1. 'Comunicação de riscos em saúde ocupa um lugar biopolítico de reforço da culpabilização dos indivíduos', apontam pesquisadores

    Em ensaio publicado no Cadernos de Saúde Pública, os pesquisadores Luis David Castiel e Paulo Roberto Vasconcellos-Silva, da ENSP; e Danielle Ribeiro de Moraes, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz, problematizam a abordagem dominante da comunicação dos riscos em saúde. O estudo acessa e toma para análise conteúdos provenientes tanto de autores que se apresentam como especialistas na área de comunicação de riscos, quanto de sequências de mídia audiovisual de amplo acesso. "Enquanto parece se configurar uma área de mediação entre expertos e leigos, potencial geradora de inovação tecnológica e de mercadorias passíveis de serem consumidas, a comunicação de riscos em saúde ocupa um lugar biopolítico de reforço da culpabilização dos indivíduos e de propostas individualizantes de evitação dos riscos", dizem. Segundo os autores, o apagamento dos contextos em que ocorrem as exposições ao risco alimenta e é alimentado pela conjuntura neoliberal em que vivemos.

  2. Mundo enfrenta dificuldades para eliminar tuberculose e HIV

    Menos de 5% dos países atingiriam, até 2030, os objetivos de redução de suicídios, mortes em acidentes de trânsito e obesidade infantil, e só 7% poderiam eliminar novas infecções com o HIV, segundo o estudo publicado na revista médica The Lancet. Quanto à tuberculose, nenhum país está em vias de uma erradicação de novas infecções. Por outro lado, mais de 60% dos países avaliados podem alcançar as metas de redução da mortalidade infantil, neonatal e materna, e de eliminação da malária. Apenas 20% das 37 metas de saúde estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU adotados em 2015 são suscetíveis de serem cumpridas, segundo os autores. Estes destacam uma desigualdade considerável nas projeções para 2030: os países com rendas altas alcançariam 38% das metas, e os com rendas baixas, 3%.

  3. Setembro Amarelo: aula aberta debate suicídio, psicanálise e saúde pública

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a International Association for Suicide Prevention (Iaps) instituíram 10 de setembro como o Dia Mundial para Prevenção do Suicídio. Em 2015, o Centro de Valorização da Vida (CVV) iniciou a campanha Setembro Amarelo de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, além de suas formas de prevenção. Segundo a OMS, o suicídio é um grande problema de saúde pública, e cerca de 75% dos casos ocorrem em países de baixa e média renda. Em 2014, o Brasil era o oitavo país, nas Américas, em número de suicídios. Para debater a relação entre suicídio, psicanálise e saúde pública, o Curso de Atualização em Fundamentos da Experiência Psicanalítica, desenvolvido pelo Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), promoveu a aula aberta A morte pode esperar: suicídio, psicanálise e saúde pública. A atividade contou com a apresentação da coordenadora do Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio, Soraya Carvalho. Confira, no Canal da ENSP, no Youtube, a palestra na íntegra. 

  4. Cesteh/ENSP discute avaliação de impacto à saúde na construção de um complexo portuário nos municípios de Maricá e Saquarema

    O Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) realizará, na quarta-feira, 20 de setembro, mais uma atividade do projeto ‘Encontros do Cesteh’. Reunido pela segunda vez em 2017, agora, o debate será sobre o Observatório Regional de Tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade: avaliação de impacto à saúde na construção de um complexo portuário no litoral do Estado do Rio de Janeiro - municípios de Maricá e Saquarema. A atividade, marcada para as 12 horas na sala 32 do Cesteh/ENSP, contará com a apresentação da pesquisadora do Centro, Ana Maria Braga, e será aberta a todos os interessados. 

  5. Nota em defesa da Reforma Psiquiátrica e de uma política de Saúde Mental digna e contemporânea

    A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), por intermédio de seu Grupo Temático de Saúde Mental, coordenado pelo pesquisador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps/Ensp/Fiocruz), Paulo Amarante, assina o manifesto de docentes e pesquisadores brasileiros da saúde em defesa da Reforma Psiquiátrica e de uma política de Saúde Mental digna e conteporânea. Leia o manifesto na íntegra. 

  6. Entrevista: Coordenadora fala do contexto atual do Cep/ENSP, das ameaças do PL 200 e dos 20 anos de atuação do Comitê da Escola

    Jennifer Braathen Salgueiro, coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Cep/ENSP/Fiocruz), fala sobre o contexto atual do Cep/ENSP, dos riscos da aprovação do Projeto de Lei do Senado 200/2015, além das atividades comemorativas dos 20 de atuação do Comitê de Pesquisa da ENSP.

  7. Refletir para refundar o Brasil: Guilherme Boulos e Leonardo Boff abriram semana de aniversário da ENSP

    Que dilemas enfrenta hoje a esquerda no Brasil? Em meio a uma conjuntura de retrocessos no que diz respeito aos direitos sociais conquistados, como buscar uma saída? Com a intenção de promover uma profunda reflexão sobre o atual momento vivido em nosso país, a ENSP convidou para falarem na abertura de sua semana de aniversário o teólogo e escritor Leonardo Boff e Guilherme Boulos, integrante da Coodenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST).  Em cada uma das palestras, uma análise conjuntural de fôlego, buscando sempre um novo viés para se olhar a atual crise e, principalmente, buscar novas ideias e possibilidades para sua superação.

  8. Fumaça das queimadas na amazônia causam sérios danos ao material genético e morte de células pulmonares humanas

    Um estudo publicado na revista Nature Scientific Reports, com participação da pesquisadora Sandra Hacon, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, mostrou com detalhamento inédito os danos na saúde ocasionado pela fumaça das queimadas na floresta Amazônica, cujos efeitos podem se estender por toda América do Sul. Este estudo, fruto de uma colaboração de pesquisadores da USP, UFRN, ENSP/Fiocruz e UFRJ mostrou como a exposição à fumaça causa danos ao material genético e morte das células pulmonares.

  9. 'Radis' de setembro debate o drama dos refugiados

    Disponível on-line, a edição n°180 de setembro de 2017 da revista Radis destaca o drama da migração forçada, suas implicações na saúde e as perspectivas de futuro dos refugiados no Brasil. Para a Radis, a expulsão de milhões de pessoas de seus territórios em função de guerras, perseguições políticas, étnicas, religiosas, de gênero ou orientação sexual, problemas econômicos e socioambientais é a questão humanitária mais aguda no planeta, a somar-se às questões crônicas de desigualdade, miséria e injustiça social. O editor Adriano De Lavor, autor da reportagem de capa, com arte do design Felipe Plauska, fala sobre vidas dilaceradas por desagregação familiar e ruptura com vínculos territoriais e culturais, com relatos de luta pela vida e superação. Além dos refugiados, ele ouviu pesquisadores e profissionais que se especializaram nesse acolhimento, embora não exista política pública definida para a situação.

  10. Refletir para refundar o Brasil: Guilherme Boulos e Leonardo Boff abriram semana de aniversário da ENSP

    Que dilemas enfrenta hoje a esquerda no Brasil? Em meio a uma conjuntura de retrocessos no que diz respeito aos direitos sociais conquistados, como buscar uma saída? Com a intenção de promover uma profunda reflexão sobre o atual momento vivido em nosso país, a ENSP convidou para falarem na abertura de sua semana de aniversário o teólogo e escritor Leonardo Boff e Guilherme Boulos, integrante da Coodenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST).  Em cada uma das palestras, uma análise conjuntural de fôlego, buscando sempre um novo viés para se olhar a atual crise e, principalmente, buscar novas ideias e possibilidades para sua superação.