1. O médico e o monstro: mesa redonda discute avanço do capital financeiro sobre o sistema de saúde

    Num monitor eletrônico, gráficos que mostram números oscilantes. A acomapnhá-los, os olhos atentos de um médico. A despeito do que possa parecer a primeira vista, o que ele observa não são as ondas de um eletrocardiograma ou qualquer outro exame de saúde, mas o sobe e desce de ações na bolsa de valores. A cena, que segundo Ana Costa, presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), é cada vez mais comum no cotidiano dos médicos, é emblemática. Simboliza um modelo de medicina descrito por Luiz Vianna Sobrinho no livro Medicina Financeira: ética estilhaçada e debatido em três mesas redondas realizadas no mês de junho, na ENSP. A última dessas mesas aconteceu no dia 26. Além do próprio Luiz e de Ana Costa, Lígia Bahia, pesquisadora da UFRJ, participou do debate que teve por título O Tyrannosaurus Health - o avassalador avanço do sistema financeiro/corporações sobre a saúde - o instrumento médico.

  2. Cesteh traça novos rumos para próximas décadas de atuação

    Em um clima de esperança, os integrantes do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da ENSP (Cesteh) se reuniram - na tarde do dia 24/6 -, para rememorarem conquistas e traçarem planos futuros. Passados 30 anos de muito trabalho, a palavra de ordem para a nova década é integração. De acordo com o pesquisador Josino Costa Moreira, o individualismo precisa ser superado. Ele destacou ainda a falta de projetos institucionais, que envolvam a todos em um objetivo uníssono. O vice-diretor de Ambulatórios e Laboratórios da ENSP, Marcos Menezes, lembrou o quanto já se avançou e ressaltou a importância institucional da Escola para a saúde pública brasileira: "A ENSP exerce papel central no constante aperfeiçoamento do SUS, qualificando e ampliando o acesso da população aos serviços e insumos de saúde, resultantes da interação estratégica das atividades de ensino, pesquisa, atenção em saúde e desenvolvimento de tecnologias e que, há três décadas, também contam com o protagonismo do Cesteh em sua área de atuação", disse ele.

  3. Discriminação é impasse para o direito humano à água

    Reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010, o direito humano à água e ao esgotamento sanitário ainda é um marco relativamente recente, mas traz uma perspectiva inovadora ao buscar o empoderamento das populações e novas obrigações para governos e prestadores de serviço. A conclusão é do relator especial sobre o direito humano à água potável e esgotamento sanitário do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e pesquisador da Fiocruz Minas, Léo Heller, palestrante do DSSA Debate do dia 26/6 – que encerrou as atividades do mês do Meio Ambiente da ENSP. Sobre a crise hídrica do país, o relator, cujo cargo busca "zelar" pelo acesso a esses direitos, reforçou o pensamento de sua antecessora: "a crise não é culpa de São Pedro, mas, sim, da falta de planejamento. As mudanças climáticas são relativamente imprevisíveis, mas é possível traçar um planejamento levando esses determinantes em conta", realçou. 

  4. Mesa explora os desafios da urbanização na conformação de cidades sustentáveis

    "Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada: um caminho leva ao desespero absoluto; o outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos sabedoria na hora de escolher", disse o jornalista e especialista em gestão e ambiental Agostinho Vieira, citando uma célebre frase do escritor e cineasta Woody Allen, durante as apresentações do IV DSSA Debate. O encontro, que teve foco na vida das populações e das cidades, reuniu visões diferenciadas sobre os desafios da sustentabilidade e as possíveis formas de diminuir os impactos da urbanização. Cada qual com a sua abordagem, tanto o especialista em comunicação como a doutora em planejamento urbano e regional, Lucia Capanema, apontaram a premente necessidade de frear o consumo e mudar atitudes. O debate foi realizado no âmbito das comemorações Mês do Meio Ambiente da ENSP.

  5. Seminário abordará os desafios estruturantes da operacionalização do SUS

    Na segunda-feira (29/6), a Escola Nacional de Saúde Pública realizará o seminário Organização, Gestão e Monitoramento do Sistema Único de Saúde, atividade que faz parte do curso de aperfeiçoamento Política e Gestão da Saúde Pública para o Ministério Público, coordenado pela pesquisadora do departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps/ENSP) Vera Pepe. O seminário visa debater os desafios estruturantes da operacionalização do SUS, destacando o financiamento, a capacidade de planejamento e gestão dos sistemas e do trabalho em saúde. Será composto de três mesas redondas, que discutirão a operacionalização, os avanços e desafios do Decreto 7.508 e o monitoramento das políticas e ações de saúde. A abertura será às 9 horas, no salão internacional da ENSP.

