1. Pesquisador da ENSP assina artigo sobre a contradição do capitalismo

    Ary Miranda, pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Cesteh/ENSP/Fiocruz), integrante do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (GTSA/Abrasco) e da Comissão Científica do 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva ( Abrascão 2018) assina o artigo O Brasil e a segunda contradição do capitalismo. Segundo ele, no Brasil, a partir dos anos 1980, a política agrária acentua significativamente os domínios do agronegócio, marcado por intensa concentração fundiária por grupos transnacionais. Este fenômeno fez com que, em 2003, 112 mil propriedades concentrassem 215 milhões de hectares de terra e, sete anos depois, mais 100 milhões de hectares passaram ao controle de grandes empresas. O que, de acordo com ele aprofunda a concentração de terras e acentua a expulsão de trabalhadores para área de expansão da fronteira agrícola e para os grandes centros urbanos, intensificando grandes conflitos socioambientais. Leia o artigo publicado na Abrasco na íntegra. 

  2. Rastros de amianto

    O Brasil tem enorme dívida com a sociedade que, por mais de um século, ficou exposta ao amianto. Nesse contexto, devemos considerar expostos, incontestavelmente, os trabalhadores da indústria do amianto; porém, cada um de nós, todo dia, sem se dar conta, tem contato com essa fibra, que, há vários anos, foi banida de inúmeros países por seus claros malefícios à saúde.
     

  3. 10 Anos do Núcleo de Experimentação de Tecnologias Interativas (Next Fiocruz)

    Há dez anos, no dia 4 de dezembro de 2007, foi criado o Núcleo de Experimentação de Tecnologias Interativas (Next), em um evento da Fiocruz que discutia o uso da WEB na instituição. O Núcleo serviria para experimentar as tecnologias interativas que emergiam com a Web 2.0, como um caminho para incorporar a Internet e as práticas interativas e colaborativas na pesquisa, comunicação, informação, educação e serviços na saúde no SUS e na Fiocruz. Na época, o Skype era proibido em praticamente toda a Fiocruz, e julgava-se que não se podia deixar os servidores e estudantes perderem tempo e se distrair com a Internet. A preocupação era bloqueá-la e se criava todo tipo de “filtro” para impedir que os funcionários usassem os sistemas de busca para acessar "conteúdos inapropriados". Confira o depoimento sobre a década de atuação do Next.

  4. Ajuste fiscal e injustiças em saúde - comentário de pesquisadora da ENSP ao relatório do Banco Mundial 2017

    A pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Lígia Giovanella, critica, no comentário abaixo, as assertivas pró-ajuste do governo brasileiro, apresentadas e defendidas no relatório Um Ajuste Justo: Análise da eficiência e da equidade do gasto público no Brasil, do Banco Mundial, em especial, no que se refere ao capítulo sobre o financiamento do setor da Saúde. O comentário resultou da participação da pesquisadora em um debate sobre o documento, realizado no Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) em 6 de Dezembro de 2017. "Embora o documento seja difundido em um envoltório técnico e científico, o cunho é em seu cerne, político", inicia Ligia. Segundo ela, o texto enfatiza as supostas ineficências do setor Saúde para defender os cortes, desconsiderando o subfinanciamento crônico a que está submetido. A pesquisadora aponta que o documento nega as heterogeneidades sociodemográficas nacionais e a determinação social dos processos saúde-doença.

  5. Ajuste fiscal e injustiças em saúde - comentário de pesquisadora da ENSP ao relatório do Banco Mundial 2017

    A pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Lígia Giovanella, critica, no comentário abaixo, as assertivas pró-ajuste do governo brasileiro, apresentadas e defendidas no relatório Um Ajuste Justo: Análise da eficiência e da equidade do gasto público no Brasil, do Banco Mundial, em especial, no que se refere ao capítulo sobre o financiamento do setor da Saúde. O comentário resultou da participação da pesquisadora em um debate sobre o documento, realizado no Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) em 6 de Dezembro de 2017. "Embora o documento seja difundido em um envoltório técnico e científico, o cunho é em seu cerne, político", inicia Ligia. Segundo ela, o texto enfatiza as supostas ineficências do setor Saúde para defender os cortes, desconsiderando o subfinanciamento crônico a que está submetido. A pesquisadora aponta que o documento nega as heterogeneidades sociodemográficas nacionais e a determinação social dos processos saúde-doença.

