1. 'Comunicação de riscos em saúde ocupa um lugar biopolítico de reforço da culpabilização dos indivíduos', apontam pesquisadores

    Em ensaio publicado no Cadernos de Saúde Pública, os pesquisadores Luis David Castiel e Paulo Roberto Vasconcellos-Silva, da ENSP; e Danielle Ribeiro de Moraes, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz, problematizam a abordagem dominante da comunicação dos riscos em saúde. O estudo acessa e toma para análise conteúdos provenientes tanto de autores que se apresentam como especialistas na área de comunicação de riscos, quanto de sequências de mídia audiovisual de amplo acesso. "Enquanto parece se configurar uma área de mediação entre expertos e leigos, potencial geradora de inovação tecnológica e de mercadorias passíveis de serem consumidas, a comunicação de riscos em saúde ocupa um lugar biopolítico de reforço da culpabilização dos indivíduos e de propostas individualizantes de evitação dos riscos", dizem. Segundo os autores, o apagamento dos contextos em que ocorrem as exposições ao risco alimenta e é alimentado pela conjuntura neoliberal em que vivemos.

  2. Conferência livre de Vigilância em Saúde acontecerá na ENSP segunda-feira (25/9)

    Na segunda-feira, 25 de setembro, o Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) realizará a Conferência livre de Vigilância em Saúde. A atividade será preparatória para a 1º Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que acontecerá de 21 a 24 de novembro deste ano, em Brasília. O evento, marcado para às 13h30, no auditório térreo da ENSP é aberto aos interessados e não necessita de inscrição prévia. Para a discussão, a Conferência livre contará com a participação de Jorge Sayde, da Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde e de Fernando Pigatto, do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A coordenação da atividade fica a cargo das pesquisadoras do Cesteh/ENSP Ana Maria Braga e Simone Oliveira.
     

  3. Mundo enfrenta dificuldades para eliminar tuberculose e HIV

    Menos de 5% dos países atingiriam, até 2030, os objetivos de redução de suicídios, mortes em acidentes de trânsito e obesidade infantil, e só 7% poderiam eliminar novas infecções com o HIV, segundo o estudo publicado na revista médica The Lancet. Quanto à tuberculose, nenhum país está em vias de uma erradicação de novas infecções. Por outro lado, mais de 60% dos países avaliados podem alcançar as metas de redução da mortalidade infantil, neonatal e materna, e de eliminação da malária. Apenas 20% das 37 metas de saúde estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU adotados em 2015 são suscetíveis de serem cumpridas, segundo os autores. Estes destacam uma desigualdade considerável nas projeções para 2030: os países com rendas altas alcançariam 38% das metas, e os com rendas baixas, 3%.

  4. Ceensp sobre assistência farmacêutica marca aniversário de 63 anos da ENSP

    Uma edição especial Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da ENSP marcou as comemorações pelos 63 anos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, realizadas de 4 a 6 de setembro. Com o tema Experiências em Assistência Farmacêutica no Brasil e na América do Sul, o Ceensp foi organizado em parceria com o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, e contou com a participação do presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira dos Santos, e da diretora do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Isags), Carina Vance. O ex-diretor da ENSP e pesquisador do Departamento de Política de Medicamentos e Assistência Farmacêutica (NAF), Jorge Bermudez, foi o coordenador do debate. Na ocasião foi lançado o número temático da Revista Ciência & Saúde Coletiva Assistência Farmacêutica e Acesso a Medicamentos. Acesse a seção 63 Anos ENSP e saiba mais sobre tudo que rolou no aniversário da Escola.

  5. Pesquisador da ENSP será homenageado no aniversário da Fiocruz Amazônia

    Nesta sexta-feira (22/9), o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) Luciano Toledo será homenageado durante a solenidade especial de comemoração dos 23 anos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A sessão, que também marca o Ano Oswaldo Cruz (100 anos de falecimento do médico, sanitarista e pesquisador Oswaldo Cruz), é uma iniciativa do deputado Luiz Castro (Rede/AM) e foi aprovada por unanimidade pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Toledo foi assessor do Escritório Técnico Regional da Fiocruz na Amazônia (ETA) e, posteriormente, diretor do Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane (CPqLMD). "Após uma vida inteira de trabalho na Fiocruz, é um privilégio ter deixado minha contribuição para a permanência de uma unidade da Fiocruz na Amazônia e ter participado das discussões sobre a importância do ambiente enquanto um fator de regulação de condições de vida e saúde", afirmou o pesquisador.

