1. Não é pãe, é Pai: 'Radis' debate paternidade relacionada à igualdade e saúde

    Na revista Radis edição n°179, de agosto de 2017, disponível on-line, o repórter Luiz Felipe Stevanim, pai há quatro meses de João Miguel, foi o responsável pela matéria de capa da publicação, que, no mês de comemoração do Dia dos Pais, debate como as relações de paternidade podem ser transformadoras para o homem, os filhos e a sociedade. Ele conversou com outros pais que cuidam dos pequenos e sobre participação no pré-natal, acompanhamento do parto, licença paternidade, apoio para a mãe na amamentação, expectativas, descobertas e aprendizados na convivência diária com as crianças. “É um direito da criança ter ambos os pais envolvidos no seu desenvolvimento”. É o que defende Viviane Castello Branco, médica pediatra e mestre em Saúde Coletiva, coordenadora do Comitê Vida, criado no Rio de Janeiro em 2001 a fim de promover políticas públicas voltadas para saúde e direitos reprodutivos. “O que a gente vem tentando discutir é como a política pública pode contribuir para que o homem tenha mais envolvimento nas ações de cuidado. Às vezes, ele participa de uma forma mais tradicional, apenas como provedor da família”, explica Viviane. 

  2. Cuidado em domicílio: ACS são legítimos mobilizadores sociais, mas não é o suficiente para garantir seu reconhecimento

    Era uma visita domiciliar de rotina. Mas a agente comunitária de saúde Haíla Rangel Pimenta percebeu que o gatinho ao pé da mesa tinha uma grande ferida no olho esquerdo. Durante o café, ela também notou uma lesão no braço da dona da casa, algo como um pequeno furúnculo - pelo menos foi assim que a senhora tentou desconversar naquele dia. Háila não se convenceu e marcou uma consulta da moradora com a médica do Posto de Saúde da Família Maria Cristina, em Mesquita, município da Baixada Fluminense, onde atua desde 2010. O atendimento revelou esporotricose - micose que pode afetar homens e animais, especialmente os felinos. "Voltei à comunidade com o enfermeiro, conversei com o restante da equipe, fizemos pesquisas. No dia seguinte, estávamos com uma palestra pronta. Depois, saímos colando cartazes alertando sobre os cuidados e acabamos descobrindo inúmeros outros casos na região", lembra Háila.

  3. PREP no SUS: novo método de prevenção ao HIV começará a ser oferecido na rede pública

    O SUS está diante de um novo desafio na prevenção ao HIV/aids: incorporar o medicamento utilizado na pré-exposição ao vírus, que começa a ser oferecido na rede pública para populações consideradas sob maior risco de contrair o HIV. O método conhecido como Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) consiste no uso diário de um medicamento antirretroviral - o Truvada - para prevenir a infecção pelo vírus. Para entender o impacto que esta nova estratégia terá na política de prevenção à aids no Brasil, Radis conversou com alguns especialistas  e ativistas dedicados ao tema, que apontam que a adoção da PrEP no SUS é um passo importante, mas que ainda precisa ser expandido para toda a população. A utilização da PrEP já vinha sendo estudada e recomendada por especialistas como um método complementar de prevenção ao HIV.

  4. 'Radis' discute a remoção da cracolândia e a internação compulsória de usuários

    Ruína e resistência. Assim a revista Radis edição n°178 de julho de 2017 definiu a ação de remoção de usuários e ameaça de internação compulsória na cracolância que expõem a ineficácia da nova política de São Paulo no cuidado das pessoas. Disponível on-line, a matéria de capa, assinada pelo  repórter Bruno Dominguez e registrada pelo fotógrafo Eduardo de Oliveira, relata o que dizem sobre a ação as pessoas atingidas, entidades e profissionais de saúde, assistência social, direito e especializados na questão do uso, dependência e política de drogas. A ação "higienista" de varrer pessoas para a invisibilidade urbana foi criticada pelas Nações Unidas e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressaram, em nota, "profunda preocupação pelo uso excessivo da força por parte do Estado brasileiro em operações no contexto da remoção urbana de dependentes químicos usuários de drogas ilícitas".

  5. 'Radis' discute a remoção da cracolândia e a internação compulsória de usuários

    Ruína e resistência. Assim a revista Radis edição n°178 de julho de 2017 definiu a ação de remoção de usuários e ameaça de internação compulsória na cracolância que expõem a ineficácia da nova política de São Paulo no cuidado das pessoas. Disponível on-line, a matéria de capa, assinada pelo  repórter Bruno Dominguez e registrada pelo fotógrafo Eduardo de Oliveira, relata o que dizem sobre a ação as pessoas atingidas, entidades e profissionais de saúde, assistência social, direito e especializados na questão do uso, dependência e política de drogas. A ação "higienista" de varrer pessoas para a invisibilidade urbana foi criticada pelas Nações Unidas e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressaram, em nota, "profunda preocupação pelo uso excessivo da força por parte do Estado brasileiro em operações no contexto da remoção urbana de dependentes químicos usuários de drogas ilícitas".

