1. Nada paga um sorriso: 'Radis' alerta para o possível desmonte do Programa de Saúde Bucal do SUS

    A edição n°182 de novembro de 2017 da revista Radis, disponível on-line, traz como reportagem de capa um dos problemas mais marcantes da saúde bucal no Brasil: a perda dos dentes. Também chamada de edentulismo ou mutilação dentária, essa ocorrência aponta para a necessidade de se pensar a saúde bucal pelo ponto de vista da integralidade — da prevenção e promoção até os cuidados de reabilitação, explica o repórter Luiz Felipe Stevanim, autor da matéria. Ele enfoca o caso de Sueli Lopes de Oliveira, vendedora ambulante de Campinas (SP), que começou a usar uma prótese dentária, e narra um pouco da mudança em sua rotina, marcada por anos de vergonha por ter que levar as mãos à boca para esconder o sorriso. “As pessoas não vão mais correr de mim”, conta, ao se referir aos olhares e reações que faziam com que ela se sentisse menos gente. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal de 2010, 69% dos brasileiros adultos necessitam de prótese, sendo a maioria prótese parcial em um maxilar (41%). Mas, aprovada em 31 de agosto, pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), com apoio do ministro da Saúde, Ricardo Barros, a nova Política Nacional de Atenção Básica prevê que o governo federal possa financiar equipes que têm apenas médico, enfermeiro e técnico ou auxiliar de enfermagem — portanto, sem Equipes de Saúde Bucal (ESB).

  2. Greenpeace lança relatório sobre agricultura brasileira e novos testes de alimentos

    O Greenpeace, organização global e independente que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, lançou o relatório Agricultura tóxica: um olhar sobre o modelo agrícola brasileiro. Diversos especialistas da área acadêmica e científica participaram relatório com artigos técnicos, entre eles: Karen Friedrich, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e coordenadora do GT Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); Gerd Sparovek, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo; Walter Belik, Economista da Universidade de Campinas; Arilson Favareto, Sociólogo da Universidade Federal do ABC; Aline do Monte Gurgel, Biomédica, Mestre e Doutora em Saúde Pública pela Fiocruz; e Gabriel Fernandes e Paulo Petersen, da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa. Segundo o relatório, nosso modelo de produção, distribuição e comercialização de alimentos está totalmente distorcido. Produz muito, mas não produz comida saudável e ao alcance de todos. Baseado no uso intensivo de agrotóxicos, esse sistema causa sérios impactos no meio ambiente e na saúde da população.

  3. Austeridade: perdas para as políticas sociais, perdas para a economia

    A austeridade fiscal, característica da agenda neoliberal, agrava a saúde da população em tempos de recessão por levar a cortes nas políticas sociais, que, ao mesmo tempo em que ajudam a reduzir os níveis de desigualdade, estimulam o crescimento da economia. Esse viés foi defendido pelas pesquisadoras Fabíola Sulpino, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e Isabela Soares Santos, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e diretora executiva do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), durante o seminário Políticas sociais e a austeridade da agenda neoliberal. O evento foi realizado em 16 de outubro, na ENSP, em uma parceria do Cebes com o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz).

  4. Interface entre geografia e saúde em destaque no 'Cadernos' de outubro

    Está disponível on-line a revista Cadernos de Saúde Pública (volume 33 número 10), trazendo como destaque o Congresso GeoMed 2017, que vem se consolidando como o principal fórum de apresentação de novos métodos e abordagens voltados para revelar o papel do espaço, da geografia, do local e do ambiente nas questões da saúde pública: visão mais profunda a partir de big data e pequenas áreas. Conforme editorial assinado pelas pesquisadoras Maria de Fátima Pina, da Universidade do Porto, Portugal; e Marilia Sá Carvalho, da ENSP, nessa 10ª edição do evento, o número de participantes dobrou em relação à anterior, atraindo pesquisadores de 28 países, dos cinco continentes, com um grande equilíbrio entre as áreas: 37% da área de estatística, 27% da saúde pública, 25% das geociências e 11% das ciências da computação. A modelagem estatística, tradicionalmente o ponto mais forte do Congresso, foi repleta de novidades: da análise de sobrevivência espacialmente condicionada, aos modelos espaço-temporais capazes de identificar tendências e aglomerados, tanto no espaço como no tempo, aliás, surtos epidêmicos como diriam os epidemiologistas. 

  5. Austeridade: perdas para as políticas sociais, perdas para a economia

    A austeridade fiscal, característica da agenda neoliberal, agrava a saúde da população em tempos de recessão por levar a cortes nas políticas sociais, que, ao mesmo tempo em que ajudam a reduzir os níveis de desigualdade, estimulam o crescimento da economia. Esse viés foi defendido pelas pesquisadoras Fabíola Sulpino, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e Isabela Soares Santos, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e diretora executiva do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), durante o seminário Políticas sociais e a austeridade da agenda neoliberal. O evento foi realizado em 16 de outubro, na ENSP, em uma parceria do Cebes com o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz).

  6. Relatório da OMS indica necessidade urgente de maior compromisso político para acabar com a tuberculose

    Os esforços globais para combater a tuberculose pouparam cerca de 53 milhões de vidas desde 2000 e reduziram a taxa de mortalidade pela doença em 37%, de acordo com o Global TB Report 2017, divulgado na segunda-feira (30/11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar dessas conquistas, o último cenário é sombrio. A tuberculose continuou a ser a principal assassina infecciosa em 2016. Também é a principal causa de mortes relacionadas à resistência antimicrobiana e entre pessoas com HIV. O progresso na maioria dos países está paralisado e não é rápido o suficiente para atingir as metas globais ou preencher as lacunas persistentes nos cuidados e prevenção da doença. 

  7. Experiências viáveis de desmedicalização psiquiátrica serão tema de último dia de Seminário na ENSP

    O último dia do Seminário Internacional A Epidemia das Drogas Psiquiátricas: Causas, Consequências e Alternativas vai debater Experiências viáveis e seguras de desmedicalização psiquiátrica. Para discutir o tema estarão presentes Laura Delano, Jaakko Seikkula e Robert Whitaker. A primeira mesa do dia, marcada para às 9h30, será coordenada pelo pesquisador da Fiocruz, Francisco Netto, e contará com a relatoria de Marilia Belfiore Palacio. A tarde, a partir das 14 horas, Os desafios da desmedicalização no Brasil e nos países do Cone Sul: experiências e perspectivas estarão em debate. A mesa contará com a participação de Maria Aparecida Moysés, Cecília Collares, Biancha Angelucci, Nelson de Leon, Andrés Techera, Maria José Beltran e Rodrigo Fredes. A coordenação da mesa ficará a cargo de Debora Gribov, e Maria Inês Cárcamo será a relatora. Às 16 horas será realizada a Plenário de Encerramento do Seminário, com apresentação dos relatores, sob a coordenação do pesquisador da ENSP, e coordenador geral do evento, Paulo Amarante. O seminário pode ser acompanhado em tempo real por transmissão on-line.

  8. Interface entre geografia e saúde em destaque no 'Cadernos' de outubro

    Está disponível on-line a revista Cadernos de Saúde Pública (volume 33 número 10), trazendo como destaque o Congresso GeoMed 2017, que vem se consolidando como o principal fórum de apresentação de novos métodos e abordagens voltados para revelar o papel do espaço, da geografia, do local e do ambiente nas questões da saúde pública: visão mais profunda a partir de big data e pequenas áreas. Conforme editorial assinado pelas pesquisadoras Maria de Fátima Pina, da Universidade do Porto, Portugal; e Marilia Sá Carvalho, da ENSP, nessa 10ª edição do evento, o número de participantes dobrou em relação à anterior, atraindo pesquisadores de 28 países, dos cinco continentes, com um grande equilíbrio entre as áreas: 37% da área de estatística, 27% da saúde pública, 25% das geociências e 11% das ciências da computação. A modelagem estatística, tradicionalmente o ponto mais forte do Congresso, foi repleta de novidades: da análise de sobrevivência espacialmente condicionada, aos modelos espaço-temporais capazes de identificar tendências e aglomerados, tanto no espaço como no tempo, aliás, surtos epidêmicos como diriam os epidemiologistas. 

  9. Alternativas para desmedicalização das drogas psiquiátricas: Seminário prossegue com debate sobre abordagem do diálogo aberto

    Nesta terça-feira, 31 de outubro, prosseguem os debates do Seminário Internacional A Epidemia das Drogas Psiquiátricas: Causas, Consequências e Alternativas. No segundo dia de evento a palestra principal será do finlandês Jaakko Seikkula, que falará sobre A abordagem do diálogo aberto. A atividade está marcada para às 9 horas, no auditório térreo da ENSP. Segundo Seikkula, adotar a prática dialógica de respeitar o Outro, sem condições, provou ser uma tarefa desafiadora."O diálogo aberto enfatiza a importância da nossa escuta cuidadosa de aceitar o outro sem condições. Adotar a prática dialógica é uma nova habilidade, onde podemos nos encontrar em diferentes papéis profissionais do que aqueles com os quais estamos acostumados a agir", destaca ele, no resumo de sua apresentação disponível no site Mad In Brasil. A mesa será apresentada por Robert Whitaker, sob a coordenação de Paulo Amarante, e contará com a relatoria de Ana paula Freitas Guljor. O seminário pode ser acompanhado em tempo real por transmissão on-line

  10. Aula aberta debate trabalho e saúde no contexto da indústria petrolífera

    O Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) promoveu, no âmbito do Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador, a aula aberta Trabalho, saúde e subjetividade no contexto da indústria petrolífera da Bacia de Campos - Rio de Janeiro. A aula, realizada em 17 de outubro, foi proferida pelo professor do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marcelo Figueiredo. O vídeo está disponível na íntegra no Canal da ENSP no Youtube. Confira!