1. Guandu: Água até o ano 2000

    Este foi o slogan utilizado pelo então governador Carlos Lacerda na época da construção da Estação de Tratamento de Água do Guandu, em 1955. O que não se imaginava era a chegada do último ano do século XX, uma vez que as previsões apostavam no fim do mundo em 1999. Hoje, quase duas décadas depois, o Rio de Janeiro vive nova crise hídrica. Agora, porém, ela é causada pela falta de gestão e planejamento municipal, já que a conjectura sugeria baixa provisão de chuvas no atual período. A afirmação foi feita pelo coordenador do Laboratório de Hidrologia e Estudos do Meio Ambiente da Coppe/UFRJ, Paulo Canedo Magalhães, durante mais uma atividade do DSSA Debate, intitulada Cadê a água do Rio?. Ele falou ainda sobre a urgente necessidade de fortalecer o controle social na área do saneamento. "Temos que lutar por um serviço de abastecimento minimamente decente. O que nos oferecem é um sistema semelhantes ao de países muito inferiores ao nosso. Além de injusto, isso é nocivo à saúde pública. E nós somos os culpados, pois seguimos aceitando essa situação", assegurou.

  2. Epidemiologia Crítica é tema de sessão científica na Escola em 26/3

    O médico equatoriano, PhD em Epidemiologia e mestre em Medicina Social Jaime Breilh é o convidado de uma sessão científica especial promovida pelo curso de mestrado profissional Trabalho, Saúde, Ambiente e Movimentos Sociais. O tema da palestra é Epidemiologia Crítica. O debate, aberto a todos os interessados, é uma importante oportunidade para quem quer conhecer melhor a linha da medicina social, vertente que busca superar os limites da medicina clínica que olha só para o indivíduo adoecido. O tema propõe ir às raízes dos problemas enfrentados pelos trabalhadores, entender a origem do processo de adoecimento, demonstrar sua determinação social e a necessidade da transformarmos as condições de produção da vida. A atividade está marcada para o dia 26 de março, às 15 horas, na sala 410 da Escola.

  3. Mostra de tuberculose reúne exposições e atividades de pesquisa no CRPHF

    O Centro de Referência Professor Hélio Fraga da ENSP (CRPHF) realiza, nesta quinta-feira (26/3), a quinta edição da Mostra ENSP de Mobilização na Luta Contra a Tuberculose. A iniciativa, que faz parte das ações desenvolvidas durante a Semana Nacional de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose, concentra esforços na divulgação da doença, sua prevenção, diagnóstico e tratamento, além de mobilizar gestores e movimentos da sociedade civil, e reunirá exposições e palestras acerca da doença. A atividade é aberta ao público, com início previsto para as 9 horas. A coordenação é da pesquisadora do CRPHF Sandra Rangel.

  4. Histórias, crises e novas perspectivas: a gestão dos recursos hídricos no RJ

    Crise: 'conjuntura ou momento perigoso, difícil ou decisivo'. A definição dessa palavra, segundo especialistas, representa aquilo que vivemos hoje no país em relação ao abastecimento de água. Para o coordenador de Recursos Hídricos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Alexandre De Bonis - convidado do DSSA Debate -, além de a cidade ter um problema histórico de abastecimento, sofre com o desperdício e apenas nos anos recentes seus gestores passaram a se preocupar com a administração desse bem. A prefeitura, por sua vez, afirma estar fazendo o dever de casa, com ações de proteção dos recursos e melhorias de suas estruturas. "Fora as perdas ocorridas na rede de abastecimento, o carioca, de uma maneira geral, tem a cultura do desperdício", criticou. O debate, promovido pelo Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP, não só suscitou a reflexão dos pesquisadores sobre propostas de enfrentamento da atual crise, como também deslocou-os da posição de críticos para a de debatedores. 

  5. Epidemiologia Crítica é tema de sessão científica na Escola em 26/3

    O médico equatoriano, PhD em Epidemiologia e mestre em Medicina Social Jaime Breilh é o convidado de uma sessão científica especial promovida pelo curso de mestrado profissional Trabalho, Saúde, Ambiente e Movimentos Sociais. O tema da palestra é Epidemiologia Crítica. O debate, aberto a todos os interessados, é uma importante oportunidade para quem quer conhecer melhor a linha da medicina social, vertente que busca superar os limites da medicina clínica que olha só para o indivíduo adoecido. O tema propõe ir às raízes dos problemas enfrentados pelos trabalhadores, entender a origem do processo de adoecimento, demonstrar sua determinação social e a necessidade da transformarmos as condições de produção da vida. A atividade está marcada para o dia 26 de março, às 15 horas, na sala 410 da Escola.

