1. 'O fenômeno da terceirização', por Luiz Carlos Fadel

    O fenômeno da terceirização vem ganhando corpo nas últimas quatro décadas no mundo globalizado. Já no início da década de 1990, especialmente no Brasil, chamava-se a atenção para o desvirtuamento do vocábulo. O termo inglês original outsourcing - busca de suprimentos (fornecimento vindo de fora) - contemplava uma estratégia relacional para aumentar a produtividade e a qualidade do produto final, de modo a garantir maior competitividade no mercado, baseada no conceito de parceria (partnership) com o próprio mercado e com os trabalhadores. Pouco a pouco, a estratégia se mostrou como um novo formato de acumulação de curto prazo, especialmente pela redução de custos em cima da redução de mão de obra e desobrigação de encargos trabalhistas. 

  2. Médica esclarece reportagem sobre vacinação contra febre amarela na ENSP; campanha inicia neste sábado (25/3)

    A médica Celina Boga, do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, unidade de saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz, rebateu, na quarta-feira, a reportagem veiculada em jornal de grande circulação do Rio de Janeiro, cujo texto mencionou a indisponibilidade de vacinas nos postos de saúde da instituição para seus próprios funcionários. Segundo a médica, o CSEGSF “não integra a rede de vacinação contra a FA e segue estritamente os protocolos técnicos das autoridades sanitárias competentes”. Ainda de acordo com ela, a unidade de saúde estará integrada à rede de postos que iniciará a campanha de vacinação contra febre amarela no próximo sábado.

  3. Pesquisadores da ENSP comentam cobertura vacinal da febre amarela

    Os pesquisadores Eduardo Maranhão e José Fernando Verani, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), destacaram, em depoimento ao Informe ENSP, a importância da cobertura vacinal para evitar a transmissão da febre amarela. Os especialistas comentaram a matéria publicada no jornal O Globo, dia 10/3, com o diretor do Instituto Evandro Chagas, Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, na qual ele afirma que o surto atual poderia ter sido evitado com a imunização de crianças de até um ano. Confira. 

  4. 'Febre amarela preocupa, mas ainda não é o momento de pensar no pior'

    Na opinião do pesquisador Paulo Chagastelles Sabroza, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, o quadro é preocupante quando o assunto é febre amarela (FA), mas o cenário poderá ser muito pior se "ocorrer a urbanização da febre amarela e a epizootia dos macacos se alastrar pelas matas de galeria dos estados de São Paulo ou Espírito Santo e chegar às matas de litoral dos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, onde vivem milhões de pessoas, e grandes grupos populacionais de macacos". Ainda assim, ele afirma que ainda não é o momento de pensar nesse "cenário caótico".

  5. Qualidade no ensino, pesquisa e assistência requer investimento: nova edição do InformAção

    A Fundação Oswaldo Cruz está prestes a inaugurar uma nova fase, no âmbito da gestão, para o período 2017-2020. Com o advento dessa etapa, a próxima Presidência da Fiocruz deve assegurar a qualidade e excelência que a configuram como instituição de maior destaque no campo da ciência e tecnologia em Saúde da América Latina. A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca é parte fundamental desse processo.

  6. Pensar e Construir o Futuro: Saúde Amanhã

    Muitos admitem que tempos de instabilidade não permitem exercícios sobre o longo prazo. Frases que sublinham inescrutabilidade do futuro, tamanhas as incertezas que o cercam, do tipo "apenas sei que amanhã estaremos todos mortos", atribuem a tempos como esses que o Brasil trafega no ano de 2016 a confirmação de suas proposições. Fracassos nas projeções econômicas só fazem forçar essas teses. Entretanto, esquecem-se de que pensar sobre o futuro é radicalmente distinto de prever o futuro, embora para diversas dimensões econômicas, políticas e sociais, graus de maior previsibilidade também possam ser esboçados. Pensar o futuro, na realidade, é construir um programa de ação. E como disse Gramsci, prever pode significar "somente ver bem o presente e o passado enquanto movimento: ver bem, isto é, identificar os pontos fundamentais e permanentes no processo". Talvez possamos afirmar que seja justamente em períodos de alta turbulência que se torne mais necessária a afirmação de horizontes desejáveis, para que, cessada a tormenta, não tenhamos perdido o rumo de nosso destino.

