1. 'Cadernos' debate políticas e serviços de saúde

    A revista Cadernos de Saúde Pública, em seu volume 32 número 3, traz artigos sobre políticas e serviços de saúde. Na consideração das editoras Ligia Maria Vieira-da-Silva, Hillegonda Maria Dutilh Novaes, Claudia Travassos e Luciana Dias de Lima, a produção do conhecimento, que tem como objeto central as políticas e os serviços de saúde, caracteriza-se pela forte interseção entre a pesquisa, a intervenção e a ação política, o que se reflete na maior dificuldade em definir seus contornos como área de conhecimento da Saúde Coletiva, repercutindo na multiplicidade de denominações encontradas (análises de políticas, planejamento, gestão, avaliação, práticas e cuidados de saúde, investigação em serviço de saúde, entre outras) e nas características da produção científica a ela vinculada. Dentre essas características, destacam-se o entrelaçamento de diferentes perspectivas teórico-metodológicas e a multiplicidade de enfoques e temas investigados. Para elas, a importância das revistas científicas está relacionada com a garantia da qualidade e relevância do que divulgam. Nesse sentido, CSP explicita os aspectos que valoriza na avaliação de artigos (originalidade, relevância e rigor metodológico) e reforça o fato de que a vinculação de estudos com as práticas requer respostas produzidas com o rigor necessário, possibilitando assim sua aplicação, em particular no desenvolvimento do Sistema Único de Saúde e na melhoria da saúde da população.

  2. CSP de fevereiro debate mídia e comunicação da saúde

    A revista Cadernos de Saúde Pública de fevereiro de 2016 (volume 32 número 2) traz, na seção Perspectivas, um debate sobre a relação dos negócios da mídia e a comunicação da saúde. O coordenador do Programa Radis, da ENSP, Rogério Lannes Rocha, lembra um caso emblemático de jornalismo contrário ao interesse público: a cobertura dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo sobre o maior desastre socioambiental do país, que atingiu o município mineiro de Mariana e todo o Vale do Rio Doce, provocado pela mineradora Samarco, de propriedade da brasileira Vale e da anglo-australiana BHP Billiton. O rompimento das barragens de Fundão e Santarém, em 05/11/15, liberou 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, que desceram arrastando tudo que encontravam pelo caminho. Os primeiros atingidos foram os trabalhadores, depois a população do distrito de Bento Rodrigues (destruído pela lama) e outros quatro distritos de Mariana. A prefeitura contabilizou 631 desabrigados e, até 16/12/15, o total de 17 mortos (a maioria, trabalhadores da mineração) e dois desaparecidos. Para Lannes, o jornalismo de algumas empresas de comunicação, além de não investigar causas e responsabilidades do desastre e dar tardia e insuficiente atenção ao desolamento existencial e estado de depressão das populações atingidas, ignorou outros aspectos caros à saúde coletiva, como a forma de utilização pelas companhias de mineração de recursos escassos, como terra e água, e o modo como elas tratam a força de trabalho e as populações nas regiões onde atuam.

  3. Avaliação da produção científica: tema da nova edição dos 'Cadernos'

    A revista Cadernos de Saúde Pública (volume 32 número 1) debate sobre inovação, qualidade e quantidade na avaliação da produção científica de pesquisadores, grupos de pesquisa e programas de pós-graduação. Na opinião das editoras da publicação Cláudia Medina Coeli, Marilia Sá Carvalho, Luciana Dias de Lima, alcançar excelência simultaneamente nas três dimensões é impraticável. "Uma produção científica inovadora e de qualidade não será volumosa, uma vez que novas ideias demandam tempo para serem adequadamente testadas. Por outro lado, é possível manter uma produção volumosa e de qualidade por meio da aplicação repetida de protocolos padronizados, mas ela não será inovadora, uma vez que protocolos rígidos são adequados apenas a poucos tipos de perguntas de investigação". Por fim, acrescentam elas, testar muitas hipóteses inovadoras em curto espaço de tempo inviabiliza a execução de pesquisas com o rigor metodológico necessário, e, em alguns casos extremos, estimula a adoção de práticas indesejadas, como a fraude e a fabricação de dados.

  4. ‘Cadernos de Saúde Pública’ traça perspectivas para 2016

    A revista Cadernos de Saúde Pública apresenta os planos para 2016, entre eles, está o fim da sua versão em papel. Segundo as editoras Marilia Sá Carvalho, Cláudia Medina Coeli e Luciana Dias de Lima, a medida deve-se à vasta maioria de os leitores fazerem busca nas bases bibliográficas e lerem a versão on-line, não justificando o custo de impressão das poucas assinaturas e permutas entre revistas. Além disso, pelo lado positivo, será possível diminuir o tempo entre aprovação e publicação dos artigos. Cada artigo será disponibilizado assim que estiver pronto e autorizado pelos autores. O fascículo fechará ao final de cada mês com tudo o que foi publicado no decorrer do período. A página de cada artigo terá espaço para material suplementar, entre os quais, explicam as editoras, a publicação de instrumentos, análises suplementares, e mesmo bases de dados, quando possível. Também haverá espaço para comentários sobre o artigo, desde que adequados e identificados. Confira os artigos da edição de dezembro de 2015 (vol.31, número 12) do Cadernos de Saúde Pública.

