestor - formado por representantes do Grupo de Trabalho - compete aprovar a inclusão de novas plataformas ou subunidades, avaliar anualmente, re-credenciar ou excluir subunidades, aprovar o orçamento da Rede, alinhar as ações da Rede com as Políticas Institucionais, aprovar a aquisição de novos equipamentos de grande porte, além de analisar e aprovar os relatórios preparados pela Coordenação da Rede.

A importância da Rede de Plataformas Tecnológicas para ENSP

A Vice-Direção de Pesquisa e Inovação da ENSP vem incentivando a necessidade de mudança de cultura no que diz ao trabalho em conjunto e ofereceu todo apoio a criação de redes colaborativas, como a Rede de Plataformas Tecnológicas da Escola. Segundo a Vice-diretora de Pesquisa e Inovação da ENSP, Sheila Mendonça a VDPI abraçou a ideia da Rede de Plataformas principalmente pelo seu caráter de compartilhamento, transversalidade e solidariedade das ações.

“O exercício dos compartilhamentos de equipamentos multiusuário e das trocas de serviços entre departamentos e profissionais abre as portas para a cultura de oferta de serviços em Plataforma.  Na verdade, é o exercício dessa prática que desarma dentro da pesquisa medos e inseguranças, que torna o espaço mais permeável, no qual as Redes funcionem não só numa troca específica de informação, mas que de fato funcionem pelo fluxo natural da relação entre pesquisadores. Aprender a compartilhar com respeito e ética é parte do exercício democrático em pesquisa", justifica ela.

Para Sheila Mendonça a Vice-Direção Ambulatórios e Laboratórios (VDAL) vem fazendo grande esforço de estruturar áreas e a Vice-Direção de Pesquisa e Inovação (VDPI) vem dando todo apoio, incentivando, discutindo permanentemente com os pesquisadores, apontando que é possível ter projetos de pesquisa que compartilhem competências e também equipamentos e serviços, em prol da missão institucional e em benefício da pesquisa na ENSP.

*Crédito foto de capa: Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Fiocruz.

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