1. Assistência oncológica infantil é diferenciada no Brasil

    Crianças brasileiras com câncer têm a mesma oportunidade de tratamento em todas as regiões do país? Foi com base nesse questionamento que a médica Marilia Fornaciari Grabois defendeu a primeira tese do Programa de Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, intitulada O acesso à assistência oncológica infantil no Brasil. O trabalho foi apresentado um ano antes do prazo final e concluiu que as crianças que habitam nas regiões Norte e Nordeste têm dificuldades no acesso a serviços de assistência médica. Elas estão em desvantagem se comparadas às que moram nas regiões mais ricas do país, Sul e Sudeste, uma vez que estas, sim, possuem maior distribuição e concentração das redes de atendimento, reforçando a hipótese da iniquidade de acesso geográfico.

  2. Os riscos da exposição a poluentes na saúde infantil

    Premiada durante o Congresso Brasileiro de Toxicologia (CBTOx), na categoria Toxicologia Ambiental, a dissertação de mestrado em Saúde Pública e Meio Ambiente da enfermeira Beatriz Fátima Alves de Oliveira, na ENSP, buscou avaliar o risco da exposição ao material particulado fino (PM 2,5) em crianças residentes no município de Tangará da Serra (MT). A pesquisa considerou os cenários de seca e de chuva para verificar o impacto da exposição à fumaça em crianças de 6 a 14 anos na região. Segundo a autora, na seca, as crianças incorporaram cerca de quatro vezes mais material particulado do que nas chuvas.