  5. Nova edição do ‘Cadernos de Saúde Pública’ trata da saúde urbana

    A revista Cadernos de Saúde Pública (vol.31, suplemento 1) é um número temático sobre saúde urbana e seus marcos, dilemas, perspectivas e desafios, com destaque para conceitos inovadores e métricas orientados para aferir determinantes urbanos e sociais, bem como políticas públicas, originárias tanto do setor saúde quanto fora dele. A maioria dos artigos nesse fascículo considera a interligação dos determinantes urbanos e saúde. Além de abordagens teóricas que envolvem um debate sobre sistemas complexos, esse volume compreende estudos empíricos com conceitos e métodos inovadores, incluindo aqueles projetados para a avaliação das políticas públicas urbanas construídas sobre um enfoque intersetorial. Também é destacado o trabalho dos observatórios em que estão sendo desenvolvidas e testadas as soluções possíveis de saúde urbana para atender às necessidades locais, com base em experiências em todo o mundo e na inteligência de saúde.

  6. Centro de Saúde inaugura Espaço de Educação em Saúde Doutor Mario Sayeg

    Esse ano, o Programa de Atenção à Saúde do Idoso (Pasi), desenvolvido pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP) completou 20 anos. O Pasi funciona como um catalizador, favorecendo a interação de seus participantes e estimulando o desenvolvimento de soluções próprias e específicas para seus problemas. Durante a confraternização de fim de ano do Programa, em 16 de dezembro, foi inaugurado o Espaço de Educação em Saúde Doutor Mario Sayeg.

  7. Disponível nova edição do ‘Cadernos de Saúde Pública’

    A edição de setembro de 2015 da revista Cadernos de Saúde Pública (vol.31 n°9) traz três artigos que debatem entre si. Paulo Fontoura Freitas, Bianca Carvalho Moreira, André Luciano Manoel e Ana Clara de Albuquerque Botura, da Universidade do Sul de Santa Catarina, produziram O parecer do Conselho Federal de Medicina, o incentivo à remuneração ao parto e as taxas de cesariana no Brasil, que buscou investigar como o incentivo à remuneração ao parto, preconizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil, influencia as taxas de cesariana. Foi investigada uma amostra consecutiva de 600 puérperas. A proporção de cesarianas na amostra foi de 59,2%, sendo 92,3% entre as mulheres tendo parto e pré-natal com o mesmo profissional. As taxas de cesariana foram significativamente mais elevadas exatamente naqueles grupos com maior prevalência do mesmo profissional, ou seja, idade mais avançada, maior escolaridade, pré-natal privado ou por convênio, cesariana prévia e admitidas precocemente. "O entendimento do CFM de que o incentivo ao acompanhamento presencial do trabalho de parto, pago à parte para o mesmo obstetra que realizou o pré-natal, funcionará como incentivo ao parto normal, está exatamente na contramão de nossos resultados, mostrando que as mulheres atendidas pelo mesmo profissional no pré-natal e parto são exatamente aquelas que apresentam as taxas de cesariana mais elevadas".

  8. 'Saúde indígena é marcada por iniquidade'

    Diversos estudos de caso em comunidades específicas têm apontado para a ocorrência de elevadas prevalências de excesso de peso e obesidade em adultos indígenas. Um estudo dos pesquisadores da ENSP Thatiana Regina Fávaro, Ricardo Ventura Santos, Geraldo Marcelo da Cunha, Iuri da Costa Leite e Carlos Coimbra Jr aponta resultados similares sobre povos indígenas no Brasil e no mundo, que mostram a emergência de excesso de peso associado a contextos de acelerados processos de transição nutricional. “Independentemente do local onde habitam no mundo, os indígenas tendem a apresentar os piores indicadores de saúde, incluindo menor esperança de vida ao nascer e níveis mais elevados de mortalidade infantil, materna e geral.” No Brasil, acrescentam eles, diversas pesquisas que compararam os perfis de saúde de indígenas e não indígenas indicaram a ocorrência de marcadas iniquidades, como déficit de crescimento e anemia em menores de cinco anos, quatro e duas vezes maiores quando comparadas àquelas de crianças não indígenas.

  9. Roda de conversa do Cesteh debateu questões ligadas à saúde e ambiente

    No ano em que celebra os 30 anos de sua fundação, o Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), vem realizando uma série de encontros para debater temas pertinentes as suas áreas de atuação. A terceira Roda de Conversa abordou as Interseções do Ambiente na Saúde e no Trabalho. Coordenada pelo pesquisador da ENSP Aldo Pacheco, a roda contou com as falas de Ary Miranda, Liliane Reis e Fátima Moreira, também pesquisadores da Escola, além da participação de diversas das pessoas presentes ao debate.

  10. Percurso das políticas sociais no país é tema de debate on-line da série Futuros do Brasil

    O Brasil corre o risco de viver um longo ciclo conservador e liberal, capaz de colocar por terra a cidadania social conquistada com a Constituição de 1988? As demandas sociais da democracia não cabem no orçamento? A sociedade brasileira apoia as forças que defendem um projeto de nação mais justa e democrática? O quanto caminhamos e onde chegamos, no que diz respeito a conquistas sociais para os brasileiros? Quanto falta ainda caminhar? Essas indagações vão nortear o segundo debate on-line da série Futuros do Brasil, que será realizado no dia 5/11, às 14h, e aborda a conjuntura brasileira em suas diversas dimensões. O encontro é promovido pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) e qualquer pessoa pode acompanhar via internet em tempo real e enviar perguntas aos palestrantes.