1. Microcefalia: Marcelo Firpo esclarece mal-entendido sobre larvicidas e nota técnica da Abrasco

    O pesquisador da ENSP e coordenador do grupo de trabalho de Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Marcelo Firpo, desmetiu a falsa relação feita nas redes sociais entre o uso de larvicida na água e o aumento dos casos de microcefalia, no Brasil. O pesquisador deu seu depoimento por telefone ao Informe ENSP para esclarecer melhor a questão e aproveitou a ocasião para reafirmar a posição da Abrasco contra o uso desse e de outros tipos de veneno, comprovadamente danosos à saúde, no combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

  2. OMS lança plano global de combate ao zika e a síndromes associadas ao vírus

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, na terça-feira (16/2), uma estratégia global para orientar as respostas dos Estados-membros para a disseminação do vírus zika e aos casos de malformações congênitas e de síndromes neurológicas associadas ao vírus. Em pronunciamento no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), a diretora executiva da agência, Natela Menabde, informou que 34 países já registraram infecções pelo zika. Desse conjunto, sete relataram aumentos nas ocorrências de microcefalia.

  3. Nota de esclarecimento sobre convocação de pacientes com suspeita de Zika

    Em relação à postagem que tem circulado em redes sociais sobre convocação para consultas e coleta de amostras de pacientes com suspeita de infecção pelo vírus zika, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclarece que a mensagem está em desacordo com a legislação vigente referente à pesquisa clínica no Brasil. Sendo assim, a coleta de amostras anunciada na mensagem não está em andamento.

  4. Fiocruz assina acordo de cooperação global contra zika

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e mais 32 revistas científicas, ONGs, fundos e institutos de pesquisa assinaram, na última quarta-feira (10/2), uma declaração conjunta na qual se comprometem a compartilhar, de forma rápida e aberta, dados e resultados relevantes de pesquisas que possam ajudar na crise com o vírus zika e em outras emergências de saúde pública. O objetivo da iniciativa é garantir que qualquer informação de valor para a saúde pública seja disponibilizada gratuitamente e o mais rápido possível para a comunidade internacional, sem impedir pesquisadores de, posteriormente, publicar os dados apresentados em seus artigos. A expectativa é que outras instituições também passem a aderir à causa nas próximas semanas.

  5. Zika: Rede de Bibliotecas da Fiocruz lança área temática com mais de 4 mil artigos

    Está no ar Aedes Informa, uma área temática organizada pela rede de bibliotecas da Fiocruz. Seu objetivo é reunir referências bibliográficas sobre os vírus zika e chikungunya que estão disponíveis nas bases de dados Lilacs, Pubmed, Scopus e Web of Science. Desenvolvida no Zotero, um software livre utilizado para gestão e compartilhamento de referências, a biblioteca temática é atualizada regularmente e já oferece mais de quatro mil artigos, apresentando um panorama de pesquisas e estudos associados à produção científica internacional. Para facilitar a pesquisa, a biblioteca disponibilizou um tutorial para a utilização dessas referências bibliográficas. 

  6. Brasil oferece treinamento para zika aos países do Mercosul

    O ministro da Saúde, Marcelo Castro, ofereceu aos países do Mercosul e associados treinamento para a realização laboratorial de testes para detecção do vírus zika. A capacitação será feita pelos institutos nacionais do Brasil por meio do exame PCR (Polymerase Chain Reaction). O objetivo é reforçar a capacidade de vigilância epidemiológica da região, acompanhando o comportamento do vírus e propondo ações necessárias para a proteção da população. No mês de janeiro, técnicos do Paraguai, Peru, Uruguai e Equador receberam treinamento do Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS).

  7. Radis amplia o foco do debate sobre o Aedes aegypti

    A  edição n°161 de fevereiro de 2016 da Revista Radis, disponível on-line, destaca a tríplice epidemia viral de dengue, chikungunya e zica, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. "A possibilidade de alguns casos de zika evoluírem para complicações neurológicas como a síndrome de Guillan-Barré, e, desde novembro passado, a constatação de que a infecção pelo vírus durante a gravidez tem relação direta com uma outra epidemia, a de casos de microcefalia, entre outros comprometimentos da zika congênita, tornou a atual crise sanitária uma prioridade para além do campo da saúde, acordando as autoridades e preocupando toda a população", alerta o editorial da publicação. A matéria de capa critica a ideia do mosquito como o “inimigo número um”, porque é mais eficaz modificar as condições que propiciam a proliferação do mosquito do que focar diretamente nele, afirmam pesquisadores e sanitaristas entrevistados. "O que permite a infestação dos mosquitos nas cidades brasileiras é a ausência de saneamento e de oferta contínua de água, acúmulo de lixo, falta de drenagem e de limpeza pública, falta de cuidados dentro e fora das casas para eliminar qualquer acúmulo de água parada."

  8. Portais do governo aderem à campanha contra o Aedes

    Nesta quinta-feira (4/2), os sites oficiais do governo aderiram à campanha nacional de combate ao Aedes e zika vírus. Os usuários que acessarem os portais federais observarão imagens de três mosquitos voando na tela do computador ou dos dispositivos móveis utilizados para navegação. Ao posicionar o cursor sobre o mosquito e clicar sobre ele, o leitor será direcionado ao site oficial da ação. A previsão é que todos os sites do Governo Federal entrem na campanha, lançada no dia 27. A ação já pode ser visualizada no Portal ENSP. #ZikaZero

  9. Fiocruz detecta presença de vírus zika com potencial de infecção em saliva e urina

    Estudo pioneiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado o Ministério da Saúde, constatou a presença do vírus zika ativo (com potencial de provocar a infecção) em amostras de saliva e de urina. A evidência inédita, que sugere a necessidade de investigar a relevância destas vias alternativas de transmissão viral, foi constatada pelo Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A descoberta foi anunciada em entrevista coletiva na sexta-feira (5/2) no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro.

  10. Zika vírus: Que caminhos tomar para controlar a epidemia e como lidar com suas consequências?

    Muitas são as opiniões a respeito da epidemia de microcefalia e das doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti, principalmente após a OMS declarar emergência mundial por microcefalia. Maiores ainda são as associações que vêm surgindo como consequências desse grave surto. Pesquisadores, instituições científicas e o governo correm contra o tempo em busca de soluções e estratégias eficientes para seu enfrentamento. No entanto, o que ficará quando a crise passar? Quem sofrerá suas consequências? Especialistas apontam caminhos, debatem possibilidades; a população sofre, e já se fala no comprometimento de uma geração inteira - os chamados filhos da zika. Complicações neurológicas como a síndrome de Guillan-Barré, o aborto, as consequências para a saúde e o ambiente, em especial na população mais vulnerável, e o desenvolvimento de uma vacina estão entre os pontos mais preocupantes. E, para completar, na cidade do Rio de Janeiro, que receberá os Jogos Olímpicos 2016, há preocupação com a chegada dos visitantes internacionais e delegações. A ENSP quer saber o que você pensa sobre o futuro do Brasil frente ao zika vírus. Responda à pergunta e participe do mais novo tema do Blog Saúde em Pauta. Escreva! Dê sua opinião!