1. Interface entre geografia e saúde em destaque no 'Cadernos' de outubro

    Está disponível on-line a revista Cadernos de Saúde Pública (volume 33 número 10), trazendo como destaque o Congresso GeoMed 2017, que vem se consolidando como o principal fórum de apresentação de novos métodos e abordagens voltados para revelar o papel do espaço, da geografia, do local e do ambiente nas questões da saúde pública: visão mais profunda a partir de big data e pequenas áreas. Conforme editorial assinado pelas pesquisadoras Maria de Fátima Pina, da Universidade do Porto, Portugal; e Marilia Sá Carvalho, da ENSP, nessa 10ª edição do evento, o número de participantes dobrou em relação à anterior, atraindo pesquisadores de 28 países, dos cinco continentes, com um grande equilíbrio entre as áreas: 37% da área de estatística, 27% da saúde pública, 25% das geociências e 11% das ciências da computação. A modelagem estatística, tradicionalmente o ponto mais forte do Congresso, foi repleta de novidades: da análise de sobrevivência espacialmente condicionada, aos modelos espaço-temporais capazes de identificar tendências e aglomerados, tanto no espaço como no tempo, aliás, surtos epidêmicos como diriam os epidemiologistas. 

  2. Artigo da ENSP debate o risco das Parcerias Público-Privadas

    As Parcerias Público-Privadas (PPP) deverão desempenhar um papel cada vez mais relevante nos próximos anos, despontando como uma importante alternativa de financiamento de projetos e de infraestrutura no cenário de serviços públicos. Mas, para a Saúde Pública, as PPP nem sempre são uma boa alternativa, uma vez que pode haver distorção da agenda que define as necessidades da saúde, favorecendo os interesses das empresas. Essa é a posição adotada pelos pesquisadores da ENSP Vera Luiza da Costa e Silva, Silvana Rubano Barretto Turci, Ana Paula Natividade de Oliveira e Ana Paula Richter em artigo publicado pela revista Cadernos de Saúde Pública. Segundo o trabalho acadêmico, os órgãos públicos podem se beneficiar da colaboração com o setor privado em áreas em que há falta de especialização, tais como desenvolvimento de pesquisas e tecnologias, mesmo assim, os papéis de cada instituição devem ser bem definidos, para que não haja conflito de interesses.

  3. Interface entre geografia e saúde em destaque no 'Cadernos' de outubro

    Está disponível on-line a revista Cadernos de Saúde Pública (volume 33 número 10), trazendo como destaque o Congresso GeoMed 2017, que vem se consolidando como o principal fórum de apresentação de novos métodos e abordagens voltados para revelar o papel do espaço, da geografia, do local e do ambiente nas questões da saúde pública: visão mais profunda a partir de big data e pequenas áreas. Conforme editorial assinado pelas pesquisadoras Maria de Fátima Pina, da Universidade do Porto, Portugal; e Marilia Sá Carvalho, da ENSP, nessa 10ª edição do evento, o número de participantes dobrou em relação à anterior, atraindo pesquisadores de 28 países, dos cinco continentes, com um grande equilíbrio entre as áreas: 37% da área de estatística, 27% da saúde pública, 25% das geociências e 11% das ciências da computação. A modelagem estatística, tradicionalmente o ponto mais forte do Congresso, foi repleta de novidades: da análise de sobrevivência espacialmente condicionada, aos modelos espaço-temporais capazes de identificar tendências e aglomerados, tanto no espaço como no tempo, aliás, surtos epidêmicos como diriam os epidemiologistas. 

  4. Artigo da ENSP debate o risco das Parcerias Público-Privadas

    As Parcerias Público-Privadas (PPP) deverão desempenhar um papel cada vez mais relevante nos próximos anos, despontando como uma importante alternativa de financiamento de projetos e de infraestrutura no cenário de serviços públicos. Mas, para a Saúde Pública, as PPP nem sempre são uma boa alternativa, uma vez que pode haver distorção da agenda que define as necessidades da saúde, favorecendo os interesses das empresas. Essa é a posição adotada pelos pesquisadores da ENSP Vera Luiza da Costa e Silva, Silvana Rubano Barretto Turci, Ana Paula Natividade de Oliveira e Ana Paula Richter em artigo publicado pela revista Cadernos de Saúde Pública. Segundo o trabalho acadêmico, os órgãos públicos podem se beneficiar da colaboração com o setor privado em áreas em que há falta de especialização, tais como desenvolvimento de pesquisas e tecnologias, mesmo assim, os papéis de cada instituição devem ser bem definidos, para que não haja conflito de interesses.

  5. 'Cadernos de Saúde Pública' questiona a lista de medicamentos do SUS

    A revista Cadernos de Saúde Pública (volume 33 número 9), disponível on-line, destaca os medicamentos essenciais no Sistema Único de Saúde, cujo editorial assinado pela pesquisadora da ENSP, Claudia Garcia Serpa Osorio-de-Castro, questiona que fármacos de fato são incluídos na lista estratégica para o SUS. "Aqueles que atendem a prioridades sanitárias? Ou que deveriam ser incorporados e listados em futuras Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAMEs)? Os que estão no horizonte tecnológico? Aqueles que são comprados pelo SUS, mas não incorporados? Os mais caros ou mais judicializados? Aqueles sem consenso quanto à relevância no atendimento a prioridades sanitárias, ou quanto a evidências de efetividade e de custo-efetividade na perspectiva do SUS, mas que despertam o interesse do setor produtivo? Que fatores movem incorporação, inclusão na RENAME e inclusão em lista estratégica para o SUS?" Para a pesquisadora, essas perguntas expõem evidentes e repetidas incoerências, que vão ao encontro do proposto na Política Nacional de Medicamentos do Brasil (PNM). Segundo ela, há características que ajudam a "política", agregado formal de intenções por parte do governo/Estado, a ultrapassar o mero “casuísmo” e se conformar em Política "com P maiúsculo": a continuidade e a coerência interna dos diversos planos/programas/ações, ao longo do tempo. "Temos nos perguntado a todo momento, diante da crise que se estabeleceu no país, para onde vai o SUS? O futuro pode nos reservar outras surpresas, mas é possível já vislumbrar, em ações e em políticas setoriais, como é o caso da PNM, um rumo nebuloso para os medicamentos essenciais", conclui o editorial.