  6. Carta de repúdio à condução coercitiva do reitor da UFMG

    Menos de uma semana depois de manifestarmos nosso repúdio ao prefeito que, junto com capangas, impediu a apresentação de uma pesquisa na Universidade Federal do Pará, é com consternação e surpresa que a ENSP recebe a notícia da condução coercitiva, pela Polícia Federal, do reitor Jaime Arturo Ramirez e mais seis funcionários da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para investigar suposto desvio de verbas. É cada vez mais claro que vive-se um tempo de arbítrio, em que a justiça se confunde com justiçamentos e linchamentos morais.

  7. Carta de repúdio à condução coercitiva do reitor da UFMG

    Menos de uma semana depois de manifestarmos nosso repúdio ao prefeito que, junto com capangas, impediu a apresentação de uma pesquisa na Universidade Federal do Pará, é com consternação e surpresa que a ENSP recebe a notícia da condução coercitiva, pela Polícia Federal, do reitor Jaime Arturo Ramirez e mais seis funcionários da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para investigar suposto desvio de verbas. É cada vez mais claro que vive-se um tempo de arbítrio, em que a justiça se confunde com justiçamentos e linchamentos morais.

  8. Cebes publica Moção de Repúdio pelo adiamento da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde

    Os membros do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) reunidos em seu V Simpósio Nacional repudiam o adiamento da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS) informado no dia 24/11/17 em nota conjunta emitida pelo Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Saúde que surpreendeu os milhares de participantes que já haviam se organizado em suas bases com destino à Brasília-DF. A Conferência que estava prevista para ser realizada no período de 28/11 a 1/12/2017 foi adiada sem previsão de nova data com a justificativa de não haver prazo legal para a conclusão do processo licitatório devido a recursos impetrados por empresas concorrentes. Tal fato incorreu em enormes transtornos e perdas econômicas do recurso público e de participantes oriundos de diferentes espaços de representação que tem investido no aprofundamento do debate no tema vigilância em saúde.

  9. Sem servidor público não se constrói um país

    A sociedade brasileira vive a fase aguda da uma crise não só econômica e política, mas também de valores. Cresce à nossa volta a intolerância, a desinformação e a circulação de soluções prontas, oferecidas, sobretudo, por aqueles que tiram proveito dos anseios de uma população insatisfeita. Em momentos como esse, o servidor público costuma ser colocado na berlinda, apontado como responsável pelas crises e tendo seus direitos ameaçados.

  10. Tuberculose na população carcerária: negligência ou crime?

    Em tempos de comunicação rápida, memes virais e mensagens que duram alguns segundos e são esquecidas no momento seguinte, não é fácil falar de assuntos complexos, incômodos e que exigem reflexão. É assim com a tuberculose. O que parece doença do passado ou 'do outro' é de uma gravidade alarmante e que não poupa suas vítimas. A tuberculose está entre as doenças negligenciadas, mas o que temos visto já não é mais negligência, é crime. E é um crime que ocorre de forma assustadora no nosso estado. O Rio de Janeiro é o campeão nacional de mortes causadas pela doença, com média de um óbito diário. Há registros de casos em todas as classes, mas é entre os mais pobres que a tuberculose causa mais vítimas. E é na população carcerária que o descaso com a enfermidade tem se revelado mais aparente. Os presídios são 'fábricas de tuberculose', que põem em risco todos os que circulam pelo sistema internos, agentes, familiares. E é bom lembrar que a epidemia nessas unidades acaba sendo transmitida para a população em geral, já que a tuberculose não respeita muros ou classe social.