Novos medicamentos para hepatite C começam a ser distribuídos aos estados e municípios

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Os novos medicamentos para tratamento da hepatite C, incorporados recentemente ao SUS, começam a ser distribuídos aos estados e municípios. Os medicamentos já foram enviados ao Distrito Federal e, a partir do próximo mês, novembro, começam a chegar ao restante dos estados. Dos 3 medicamentos adquiridos pelo Ministério da Saúde, dois já começaram a ser distribuidos imediatamente (sofosbuvir e daclatasvir). O terceiro medicamento (simeprevir) tem sua distribuição prevista para o mês de dezembro.

A nova terapia vai beneficiar cerca de 30 mil pacientes nos próximos 12 meses. Marcando o início dessa nova fase no tratamento da hepatite C no Brasil, o ministro da saúde, Marcelo Castro, na terça-feira (20/10), entregou os frascos dos medicamentos à primeira paciente beneficiada com a nova terapia: Helenisar Campos Cabral Salomão.

Esses novos medicamentos trazem muitos benefícios para os pacientes que convivem com a doença. Além de uma facilidade posológica de um tratamento completamente por via oral, e por um tempo menor, as taxas de cura ultrapassam os 90%. Com o tratamento anterior era necessário injeções semanais por até um ano, e as taxas de cura girava em torno de 50-60%. Elas garantirão mais conforto e qualidade para o paciente.

O novo Protocolo Clínico (PCDT) para tratamento da Hepatite C publicado pelo Ministério da Saúde amplia ainda as indicações para o inicio do tratamento contemplando indivíduos que anteriormente não podiam receber o tratamento ofertado anteriormente. As recomendações apresentadas pelo PCDT do Ministério da Saúde estão alinhadas com as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Equipes técnicas da OPAS/OMS apoiaram o Ministério da Saúde no desenvolvimento deste novo protocolo clínico.

Além dos novos tratamentos, o ministério também incorporou ao SUS um novo exame para auxiliar no estadiamento da doença. A Elastografia Hepática Ultrassônica é um exame seguro, eficaz e efetivo para a definição do estágio da fibrose hepática, quando comparada à biópsia hepática que é o atual padrão de diagnóstico. Este exame possui níveis de sensibilidade e especificidade significativas, com a vantagem de ser um indolor e não invasivo.

Em 13 anos de assistência à doença no SUS, foram notificados e confirmados 120 mil casos, e realizados mais de 100 mil tratamentos. Atualmente são 10 mil casos notificados ao ano. A OMS estima no mundo entre 130-150 milhões de pessoas infectadas cronicamente pelo vírus da Hepatite C, ocorrendo entre 350.000 e 500.000 mortes relacionadas com hepatite C (cirrose e carcinoma hepatocelular) a cada ano. No Brasil, são registrados cerca de três mil mortes por associadas à hepatite C.

Desde 2011, o país também distribui testes rápidos para a hepatite C. Naquele ano, foram distribuídos 15 mil testes, sendo que em 2014 o número saltou para 1,4 milhão. Este ano, está prevista uma compra de 3 milhões de testes, que serão distribuídos nos próximos anos.

Sem diagnóstico até 1993, a hepatite C, como a hepatite B, é uma doença de poucos sintomas. As formas mais comuns foram a transfusão de sangue e infecção hospitalar na década de 80, sendo outras formas de transmissão são o compartilhamento de objetos de uso pessoal e para uso de drogas. A transmissão sexual ainda é um tema muito debatido por pesquisadores de todo o mundo.

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