1. Zika e microcefalia são emergência de saúde internacional, declara OMS

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira (1/2) que o recente cluster (agrupamento) de distúrbios neurológicos e malformações neonatais reportados na região das Américas constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional. Isso ocorreu após o Comitê de Emergência, convocado no marco do Regulamento Sanitário Internacional, ter concluído que há forte suspeita de uma relação causal entre este cluster e a doença do vírus zika. Essa situação constitui um 'evento extraordinário' e uma ameaça à saúde pública de outras partes do mundo.

  2. Fiocruz, SMS-RJ e Ministério intensificam ações de combate ao Aedes aegypti

    Uma ação articulada entre a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), a Cooperação Social da Fiocruz, o Instituto Oswaldo Cruz, Bio-Manguinhos, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e o Conselho Comunitário de Manguinhos promoveu, no início de janeiro, o mutirão de combate ao Aedes aegypti na região de Manguinhos, localizada na AP 3.1. A iniciativa, que além de buscar e eliminar possíveis focos do mosquito, envolveu a população com atividades educativas, para que todos pudessem colaborar no combate ao mosquito em suas próprias residências e vizinhanças, percorreu as comunidades CHP2, Vila União, Parque Joao Goulart, Vila Turismo e Nova Vila Turismo - todas situadas no entorno da Fiocruz. "Ao contrário do esperado, não foram encontrados focos do mosquito nas residências visitadas. Localizamos, sim, muitos focos em garrafas, baldes e em locais públicos, cujo controle é obrigação da Comlurb", afirmou Gisele O'Dwyer, coordenadora do Teias/CSEGSF/ENSP.

  3. Abrasco e Facebook lançam campanha contra zika vírus

    A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Facebook lançaram uma campanha para ajudar no combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, do chicungunya e do zika vírus. Lançada em 18 de janeiro, a campanha #SaiZika já é um sucesso e rapidamente foi abraçada pela sociedade brasileira como uma ferramenta de comunicação e informação para a prevenção de focos de proliferação do mosquito Aedes, vetor responsável pela transmissão do Zika Vírus, causador de doenças que está preocupando autoridades sanitárias em todo o mundo.

  4. Centros Colaboradores ajudarão na capacitação para o cuidado aos pacientes com microcefalia

    Unidades de saúde e instituições de ensino podem contribuir na capacitação de profissionais no cuidado com pacientes afetados pelo vírus Zika. A portaria para a criação de Centros Colaboradores para ajudar no enfrentamento aos casos de microcefalia foi publicada no Diário Oficial da União de terça-feira (12/1). A medida possibilitará, por exemplo, que uma universidade com experiência em um determinado procedimento possa compartilhar a experiência e qualificar outros profissionais de saúde.

  5. Fiocruz anuncia inovação no diagnóstico simultâneo de zika, dengue e chikungunya

    A Fiocruz divulgou, em entrevista coletiva de imprensa com o Ministério da Saúde (MS) no sábado (16/1), uma importante inovação que permitirá realizar o diagnóstico simultâneo de zika, dengue e chikungunya em casos suspeitos. A novidade, anunciada durante visita do ministro da Saúde, Marcelo Castro, ao Campus Manguinhos, vai garantir maior agilidade para o diagnóstico realizado na rede de laboratórios do MS, além de reduzir os custos e permitir a substituição de insumos estrangeiros por um produto nacional. A inovação é resultado do trabalho conjunto do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e de quatro unidades da Fiocruz: o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com o apoio do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná), do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). O MS vai encomendar a produção de 500 mil kits pela Fiocruz até o final deste ano.

  6. Zika nas Américas: confira as respostas para as perguntas mais frequentes sobre o vírus

    A infecção pelo vírus Zika é causada pela picada de mosquitos infectados do gênero Aedes. Geralmente, causa febre, erupções na pele, conjuntivite e dores musculares leves. De março de 2014 até a semana passada, 14 países e territórios das Américas relataram casos de infecção pelo vírus. A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) está trabalhando com seus Estados-Membros para prevenir, detectar e responder a esta nova ameaça.

  7. Saúde divulga diretriz nacional para estimulação precoce de bebês com microcefalia

    O Ministério da Saúde disponibilizou, na quarta-feira (13/1), a todos os profissionais e gestores do país, as Diretrizes de Estimulação Precoce: Crianças de 0 a 3 anos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor decorrente de microcefalia. O documento foi desenvolvido em razão do cenário de urgência dado pelo aumento de casos de microcefalia em todo o país em decorrência de infecção pelo vírus Zika. São orientações aos profissionais das equipes da Atenção Básica e Atenção Especializada para a estimulação precoce. O conteúdo é direcionado às crianças com microcefalia, podendo se aplicar ainda a outras condições ou agravos de saúde que interfiram no desenvolvimento neuropsicomotor nesta fase.

  8. Fiocruz realiza 3ª reunião de gabinete de crise epidemiológica

    O terceiro encontro do Gabinete para o Enfrentamento à Emergência Epidemiológica em Saúde Pública da Fiocruz ocorreu nos dias 6 e 7 de janeiro. Criado para unificar as ações da Fundação frente à Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), ocasionada pelo aumento dos casos de infecção por vírus zika, microcefalia e outras alterações de ordem neurológica, o gabinete promoveu uma oficina de trabalho com o propósito de traçar objetivos de curto e médio prazo para enfrentamento da emergência sanitária.

  9. 'É hora de o país se mobilizar'

    "O grande potencial de doenças transmitidas pelos Aedes é fruto do nosso modelo de desenvolvimento de consumo capitalista, que sustenta fortes determinantes socioeconômicos para que o mosquito sobreviva às estratégias que vêm sendo usadas. Tecnologias serão insuficientes sem alteração nesses determinantes. A doença não acontece simplesmente, ela é produzida ativamente pela sociedade". A afirmativa é da pesquisadora Tânia Araújo-Jorge, do Instituto Oswaldo Cruz, que, no artigo "Foco no mosquito e no zika vírus", publicado no Correio Braziliense, na quinta-feira (7/1), destacou a necessidade de engajamento de todos os setores da sociedade para prevenção e controle do Aedes. "O Aedes não é problema só da saúde pública e das famílias em casa, mas de todos os setores da sociedade", alertou.