  6. Rodas de conversa falam sobre ações que beneficiam o meio ambiente

    "Pense globalmente, aja localmente." A conhecida frase é uma boa síntese do que se ouviu durante as duas rodas de conversa realizadas na Semana do Meio Ambiente da ENSP. A primeira delas falou sobre rotulagem de alimentos. Contando com a participação de nutricionistas do projeto Circuito Saudável, da Fiocruz, a proposta da roda foi mostrar como, em uma simples compra no mercado, podemos tomar decisões que beneficiem ou não o meio ambiente e nossa saúde. A segunda roda apresentou projetos que, mesmo sem contar com grandes verbas ou visibilidade, vêm recuperando áreas degradas e melhorando as condições de saúde de populações tradicionais.  

  7. Perdas de investimentos podem colocar a saúde brasileira de volta à posição de refém na área de inovação, dizem especialistas à Radis

    A reportagem da Radis de junho Ciência made in Brasil alerta para os cortes na área de ciência, tecnologia e inovações que colocam em xeque a autonomia do complexo industrial e produtivo do Sistema Único de Saúde (SUS). "As perdas de investimentos podem colocar a saúde brasileira de volta à posição de 'refém' na área de inovação e do complexo econômico e industrial, na contramão da busca pela autonomia científica", apontam os especialistas ouvidos pelo repórter Luiz Felipe Stevanim. No fim de março deste ano, o corte anunciado para o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) foi de R$ 2,2 bilhões, correspondente a 44% das verbas da área - com isso, o orçamento do setor será o mais baixo dos últimos 12 anos, segundo a revista britânica Nature, uma das mais importantes publicações da área científica no mundo. O ajuste se soma a outras medidas, como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, aprovada no fim de 2016, que congelou por 20 anos os investimentos governamentais: segundo a nova regra, o governo poderá aplicar somente o valor gasto no ano anterior, corrigido pela inflação.

  8. Sertão dos atingidos: reportagem da 'Radis' trata dos efeitos da transposição do Rio São Francisco

    Disponível on-line, a matéria de capa da edição n°177 de junho de 2017 da Revista Radis constata a situação da região cortada pela transposição do rio São Francisco. A repórter Ana Cláudia Perez e o fotógrafo Sérgio Eduardo de Oliveira registraram depoimentos de quem convive com a pouca água e o rico bioma do semiárido. "Diante da obra controversa, pelo seu alto custo, impacto socioambiental, restrições de acesso aos canais e a possibilidade do uso humano da água ficar em segundo plano em relação à apropriação pela indústria e o agronegócio, muitos expressam um sentimento dúbio de desalento e esperança." Como destaca a repórter, "no sertão, nada é apenas o que parece. O solo ressequido também dá boas cacimbas; um dia nublado com um céu de chumbo, em vez de assustar, fica "bonito pra chover"; e aquela vegetação exuberante pode ser somente a "seca verde", fenômeno que ocorre quando as chuvas são mal distribuídas - até muda a paisagem, mas não significa um bom inverno." 

  9. Filme 'Martírio', sobre trajetória do grupo indígena Guarani-Kaiowá, mobilizou comunidade acadêmica

    Em duas horas de exibição, a trajetória do grupo indígena Guarani-Kaiowá, nação que ocupou toda a região pampeira e do cerrado sul-americano e que tem sido invisibilizada e dizimada desde que os europeus começaram a desbravar a região, a partir do século XVIII, é contada com força e riqueza de imagens e histórias pelo cineasta Vincent Carelli no filme "Martírio". A exibição fez parte das atividades do evento #DemarcaçãoJá, promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz)  e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) durante o dia 30 de maio. Mesmo a extensa duração do filme não fez esmorecer o público, composto por pesquisadores e estudantes da ENSP/Fiocruz e do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC/UFRJ), além de jornalistas e demais interessados.

  10. Mobilização social é a saída para manutenção dos direitos e defesa do SUS

    "A conversa de hoje não é tranquila. A conjuntura do país é extremamente complexa, difícil e de ataque às forças democráticas, populares e socialistas da sociedade brasileira. E quem acha que esse ataque à democracia não está relacionado à Estratégia de Saúde da Família, perdoe a sinceridade, mas não está entendendo nada. Esse indivíduo não entende o projeto de SUS que está em disputa." A fala do economista Carlos Octávio Ocké-Reis, na abertura do segundo dia do XII Ciclo de Debates - Conversando sobre a Estratégia de Saúde da Família, na terça-feira (16/5), deu o tom das discussões na mesa que abordou o contexto político e econômico e seu impacto no SUS. A política de austeridade, proposta pelo governo Temer, e sua lógica de reforçar o país como um exportador de commodities foram duramente atacadas pelos palestrantes. A atividade teve, ainda, a apresentação do sociólogo Paulo Henrique Rodrigues, professor do IMS/Uerj e dirigente do Cebes. Rogério Lannes, do Radis, conduziu as apresentações.