1. 'Radis' discute a remoção da cracolândia e a internação compulsória de usuários

    Ruína e resistência. Assim a revista Radis edição n°178 de julho de 2017 definiu a ação de remoção de usuários e ameaça de internação compulsória na cracolância que expõem a ineficácia da nova política de São Paulo no cuidado das pessoas. Disponível on-line, a matéria de capa, assinada pelo  repórter Bruno Dominguez e registrada pelo fotógrafo Eduardo de Oliveira, relata o que dizem sobre a ação as pessoas atingidas, entidades e profissionais de saúde, assistência social, direito e especializados na questão do uso, dependência e política de drogas. A ação "higienista" de varrer pessoas para a invisibilidade urbana foi criticada pelas Nações Unidas e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressaram, em nota, "profunda preocupação pelo uso excessivo da força por parte do Estado brasileiro em operações no contexto da remoção urbana de dependentes químicos usuários de drogas ilícitas".

  2. Rodas de conversa falam sobre ações que beneficiam o meio ambiente

    "Pense globalmente, aja localmente." A conhecida frase é uma boa síntese do que se ouviu durante as duas rodas de conversa realizadas na Semana do Meio Ambiente da ENSP. A primeira delas falou sobre rotulagem de alimentos. Contando com a participação de nutricionistas do projeto Circuito Saudável, da Fiocruz, a proposta da roda foi mostrar como, em uma simples compra no mercado, podemos tomar decisões que beneficiem ou não o meio ambiente e nossa saúde. A segunda roda apresentou projetos que, mesmo sem contar com grandes verbas ou visibilidade, vêm recuperando áreas degradas e melhorando as condições de saúde de populações tradicionais.  

  3. Perdas de investimentos podem colocar a saúde brasileira de volta à posição de refém na área de inovação, dizem especialistas à Radis

    A reportagem da Radis de junho Ciência made in Brasil alerta para os cortes na área de ciência, tecnologia e inovações que colocam em xeque a autonomia do complexo industrial e produtivo do Sistema Único de Saúde (SUS). "As perdas de investimentos podem colocar a saúde brasileira de volta à posição de 'refém' na área de inovação e do complexo econômico e industrial, na contramão da busca pela autonomia científica", apontam os especialistas ouvidos pelo repórter Luiz Felipe Stevanim. No fim de março deste ano, o corte anunciado para o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) foi de R$ 2,2 bilhões, correspondente a 44% das verbas da área - com isso, o orçamento do setor será o mais baixo dos últimos 12 anos, segundo a revista britânica Nature, uma das mais importantes publicações da área científica no mundo. O ajuste se soma a outras medidas, como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, aprovada no fim de 2016, que congelou por 20 anos os investimentos governamentais: segundo a nova regra, o governo poderá aplicar somente o valor gasto no ano anterior, corrigido pela inflação.

  4. Sertão dos atingidos: reportagem da 'Radis' trata dos efeitos da transposição do Rio São Francisco

    Disponível on-line, a matéria de capa da edição n°177 de junho de 2017 da Revista Radis constata a situação da região cortada pela transposição do rio São Francisco. A repórter Ana Cláudia Perez e o fotógrafo Sérgio Eduardo de Oliveira registraram depoimentos de quem convive com a pouca água e o rico bioma do semiárido. "Diante da obra controversa, pelo seu alto custo, impacto socioambiental, restrições de acesso aos canais e a possibilidade do uso humano da água ficar em segundo plano em relação à apropriação pela indústria e o agronegócio, muitos expressam um sentimento dúbio de desalento e esperança." Como destaca a repórter, "no sertão, nada é apenas o que parece. O solo ressequido também dá boas cacimbas; um dia nublado com um céu de chumbo, em vez de assustar, fica "bonito pra chover"; e aquela vegetação exuberante pode ser somente a "seca verde", fenômeno que ocorre quando as chuvas são mal distribuídas - até muda a paisagem, mas não significa um bom inverno." 

  5. Filme 'Martírio', sobre trajetória do grupo indígena Guarani-Kaiowá, mobilizou comunidade acadêmica

    Em duas horas de exibição, a trajetória do grupo indígena Guarani-Kaiowá, nação que ocupou toda a região pampeira e do cerrado sul-americano e que tem sido invisibilizada e dizimada desde que os europeus começaram a desbravar a região, a partir do século XVIII, é contada com força e riqueza de imagens e histórias pelo cineasta Vincent Carelli no filme "Martírio". A exibição fez parte das atividades do evento #DemarcaçãoJá, promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz)  e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) durante o dia 30 de maio. Mesmo a extensa duração do filme não fez esmorecer o público, composto por pesquisadores e estudantes da ENSP/Fiocruz e do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC/UFRJ), além de jornalistas e demais interessados.

  6. Mobilização social é a saída para manutenção dos direitos e defesa do SUS

    "A conversa de hoje não é tranquila. A conjuntura do país é extremamente complexa, difícil e de ataque às forças democráticas, populares e socialistas da sociedade brasileira. E quem acha que esse ataque à democracia não está relacionado à Estratégia de Saúde da Família, perdoe a sinceridade, mas não está entendendo nada. Esse indivíduo não entende o projeto de SUS que está em disputa." A fala do economista Carlos Octávio Ocké-Reis, na abertura do segundo dia do XII Ciclo de Debates - Conversando sobre a Estratégia de Saúde da Família, na terça-feira (16/5), deu o tom das discussões na mesa que abordou o contexto político e econômico e seu impacto no SUS. A política de austeridade, proposta pelo governo Temer, e sua lógica de reforçar o país como um exportador de commodities foram duramente atacadas pelos palestrantes. A atividade teve, ainda, a apresentação do sociólogo Paulo Henrique Rodrigues, professor do IMS/Uerj e dirigente do Cebes. Rogério Lannes, do Radis, conduziu as apresentações.

