Atividades agitam semana comemorativa aos 60 anos ENSP

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De 3 a 5 de setembro, a Escola Nacional de Saúde Pública foi palco de diversas atividades comemorativas aos seus 60 anos de história. Além de diversas palestras que narraram a trajetória da ENSP, a comemoração contou também com a feira Agroecológica de Saberes e Sabores, além das tradicionais atividades de promoção da saúde, organizadas pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, como o Camelô Educativo e o Bazar da Solidariedade. Confira a galeria de fotos!

Feira Agroecológica de Saberes e Sabores

O pátio da ENSP recebeu, nos dias 3 e 4/9, a feira Agroecológica de Saberes e Sabores, que contou com a participação do Projeto Terrapia, da Associação Agroecológica de Teresópolis, e de Assentamentos da Reforma Agrária organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) como: Roseli Nunes (Pirai), Campo Alegre (Queimados) e Terra Prometida (Duque de Caxias), além de pequenos agricultores organizados no Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) trazendo produtos de diferentes regiões do Rio de Janeiro.

De acordo com a membro da Associação Terrapia Mariza Paranhos a feira é importantíssima para todos os agricultores porque é uma oportunidade de expor os produtos e ao mesmo tempo para os funcionários da Fiocruz, pois tem a possibilidade de ter produtos frescos e levá-los para casa. "O Projeto Terrapia oferece a oportunidade de uma alimentação saudável, onde prioriza a energia vital do alimento que nem todos possuem tempo de fazer em casa", declarou Mariza. Conheca o site da Associação Terrapia.

Camelô Educativo

O Camelô Educativo esteve presente na manhã do dia 3 de setembro no pátio da ENSP, com a assistente social Idenalva Lima e a estagiária de Serviço Social, Joyce Brito Lamoglia de Oliveira. Trata-se de uma atividade de promoção e educação em saúde que tem como objetivo informar e sensibilizar a comunidade de Manguinhos nas questões de saúde, focalizando a prevenção das DST/Aids.

A metodologia empregada é a exposição de materiais educativos: álbum seriado sobre DST/Aids, pênis de borracha, modelo pélvico para demonstração de prática sexual segura, materiais informativos (panfletos, cartilhas, cartazes) e doação de preservativos. De acordo com a assistente social Idenalva Lima, o desenvolvimento de ações educativas em saúde tem como pressuposto a transformação social, que leva o sujeito refletir sobre a sua realidade.

Para atender esta questão, o Núcleo DST/Aids do Centro de Saúde Germano Sinval Faria implantou em 2000, o Projeto Camelô Educativo, levando-se em conta a magnitude da epidemia de HIV/Aids que ainda se apresenta como um grande desafio para a Saúde Pública. Sob a coordenação da assistente social, e a parceria de agentes comunitários de saúde, essa atividade vem sendo desenvolvida em datas específicas na unidade e em algumas comunidades de Manguinhos.

"Acreditamos que o Camelô Educativo possa contribuir para elevar o grau de informação da população de Manguinhos, quanto à prevenção, a identificão de casos e recursos disponíveis para o tratamento de DST/HIV/Aids; e permitir ao indivíduo uma participação como sujeito nas questões da saúde, contribuindo para o exercício de sua cidadania, tornando-o co-responsável pela melhoria não só de sua saúde, mas também da família e da comunidade em que está inserido", conclui Idenalva.

Bazar da solidariedade

O Bazar da Solidariedade também agitou as atividades comemorativas aos 60 anos da ENSP, na manhã do dia 3 de setembro, e contou com a participação das voluntárias Zélia de Lima de Oliveira e Fátima Maria da Silva Oliveira, moradoras do bairro e da agente comunitária de saúde, Maria Antônia. Criado pela equipe do Núcleo de DST/Aids, o Bazar da Solidariedade tem como principal objetivo prestar apoio social às famílias e indivíduos soropositivos em situações emergenciais.

Atualmente, o Bazar está incorporado à prática do serviço de saúde e continua estimulando a solidariedade entre seus colaboradores. A atividade acontece na primeira semana do mês, para prestar socorro emergencial a pacientes soropositivos em situações de penúria, constrangimento e segregação, pois, segundo Celina Boga, médica do Centro de Saúde e uma das coordenadoras do Núcleo, apesar de mais de 25 anos de epidemia, o preconceito resiste e se renova.

Falta de gás para cozinhar, corte de energia elétrica por impossibilidade de pagamento, inexistência ou extravio de documentos pessoais essenciais, regularização da situação de moradia, necessidade de medicamentos não dispensados pela rede pública foram, e continuam sendo razões para utilização do dinheiro arrecadado pelas vendas do Bazar da Solidariedade.

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