1. Nanotecnologia: pesquisador da ENSP integra rede de pesquisa e comenta projetos

    Com o objetivo de estruturar uma rede envolvendo todos os grupos de pesquisa ligados à nanotecnologia da Fundação Oswaldo Cruz para o desenvolvimento de plataformas tecnológicas com infraestrutura e tecnologia nano, foi realizada a 1ª Reunião de Estruturação do Programa de Pesquisa Translacional em Nanotecnologia (Rede Fio-Nano). Estiveram presentes mais de 50 integrantes de 5 grupos de pesquisa já cadastrados para participar da rede, provenientes de 9 unidades da Fundação. O pesquisador da ENSP, William Waissmann, que faz parte do grupo, falou a respeito da toxicologia e saúde, avaliação de contaminantes, poluentes e resíduos, além de seus impactos sobre a saúde da população. Confira o podcast do pesquisador sobre a Rede Fio-Nano e a atuação da ENSP na área, disponível no Soundcloud da ENSP.  

  2. Profissionais da saúde indígena criticam indicação de general para a Presidência da Funai

    Profissionais que pesquisam a saúde dos indígenas no Brasil manifestaram preocupação com a indicação do general Roberto Peternelli para a Presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai).  A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) escreveu uma nota em que repudia a indicação do general e relembra o trágico histórico dos militares à frente de órgãos que cuidam da questão indígena desde a ditadura militar. Carlos Coimbra, pesquisador da ENSP que coordena o Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco, conversou com o Informe ENSP sobre o tema. Para o pesquisador, a indicação de Peternelli é preocupante, uma vez que, além de não ser qualificado para atuar em área tão complexa, o general é apontado como alguém ligado aos setores ruralistas conservadores em um momento em que chegam notícias de assassinatos de lideranças indígenas e de recrudescimento de manifestações de racismo contra os índios.

     


     

  3. Comunidade científica rechaça lei que permite pulverização aérea em zonas urbanas

    Na segunda-feira, 27 de junho, o presidente interino Michel Temer sancionou a Lei nº13.301/2016 que dispõe sobre medidas de controle do mosquito Aedes aegypti. Em seu conteúdo a lei permite a incorporação de mecanismos de controle vetorial, por meio de dispersão por aeronaves, mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida. Mesmo diante da negativa da comprovação científica da eficácia da medida pela Fiocruz, pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e pelo próprio Ministério da Saúde, a lei foi sancionada. Pesquisadores da ENSP alertam para o quão prejudicial a medida pode ser para a saúde humana e para o meio ambiente e reforçam a importância de se posicionar contra a medida participando do abaixo assinado eletrônico para marcar posição contrária. 

  4. 'Proibicionismo é modelo fracassado', defende Paulo Amarante, posicionando-se contra declaração de ministro sobre guerra às drogas

    O pesquisador da ENSP e coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps), Paulo Amarante, que é referência nacional na área de saúde mental também se posicionou contra as declarações dadas pelo ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, a respeito da política de repressão às drogas. Para Amarante, "o proibicionismo e a guerra às drogas são modelos ultrapassados, que serviram apenas para superlotar o sistema penitenciário, o que mostra seu insucesso, pois não recupera e não habilita pessoas". Ouça a fala de Paulo Amarante em áudio exclusivo para o Informe ENSP.

  5. Saúde Mental vence mais uma luta: Valencius Wurch é exonerado do cargo

    O ministro da Saúde substituto, José Agenor Álvares, nesta segunda-feira, 9 de maio, exonerou do cargo o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Valencius Wurch. A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) apoiou, em dezembro de 2015, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes) e demais entidades, instituições e movimentos sociais que criticaram fortemente a nomeação do psiquiatra. Ao longo deste ano, diversas campanhas de "Fora Valencius" ocorreram pelo país, e um grupo de manifestantes chegou a ocupar sua sala de trabalho por quatro meses. O pesquisador da ENSP Paulo Amarante considera a exoneração uma vitória expressiva da Luta do Movimento Antimanicomial brasileiro e da Reforma Sanitária. Confira a íntegra de sua fala no Soundcloud da ENSP.

