link para a página principal do portal
Tamanho da Letra   menor ou maior
formulário de busca
Risco zoonótico para humanos, eqüídeos e cães domésticos dos municípios de Duque de Caxias, Itaguaí, Nova Iguaçú, Piraí, Queimados e Seropédica, sujeitos às infestações por carrapatos (Arachnida) e pulgas (Siphonaptera)

Departamento: DCB - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Programa de pós-graduação: SAÚDE PÚBLICA

Linha: EPIDEMIOLOGIA DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS

Grupo: AMBIENTE, VETORES E SAÚDE PÚBLICA

Subárea de Conhecimento: 4.01.01.09-6

Descrição do projeto:
Material e Métodos

Descrição da área de estudo
As áreas a serem estudadas contemplam os municípios de Duque de Caxias, Itaguaí, Nova-Iguaçú, Piraí, Queimados e Seropédica, pertencentes à Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro. Será escolhida uma localidade em cada município, preferencialmente em que se tenha noticiado ou registrado casos de FMB e que será contemplada com o anel rodoviário a ser construído em função da nova refinaria da Petrobrás, a exceção de Queimados por ser considerada área indene.
O município de Duque de Caxias tem uma área total de 465 Km2 e população de 872.762 habitantes; Itaguaí tem 272 Km2 e 105.633 habitantes; já Nova - Iguaçu tem 524 Km2 e 865.089 habitantes; o município de Piraí, o menos populoso, apresenta 505 Km2 de área e população de 26.114 habitantes; o município de Queimados tem área total de 77 km2 e população estimada em 139.378 habitantes; e por fim Seropédica apresenta 284km2 e população de 78.819 (IBGE, 2009).

Avaliação clínica dos animais, coleta de amostra de sangue e dados referentes à propriedade serão catalogados para posterior análise estatística.
A avaliação dos parâmetros clínicos como batimentos cardíacos, movimentos respiratórias e mucosas aparentes tem como a finalidade de se observar outras possíveis enfermidades que possam estar ocorrendo nos animais avaliados. As coletas de sangue serão realizadas em cães e eqüídeos, onde serão divididos em dois grupos, os procedentes de região urbana e os de região caracterizada como rural. Os dados coletados serão registrados em questionários individuais, onde constará nome do proprietário, endereço, cidade, número de pessoas residentes, propriedades rural e/ou urbana, cães e/ou eqüídeos, outros animais, número de animais, data da coleta, situação sanitária das propriedades (manejo, vacinação, vermifugação).



Coletas de sangue em cães e eqüídeos
Serão coletadas amostras de sangue dos cães e eqüídeos das propriedades visitadas. As coletas serão realizadas por venopunção radial nos cães e jugular nos eqüídeos em tubos sem anticoagulante. Os soros serão aliquotados e armazenados a –20º C até o momento das análises preconizadas. O teste considerado padrão-ouro para diagnóstico da FMB é a reação de imunofluorescência indireta (RIF), sendo a técnica mais usada em laboratórios para diagnóstico de casos agudos, teste de triagem e estudos soroepidemiológicos para o diagnóstico da infecção em humanos e animais (HORTA et al 2004; LEMOS et al .,1996; ROZENTAL., 2002).

Reação em cadeia da polimerase (PCR)
A técnica de PCR será realizada em carrapatos para o diagnóstico de RGFM, Rickettsia sp. Em uma etapa anterior à realização da PCR, os carrapatos serão separados em pools de acordo com a espécie, fase evolutiva, sexo, animal fonte, data da coleta e localidade de procedência. Posteriormente serão submetidos à desinfecção com hipoclorito de sódio a 1% e álcool 70% e lavados em água destilada estéril e posteriormente serão totalmente triturados com auxílio de uma ponteira estéril de 1 mL com a ponta queimada, que servirá de pistilo. Antes da etapa de trituração, os tubos tipo eppendorff estéril que contem os carrapatos ficarão imersos em nitrogênio líquido por dez segundos. Após esta etapa, o material ficará ressuspendido em 20 μL de meio BHI e estocado a -20oC até o momento da extração de DNA.
Para a extração do DNA dos carrapatos será utilizado o Mini Kit QIAamp DNA (QIAGEN ®). Os pools formados serão submetidos à PCR utilizando quatro conjuntos de marcadores para o diagnóstico de RGFM: Rr190.70p/Rr190.602n (ompA) (REGNERY et al., 1991), BG1-21/BG2-20 (ompB) (EREMEEVA et al., 1994) e RpCS.877p/RpCS.1258n (gltA) (REGNERY et al., 1991). As reações serão realizadas em termociclador programado com temperaturas e tempos padronizados para cada marcador utilizado. Os produtos da PCR serão submetidos à eletroforese em gel de agarose a 1% e visualizados sob luz ultravioleta com brometo de etídio. Em caso de amplificação, o DNA será submetido à técnica de sequenciamento para a determinação da espécie.

