1. As pupilas do senhor reitor

    Não tem jeito. Coloca-se a cabeça à disposição da tal associação livre e é o título de um folhetim de segunda categoria que nos aparece ao sentarmos para escrever sobre a visita que Roberto Lehrer, recém empossado reitor da UFRJ, fez à ENSP. As pupilas, ideia que, a princípio, parece ruim, ganham uma chance. Olho a palavra pupila por outro ângulo. Sim, diz-me a Wikipédia, é ela, a pupila, a parte que no olho regula a quantidade de luz que passa para a retina. O professor Leher talvez goste da comparação, já que, diz-me o lattes, é lá da Biologia. Mas interessa mais o que o lattes segue a dizer do cidadão: é doutor e mestre em educação. Bom começo. Num pais em que dono de empresa de consultoria e de banco dá opinião como se economista fosse, pelo menos temos um educador a frente de uma das maiores casas educadoras do país: a Universidade do Brasil. A partir da experiência de quem está há algumas semanas em magnífico cargo, como pomposamente nos indica o pronome, mas há muitos anos  estudando educação, Lehrer falou ao auditório internacional da ENSP lotado em dia de greve, como palestrante convidado da aula de encerramento do semestre do curso de mestrado profissional em Trabalho, Saúde, Ambiente e Movimentos Sociais.

  2. Filosofia, psicanálise, economia: mesas redondam abordam ética médica sob diversos aspectos

    Durante o mês de junho, a ENSP promoveu três mesas redondas a partir do livro Medicina financeira: a ética estilhaçada. De autoria de Luiz Vianna Sobrinho, o texto foi escrito a partir de sua experiência clínica. A hipótese que surge no livro é a de que uma nova ética médica que tornou preponderante a partir da virada do século. Essa ética seria definida pela prevalência, na prática médica, dos objetivos de sucesso financeiro sobre a missão de aliviar o sofrimento dos pacientes. Múltiplos desdobramentos do tema apareceram ao longo das mesas redondas, que contaram com a participação de pesquisadores da Escola e de outras instituições. Confira melhor como foram as atividades.

  3. O médico e o monstro: mesa redonda discute avanço do capital financeiro sobre o sistema de saúde

    Num monitor eletrônico, gráficos que mostram números oscilantes. A acompanhá-los, os olhos atentos de um médico. A despeito do que possa parecer a primeira vista, o que ele observa não são as ondas de um eletrocardiograma ou qualquer outro exame de saúde, mas o sobe e desce de ações na bolsa de valores. A cena, que segundo Ana Costa, presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), é cada vez mais comum no cotidiano dos médicos, é emblemática. Simboliza um modelo de medicina descrito por Luiz Vianna Sobrinho no livro Medicina Financeira: ética estilhaçada e debatido em três mesas redondas realizadas no mês de junho, na ENSP. A última dessas mesas aconteceu no dia 26. Além do próprio Luiz e de Ana Costa, Lígia Bahia, pesquisadora da UFRJ, participou do debate que teve por título O Tyrannosaurus Health - o avassalador avanço do sistema financeiro/corporações sobre a saúde - o instrumento médico.

  4. Cesteh traça novos rumos para próximas décadas de atuação

    Em um clima de esperança, os integrantes do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da ENSP (Cesteh) se reuniram - na tarde do dia 24/6 -, para rememorarem conquistas e traçarem planos futuros. Passados 30 anos de muito trabalho, a palavra de ordem para a nova década é integração. De acordo com o pesquisador Josino Costa Moreira, o individualismo precisa ser superado. Ele destacou ainda a falta de projetos institucionais, que envolvam a todos em um objetivo uníssono. O vice-diretor de Ambulatórios e Laboratórios da ENSP, Marcos Menezes, lembrou o quanto já se avançou e ressaltou a importância institucional da Escola para a saúde pública brasileira: "A ENSP exerce papel central no constante aperfeiçoamento do SUS, qualificando e ampliando o acesso da população aos serviços e insumos de saúde, resultantes da interação estratégica das atividades de ensino, pesquisa, atenção em saúde e desenvolvimento de tecnologias e que, há três décadas, também contam com o protagonismo do Cesteh em sua área de atuação", disse ele.

  5. Discriminação é impasse para o direito humano à água

    Reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010, o direito humano à água e ao esgotamento sanitário ainda é um marco relativamente recente, mas traz uma perspectiva inovadora ao buscar o empoderamento das populações e novas obrigações para governos e prestadores de serviço. A conclusão é do relator especial sobre o direito humano à água potável e esgotamento sanitário do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e pesquisador da Fiocruz Minas, Léo Heller, palestrante do DSSA Debate do dia 26/6 – que encerrou as atividades do mês do Meio Ambiente da ENSP. Sobre a crise hídrica do país, o relator, cujo cargo busca "zelar" pelo acesso a esses direitos, reforçou o pensamento de sua antecessora: "a crise não é culpa de São Pedro, mas, sim, da falta de planejamento. As mudanças climáticas são relativamente imprevisíveis, mas é possível traçar um planejamento levando esses determinantes em conta", realçou. 