  7. Para diretor da ENSP, aceitar criação de planos baratos é abandonar o SUS

    Na véspera da abertura das Olimpíadas, dia 4 de agosto, o Ministério da Saúde publicou uma portaria que cria um grupo de trabalho para discutir a formatação de planos de saúde baratos e com cobertura reduzida. Os defensores da proposta, que já vinha sendo ventilada pelo ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, argumentam que esses planos ajudariam a desafogar o Sistema Único de Saúde. Entidades médicas, da saúde pública e de defesa do consumidor criticam a proposta, vista como lesiva aos usuários, que terão uma cobertura precária, necessitando recorrer ao SUS em casos de maior complexidade. Aqueles que defendem os princípios da Reforma Sanitária, movimento que nasce na redemocratização do país, nos anos 1980 e não só lançou as bases do SUS, mas garantiu no texto constitucional a saúde como direito de todos e dever do Estado, veem no projeto de criação de planos de saúde baratos mais um passo para o desmonte do já fragilizado Sistema de Saúde brasileiro.

  8. Pesquisadores questionam lei que encaminha acidentados para hospitais particulares

    Pessoas feridas em acidentes de trânsito que tenham plano de saúde poderão ser encaminhadas, pelo Corpo de Bombeiros, para atendimento em hospitais particulares. A determinação, que agora consta na lei sancionada pelo governador em exercício Francisco Dornelles, tem a justificativa de desafogar e “minimizar a superlotação” das emergências dos hospitais públicos sem qualquer evidência da experiência ou condição técnica para esse tipo de serviço no sistema privado. Na opinião de especialistas da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) que atuam na área, a medida, além de ferir o princípio constitucional e o dever do Estado de assegurar uma assistência adequada, põe em risco a qualidade do atendimento prestado à população. Nesta quinta-feira, a Abrasco também se posicionou por meio da nota Emergência em saúde não é jogo de empurraConfira os depoimentos.

  9. Pesquisadores publicam carta aberta contra o PL nº5687 que libera cesáreas a partir de 37 semanas de gestação

    Pesquisadores das instituições científicas que atuam nos temas de redução da prematuridade e da melhoria do desenvolvimento infantil vêm a público se pronunciar contra o Projeto de Lei nº5687. Sob a alegação de defender a "autonomia da mulher e seu direito de escolha", o PL libera cirurgias cesarianas a partir de 37 semanas de gestação, contrariando todas as evidências científicas que apontam prejuízos para a saúde da mãe e, principalmente, do bebê. "É importante ressaltar que somos defensores da autonomia ampla da mulher, desde que ela seja exercida por meio da escolha informada, consciente e baseada em evidências científicas. Acreditamos que repassar exclusivamente para a gestante a decisão sobre o momento e tipo de parto significa isentar de responsabilidade o profissional que realiza o pré-natal e o parto. Essa decisão deve ser uma escolha consciente e compartilhada entre família e equipe de saúde", diz o documento.

     

  10. Pesquisadoras reforçam necessidade de ações de combate à poluição sonora

    A poluição sonora e seus efeitos na saúde, na qualidade de vida e ambiente requerem atenção e vigilância dos profissionais de saúde, do poder público e da sociedade. O assunto, que pautou o artigo Cidade dos grandes eventos e erros, elaborado pela pesquisadora da ENSP Suely Rosenfeld e publicado no jornal O Globo desta segunda-feira (4/7), é também objeto de estudos e pesquisas da ENSP por meio do Serviço de Audiologia do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh). Para exemplificar tal questão, no final de abril deste ano, a Escola mobilizou instituições públicas que combatem o ruído ambiental, como o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Inmetro e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smac) a fim de discutir a multidisciplinaridade do tema e alertar para seus impactos na fauna e flora.