1. Estudo aponta coinfecção por dengue e zika em Aedes

    Um estudo realizado pelo Grupo de Entomologia Médica da Fiocruz Minas, em parceria com a Fundação Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado, mostrou que o Aedes aegypti pode ser infectado simultaneamente por vírus da zika e da dengue. Os pesquisadores também descobriram que, ao picar um hospedeiro vertebrado, o mosquito coinfectado transmite preferencialmente o vírus da zika. O estudo foi publicado recentemente na revista Journal of Infectious Diseases, órgão oficial da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas.

  2. Oficina debate impactos sociais do zika dois anos após epidemia

    Qual é a situação vivida pelas famílias das crianças afetadas pelo vírus zika, mais de dois anos depois da epidemia no Brasil? Que dimensões sociais da doença foram ignoradas, e como tirá-las da invisibilidade? De que modo a discussão sobre o vírus é indissociável de um debate sobre os direitos reprodutivos das mulheres e sobre o aborto, por exemplo? Qual deve ser uma abordagem ética para os sujeitos de pesquisa com um tema tão delicado? Essas e outras questões estiveram em pauta nos dias 26 e 27 de abril na Fiocruz, na oficina Saúde Global: a epidemia de zika e interseções internacionais

  3. Pesquisadores, gestores e sociedade debatem impactos sociais da Zika

    Os impactos sociais da Zika estarão em discussão durante o Seminário Pensando a Zika pelas lentes das Ciências Sociais: integrando ciência, políticas e sociedade civil. O evento, que será realizado na próxima quinta-feira, 12/4, reúne pesquisadores, gestores de políticas públicas e serviços de saúde, bem como representantes da sociedade civil. Durante todo o dia, serão debatidos os diversos aspectos que envolvem a doença e as consequências dela para a sociedade.

  4. Teste detecta infecção anterior pelo vírus Zika

    Um teste capaz de detectar em amostras de soro sanguíneo anticorpos contra o vírus Zika com alta especificidade - e, portanto, baixo risco de reação cruzada com microrganismos aparentados, como o causador da dengue - deve chegar ao mercado brasileiro ainda em 2018. O método foi desenvolvido no âmbito do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) pela empresa Inovatech em colaboração com pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e do Instituto Butantan.

  5. Rede Zika Ciências Sociais promove oficina nesta terça (19/12)

    A Rede Zika Ciências Sociais promove, nesta terça-feira (19/12), a Oficina sobre Engajamento Público. O objetivo do evento, que acontece na sala 410 da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), e é aberto ao público das 9h às 12h30, sala 410, é gerar um documento de referência que alinhe o conceito de “engajamento público” para a Rede Zika Ciências Sociais, e que organize uma agenda de trabalho e ação social em relação ao tema. A oficina continua das 14h às 17h, apenas para comissão e palestrantes. Inscrições devem ser feitas pelo e-mail redezikacs@fiocruz.br

  6. Foco no Aedes pode invisibilizar determinantes sociais do zika

    A epidemia do vírus zika no Brasil em 2016 teve determinantes sociais, como a desigualdade social e a ausência de saneamento básico, que correm o risco de ser invisibilizados caso o combate à doença foque-se exclusivamente no mosquito Aedes aegypti, afirmou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. A declaração foi concedida no simpósio Intervenção e diagnóstico precoces em malformações do neurodesenvolvimento pediátrico, onde Nísia fez a apresentação O impacto social da síndrome pós-zika, ao lado do pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) Gustavo Corrêa da Matta.
     

  7. Fiocruz cria plataforma de vigilância para zika e microcefalia

    O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia, em parceria com o Ministério da Saúde, inaugurou, em maio, a Plataforma Zika - plataforma de vigilância de longo prazo para a zika e microcefalia no âmbito do SUS. Seu objetivo é desenvolver e adotar instrumentos, protocolos, procedimentos e outras metodologias de colaboração e compartilhamento entre instituições governamentais e pesquisadores no Brasil e no exterior, visando estudar as consequências da infecção pelo vírus zika na gestação, parto, puericultura e juventude, pelo período inicial estimado de 30 anos.

  8. As ciências sociais contra a zika

    A contribuição do campo das ciências humanas para o combate à zika foi o tema de um seminário na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) que reuniu cientistas de instituições internacionais no último dia 30 de março. Esse foi o primeiro encontro dos pesquisadores da área de ciências sociais do ZIKAlliance, um consórcio multinacional e multidisciplinar que reúne dezenas de parceiros pelo mundo coordenado pelo INSERM, o instituto nacional francês de saúde e pesquisa médica. Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Ciências Sociais do ZIKAlliance, disse que é um desafio importante trabalhar com os aspectos humanos e sociais diante de uma epidemia cujos esforços se voltam principalmente para o diagnóstico, o tratamento e um grande foco no mosquito. “Não se trata de uma guerra de um mosquito contra a humanidade, e sim de processos sociais que explicam essa proliferação. Mas o fato é que na mídia e no imaginário essa associação com o mosquito é a mais forte e muitas vezes dificulta o olhar para outras causas”, ressaltou.

  9. Conheça as medidas em andamento para garantir uma vacina segura e eficaz contra o vírus zika

    Uma série de medidas deve ser tomada para garantir que as vacinas contra qualquer doença sejam seguras e eficazes. No caso do vírus zika, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) tem monitorado o processo de pesquisa e desenvolvimento, verificado as bases de dados dos ensaios clínicos em curso e estudos publicados, bem como dialogado com desenvolvedores. Em janeiro de 2017, cerca de 40 vacinas candidatas estavam em processo de pesquisa e desenvolvimento.