  6. Assista a íntegra da palestra de Marilena Chauí na abertura do ano letivo ENSP

    "Virada para seu próprio umbigo, mas sem saber onde este se encontra, a universidade operacional opera e por isso mesmo não age. Não surpreende, então, que esse operar coopera com sua contínua desmoralização pública e degradação". Essa foi uma das muitas afirmações da filósofa Marilena Chauí durante a aula de abertura do ano letivo da ENSP em 2015, realizada em 18 de março. Marilena Chauí ‘inflamou’ o auditório lotado do Museu da Vida/Fiocruz, dissertando por quase duas horas sobre o processo por meio do qual a universidade pública brasileira vem sendo transformada e descaracterizada, desde os anos 1970, quando deixa de ser uma instituição social para se tornar uma organização. Confira a íntegra de sua palestra em vídeo.

  7. Sessão debaterá a gestão de recursos hídricos do RJ

    A gestão de recursos hídricos vem pautando, já há alguns anos, estudos e pesquisas em diferentes campos do conhecimento no país. No entanto, apenas recentemente começou a ser uma preocupação da sociedade em geral, em função da crise no abastecimento de água e a possibilidade de escassez para a realização de tarefas básicas nas casas, empresas e indústrias. Com grande expertise na área, o Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP iniciará uma série de discussões acerca dos trabalhos e pesquisas realizados pelos seus componentes. Intitulado DSSA Debate, o encontro está marcado para quinta-feira, 19/3, às 9 horas, na sala 410 da Escola. A atividade ocorre no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. Cadê a água do Rio? foi o tema pensado para o primeiro evento. Com ele, a ideia é provocar o debate e levantar as controvérsias dessa questão. A atividade é aberta ao público, não sendo necessária inscrição prévia.

  8. ENSP abre ano letivo 2015 com palestra de Marilena Chauí no dia 18/3

    A filósofa Marilena Chauí é a convidada para a abertura do ano letivo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) em 2015. A aula magna terá como tema Contra a Universidade Operacional e está marcada para o dia 18 de março, às 14 horas, no auditório do Museu da Vida/Fiocruz. Segundo a expositora, o assunto aborda o processo por meio do qual a universidade pública brasileira vem sendo transformada e descaracterizada, desde os anos 1970, quando deixa de ser uma instituição social para se tornar uma organização, ou seja, 'uma entidade isolada cujo sucesso e cuja eficácia se medem em termos da gestão de recursos e estratégias de desempenho e cuja articulação com as demais se dá por meio da competição'. A atividade é aberta a todos os interessados e não é necessária inscrição prévia.

  9. Historiadora ressalta importância da emancipação da mulher

    Para comemorar o Dia internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca teve o prazer de receber a historiadora brasileira Anita Prestes, filha de Luís Carlos Prestes e Olga Benário Prestes, para uma palestra sobre exemplos de rebeldia feminina. Com dois deles em família - sua avó paterna Leocádia Felizardo Prestes e sua mãe Olga Benário Prestes -, Anita fez um breve panorama sobre a vida e a luta de duas mulheres que estiveram à frente do seu tempo e batalharam principalmente contra as injustiças sociais e políticas da época. Ela ressaltou que Leocádia e Olga foram grandes exemplos de mulheres que se sacrificaram e até mesmo morreram pela luta, mas que existem tantas outras que heroicamente contribuíram para um mundo melhor e com mais igualdade de gênero que não são lembradas. "Oito de março deve ser lembrado como um dia de luta pela emancipação da mulher, o que significa luta contra o capitalismo, pois atualmente a data é esvaziada de conteúdo e tem caráter meramente comercial".

  10. Assista a palestra de Anita Prestes realizada em 12 de março na ENSP

    Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, a Escola Nacional de Saúde Pública recebeu a historiadora brasileira Anita Leocádia Prestes, na quinta-feira (12/3), para a palestra Leocádia e Olga Benário Prestes - exemplos de rebeldia feminina. Na ocasião, Anita retratou a trajetória de vida dessas duas mulheres marcadas pela indignação com as injustiças sociais e de apoio às posições revolucionárias de Luiz Carlos Prestes. A apresentação já está disponível on-line e pode ser assistida na íntegra no Canal da ENSP no YouTube.