1. Manifesto busca fortalecer luta pelo direito à saúde

    "A saúde é direito de todos e dever do Estado", é o que garante o artigo 196 da Constituição Federal, de 1988. Porém, há décadas o país sofre forte influência de setores conservadores mantendo aspectos de atraso nas instituições nacionais, inclusive em relação à saúde, que, apesar de ser considerada um direito de todos a ser assegurado mediante políticas do Estado, continuou 'livre à iniciativa privada'. Desde então, o SUS vem enfrentando uma competição desigual com o chamado setor suplementar. Para informar cidadãos, esclarecer dúvidas, instrumentalizá-los e servir de subsídio para os debates da agenda da saúde nas eleições e da próxima Conferência Nacional de Saúde, foi lançado pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) o manifesto Por que defender o SUS? Diferenças entre Direito Universal e Cobertura Universal de Saúde, construído com a colaboração de pesquisadores da ENSP.

  2. Nanotecnologia: medicamentos precisam de regulação

    No Brasil, o desenvolvimento de medicamentos nanotecnológicos eficazes, seguros e com alta relação custo/benefício é estratégico para a saúde coletiva. No entanto, a falta de informações requer uma regulação sanitária voltada à proteção da saúde e do ambiente. Para discutir este tema, as pesquisadoras da ENSP Vera Pepe e Ariane de Jesus Batista publicaram o artigo Os desafios da nanotecnologia para a vigilância sanitária de medicamentos. No texto, elas apontam que a grande questão da regulação consiste na conscientização de todos os atores envolvidos - pesquisadores, trabalhadores, reguladores, produtores e consumidores. O objetivo da pesquisa foi identificar o estágio de desenvolvimento e o marco regulatório dos medicamentos nanotecnológicos e seus desafios no Brasil, enfatizando a segurança sanitária.

  3. Brasil é campeão da Copa do Mundo em redução de mortalidade infantil

    Um novo ranking incluindo os 32 países que disputaram a Copa do Mundo de 2014 mostra que todos apresentaram progresso significativo na redução da mortalidade infantil desde 1990, quando o Mundial foi sediado na Itália. Os avanços de cada país, entretanto, não foram iguais. Sede da Copa deste ano, o Brasil já é campeão da lista, com uma redução de 77% no número de mortes de crianças abaixo de cinco anos de idade desde 1990. 

  4. Livro sobre segurança alimentar e nutricional disponível para download

    O livro Segurança Alimentar e Nutricional na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Desafios e Perspectivas, lançado nesta segunda-feira, 9/6, na Fiocruz, está disponível na versão digital. A publicação é fruto de parceria entre o Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz) e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa. A pesquisadora do Departamento de Ciências Sociais da ENSP, Rosana Magalhães é uma das autoras do livro e participou também da sua organização.

  5. Documento aborda transformações da academia em ações locais para redução das desigualdades sociais em saúde

    A conexão entre a produção acadêmica e ações do governo em nível local, através da parceria entre as ciências sociais e a saúde pública, é reconhecida como a melhor estratégia para atuar na redução das desigualdades sociais em saúde. A utilização de evidências fortes no planejamento de ações intersetoriais deve nortear as práticas voltadas para a redução dessas desigualdades. Apesar disso, são escassas as políticas públicas locais desenvolvidas a partir deste cenário. Possivelmente, isto se deve, ao menos em parte, à dificuldade na tradução do conhecimento gerado no meio acadêmico para o mundo real, onde as ações sejam factíveis e cumpram seus objetivos.

  6. Aids: sexo entre homens concentra epidemia

    O artigo Aceitabilidade da autotestagem domiciliar para o HIV entre homens que fazem sexo com homens no Brasil: dados de uma enquete na Internet aponta que a epidemia de HIV no Brasil se concentra entre homens que fazem sexo com homens (HSH) e populações transexuais/transgênero, apesar de as taxas de testes de HIV entre eles serem incompatíveis com o seu risco. Segundo os autores da pesquisa, André Périssé (ENSP/Fiocruz), Sheri Lippman (Centro de Estudos de Prevenção da SIDA, Universidade da Califórnia), Valdiléa Veloso e Beatriz Grinsztejn (Ipec/Fiocruz), Patrick S. Sullivan e R. Craig Sineath (Rollins Escola de Saúde Pública, Universidade de Emory), e Susan Buchbinder (Departamento de Saúde Pública, San Francisco), essa população representa 29,2% do total de casos de aids notificados no Brasil e cerca de 40% dos casos entre homens com idade entre 15-24 anos. 

  7. Segurança alimentar e nutricional é tema de publicação

    A fome, assim como a insegurança alimentar e nutricional, ainda são flagelos que assolam todos os países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Tal afirmação foi feita pelo ex-presidente da Fiocruz, Paulo Buss, e o diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IMHT) de Portugal, Paulo Ferrinho, na apresentação do livro Segurança Alimentar e Nutricional na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Desafios e Perspectivas. A publicação, cujo lançamento está marcado para o dia 9/6, às 10h30, no salão internacional da ENSP, tem entre os seus autores a pesquisadora do Departamento de Ciências Sociais da ENSP, Rosana Magalhães, que também foi organizadora do projeto.

  8. Nova edição do CSP disponível on-line

    A edição atual do Cadernos de Saúde Pública, número 30, volume 4, disponível on-line, traz, em seu editorial, uma discussão sobre governança global para a saúde, escrita pelo ex-presidente da Fundação e coordenador do Centro de Relações Internacional da Fiocruz, Paulo Buss. Em seu texto, Buss aborda a especial atenção que tem sido conferida ao informe preparado pela Comissão The Lancet - Universidade de Oslo, intitulado As origens políticas da iniquidade em saúde: perspectivas de mudança. Além de outros artigo, a revista deste mês, em sua seção Fórum, debate a temática da saúde indígena em um compilado de cinco textos. 

  9. Violência conjugal traz prejuízos à saúde da mulher

    No artigo Violência conjugal: as controvérsias no relato dos parceiros íntimos em inquéritos policiais, as pesquisadoras Kathie Njaine, da ENSP, e Anne Caroline Luz Grüdtner da Silva, Elza Berger Salema Coelho, da Universidade Federal de Santa Catarina, investigam as motivações da violência dos casais segundo os depoimentos de homens e mulheres registrados nos 172 inquéritos policiais (IP) da 6ª Delegacia de Polícia de Proteção à Mulher, à Criança e Adolescente de Florianópolis, Santa Catarina, do ano de 2010. "Este tipo de violência traz graves consequências à saúde da mulher, como o aumento das taxas de suicídio, do uso de drogas e álcool, e outros agravos; como cefaleias, traumatismos, problemas gastrointestinais, ginecológicos, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, aborto espontâneo, distúrbios alimentares, depressão e ansiedade", informam as autoras.