  6. Mesa explora os desafios da urbanização na conformação de cidades sustentáveis

    "Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada: um caminho leva ao desespero absoluto; o outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos sabedoria na hora de escolher", disse o jornalista e especialista em gestão e ambiental Agostinho Vieira, citando uma célebre frase do escritor e cineasta Woody Allen, durante as apresentações do IV DSSA Debate. O encontro, que teve foco na vida das populações e das cidades, reuniu visões diferenciadas sobre os desafios da sustentabilidade e as possíveis formas de diminuir os impactos da urbanização. Cada qual com a sua abordagem, tanto o especialista em comunicação como a doutora em planejamento urbano e regional, Lucia Capanema, apontaram a premente necessidade de frear o consumo e mudar atitudes. O debate foi realizado no âmbito das comemorações Mês do Meio Ambiente da ENSP.

  7. Seminário abordará os desafios estruturantes da operacionalização do SUS

    Na segunda-feira (29/6), a Escola Nacional de Saúde Pública realizará o seminário Organização, Gestão e Monitoramento do Sistema Único de Saúde, atividade que faz parte do curso de aperfeiçoamento Política e Gestão da Saúde Pública para o Ministério Público, coordenado pela pesquisadora do departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps/ENSP) Vera Pepe. O seminário visa debater os desafios estruturantes da operacionalização do SUS, destacando o financiamento, a capacidade de planejamento e gestão dos sistemas e do trabalho em saúde. Será composto de três mesas redondas, que discutirão a operacionalização, os avanços e desafios do Decreto 7.508 e o monitoramento das políticas e ações de saúde. A abertura será às 9 horas, no salão internacional da ENSP.

  8. Pesquisa enfoca a humanização dos asilos de idosos no Brasil

    No dia 23 de junho, a pesquisadora do Centro de Referência Prof. Hélio Fraga, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Luísa Regina Pessoa apresentou um estudo, iniciado há 20 anos (1995-1997), sobre a humanização dos asilos de idosos do Brasil. Segundo a pesquisa, hoje, no país, existe uma tendência mundial do envelhecimento populacional, e a sociedade brasileira passa por intenso processo de transformação, no qual adultos jovens aparecem cada vez em menor número, cabendo a reflexão: quem vai cuidar dos nossos idosos no século XXI? "A estruturação de redes de atenção à pessoa idosa é urgente, abrangendo cuidados primários e cuidados com a moradia. Também deve-se contemplar habitações saudáveis, que garantam acesso aos níveis secundário e terciário de cuidados, proporcionando diagnóstico precoce e de rápido acesso ao tratamento”, afirmou a pesquisadora.

  9. Avanço do sistema financeiro sobre a saúde é tema de mesa-redonda na ENSP

    Acontece, nesta sexta-feira, dia 26 de junho, a última das três mesas-redondas que debateram a ética na medicina, nos dias de hoje. Como ocorreu nos dois primeiros eventos da série, o livro Medicina financeira: ética estilhaçada, de Luíz Vianna Sobrinho, servirá de ponto de partida para o debate, do qual participam Lígia Bahia, doutora em Saúde Pública pela ENSP, e pesquisadora da UFRJ, Rudá Ricci, sociólogo e cientista político, e Ana Maria Costa, atual presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, o Cebes. O título desse terceiro encontro é O Tyrannosaurus Health - o avassalador avanço do sistema financeiro/corporações sobre a saúde - o instrumento médico.

  10. Seminário abordará os desafios estruturantes da operacionalização do SUS

    Na segunda-feira (29/6), a Escola Nacional de Saúde Pública realizará o seminário Organização, Gestão e Monitoramento do Sistema Único de Saúde, atividade que faz parte do curso de aperfeiçoamento Política e Gestão da Saúde Pública para o Ministério Público, coordenado pela pesquisadora do departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps/ENSP) Vera Pepe. O seminário visa debater os desafios estruturantes da operacionalização do SUS, destacando o financiamento, a capacidade de planejamento e gestão dos sistemas e do trabalho em saúde. Será composto de três mesas redondas, que discutirão a operacionalização, os avanços e desafios do Decreto 7.508 e o monitoramento das políticas e ações de saúde. A abertura será às 9 horas, no salão internacional da ENSP.