1. Práticas alimentares e corporais de mulheres obesas: tema de pesquisa da ENSP

    O excesso de peso cresceu em todo o mundo nas últimas décadas. No Brasil, os indicadores mostram aumento contínuo nas prevalências de sobrepeso e obesidade atingindo quase 60% da população adulta. Ao analisar a temática, a maior parte dos estudos se pauta sobre uma perspectiva biológica associando o problema a uma questão de balanço energético positivo, sem atentar para outras dimensões envolvidas no processo. Pensando nisso, a aluna de doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública Tatiana Coura Oliveira desenvolveu uma tese, sob orientação da pesquisadora Dina Czeresnia, com a finalidade de compreender as concepções e os sentidos atribuídos às práticas alimentares, bem como os sentidos atribuídos ao corpo em um grupo de mulheres com excesso de peso. Os resultados chamam a atenção para a abrangência do acesso à informação proveniente não somente do serviço de saúde, como também de diferentes tipos de mídias nos quais há múltiplos discursos sobre corpo e alimentação, situação atrelada à precariedade de condições e possibilidades concretas de aquisição e consumo, conformada não somente pela situação de renda nas camadas populares, mas por um ambiente obesogênico.

  2. Pesquisa analisa prevenção e vigilância em saúde do Trabalhador

    No dia 19 dezembro, apresentação de dissertação de mestrado em Saúde Pública Prevenção e Vigilância em saúde do Trabalhador: avanços e desafios no âmbito do centro de referência em saúde do trabalhador do município do Rio de Janeiro, por Lorena Cristina Ramos Vianna, a partir das 9 horas, na sala 2 do salão internacional da ENSP.  

  3. 'Estamos distantes do sonhado controle da tuberculose no Rio', aponta pesquisa da ENSP

    A tuberculose (TB) é um grave problema de saúde na cidade do Rio de Janeiro. A Zona Sul da cidade é uma região de grandes contrastes sociais, onde bairros com ótimos indicadores sociais são vizinhos de bolsões de pobreza. Com o objetivo de analisar a distribuição espacial dos casos de abandono do tratamento para tuberculose em relação às condições socioeconômicas nos diferentes setores censitários da região, no período de 2009 a 2013, a aluna do mestrado profissional em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, Patricia Canto Ribeiro, desenvolveu sua dissertação sobre o tema sob orientação do pesquisador Hermano Albuquerque de Castro. “Apesar da expansão da Estratégia de Saúde da Família, ainda estamos distantes do sonhado controle da tuberculose, indicando que, apenas investimentos em saúde, ainda que essenciais, não são suficientes para o controle da doença. Por meio desse estudo, foi possível demonstrar a clara associação espacial do abandono com precárias condições socioeconômicas da população e a localização das regiões de maior risco. O conhecimento dessas regiões é de suma importância para ações direcionadas e mais efetivas no controle da doença. As áreas de maior abandono apontadas são as comunidades, em especial a Rocinha” disse. Para ela, enquanto não houver políticas públicas de inclusão social e reais melhorias das condições de vida da população, não haverá sucesso no controle da tuberculose. “A informação espacial pode contribuir para direcionar as estratégias políticas de combate às iniquidades regionais e territoriais”, acrescentou.