1. Parceria UHE Itaocara e Fiocruz promove ações contra o Aedes Aegypti

    Em mais uma edição, o dia de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, promovido pela parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública e a Usina Hidrelétrica Itaocara S.A, em apoio às Secretarias de Saúde da área de influência do empreendimento, agitou o Calçadão do Centenário, no Centro de Itaocara, na terça-feira, 14 de junho. O Espaço Interativo - dedicado a esclarecer e informar a população sobre a importância de manter o combate aos focos do mosquito durante todo o ano - foi visitado por quase 300 pessoas durante todo o dia.

  2. Amianto: país ainda luta pelo banimento da fibra mineral

    Na segunda-feira (20/6), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca promoverá uma assembleia com as vítimas do amianto no Rio de Janeiro. A atividade, que reunirá pesquisadores, advogados, familiares e membros do Ministério Público de Rio de Janeiro e São Paulo, discutirá a programação do Encontro Nacional e Internacional das Vítimas do Amianto, que será realizado em Campinas, entre 5 e 8 de outubro de 2016. Além de debater a situação do amianto hoje no país, o evento tem o propósito de cobrar, alertar e incentivar instituições de saúde, Ministério da Saúde e poder público a aprimorar a vigilância epidemiológica dos indivíduos expostos à substância. "A invisibilidade e o silêncio epidemiológico provocados pela exposição são indiscutíveis, mas essa situação só mudará com o banimento total da fibra. As instituições de saúde devem se comprometer a fazer uma busca ativa dos casos e cumprir aquilo que está determinado na legislação, que é a vigilância dos expostos", salientou a coordenadora da Rede Ban Asbestos para a América Latina, Fernanda Giannasi.

  3. Fórum de Coordenadores avança nas propostas para a próxima avaliação da Capes

    Mais de 75 docentes, entre coordenadores e sub-coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva estiveram reunidos entre 1º e 02 de junho no auditório H do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CCS/UFSC) para debater as propostas da área para a próxima avaliação quadrienal da CAPES e a conjuntura política nacional, frente aos novos ataques ao SUS e às universidades. O resultado desses dois dias materializaram-se no posicionamento do coletivo em duas notas públicas - repúdio à Portaria GM/MS 958/2016; pela valorização dos ACS e em Defesa do SUS e do Estado Democrático de Direito e um grande conjunto de propostas e sugestões que visa a valorização da produção da Saúde Coletiva na próxima avaliação dos programas pela Capes. Os tópicos serão sistematizados pela coordenação do coletivo para serem encaminhados aos representantes da área na Agência, instrumentalizando-os para as discussões finais no interior do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC/ES), instância maior de deliberação da agência.

  4. Nota Pública do Fórum de Coordenadores de Pós em Defesa do SUS e do Estado Democrático de Direito

    Reunidos em Florianópolis nos dias 1º e 2 de junho de 2016, os coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva do Brasil vêm expressar sua veemente posição de proteção e defesa dos princípios constitucionais que delinearam o Sistema Único de Saúde (SUS), uma conquista da população brasileira e resultado do movimento de reforma sanitária ensejado nos anos 1970, que deram origem à criação desses programas de pós-graduação. Nesse momento em que direitos e pautas sociais se veem ameaçados, assim como o próprio Estado Democrático de Direito, o Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva expressa sua preocupação com a defesa da democracia, com o direito à saúde e à educação.

  5. Debates, filmes e festa junina no mês do meio ambiente na ENSP

    A um primeiro olhar, o mês de junho pode não combinar muito com meio ambiente, afinal, em que pese a lamúria dos saudosistas, os balões que sobem aos céus para os festejos juninos provocam queimadas e destruição. Os festejos de São João, porém, são também ocasião de se celebrar as tradições populares e a cultura dos povos ligados ao cultivo cuidadoso da terra. É por isso que, na ENSP, entre quitudes e ao som da sanfona, também serão promovidos debates sobre os temas ambientais mais urgentes. Além das discussões, a programação, que se estenderá por todo o mês, contará com uma mostra de curta-metragens, feira agroecológica, música e, como ninguém é de ferro, uma festa junina.

  6. OMS defende fortalecimento e ampliação do Sistema Único de Saúde

    Durante abertura da 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde, em 22/5 em Curitiba, o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), Joaquín Molina, destacou aos participantes na abertura do evento a necessidade de defender e ampliar o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. “A Opas compartilha com o SUS valores de equidade e acesso de todos à saúde. Nós vemos um só caminho para o SUS: fazer mais saúde, fazê-lo mais universal, fazer o SUS cada vez mais SUS”, afirmou Molina.

  7. Fosfoetanolamina: a pílula controversa que ultrapassou a competência da ciência

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reiterou profunda preocupação em relação à Lei n. 13.269, que libera a produção e comercialização da fosfoetanolamina mesmo sem a realização de estudos clínicos capazes de atestar sua eficácia e segurança, além da ausência de registro na agência, de acordo com o estabelecido para todo e qualquer medicamento utilizado no país. O alerta, emitido no mesmo dia da sanção da lei que autorizou o uso da substância sintética por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna, expressa a preocupação da comunidade científica diante do tema. Pesquisadores, gestores, cientistas e médicos apontam "equívocos" na validação oficial do uso da fosfoetanolamina, uma vez que pode iludir pacientes, despender recursos já escassos no financiamento de pesquisas científicas e esvaziar o próprio papel da agência reguladora. 

  8. INACEITÁVEL! - Nota de repúdio à fala do ministro interino da Saúde

    A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) se junta ao Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e demais e instituições da área contra a entrevista do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), à Folha de S. Paulo, em 16 de maio, na qual afirma que "o país precisa rever o direito universal à saúde". Em nota de repúdio, as entidades não aceitam este retrocesso na saúde e que não vão permitir "que rasguem a Constituição Federal de 1988, a Constituição cidadã, que consagrou 'Saúde como Direito de Todos e Dever do Estado' e instituiu o SUS como Sistema de Saúde Pública universal e equitativo, inscrevendo o Brasil no rol dos países civilizados". Confira a íntegra da nota de repúdio.

  9. Blog abre espaço para discussão sobre a crise política do país

    A Comissão de Política, Planejamento e Gestão da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) criou um blog para possibilitar a exposição de ideias e opiniões de pesquisadores e docentes da área sobre a crise política vivida no país. O objetivo do espaço virtual é apoiar a construção de estratégias para o enfrentamento dos problemas que se evidenciam na atualidade e as relações do movimento sanitário com o governo provisório de Temer. 

  10. O SUS não pertence ao governo Temer e não morrerá

    Em meio à polêmica causada pelo novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em rever o tamanho do Sistema Único de Saúde, o ex-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) entre os anos 2012 e 2015 e pesquisador e professor do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFBA), Luis Eugenio de Souza redigiu artigo no qual defende o SUS, reitera a necessidade de melhor distribuição de recursos para a saúde, de se manter as conquistas e buscar ainda mais o desenvolvimento de um sistema público e universal, além de ressaltar o fato de que "a sociedade brasileira não aceitará passivamente que um governo ilegítimo retire seus direitos apenas para satisfazer a sanha de acumulação do grande capital". Confira, em anexo, a integra do texto de Luis Eugenio de Souza.