  6. Artigo da ENSP avalia tremor em guardas de endemias expostos a agrotóxicos

    Tremor é o distúrbio do movimento mais frequente na população e pode estar associado à exposição a agrotóxicos. Doenças hematológicas, dermatológicas, pulmonares, neurológicas, câncer, malformações congênitas, entre outras, também podem estar associadas a essa exposição. O Brasil, como o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2008, em grande parte à custa da indústria agrícola, movimentou, entre 2010 e 2011, a receita de US$ 8,5 bilhões e o consumo de 936 mil toneladas, o que representou 19% do mercado global de agrotóxicos nesse período. Os principais grupos profissionais expostos aos agrotóxicos são os trabalhadores do setor agropecuário, saúde pública, firmas desinsetizadoras, transporte e comércio, indústrias de formulação e síntese e área veterinária. É o que revela o artigo dos pesquisadores Marlos Fábio Alves de Azevedo, da ENSP; e Armando Meyer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O objetivo do estudo foi avaliar a chance de tremor essencial em 442 guardas de endemias do Estado do Rio de Janeiro expostos a agrotóxicos. Foram selecionados 51 casos e 204 controles, com idade média de 49 anos. Os resultados indicam que aqueles com 16 a 16,9 anos de aplicação de agrotóxicos foram os que estiveram sob maior chance de apresentar a doença. 

  7. Paulo Sabroza é homenageado no aniversário da ENSP

    Querido e reconhecido por gerações de alunos e pesquisadores da Saúde Pública, o professor Paulo Sabroza foi homenageado no encerramento do aniversário de 63 anos da ENSP. O evento foi apresentado pelo pesquisador Luciano Toledo, amigo pessoal de Sabroza e coordenador do Laboratório de Monitoramento Epidemiológico de Grandes Empreendimentos (LabMep), uma das tantas iniciativas que contaram com a experiência e conhecimentos de Paulo Sabroza para sua realização. A homenagem contou com a participação de Hermano Castro, diretor da ENSP, da presidente da Fiocruz,  Nísia Trindade e com muitosm amigos, parceiros de trabalho e parentes do pesquisador. Paulo Sabroza recebeu uma placa com um "S" de saúde, em que se lê também a frase "Sanear o Brasil é povoá-lo, é enriquecê-lo, é moraliza-lo", cunhada por Belisário Pena e muito querida pelo homenageado. Também foi apresentado um vídeo que fala de sua história e das características que fizeram seu pensamento ser tão marcante no campo da Saúde Pública.

  8. Evento do Dihs discute as violações de direitos provocadas pelas construções de barragens

    De norte a sul do Brasil, mais de duas mil barragens já foram construídas e aproximadamente um milhão de pessoas foram expulsas de suas casas pela desapropriação de terras e impactos ambientais provocados pela construção. Desse total de pessoas atingidas, pelo menos 70% sequer recebeu algum tipo de indenização das empresas ou do Estado. Quando se leva em consideração a situação das mulheres, os danos são maiores: assédio, prostituição, estupros e uma série de preconceitos acompanham as violações de direitos que a construção do empreendimento e a chegada dos operários para as obras trazem. Com o intuito de dar luz a um tema que só teve visibilidade após o maior desastre ambiental do país - mas que acontece em pequenas proporções frequentemente em diversas cidades do interior -, o Departamento Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da ENSP promoverá a sessão As violações de direitos humanos e resistência das mulheres atingidas por barragens, do Centro de Estudos Giuliano Suassuna. O evento acontece nesta quinta-feira, (21/9), às 13 horas, no salão internacional da ENSP, e é aberto ao público.

  9. Estudo associa segregação a hipertensão e diabetes

    Uma pesquisa inédita realizada pela Fiocruz e mais cinco centros de pesquisa do país revela que indivíduos que moram em vizinhanças mais segregadas economicamente - locais com maior concentração de responsáveis pelo domicílio com renda menor do que 3 salários mínimos -  têm 26% mais chance de apresentarem hipertensão e 50% mais de desenvolverem diabetes, comparados a pessoas que residem em áreas menos segregadas. O estudo foi publicado na edição de agosto da Social Science & Medicine, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo.