1. Representantes da Fiocruz se reuniram com subsecretário de Segurança

    Na tarde de ontem (19/4), representantes da Fiocruz oram recebidos pelo subsecretário de Comando e Controle da Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, Rodrigo Alves, e expuseram a grave situação vivida nos últimos meses em Manguinhos, destacando as consequências dos confrontos nas comunidades e os riscos às vidas tanto dos moradores quanto dos trabalhadores, estudantes e usuários dos serviços prestados pela instituição. A reunião representou uma abertura de diálogo, durante a qual os representantes do governo ressaltaram a importância das informações levadas pela Fiocruz e consolidadas em documento entregue em mãos.

  2. ENSP suspende aulas por causa da violência; Fiocruz convoca ato

    Trabalhadores, estudantes, pesquisadores, moradores de Manguinhos e usuários do Centro de Saúde da ENSP estiveram reunidos na tarde de quarta-feira, 19 de abril, para discutir o aumento da violência na região. As incursões policiais nas favelas ao redor da Fiocruz têm trazido, como consequência, a morte de inocentes, além de alterar drasticamente o cotidiano da instituição. Na manhã do mesmo dia, um jovem de 19 anos, filho de uma liderança de Manguinhos - que é ex-bolsista de um projeto da ENSP -, foi baleado pelas costas. Diante da vulnerabilidade de todos, a assembleia extraordinária decidiu suspender as aulas até terça-feira, dia 25, quando será realizado grande ato, puxado pela Fiocruz e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio - alvejada na semana passada e que também paralisou as atividades acadêmicas. A proposta é realizar ações ao longo desses dias e mobilizar toda a comunidade da Fiocruz, dos territórios ao redor e a mídia para chamar atenção das diversas formas de violência que atingem não só o campus da Fundação e seu entorno, mas a sociedade brasileira como um todo. 

  3. Instituições de Estado não devem se calar diante das iniquidades

    A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) vem, por meio desta, oferecer um contraponto às recentes declarações veículadas pelo ministério da Saúde de que a Fiocruz, por ser um órgão do governo, não deveria reunir seu Conselho Deliberativo para emitir notas contrárias a medidas e projetos de autoria do governo. Em tom cordial e aberto ao diálogo, o objetivo desta carta é apontar alguns equívocos nesta declaração, que geram preocupação entre aqueles que trabalham por uma saúde pública que atenda verdadeiramente aos interesses do povo Brasileiro.

  4. Instituições de Estado não devem se calar diante das iniquidades

    A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) vem, por meio desta, oferecer um contraponto às recentes declarações veículadas pelo ministério da Saúde de que a Fiocruz, por ser um órgão do governo, não deveria reunir seu Conselho Deliberativo para emitir notas contrárias a medidas e projetos de autoria do governo. Em tom cordial e aberto ao diálogo, o objetivo desta carta é apontar alguns equívocos nesta declaração, que geram preocupação entre aqueles que trabalham por uma saúde pública que atenda verdadeiramente aos interesses do povo Brasileiro.

  5. Subcomitê discute ações de combate às violências em Manguinhos

    Criado por decisão do Conselho Deliberativo Ampliado realizado no dia 4 de abril, na ENSP, o "Subcomitê de enfrentamento à violência - ENSP" se reuniu pela primeira vez no dia 6. Estiveram presentes o diretor Hermano Castro e os vice-diretores Alexandre Molinaro e Tatiana Wargas, Eliane Vianna, chefe do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, Norma Maria, moradora de Manguinhos, entre outros representantes dos moradores, pesquisadores e trabalhadores da Escola. Na ocasião, foram discutidas não só ações contingenciais para os momentos de violência aguda, que têm se multiplicado nas últimas semanas, mas também a proposição de políticas públicas e ações de apoio psicológico para as vítimas indiretas da violência, estejam elas dentro ou fora dos muros da escola.

  6. Política de drogas e encarceramento no Brasil é o tema do Sala de Convidados

    Discutir encarceramento no Brasil passa necessariamente pela discussão da política de drogas no país. A Lei de Drogas brasileira mais recente é a 11.343/06, promulgada em outubro de 2006. Dez anos desde a sua criação e o número de presos por tráfico de drogas aumentou, passando a 28% dos encarcerados. A lei foi considerada um avanço na época por ter alterado o tratamento dado aos usuários de droga, que deixaram de ser vistos como criminosos e tiveram a prisão de seis meses a dois anos revogada. Porém, ainda é difícil diferenciar quem tem a posse da substância para uso pessoal e quem a tem para venda, pois os critérios na prática são subjetivos. E soma-se a esta questão a forma como a prisão e apreensão das drogas são realizadas.

  7. As ciências sociais contra a zika

    A contribuição do campo das ciências humanas para o combate à zika foi o tema de um seminário na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) que reuniu cientistas de instituições internacionais no último dia 30 de março. Esse foi o primeiro encontro dos pesquisadores da área de ciências sociais do ZIKAlliance, um consórcio multinacional e multidisciplinar que reúne dezenas de parceiros pelo mundo coordenado pelo INSERM, o instituto nacional francês de saúde e pesquisa médica. Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Ciências Sociais do ZIKAlliance, disse que é um desafio importante trabalhar com os aspectos humanos e sociais diante de uma epidemia cujos esforços se voltam principalmente para o diagnóstico, o tratamento e um grande foco no mosquito. “Não se trata de uma guerra de um mosquito contra a humanidade, e sim de processos sociais que explicam essa proliferação. Mas o fato é que na mídia e no imaginário essa associação com o mosquito é a mais forte e muitas vezes dificulta o olhar para outras causas”, ressaltou.

  8. Salo de Carvalho defende mudança na cultura judicial: 'O problema é a descarcerização mental'

    Quando se trata da temática das drogas, a intervenção jurídica é "trágica" e torna-se um entrave à condução saudável do problema. Com essa avaliação o advogado e professor de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro Salo de Carvalho, abriu a palestra Política de drogas e encarceramento no Brasil, da série Futuros do Brasil, realizada pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz), em parceria do Centro de Estudos Giuliano de Oliveira Suassuna, do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural (DIHS/Ensp), em 30/3/2017. "Estamos há três décadas operando em cima da mesma política punitivista, sem obter nenhum dos efeitos a que ela política se propôs", observou Salo. "Nós, os juristas, só atrapalhamos, com esses temas que deveriam ser exclusivamente da saúde pública, atravessados em determinados momentos, pelo Direito Penal".

  9. Dia Mundial da Saúde: Depressão é o tema do Sala de Convidados

    A depressão foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a campanha do Dia Mundial da Saúde deste ano, comemorado em 7 de abril. E não é por menos. O transtorno mental é a maior causa de incapacidade no mundo e contribui para o elevado número de doenças físicas em nível global. E tão grave quanto seus sintomas e demais consequências é o aumento dos casos em todo o mundo. 

  10. Política de drogas e encarceramento pautam série Futuros do Brasil

    O desenvolvimento de uma política de drogas orientada pelo viés da assistência social e da saúde pública, bem como seus efeitos para o sistema prisional brasileiro serão tema do novo evento da série "Futuros do Brasil", realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) e o Centro de Estudos Giuliano de Oliveira Suassuna, do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da ENSP (Dihs). O advogado e professor Salo de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), proferirá a palestra intitulada Política de drogas e encarceramento no Brasil em 30/3/2017, às 10h, no salão internacional da ENSP (ENSP/Fiocruz). O evento também será transmitido ao vivo pelo blog do CEE-Fiocruz.