Revista Radis cartas
Cartas
Radis partidária
Há anos sou assinante e leitor da Radis. Gostaria de alertar seus atuais dirigentes sobre a forma partidária-eleitoral em sua linha editorial. Isto é um desserviço à história da Fiocruz. Defendem a saúde sem médico, como quando se colocam contrários à Lei do Ato Médico, alegando que se trata de decisão democrática da Conferência Nacional de Saúde (resposta à minha correspondência publicada na sessão Cartas).
Agora são contra a Lei de Biosse-gurança, mesmo sendo aprovada democraticamente pelo Congresso Nacional, e até pouco sutilmente faz grave acusação, de que os congressistas foram comprados pelas “transgenetes” (“garotas contratadas em agências de modelo para distribuir cartazes, folders e brindes aos parlamentares”, Radis 32, pág. 13). Nós leitores merecíamos uma reportagem menos tendenciosa e mais esclarecedora.
A reportagem “Mutirão socorre a saúde do Rio” é ainda mais clara na posição político-partidária, já não mais disfarçada. Fico aguardando qual a posição da instituição após a decisão soberana do Supremo Tribunal Federal. Na reportagem com o Sr. João Pedro Stédile, a manipulação de informações nem merece maiores comentários.
Quando uma instituição com a história da Fiocruz se aventura na propaganda político-partidária se arrisca a perder sua credibilidade científica. E a ter de publicar somente as cartas com elogios!!!!
• Fábio Lentúlio Mota Filho, Belo Horizonte
Ao longo da história do Programa Radis, nossas publicações nunca foram neutras. O que pode ser conferido nos artigos desde 1982, disponíveis na Coletânea Radis 20 anos, em nosso site (www.ensp.fiocruz/radis). O Proposta era “o jornal da Reforma Sanitária” e os comentários das revistas Súmula e Tema, e da atual Radis, sempre tomaram partido da saúde pública, do SUS, das resoluções das conferências. Ao contrário da mídia, que simula imparcialialidade, sempre fomos críticos, sem deixar de expor as diferentes opiniões. Político-partidários não, porque integrantes de todas as legendas já foram questionados quando agiram contra a saúde da população. A voz descontente de leitores como Fábio é parte desta polifonia que valorizamos e nos servirá de parâmetro para continuarmos buscando o equilíbrio.








Comentar