Coleta de ixodídeos e de sifonápteros
Serão realizadas coletas mensais, uma por mês durante uma semana (cinco jornadas ou uma jornada/dia) nos seis municípios citados durante quatro anos, totalizando 240 jornadas. Cada município será contemplado com 40 jornadas perfazendo oito meses de coletas ao longo da pesquisa. Serão coletados carrapatos e pulgas dos ambientes, incluindo pastagens, áreas domiciliadas e em áreas primária, secundária e terciária de mata atlântica, além de investigações sobre os hospedeiros, cães e eqüídeos.
Para a coleta de ixodídeos do ambiente, serão utilizadas as técnicas de arrasto com flanela e armadilhas atrativas. Este método consiste em arrastar uma flanela branca de 1,50m x 0,80m fixada a um suporte de madeira amarrada com uma corda ou barbante na extremidade anterior. A técnica do arrasto é indicada para locais com vegetação do tipo herbácea (gramíneas, leguminosas e outras forrageiras), utilizadas como áreas de confinamento de animais (pastos) e peridomicílio. Deve-se percorrer toda a extensão da área, andando lentamente e parando de tempo em tempo para a coleta dos ixodídeos.
Para o uso de armadilhas atrativas utiliza-se CO2 (gelo seco) como eficiente atrativo químico para os ixodídeos. Esta técnica consiste em colocar aproximadamente 500g de gelo seco em uma cavidade no solo e acima desta, uma flanela branca medindo 1,0m x 1,0m com fita adesiva dupla face nas bordas. O tempo de permanência deve ser de no mínimo uma hora. Estas armadilhas devem ser colocadas em locais com vegetação do tipo arbustivas e ou arbóreas como matas ciliares. Esta técnica é recomendada para a captura dos estágios adultos e ninfas.
Os carrapatos capturados ficarão acondicionados em potes plásticos que serão identificados de acordo com o local de procedência e data da coleta.
Os ixodídeos coletados dos animais domésticos serão removidos por leve torção manual ou retirados com auxílio de pinças lisas. Após a retirada dos animais serão armazenados em potes plásticos contendo pequenos furos e grama fresca, os quais serão identificados com a espécie do animal, local de procedência e data da coleta.
As capturas de pulgas ocorrerão no mesmo ambiente que os carrapatos e se dará a partir do uso de armadilha luminosa.
As atividades laboratoriais ocorrerão nos Laboratórios de Doenças Parasitárias da UFRRJ e no Setor de Vetores, Laboratório de saúde pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca- FIOCRUZ.
A identificação dos espécimes de carrapatos se dará a partir das chaves dicotômicas de Aragão e Fonseca (1961) e na de Barros-Battestti et al. (2006). Já a identificação das espécies de pulgas seguirá Johnson 1957 e Linardi & Guimarães 2000.


Processamento dos dados e análise estatística
Será realizada análise exploratória dos dados do questionário através da descrição das freqüências das informações sobre o proprietário e propriedade. Na análise de associação entre variáveis categóricas será empregado o teste exato de Fisher. Para a análise epidemiológica dos dados, serão calculados risco relativo e risco atribuível. Para a realização de todos os testes estatísticos será utilizado o programa estatístico BioEstat 5.0 (AYRES et al. 2005).

Objetivo geral:
- Avaliar o risco potencial para a população humana local dos municípios de Duque de Caxias, Nova-Iguaçú, Piraí, Queimados e Seropédica, além de turistas que estarão presentes durante os eventos internacionais da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos para a infecção por Rickettsia spp.;
- Avaliar o risco zoonótico para as populações animais das regiões estudadas, bem como, o risco para os animais brasileiros e estrangeiros que participaram dos eventos eqüestres que ocorrerão durante as olimpíadas de 2016.
Objetivos Específicos:
- Conhecer a dinâmica ecológica das faunas de ixodideos e de sifonápteros nos ambientes rural, silvestre e urbano, sobre animais domésticos (caninos e eqüinos);
- Investigar a infecção por Rickettsia spp. causadores da FMB nos ixodídeos, sifonápteros, cães domésticos e eqüídeos;
- Investigar a presença de anticorpos anti-rickettsias do grupo da FMB nos eqüídeos e cães domésticos.
- Conhecer o perfil clínico, hematológico e bioquímico dos animais considerados infectados detectados por imunofluorescência indireta, a partir de títulos ≥ a 1/64.

Natureza:

  • Pesquisa

Ano do início do projeto: 2010

Ano do fim do projeto: 2014

Coordenador: RAIMUNDO WILSON DE CARVALHO

Participante Interno:

Participante Aluno:

Participante Bolsista:

 
Domingo, 17 de Novembro de 2019

ENSP NA WEB

facebook twitter Instagram youtube Soundcloud

BAIXE O APP DA ENSP

Google Play Store Apple App Store

Este portal é regido pela Política de Acesso Aberto ao Conhecimento,
que busca garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda obra intelectual produzida pela Fiocruz.


Creative Commons License

O conteúdo deste portal pode ser utilizado para todos os fins não comerciais, respeitados e reservados os direitos morais dos autores.