  6. Gripe H1N1: ENSP inicia campanha nacional de vacinação

    Começou nesta segunda-feira, 25/4, no Rio de Janeiro, a Campanha de Vacinação Contra a Gripe, incluindo o H1N1. A primeira etapa é voltada para grupos prioritários: portadores de insuficiência renal e de doença renal crônicas, crianças entre 6 meses e menores de 5 anos, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). De acordo com o secretário de Saúde da cidade, Daniel Soranz, a meta é vacinar 1 milhão e 200 mil pessoas e, assim, reduzir o número de internações, complicações e óbitos. A ENSP, por intermédio do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, também participa da campanha. O foco da unidade de saúde são nove comunidades que integram o complexo de Manguinhos. No entanto, a responsável técnica pela imunização no CSEGSF, Slete Ferreira da Silva, convocou toda a população para estar presente no Dia D de vacinação, que ocorrerá no próximo sábado, 30/4, quando começará a Campanha Nacional. Confira o podcast do secretário. 

  7. Pesquisadora alerta: inseticidas e larvicidas deixam mosquito mais resistente

    Diante do atual contexto do país, no qual o Aedes aegypti se tornou o maior vilão por ser o transmissor da dengue, zika e chicungunya, muitas estratégias vêm sendo adotadas a fim de eliminar o mosquito. O uso de larvicidas e inseticidas é uma delas. Pensando em se proteger desse inseto, algumas pessoas fazem uso indiscriminado de inseticidas domésticos, e muitos condomínios têm contratado empresas especializadas para aplicação do fumacê - prática que deixou de ser adotada pelo governo por causar resistência ao mosquito. Segundo a pesquisadora do Laboratório de Toxicologia do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) Ana Cristina Simões Rosa, no primeiro momento, no local em que houve aplicação, existe a sensação de ter diminuído o número de mosquitos, de certo conforto, o que faz com que a prática seja preferida e defendida. Mas ela só faz agravar a possibilidade de controle do vetor a longo prazo. Além disso, a quantidade de inseticida para acabar com os mosquitos será cada vez maior, e o raciocínio se aplica aos inseticidas domésticos.

  8. Instituições se manifestam contra corte orçamentário que atinge o SUS

    Diversas entidades brasileiras que lutam pela democracia e os direitos sociais da população publicaram uma nota conjunta que rejeita o veto 1, parágrafo 8º do artigo 38 da Lei n.13.242, de 30 de dezembro de 2015, de Diretrizes Orçamentárias da União de 2016. Tal lei impôs, na prática, uma perda estimada de 10 bilhões de reais para custeio da saúde pública dos brasileiros. A pesquisadora da ENSP e uma das diretoras executivas do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) - instituição signatária do documento -, Isabela Santos, comentou a nota e convidou a população a assinar a petição pública organizada para influenciar parlamentares e o poder Executivo, na intenção de garantir os recursos ao SUS, em especial neste contexto de emergência sanitária ocasionado pela epidemia do Zika vírus. Confira o podcast da pesquisadora sobre o tema. 

  9. Microcefalia: Marcelo Firpo esclarece mal-entendido sobre larvicidas e nota técnica da Abrasco

    O pesquisador da ENSP e coordenador do grupo de trabalho de Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Marcelo Firpo, desmetiu a falsa relação feita nas redes sociais entre o uso de larvicida na água e o aumento dos casos de microcefalia, no Brasil. O pesquisador deu seu depoimento por telefone ao Informe ENSP para esclarecer melhor a questão e aproveitou a ocasião para reafirmar a posição da Abrasco contra o uso desse e de outros tipos de veneno, comprovadamente danosos à saúde, no combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.