1. Situação de entregadores de aplicativos expõe precariedade das relações de trabalho

    Sem emprego, a opção mais viável para os desempregados, que aumentam durante a Covid-19, é ser entregador de aplicativo. A pesquisadora da ENSP, Márcia Teixeira, explica que a relação desses trabalhadores com os aplicativos é baseada no conceito de “parceria”. “O trabalhador assina um ‘termo de uso’, não um contrato de trabalho”, diz. “Isso é novo e foge do enquadramento legal de uma relação de trabalho, o que acarreta inúmeros problemas e provavelmente aumenta a exploração”.

  2. Saneamento não admite excluídos, dizem pesquisadoras da ENSP

    Para as pesquisadoras do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), Adriana Sotero Martins e Bianca Dieile da Silva e Maria José Salles, em artigo da revista Radis, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, e o saneamento mostra isso. “Segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), deveríamos alcançar a universalização dos serviços em 2033, mas como diminuíram os investimentos a cada ano e a cada governo, essa projeção foi adiada para 2060, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).”

  3. Novo coronavírus expõe fraquezas da assistência à saúde no cárcere

    Na reportagem da revista Radis, a pesquisadora da ENSP, Alexandra Sánchez, explica que, além dos riscos relacionados à covid-19, a chegada do novo coronavírus tornou ainda mais evidentes as fraquezas da saúde prisional e da assistência voltadas a essa população. Segundo Alexandra, a pandemia direcionou para seu enfrentamento grande parte das atividades de saúde e recursos humanos, já escassos em tempos normais, o que contribui para o agravamento de doenças preexistentes como a tuberculose — cuja incidência é 30 vezes maior dentro das prisões — e o tratamento de doenças crônicas também negligenciado com interrupção das consultas em especialidades. “Estamos muito preocupados com a situação da saúde após a pandemia”, reforça.

  4. Racismo e abandono do Estado afetam quilombolas na luta contra a Covid-19

    Na revista  Radis de julho, a reportagem de Luiz Felipe Stevanim trata do impacto da Covid-19 nos quilombos do Pará. A pandemia não é a única ameaça de morte para os quilombolas. Raimundo Magno, integrante da Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu), explica que o novo coronavírus apenas agrava um cenário de vulnerabilidade vivido pelos povos tradicionais — que vão da ausência de saneamento e dificuldades para acessar os serviços de saúde até o avanço do agronegócio e de grandes empreendimentos sobre seus territórios.

  5. Entre a angústia e a força: 'Radis' de junho fala das histórias de trabalhadores do SUS perante a pandemia da Covid-19

    A revista Radis de junho traz relatos de quem está na linha de frente do Sistema Único de saúde (SUS) no enfrentamento à Covid-19. Na reportagem de Luiz Felipe Stevanim, o médico Pedro Campana disse que “a grande angústia é a gente não saber quando isso vai diminuir ou acabar.  Acredito que só se resolverá quando a gente tiver uma vacina eficaz”. O enfermeiro Cleilton Paz  ressalta que “muito aprendizado tem se dado em meio à luta, muita solidariedade também”. Já a agente comunitária de saúde Ana Iara de Souza acredita no potencial transformador da educação em saúde.

  6. Painel discute os idosos e temas transversais em meio à pandemia da Covid-19

    Como a chegada da Covid-19 no Brasil acentuou os preconceitos e os estereótipos em relação aos idosos, ao mesmo tempo em que intensificou um cenário de desproteção social a essa população? As tensões impostas pela pandemia, como o medo de contaminação e a falta de recursos, fizeram emergir alguns debates, entre os quais os idosos têm sido considerados uma das principais preocupações. Considerados como grupo de risco para a doença, o preconceito contra eles apareceu ou, de acordo com alguns especialistas, foi acentuado.

  7. Os vulneráveis: 'Radis' debate a Covid-19 e a perversa desigualdade social e econômica entre as classes sociais

    A reportagem de Luiz Felipe Stevanim questiona: Ficar em que casa?. A expansão da pandemia de Covid-19 pelas favelas, periferias e interiores do Brasil escancarou a perversa desigualdade social e econômica entre as classes sociais, naturalizada e aceita por grande parte da sociedade e das instituições do Estado, o que representa uma barreira às recomendações de higiene básica, distanciamento físico e permanência em casa, alerta a Radis. O Conselho Nacional de Saúde (CNS) alerta sobre a necessidade de especial proteção a grupos em situação de vulnerabilidade ou em risco como as pessoas em situação de rua, com sofrimento ou transtorno mental, com deficiência, vivendo com HIV/aids, LGBTI+, população indígena, negra e ribeirinha e trabalhadores do mercado informal, como catadores de lixo, artesãos, camelôs e prostitutas.

  8. Acervo de David Capistrano Filho, precursor do SUS, é doado à Fiocruz

    O legado do líder estudantil, médico, jornalista, autor e editor de livros, articulador político, conferencista e, sobretudo, sanitarista, David Capistrano Filho, importante ator da reforma sanitária, em breve, estará acessível a pesquisadores e demais interessados com a cessão do seu acervo para a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Ele é reconhecido como um dos responsáveis pela elaboração do texto que deu origem ao capítulo sobre o SUS na Constituição de 1988. Confira a reportagem de Lisiane Morosini, da revista Radis.

  9. 'Radis' de abril acompanha atendimento da Unidade Básica de Saúde Fluvial Vila de Ega, Amazonas

    A reportagem de capa da revista Radis, de abril de 2020, de autoria do editor Adriano de Lavor, acompanha parte da viagem da Unidade Básica de Saúde Fluvial Vila de Ega, em Tefé, no Amazonas. “Em pouco mais de um ano e meio de trabalho, os resultados já são aparentes: além da melhoria de alguns indicadores, é positivo o retorno da população: “O maior retorno é a população que dá”, relata Maria Adriana Moreira, secretária de Saúde de Tefé.