  7. XII Ciclo de Debates - Conversando sobre a ESF terá início em 15 de maio

    Na semana de 15 a 19 de maio, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca promoverá a XII edição do Ciclo de Debates - Conversando sobre a Estratégia de Saúde da Família. Em 2017, o evento coincide com o início da 13ª turma da Residência Multiprofissional em Saúde da Família, e as discussões terão como base temáticas importantes da política macroeconômica, da política de saúde e da própria ESF, abordando seus conceitos, práticas, desafios e potências. "O ciclo de debates é um espaço para privilegiarmos a discussão sobre saúde em um contexto de desmonte das políticas públicas e ataques aos processos democráticos inclusivos". O evento é aberto a todos os interessados e as inscrições devem ser feitas dia 15/5. O certificado será concedido aos participantes que comparecerem a todos os dias de atividade.

  8. XII Ciclo de Debates - Conversando sobre a ESF terá início em 15 de maio

    Na semana de 15 a 19 de maio, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca promoverá a XII edição do Ciclo de Debates - Conversando sobre a Estratégia de Saúde da Família. Em 2017, o evento coincide com o início da 13ª turma da Residência Multiprofissional em Saúde da Família, e as discussões terão como base temáticas importantes da política macroeconômica, da política de saúde e da própria ESF, abordando seus conceitos, práticas, desafios e potências. "O ciclo de debates é um espaço para privilegiarmos a discussão sobre saúde em um contexto de desmonte das políticas públicas e ataques aos processos democráticos inclusivos". O evento é aberto a todos os interessados e as inscrições devem ser feitas dia 15/5. O certificado será concedido aos participantes que comparecerem a todos os dias de atividade.

  9. Aviso prévio: 'Radis' debate a reforma trabalhista que o Governo quer emplacar

    A edição n°176 de maio de 2017 da Revista Radis, disponível on-line, aborda como temas de capa a reforma trabalhista, a terceirização e a precarização. Conforme o editorial da publicação, o trabalho e o ambiente e as condições em que é realizado, o emprego, o salário e os direitos dos trabalhadores são questões essenciais de saúde pública, na medida em que interferem diretamente no processo de determinação social da saúde e do adoecimento humano, por isto, a aprovação da reforma trabalhista do governo Temer por uma insensível maioria de 296 dos 473 presentes à sessão plenária da Câmara dos Deputados, às 22h29 da noite do dia 26 de abril de 2017, representa uma catástrofe sanitária. "Entre as alterações criticadas estão a diminuição da competência dos sindicatos, inclusive na proteção dos trabalhadores em casos de homologação de rescisões contratuais; a permissão de acordos individuais para a definição de bancos de horas e jornadas de trabalho, mesmo que exaustivas; a possibilidade de impedimento ao acesso à Justiça na forma de acordos extrajudiciais irrevogáveis e arbitragem das relações de trabalho sem a participação da Justiça do Trabalho. A criação do trabalho intermitente, com recebimento apenas por horas ou dias, legaliza para as empresas contratar o "bico" sem a perspectiva de qualquer direito trabalhista, dizem os entrevistados. Cai a proteção atual ao trabalho de 30 horas semanais, como em telemarketing e outros, e se amplia o trabalho parcial e a adoção do teletrabalho, sem previsão de horas extras e outros direitos". Esta mudança radical na regulação das relações de trabalho, feita à revelia da sociedade, salienta o editorial, por não ter sido submetida a ela como proposta em processo eleitoral democrático, representa a demolição das leis de proteção ao trabalho, que resultaram de lutas históricas dos trabalhadores de todo o mundo. 

  10. Aviso prévio: 'Radis' debate a reforma trabalhista que o Governo quer emplacar

    A edição n°176 de maio de 2017 da Revista Radis, disponível on-line, aborda como temas de capa a reforma trabalhista, a terceirização e a precarização. Conforme o editorial da publicação, o trabalho e o ambiente e as condições em que é realizado, o emprego, o salário e os direitos dos trabalhadores são questões essenciais de saúde pública, na medida em que interferem diretamente no processo de determinação social da saúde e do adoecimento humano, por isto, a aprovação da reforma trabalhista do governo Temer por uma insensível maioria de 296 dos 473 presentes à sessão plenária da Câmara dos Deputados, às 22h29 da noite do dia 26 de abril de 2017, representa uma catástrofe sanitária. "Entre as alterações criticadas estão a diminuição da competência dos sindicatos, inclusive na proteção dos trabalhadores em casos de homologação de rescisões contratuais; a permissão de acordos individuais para a definição de bancos de horas e jornadas de trabalho, mesmo que exaustivas; a possibilidade de impedimento ao acesso à Justiça na forma de acordos extrajudiciais irrevogáveis e arbitragem das relações de trabalho sem a participação da Justiça do Trabalho. A criação do trabalho intermitente, com recebimento apenas por horas ou dias, legaliza para as empresas contratar o "bico" sem a perspectiva de qualquer direito trabalhista, dizem os entrevistados. Cai a proteção atual ao trabalho de 30 horas semanais, como em telemarketing e outros, e se amplia o trabalho parcial e a adoção do teletrabalho, sem previsão de horas extras e outros direitos". Esta mudança radical na regulação das relações de trabalho, feita à revelia da sociedade, salienta o editorial, por não ter sido submetida a ela como proposta em processo eleitoral democrático, representa a demolição das leis de proteção ao trabalho, que resultaram de lutas históricas dos trabalhadores de todo o mundo.