1. O contrário da violência é a inclusão

    A violência urbana é comum nos países da América Latina, e a realidade de uma grande metrópole como São Paulo não é muito diferente da que existe na Colômbia, por exemplo. Retratar esse problema urbano e promover a defesa do direito à vida e à paz foi o objetivo de um dos quatro grandes debates realizados no IV Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Abrasco. Com a presença de Sérgio Adorno e Saul Franco, a atividade foi coordenada por Maria Cecília Minayo, pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli (Claves/ENSP/Fiocruz), que ao abrir os trabalhos, destacou: Esse é um importante debate, no qual está implícita a questão da violência, mas que está voltado para o lado positivo, compreendendo a paz e o direito à vida. Confira, na Biblioteca Multimídia da ENSP, o áudio completo do debate.

  2. ENSP encerra cobertura jornalística do congresso da Abrasco

    Termina, nesta edição (nº 291), a cobertura jornalística, realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), do IV Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, promovido pela Abrasco entre 13 e 18 de julho, em Salvador. Durante duas semanas, a equipe da Coordenação de Comunicação Institucional da Escola publicou 30 notícias sobre o evento, além de duas entrevistas (Álvaro Matida - Abrasco e Antônio Ivo de Carvalho - ENSP), levando ao leitor o máximo de informações sobre as principais discussões da área da saúde coletiva neste ano. Para ter acesso a todas as matérias publicadas, basta acessar a seção Abrasco 2007 do informativo.

  3. Trabalho em Saúde: ACS sofrem conseqüências da violência

    Mostrar as relações entre saúde e pobreza, por meio do discurso de moradores e profissionais de saúde acerca das condições de vida nos complexos de favelas da região da Leopoldina, e suas relações com os serviços públicos de saúde foram os objetivos do pôster Impasses à Saúde em contextos de violência, apresentado no IV Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, pela bolsista Carla Moura Lima e pelo pesquisador Victor Vincent Valla, ambos do Departamento de Endemias (Densp/ENSP). O PSF atende comunidades pobres em todo o Brasil, mas no Rio de Janeiro existe um agravante que é a violência de todos os lados: violência simbólica, violência imposta pelo narcotráfico e pela polícia. Além disso, as relações também são violentas. Eu denomino de território de ausências e carências. A ausência do poder público, que só se faz presente pela polícia, gera uma série de carências na população, justifica Carla.

  4. Terapia Comunitária poderá ser inserida no SUS

    Possibilidades de incorporação de demandas sociais pelos serviços de saúde foi o tema da comunicação coordenada em que a pesquisadora do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP/Fiocruz) Maria Beatriz Guimarães apresentou o Projeto de Terapia Comunitária (TC) desenvolvido na ENSP com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da região de Manguinhos. A TC é um programa de atenção primária em que se procura acolher o sofrimento e partilhar experiências de vida, onde todos se tornam co-responsáveis pela busca de modos de lidar com os desafios do cotidiano, destacou a pesquisadora.

  5. ACI/ENSP: projetos aliados à macropolítica institucional

    Criada em junho de 2006, a Assessoria de Cooperação Internacional (ACI) da ENSP foi tema de pôster (em anexo) no IV Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde. O objetivo do trabalho, segundo a responsável pelo setor, Maria Eneida de Almeida, foi apresentar um pouco da história da Assessoria, mostrar parte das atividades desenvolvidas e registrar os planos para 2007.

  6. A real participação popular nos conselhos de saúde

    Conselhos Municipais de Saúde dos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Rondônia foram o foco do painel Conselhos de Saúde: problematizando o controle social no SUS, do IV Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde. Dentre os trabalhos apresentados, estava a tese de doutorado de Carlos Alberto de Matos, defendida na ENSP, em março de 2007.

  7. Teoria feminista: novo contexto e novas implicações

    A teoria feminista no contexto internacional atual foi o tema apresentado por Karen Giffin, pesquisadora do Departamento de Ciências Sócias (DCS/ENSP/Fiocruz), no painel As contribuições do feminismo para a pesquisa em saúde das mulheres, do IV Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde. A atividade foi coordenada pela pesquisadora Eleonora Oliveira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

  8. Bioética: entre o direito individual e os interesses coletivos

    Abordar as questões da eqüidade e do direito aos serviços de saúde, do ponto de vista da bioética, em uma sociedade democrática e pluralista, implica em equacionar os interesses coletivos e individuais, a igualdade e as diferenças, a justiça e a autonomia, a igualdade e a eqüidade na implementação de políticas públicas. Esses foram os dilemas levantados pelo pesquisador Fermin Roland Schramm do Departamento de Ciências Sociais (DCS/ENSP/Fiocruz), no IV Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde. A apresentação fez parte da mesa Ética e Direito, coordenada por Ediná Costa, do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFBA).

  9. Lutas ambientais e justiça social devem caminhar juntas

    A experiência da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), criada em 2002 e que hoje congrega mais de 80 organizações das áreas social, ambiental, sindical e acadêmica; as relações entre usuários, membros e o papel do Ministério Público (MP) e do Poder Judiciário no SUS; a trajetória dos usuários que recebem medicamentos via mandados judiciais contra o Estado de Santa Catarina e a atuação do MP na perspectiva da promoção de políticas públicas de saúde foram os temas discutidos na comunicação coordenada Justiça, direito à saúde e demandas sociais, durante o IV Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde.