1. Fiocruz, SMS-RJ e Ministério intensificam ações de combate ao Aedes aegypti

    Uma ação articulada entre a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), a Cooperação Social da Fiocruz, o Instituto Oswaldo Cruz, Bio-Manguinhos, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e o Conselho Comunitário de Manguinhos promoveu, no início de janeiro, o mutirão de combate ao Aedes aegypti na região de Manguinhos, localizada na AP 3.1. A iniciativa, que além de buscar e eliminar possíveis focos do mosquito, envolveu a população com atividades educativas, para que todos pudessem colaborar no combate ao mosquito em suas próprias residências e vizinhanças, percorreu as comunidades CHP2, Vila União, Parque Joao Goulart, Vila Turismo e Nova Vila Turismo - todas situadas no entorno da Fiocruz. "Ao contrário do esperado, não foram encontrados focos do mosquito nas residências visitadas. Localizamos, sim, muitos focos em garrafas, baldes e em locais públicos, cujo controle é obrigação da Comlurb", afirmou Gisele O'Dwyer, coordenadora do Teias/CSEGSF/ENSP.

  2. Abrasco e Facebook lançam campanha contra zika vírus

    A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Facebook lançaram uma campanha para ajudar no combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, do chicungunya e do zika vírus. Lançada em 18 de janeiro, a campanha #SaiZika já é um sucesso e rapidamente foi abraçada pela sociedade brasileira como uma ferramenta de comunicação e informação para a prevenção de focos de proliferação do mosquito Aedes, vetor responsável pela transmissão do Zika Vírus, causador de doenças que está preocupando autoridades sanitárias em todo o mundo.

  3. Centros Colaboradores ajudarão na capacitação para o cuidado aos pacientes com microcefalia

    Unidades de saúde e instituições de ensino podem contribuir na capacitação de profissionais no cuidado com pacientes afetados pelo vírus Zika. A portaria para a criação de Centros Colaboradores para ajudar no enfrentamento aos casos de microcefalia foi publicada no Diário Oficial da União de terça-feira (12/1). A medida possibilitará, por exemplo, que uma universidade com experiência em um determinado procedimento possa compartilhar a experiência e qualificar outros profissionais de saúde.

  4. Fiocruz anuncia inovação no diagnóstico simultâneo de zika, dengue e chikungunya

    A Fiocruz divulgou, em entrevista coletiva de imprensa com o Ministério da Saúde (MS) no sábado (16/1), uma importante inovação que permitirá realizar o diagnóstico simultâneo de zika, dengue e chikungunya em casos suspeitos. A novidade, anunciada durante visita do ministro da Saúde, Marcelo Castro, ao Campus Manguinhos, vai garantir maior agilidade para o diagnóstico realizado na rede de laboratórios do MS, além de reduzir os custos e permitir a substituição de insumos estrangeiros por um produto nacional. A inovação é resultado do trabalho conjunto do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e de quatro unidades da Fiocruz: o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com o apoio do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná), do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). O MS vai encomendar a produção de 500 mil kits pela Fiocruz até o final deste ano.

  5. Zika nas Américas: confira as respostas para as perguntas mais frequentes sobre o vírus

    A infecção pelo vírus Zika é causada pela picada de mosquitos infectados do gênero Aedes. Geralmente, causa febre, erupções na pele, conjuntivite e dores musculares leves. De março de 2014 até a semana passada, 14 países e territórios das Américas relataram casos de infecção pelo vírus. A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) está trabalhando com seus Estados-Membros para prevenir, detectar e responder a esta nova ameaça.

  6. Saúde divulga diretriz nacional para estimulação precoce de bebês com microcefalia

    O Ministério da Saúde disponibilizou, na quarta-feira (13/1), a todos os profissionais e gestores do país, as Diretrizes de Estimulação Precoce: Crianças de 0 a 3 anos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor decorrente de microcefalia. O documento foi desenvolvido em razão do cenário de urgência dado pelo aumento de casos de microcefalia em todo o país em decorrência de infecção pelo vírus Zika. São orientações aos profissionais das equipes da Atenção Básica e Atenção Especializada para a estimulação precoce. O conteúdo é direcionado às crianças com microcefalia, podendo se aplicar ainda a outras condições ou agravos de saúde que interfiram no desenvolvimento neuropsicomotor nesta fase.

  7. Fiocruz realiza 3ª reunião de gabinete de crise epidemiológica

    O terceiro encontro do Gabinete para o Enfrentamento à Emergência Epidemiológica em Saúde Pública da Fiocruz ocorreu nos dias 6 e 7 de janeiro. Criado para unificar as ações da Fundação frente à Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), ocasionada pelo aumento dos casos de infecção por vírus zika, microcefalia e outras alterações de ordem neurológica, o gabinete promoveu uma oficina de trabalho com o propósito de traçar objetivos de curto e médio prazo para enfrentamento da emergência sanitária.

  8. 'É hora de o país se mobilizar'

    "O grande potencial de doenças transmitidas pelos Aedes é fruto do nosso modelo de desenvolvimento de consumo capitalista, que sustenta fortes determinantes socioeconômicos para que o mosquito sobreviva às estratégias que vêm sendo usadas. Tecnologias serão insuficientes sem alteração nesses determinantes. A doença não acontece simplesmente, ela é produzida ativamente pela sociedade". A afirmativa é da pesquisadora Tânia Araújo-Jorge, do Instituto Oswaldo Cruz, que, no artigo "Foco no mosquito e no zika vírus", publicado no Correio Braziliense, na quinta-feira (7/1), destacou a necessidade de engajamento de todos os setores da sociedade para prevenção e controle do Aedes. "O Aedes não é problema só da saúde pública e das famílias em casa, mas de todos os setores da sociedade", alertou.

  9. Ministério da Saúde atualiza casos suspeitos de microcefalia

    O Ministério da Saúde divulgou na terça-feira (5/1) o primeiro informe epidemiológico de 2016 sobre os casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika. As informações são referentes aos dados até o dia 2 de janeiro. Desde o início das investigações, foram notificados 3.174 casos suspeitos da doença em recém-nascidos de 684 municípios de 21 unidades da federação. Pela primeira vez,  está sendo investigado um caso no estado do Amazonas. Também estão em investigação 38 óbitos de bebês com microcefalia possivelmente relacionados ao vírus Zika.