1. Pesquisadora da ENSP alerta sobre o uso contínuo do fumacê

    Em entrevista ao jornal Bom Dia Rio, da Rede Globo, a pesquisadora do Laboratório de Toxicologia do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) Ana Cristina Simões Rosa falou sobre o uso do fumacê. Apesar de não indicado, alguns condomínios vêm recorrendo a estratégia por conta própria para eliminar o mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, dengue e chikungunya. O uso indiscriminado pode apresentar perigos tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente. Segundo Ana Cristina, com a utilização continuada do fumacê, os mosquitos adquirem resistência ao inseticida e ele deixa de proporcionar a eficácia desejada. "Isso pode promover também um desequilíbrio dos predadores naturais do mosquito. A longo prazo significa que eles vão se proliferar de uma maneira muito mais intensa do que antes da utilização do inseticida", alerta.

  2. Microcefalia: Marcelo Firpo esclarece mal-entendido sobre larvicidas e nota técnica da Abrasco

    O pesquisador da ENSP e coordenador do grupo de trabalho de Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Marcelo Firpo, desmetiu a falsa relação feita nas redes sociais entre o uso de larvicida na água e o aumento dos casos de microcefalia, no Brasil. O pesquisador deu seu depoimento por telefone ao Informe ENSP para esclarecer melhor a questão e aproveitou a ocasião para reafirmar a posição da Abrasco contra o uso desse e de outros tipos de veneno, comprovadamente danosos à saúde, no combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

  3. Nota de esclarecimento sobre convocação de pacientes com suspeita de Zika

    Em relação à postagem que tem circulado em redes sociais sobre convocação para consultas e coleta de amostras de pacientes com suspeita de infecção pelo vírus zika, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclarece que a mensagem está em desacordo com a legislação vigente referente à pesquisa clínica no Brasil. Sendo assim, a coleta de amostras anunciada na mensagem não está em andamento.

  4. Fiocruz assina acordo de cooperação global contra zika

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e mais 32 revistas científicas, ONGs, fundos e institutos de pesquisa assinaram, na última quarta-feira (10/2), uma declaração conjunta na qual se comprometem a compartilhar, de forma rápida e aberta, dados e resultados relevantes de pesquisas que possam ajudar na crise com o vírus zika e em outras emergências de saúde pública. O objetivo da iniciativa é garantir que qualquer informação de valor para a saúde pública seja disponibilizada gratuitamente e o mais rápido possível para a comunidade internacional, sem impedir pesquisadores de, posteriormente, publicar os dados apresentados em seus artigos. A expectativa é que outras instituições também passem a aderir à causa nas próximas semanas.

  5. Zika: Rede de Bibliotecas da Fiocruz lança área temática com mais de 4 mil artigos

    Está no ar Aedes Informa, uma área temática organizada pela rede de bibliotecas da Fiocruz. Seu objetivo é reunir referências bibliográficas sobre os vírus zika e chikungunya que estão disponíveis nas bases de dados Lilacs, Pubmed, Scopus e Web of Science. Desenvolvida no Zotero, um software livre utilizado para gestão e compartilhamento de referências, a biblioteca temática é atualizada regularmente e já oferece mais de quatro mil artigos, apresentando um panorama de pesquisas e estudos associados à produção científica internacional. Para facilitar a pesquisa, a biblioteca disponibilizou um tutorial para a utilização dessas referências bibliográficas. 

  6. Brasil oferece treinamento para zika aos países do Mercosul

    O ministro da Saúde, Marcelo Castro, ofereceu aos países do Mercosul e associados treinamento para a realização laboratorial de testes para detecção do vírus zika. A capacitação será feita pelos institutos nacionais do Brasil por meio do exame PCR (Polymerase Chain Reaction). O objetivo é reforçar a capacidade de vigilância epidemiológica da região, acompanhando o comportamento do vírus e propondo ações necessárias para a proteção da população. No mês de janeiro, técnicos do Paraguai, Peru, Uruguai e Equador receberam treinamento do Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS).

  7. Portais do governo aderem à campanha contra o Aedes

    Nesta quinta-feira (4/2), os sites oficiais do governo aderiram à campanha nacional de combate ao Aedes e zika vírus. Os usuários que acessarem os portais federais observarão imagens de três mosquitos voando na tela do computador ou dos dispositivos móveis utilizados para navegação. Ao posicionar o cursor sobre o mosquito e clicar sobre ele, o leitor será direcionado ao site oficial da ação. A previsão é que todos os sites do Governo Federal entrem na campanha, lançada no dia 27. A ação já pode ser visualizada no Portal ENSP. #ZikaZero

  8. Fiocruz detecta presença de vírus zika com potencial de infecção em saliva e urina

    Estudo pioneiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado o Ministério da Saúde, constatou a presença do vírus zika ativo (com potencial de provocar a infecção) em amostras de saliva e de urina. A evidência inédita, que sugere a necessidade de investigar a relevância destas vias alternativas de transmissão viral, foi constatada pelo Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A descoberta foi anunciada em entrevista coletiva na sexta-feira (5/2) no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro.

  9. Radis amplia o foco do debate sobre o Aedes aegypti

    A  edição n°161 de fevereiro de 2016 da Revista Radis, disponível on-line, destaca a tríplice epidemia viral de dengue, chikungunya e zica, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. "A possibilidade de alguns casos de zika evoluírem para complicações neurológicas como a síndrome de Guillan-Barré, e, desde novembro passado, a constatação de que a infecção pelo vírus durante a gravidez tem relação direta com uma outra epidemia, a de casos de microcefalia, entre outros comprometimentos da zika congênita, tornou a atual crise sanitária uma prioridade para além do campo da saúde, acordando as autoridades e preocupando toda a população", alerta o editorial da publicação. A matéria de capa critica a ideia do mosquito como o “inimigo número um”, porque é mais eficaz modificar as condições que propiciam a proliferação do mosquito do que focar diretamente nele, afirmam pesquisadores e sanitaristas entrevistados. "O que permite a infestação dos mosquitos nas cidades brasileiras é a ausência de saneamento e de oferta contínua de água, acúmulo de lixo, falta de drenagem e de limpeza pública, falta de cuidados dentro e fora das casas para eliminar qualquer acúmulo de água parada."

  10. Zika vírus: Que caminhos tomar para controlar a epidemia e como lidar com suas consequências?

    Muitas são as opiniões a respeito da epidemia de microcefalia e das doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti, principalmente após a OMS declarar emergência mundial por microcefalia. Maiores ainda são as associações que vêm surgindo como consequências desse grave surto. Pesquisadores, instituições científicas e o governo correm contra o tempo em busca de soluções e estratégias eficientes para seu enfrentamento. No entanto, o que ficará quando a crise passar? Quem sofrerá suas consequências? Especialistas apontam caminhos, debatem possibilidades; a população sofre, e já se fala no comprometimento de uma geração inteira - os chamados filhos da zika. Complicações neurológicas como a síndrome de Guillan-Barré, o aborto, as consequências para a saúde e o ambiente, em especial na população mais vulnerável, e o desenvolvimento de uma vacina estão entre os pontos mais preocupantes. E, para completar, na cidade do Rio de Janeiro, que receberá os Jogos Olímpicos 2016, há preocupação com a chegada dos visitantes internacionais e delegações. A ENSP quer saber o que você pensa sobre o futuro do Brasil frente ao zika vírus. Responda à pergunta e participe do mais novo tema do Blog Saúde em Pauta. Escreva! Dê sua opinião!