Pnuma lança relatório de sustentabilidade que vai além do PIB

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A fixação do mundo no crescimento econômico ignora um esgotamento rápido e em grande parte irreversível dos recursos naturais, o que irá prejudicar seriamente as gerações futuras de acordo com o relatório que lançou hoje um novo indicador voltado para incentivar a sustentabilidade – o Índice de Riqueza Inclusiva (IRI).

O IRI, que vai além dos parâmetros econômicos e de desenvolvimento tradicionais do Produto Interno Bruto (PIB) e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para incluir uma ampla gama de ativos, como o capital manufaturado, humano e natural, mostra aos governos a verdadeira situação da riqueza das suas nações e a sustentabilidade de seu crescimento.

 

O indicador foi divulgado no Relatório de Riqueza Inclusiva 2012 (IWR na sigla em inglês), uma iniciativa conjunta lançada na Rio+20 pelo Programa Internacional de Dimensões Humanas sobre Mudança Ambiental Global (UNU-IHDP, na sigla em inglês), organizado pela Universidade das Nações Unidas e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O relatório observou as mudanças na riqueza inclusiva em 20 países, que juntos representam quase três quartos do PIB mundial, de 1990 a 2008.

 

Apesar de registrar crescimento do PIB, China, Estados Unidos, África do Sul e Brasil aparecem como tendo esgotado significativamente seu capital base natural, a soma de um conjunto de recursos renováveis e não renováveis, como combustíveis fósseis, florestas e pesca.

 

Durante o período avaliado, os recursos naturais per-capita diminuíram em 33% na África do Sul, 25% no Brasil, 20% nos Estados Unidos e 17% na China. Das 20 nações pesquisadas, somente o Japão não sofreu diminuição do capital natural devido ao aumento da cobertura florestal.

 

Confira aqui a íntegra da matéria da Pnuma sobre o Índice de Riqueza Inclusiva (IRI).