  6. Suplemento do Cadernos de Saúde Pública reúne desafios e experiências na política de controle do tabaco

    Nesta sexta-feira (6/10), o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (ENSP/Fiocruz) lança, com apoio da American Cancer Society e do Programa Inova-ENSP, o suplemento "A Política de Controle do Tabaco no Brasil: Avanços e Desafios", do Cadernos de Saúde Pública (vol 33. Sup3). A publicação especial traz 18 artigos, inéditos, de autores nacionais e internacionais, sobre os avanços das políticas de controle do tabagismo após a ratificação da Convenção-Quadro para o controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde, em 2005, e os obstáculos criados pela interferência da cadeia produtiva controlada por empresas transnacionais. O tabagismo é uma das principais causas evitáveis de mortes precoces e de desigualdade em saúde no mundo, e, no Brasil, estima-se que 156.200 pessoas morram a cada ano devido a doenças associadas ao fumo. O lançamento está marcado para as 9 horas, no auditório da Fiotec.

  7. Suplemento do Cadernos de Saúde Pública reúne desafios e experiências na política de controle do tabaco

    Nesta sexta-feira (6/10), o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (ENSP/Fiocruz) lança, com apoio da American Cancer Society e do Programa Inova-ENSP, o suplemento "A Política de Controle do Tabaco no Brasil: Avanços e Desafios", do Cadernos de Saúde Pública (vol 33. Sup3). A publicação especial traz 18 artigos, inéditos, de autores nacionais e internacionais, sobre os avanços das políticas de controle do tabagismo após a ratificação da Convenção-Quadro para o controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde, em 2005, e os obstáculos criados pela interferência da cadeia produtiva controlada por empresas transnacionais. O tabagismo é uma das principais causas evitáveis de mortes precoces e de desigualdade em saúde no mundo, e, no Brasil, estima-se que 156.200 pessoas morram a cada ano devido a doenças associadas ao fumo. O lançamento está marcado para as 9 horas, no auditório da Fiotec.

  8. 'Transição da saúde no Brasil' é tema de artigo do Cadernos de Saúde Pública

    A transição epidemiológica, conceito relativo à complexa mudança nos padrões de saúde e doença, que baseia-se na ideia de que as doenças degenerativas e as chamadas "provocadas pelo homem" substituíram as doenças infecciosas como principais causas de morbidade e mortalidade, não seguiu no Brasil o padrão linear e unidirecional observado em muitos países desenvolvidos, exigindo um quadro mais amplo para entender a transição da saúde no país, com especial atenção para as desigualdades sociais e regionais. A conclusão é de um estudo desenvolvido pelo pesquisador Gabriel Mendes Borges, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Brasil; e da Universidade da California, EUA. "O declínio da mortalidade infantil tem sido, historicamente, o principal motor das mudanças na expectativa de vida, contribuindo em grande parte para explicar as variações regionais na mortalidade. Esse declínio refere-se, primeiro, a doenças infecciosas e parasitárias e, em seguida, às de causas associadas ao período perinatal."

  9. 'Comunicação de riscos em saúde ocupa um lugar biopolítico de reforço da culpabilização dos indivíduos', apontam pesquisadores

    Em ensaio publicado no Cadernos de Saúde Pública, os pesquisadores Luis David Castiel e Paulo Roberto Vasconcellos-Silva, da ENSP; e Danielle Ribeiro de Moraes, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz, problematizam a abordagem dominante da comunicação dos riscos em saúde. O estudo acessa e toma para análise conteúdos provenientes tanto de autores que se apresentam como especialistas na área de comunicação de riscos, quanto de sequências de mídia audiovisual de amplo acesso. "Enquanto parece se configurar uma área de mediação entre expertos e leigos, potencial geradora de inovação tecnológica e de mercadorias passíveis de serem consumidas, a comunicação de riscos em saúde ocupa um lugar biopolítico de reforço da culpabilização dos indivíduos e de propostas individualizantes de evitação dos riscos", dizem. Segundo os autores, o apagamento dos contextos em que ocorrem as exposições ao risco alimenta e é alimentado pela conjuntura neoliberal em que vivemos.

  10. 'Comunicação de riscos em saúde ocupa um lugar biopolítico de reforço da culpabilização dos indivíduos', apontam pesquisadores

    Em ensaio publicado no Cadernos de Saúde Pública, os pesquisadores Luis David Castiel e Paulo Roberto Vasconcellos-Silva, da ENSP; e Danielle Ribeiro de Moraes, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz, problematizam a abordagem dominante da comunicação dos riscos em saúde. O estudo acessa e toma para análise conteúdos provenientes tanto de autores que se apresentam como especialistas na área de comunicação de riscos, quanto de sequências de mídia audiovisual de amplo acesso. "Enquanto parece se configurar uma área de mediação entre expertos e leigos, potencial geradora de inovação tecnológica e de mercadorias passíveis de serem consumidas, a comunicação de riscos em saúde ocupa um lugar biopolítico de reforço da culpabilização dos indivíduos e de propostas individualizantes de evitação dos riscos", dizem. Segundo os autores, o apagamento dos contextos em que ocorrem as exposições ao risco alimenta e é alimentado pela conjuntura neoliberal em que vivemos.