  6. Pesquisa enfoca a humanização dos asilos de idosos no Brasil

    No dia 23 de junho, a pesquisadora do Centro de Referência Prof. Hélio Fraga, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Luísa Regina Pessoa apresentou um estudo, iniciado há 20 anos (1995-1997), sobre a humanização dos asilos de idosos do Brasil. Segundo a pesquisa, hoje, no país, existe uma tendência mundial do envelhecimento populacional, e a sociedade brasileira passa por intenso processo de transformação, no qual adultos jovens aparecem cada vez em menor número, cabendo a reflexão: quem vai cuidar dos nossos idosos no século XXI? "A estruturação de redes de atenção à pessoa idosa é urgente, abrangendo cuidados primários e cuidados com a moradia. Também deve-se contemplar habitações saudáveis, que garantam acesso aos níveis secundário e terciário de cuidados, proporcionando diagnóstico precoce e de rápido acesso ao tratamento”, afirmou a pesquisadora.

  7. Avanço do sistema financeiro sobre a saúde é tema de mesa-redonda na ENSP

    Acontece, nesta sexta-feira, dia 26 de junho, a última das três mesas-redondas que debateram a ética na medicina, nos dias de hoje. Como ocorreu nos dois primeiros eventos da série, o livro Medicina financeira: ética estilhaçada, de Luíz Vianna Sobrinho, servirá de ponto de partida para o debate, do qual participam Lígia Bahia, doutora em Saúde Pública pela ENSP, e pesquisadora da UFRJ, Rudá Ricci, sociólogo e cientista político, e Ana Maria Costa, atual presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, o Cebes. O título desse terceiro encontro é O Tyrannosaurus Health - o avassalador avanço do sistema financeiro/corporações sobre a saúde - o instrumento médico.

  8. Seminário abordará os desafios estruturantes da operacionalização do SUS

    Na segunda-feira (29/6), a Escola Nacional de Saúde Pública realizará o seminário Organização, Gestão e Monitoramento do Sistema Único de Saúde, atividade que faz parte do curso de aperfeiçoamento Política e Gestão da Saúde Pública para o Ministério Público, coordenado pela pesquisadora do departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps/ENSP) Vera Pepe. O seminário visa debater os desafios estruturantes da operacionalização do SUS, destacando o financiamento, a capacidade de planejamento e gestão dos sistemas e do trabalho em saúde. Será composto de três mesas redondas, que discutirão a operacionalização, os avanços e desafios do Decreto 7.508 e o monitoramento das políticas e ações de saúde. A abertura será às 9 horas, no salão internacional da ENSP.

  9. DSSA encerra ciclo de encontros debatendo direito humano à água

    Encerrando o ciclo de eventos em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP realizará o V DSSA Debate, cujo tema será Direito humano à água e ao esgotamento sanitário. Para tanto, trará como palestrante o relator especial do Direito Humano à Água e ao Esgotamento Sanitário das Nações Unidas e pesquisador do Centro de Pesquisa René Rachou/Fiocruz, Léo Heller. A mesa será coordenada pelo diretor da ENSP, Hermano Castro. O encontro faz parte da programação do evento Sustentabilidade: o equilíbrio necessário, que teve como objetivo discutir temas que envolvem a reflexão sobre o modelo econômico atual, excludente e concentrador de renda, e sua pressão sob os recursos naturais, apresentando alternativas na busca por um modo de vida mais sustentável, saudável e equilibrado. O DSSA Debate é aberto ao público e acontecerá no salão internacional da Escola, no 4º andar, às 13h30.

  10. Escola assina convênio com Defensoria Pública do Rio na quinta-feira (25/6)

    A Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) assinará, na próxima quinta-feira, dia 25 de junho, um convênio com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPE/RJ). O acordo é fruto de reuniões e oficinas que vêm sendo realizadas desde março deste ano, e a aproximação instucional entre DPE/RJ e ENSP consolidou-se por intermédio do diálogo contínuo entre trabalhadores vinculados ao Fórum de Articulação com os Movimentos Sociais e ao Núcleo de Direitos Humanos e Saúde Helena Besserman (DHIS), ambos da ENSP, Movimento Chega de Descaso e representantes das Coordenações de Pesquisa e de Saúde, da Câmara de Resolução de Litígios e da Fundação Escola da DPE/RJ. O convênio será assinado pelo diretor da ENSP, Hermano Castro, e o defensor público-geral, André Castro. Os pesquisadores Maria Helena Barros e Paulo Amarante participarão do encontro, que terá início às 17h30.