1. Consumo de crack por mulheres é tema de pesquisa da ENSP

    Analisar os significados desenvolvidos por profissionais de Consultórios na Rua da Cidade do Rio de Janeiro sobre o consumo de crack por mulheres foi o objetivo da dissertação do aluno de mestrado em Saúde Pública da ENSP, Gilney Costa Santos. Ele explicou que, para os profissionais das equipes de Consultórios na Rua sobre o crack, essas definições são atravessadas por mitos, crenças e estereótipos, por vezes, ancorados na percepção empírica. “O uso de crack mobiliza o imaginário social e, em torno dele, discursos, práticas e políticas são socialmente produzidos e compartilhados. Embora, nem sempre consensuais, tais produções conformam identidades e lugares sociais aos sujeitos.” Em relação à rede de atenção psicossocial, a pesquisa aponta que os serviços mostram-se insuficientes frente à complexidade que demanda o cuidado à saúde de usuários de álcool e outras drogas. No caso das mulheres que consomem o crack, quando não ficam invisíveis diante das políticas públicas de enfrentamento ao uso de crack, são reduzidas à esfera reprodutiva.

  2. Pesquisa observa redução de imunidade pós-vacinação contra febre amarela em crianças

    Qual a duração da imunidade pós-vacinação contra febre amarela em crianças? Esta foi a questão levantada pela tese da aluna do doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, Tatiana Guimarães de Noronha. "Em função dos questionamentos a respeito dos resultados de um estudo de duração da imunidade em adultos realizado no Brasil, identificou-se a necessidade avaliar a duração da imunidade para febre amarela em crianças de 9 meses a 12 anos pimovacinadas nos dois primeiros anos de vida", explicou a aluna. A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus, pertencente ao gênero Flavivirus, e transmitida por artópodes hematófagos, como os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Aedes. A pesquisa observou uma redução na proporção de soropositividade (SP), com destaque para a queda mais acentuada a partir dos 31 meses pós-vacinação. Na categoria de 31 a 72 meses pós-vacinação (mediana de 51 meses ou 4,25 anos), a proporção de SP foi de 59%.