1. Atividades agitam semana comemorativa aos 60 anos ENSP

    De 3 a 5 de setembro, a Escola Nacional de Saúde Pública foi palco de diversas atividades comemorativas aos seus 60 anos de história. Além de diversas palestras que narraram a trajetória da ENSP, a comemoração contou também com a feira Agroecológica de Saberes e Sabores, além das tradicionais atividades de promoção da saúde, organizadas pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, como o Camelô Educativo e o Bazar da Solidariedade. Confira a galeria de fotos!

  2. ENSP forma 146 novos mestres e doutores

    Emoção e sensação de mais uma etapa de vida cumprida foram as marcas da solenidade de formatura dos 146 novos mestres e doutores dos programas de Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente, Epidemiologia em Saúde Pública, e Bioética, Ética Aplica e Saúde Coletiva da ENSP. Professores, egressos e representantes da Direção da Escola e da Presidência da Fiocruz participaram da cerimônia que encerrou a semana comemorativa dos 60 anos da instituição, realizada no dia 5/9. Na ocasião, foram homenageadas Tatiana Wargas de Faria Baptista como paraninfa das turmas, e Rosalina Koifman como patronesse.

  3. Ex-diretores e alunos: experiências que renovam a ENSP

    Uma escola vive da sua relação entre alunos e professores. E na ENSP não é diferente. É nessa troca diária de experiências que são construídas as políticas, projetos e pesquisas em prol de um sistema de saúde igualitário, universal e equânime. Com o intuito de trazer o conhecimento dos ex-diretores da Escola para os dias atuais, o Fórum de Estudantes promoveu, no terceiro e último dia (5/9) das comemorações dos 60 anos da instituição, uma roda de conversa entre eles. No encontro, foram tratados temas contemporâneos e passados da saúde coletiva brasileira.

  4. Empoderamento comunitário pode reduzir injustiças

    "Dos atropelamentos com o trem não se vê divulgação. É porque os meio de imprensa estão nas mãos do patrão. É necessário, então, falar, se unir e reivindicar em favor do cidadão. Todos contra o inimigo defendendo o nosso torrão, a vitória será certa contra toda a exploração. Da vida, vale é mantê-la e lutar para defende-la do Pará ao Maranhão", assim diz um trecho do documentário A peleja do povo contra o dragão de ferro - Carajás 30 anos, lançado na ENSP, no âmbito das comemorações dos 60 anos da Escola. A atividade reuniu pesquisadores em torno do tema da violação dos direitos e da injustiça ambiental, em consequência da implementação de grandes empreendimentos no país. O diretor da ENSP, Hermano Castro, assumiu um acordo de cooperação com a Ordem dos Missionários Cambonianos e o Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs) para o desenvolvimento de pesquisas. "Temos o papel social de qualificar a informação em saúde", defendeu.
     

  5. Muito além dos 'novos' mantras

     
    A cena é clássica e já foi parodiada muitas vezes: diante de uma plateia atenta, um sujeito versado nos temas da administração empresarial prescreve as fórmulas do sucesso. Tal como uma roupa da moda, usa palavras e expressões que variam com os tempos, mas não tão rápido que não possam virar clichê: "Responsabilidade social da empresa", "respeito ao consumidor", "mercado, mercado, mercado". Essas frases de efeito marcaram presença na palestra de Wagner Siqueira, presidente do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro, mas dessa vez estavam no banco dos réus.

  6. ENSP debate a crise do capitalismo sobre o SUS

    A mesa A crise do capitalismo atual sobre a saúde e o SUS, com o economista e professor da Unicamp, Eduardo Fagnani, lotou o salão internacional da ENSP, na tarde do dia 4/9. Ele abordou dois paradigmas conhecidos. O primeiro (1945-1975), desde o fim da segunda grande guerra, quando estabeleceu-se um pacto político de pleno emprego, o Estado teve papel importante na instituição do bem estar social no sentido de mitigar os efeitos do capitalismo, além dos avanços dos direitos trabalhistas sindicais, e consequente melhoria das condições de vida da população. "A inspiração do SUS está aí. Os reformistas da década de 1970 estavam olhando para a experiência da Europa que deu certo", apontou Fagnani. O segundo paradigma, que inicia-se em 1975 e vem até os dias de hoje, é o neoliberalismo, com desregulação e Estado mínimo.

  7. Teses, tiros e escorpiões: lá se vão sessenta anos

     
    Jorge Luís Borges imaginava o paraíso como uma espécie de biblioteca. A imagem, já clássica, é de uma beleza inegável, mas tem muito pouco a ver com a trajetória daquela que se tornou a maior biblioteca de saúde pública do Brasil. Na semana em que festejou seus 60 anos, a biblioteca da ENSP recebeu ex-diretores e funcionários para contar a história de um acervo que floresceu em tempos nada paradisíacos e se tornou uma referência internacional.

  8. Criminalização dos movimentos sociais em debate

    A criminalização dos movimentos sociais foi o tema escolhido para primeira tarde das atividades (1º/9) comemorativas dos 60 anos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Organizada com ampla participação do Fórum de Estudantes da Escola, a mesa Criminalização dos Movimentos Sociais: estado democrático de direito para quem? debateu o atual cenário do Rio de Janeiro e do Brasil a partir das manifestações que vêm ocorrendo desde junho do ano passado. Com mediação do pesquisador da ENSP, Paulo Bruno, preso em outubro 2013, quando participava de um ato no Centro do Rio, os expositores abordaram entre muitos outros aspectos a repressão do aparato do Estado que busca de diversas formas reprimir e criminalizar os movimentos sociais.

  9. Painel aborda o período de resistência na ENSP

    No segundo dia de comemorações (4/9) pelos 60 anos da ENSP, o painel Da resistência à retomada - Período de 1970-79 (de Médici à anistia) contextualizou o momento político vivido no país - marcado pela ditadura militar -, e a história da Escola perante os acontecimentos da época. Na área de saúde, os casos do 'Massacre de Manguinhos' e do 'Grupo de Campinas', eventos conhecidos pela perseguição aos pesquisadores de medicina social, foram consequências deste período. Estiveram presentes ao evento o ex-aluno e professor da ENSP Eduardo Costa, o ex-diretor da ENSP, Arlindo Gomes de Souza, os ex-professores da Escola, Akira Homma, Hélio Uchoa e Ana Maria Tambellini, além de Sérgio Goes de Paula, ex-pesquisador da Fiocruz.