1. Fiocruz divulga nota contra flexibilização de lei sobre agrotóxicos

    Em Nota Pública, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se posiciona de forma contrária ao Projeto de Lei 6299/02, que trata do registro de agrotóxicos no país, com votação prevista no Congresso Nacional nesta terça-feira (8/5). Para a Fundação, o projeto visa alterar em profundidade o Marco Legal sobre o tema (lei 7.802/1989), negligenciando a promoção da saúde e a proteção da vida, e configurando uma desregulamentação que irá fragilizar o registro e reavaliação desses produtos no Brasil. A proposta significa um retrocesso que põe em risco a população, em especial grupos populacionais vulnerabilizados como mulheres grávidas, crianças e os trabalhadores envolvidos em atividades produtivas que dependem da produção ou uso desses biocidas.
     

  2. Abrasco e Cebes se manifestam contra demissão de Sônia Fleury

    O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) vêm a público manifestar sua solidariedade à Professora Sonia Maria Fleury Teixeira, diante de sua demissão da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape/FGV). Sonia Fleury foi presidente do Cebes e diretora da Abrasco e é reconhecida como uma das pessoas mais influentes na construção do pensamento brasileiro e latino americano em saúde. Foi participante ativa da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, onde contribuiu para a formulação do capítulo da seguridade social, mecanismo mais inovador e progressista de nossa carta cidadã. Sonia Fleury também contribuiu de forma exemplar para a incorporação da noção de cidadania como elemento de democratização da sociedade brasileira, através dos direitos sociais. Seus estudos ajudaram a construção do projeto da reforma sanitária brasileira como um projeto que não se restringe à assistência médica, mas é sim um projeto civilizador de ampliação da democracia e enfrentamento das desigualdades sociais.

  3. ENSP se manifesta contra demissão de Sônia Fleury

    A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) lamenta profundamente a demissão da professora Sonia Fleury, após mais de 35 anos de serviços prestados à Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape/FGV). Apesar de inoportuna e incoerente, a "dispensa" da docente mais produtiva da Ebape/FGV, segundo os indicadores de avaliação da produção acadêmica, representa uma perda imensurável para as áreas da ciência, da política social e para o Sistema Político Brasileiro. Fleury, além de membro do Conselho Consultivo da ENSP/Fiocruz, teve contribuição decisiva na construção da democracia e da concepção do Sistema Único de Saúde, na companhia de inúmeros pesquisadores da ENSP/Fiocruz. "Sonia Fleury foi uma das maiores articuladoras do Movimento da Reforma Sanitária. Trata-se de mais uma atitude arbitrária e de austeridade contra a saúde pública brasileira", alertou Hermano Castro, diretor da ENSP. Confira, abaixo, a carta de Fleury aos diretores da Ebape/FGV e o abaixo-assinado contra sua demissão.
     

     

  4. ENSP divulga carta aberta sobre execução política de vereadora e violência no RJ

    Em reunião na terça-feira, 20 de março, o Conselho Deliberativo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) ratificou, por unanimidade, a posição da direção e reafirmou a importância da luta pelos direitos humanos reforçando a necessidade de uma sociedade mais justa, com melhores condições de vida, saúde e trabalho e pede um basta às mortes das diversas "Marielles", "Matheus", "Benjamins" "Andersons".

  5. ENSP divulga carta aberta sobre execução política de vereadora e violência no RJ

    Em reunião na terça-feira, 20 de março, o Conselho Deliberativo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) ratificou, por unanimidade, a posição da direção e reafirmou a importância da luta pelos direitos humanos reforçando a necessidade de uma sociedade mais justa, com melhores condições de vida, saúde e trabalho e pede um basta às mortes das diversas "Marielles", "Matheus", "Benjamins" "Andersons".

  6. Pesquisador da ENSP assina artigo sobre a contradição do capitalismo

    Ary Miranda, pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Cesteh/ENSP/Fiocruz), integrante do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (GTSA/Abrasco) e da Comissão Científica do 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva ( Abrascão 2018) assina o artigo O Brasil e a segunda contradição do capitalismo. Segundo ele, no Brasil, a partir dos anos 1980, a política agrária acentua significativamente os domínios do agronegócio, marcado por intensa concentração fundiária por grupos transnacionais. Este fenômeno fez com que, em 2003, 112 mil propriedades concentrassem 215 milhões de hectares de terra e, sete anos depois, mais 100 milhões de hectares passaram ao controle de grandes empresas. O que, de acordo com ele aprofunda a concentração de terras e acentua a expulsão de trabalhadores para área de expansão da fronteira agrícola e para os grandes centros urbanos, intensificando grandes conflitos socioambientais. Leia o artigo publicado na Abrasco na íntegra. 

  7. Rastros de amianto

    O Brasil tem enorme dívida com a sociedade que, por mais de um século, ficou exposta ao amianto. Nesse contexto, devemos considerar expostos, incontestavelmente, os trabalhadores da indústria do amianto; porém, cada um de nós, todo dia, sem se dar conta, tem contato com essa fibra, que, há vários anos, foi banida de inúmeros países por seus claros malefícios à saúde.
     

  8. 10 Anos do Núcleo de Experimentação de Tecnologias Interativas (Next Fiocruz)

    Há dez anos, no dia 4 de dezembro de 2007, foi criado o Núcleo de Experimentação de Tecnologias Interativas (Next), em um evento da Fiocruz que discutia o uso da WEB na instituição. O Núcleo serviria para experimentar as tecnologias interativas que emergiam com a Web 2.0, como um caminho para incorporar a Internet e as práticas interativas e colaborativas na pesquisa, comunicação, informação, educação e serviços na saúde no SUS e na Fiocruz. Na época, o Skype era proibido em praticamente toda a Fiocruz, e julgava-se que não se podia deixar os servidores e estudantes perderem tempo e se distrair com a Internet. A preocupação era bloqueá-la e se criava todo tipo de “filtro” para impedir que os funcionários usassem os sistemas de busca para acessar "conteúdos inapropriados". Confira o depoimento sobre a década de atuação do Next.