1. Setembro Amarelo: pesquisa da ENSP analisa relação entre cultivo de tabaco e suicídio

    A Fiocruz, em ação conjunta com o Centro de Valorização da Vida (CVV), está mobilizada na campanha Setembro Amarelo, que busca valorizar a vida e chamar a atenção para o suicídio, atualmente responsável por 32 mortes por dia no Brasil. Simbolizado a ação, o Castelo de Manguinhos ficará iluminado na cor amarela durante todo o mês de setembro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano em todo o mundo. No Brasil, muitas causas são atribuídas ao suicídio, e algumas regiões apresentam número elevado de casos. A fim de relacionar condições de vida, trabalho e saúde, Vera Borges, da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, defendeu a dissertação de mestrado em Saúde Pública na ENSP, a qual analisou o processo de trabalho relacionado ao cultivo de tabaco, identificando elementos associados aos casos de suicídios em municípios produtores de tabaco nas regiões Sul e Nordeste do Brasil. A pesquisa aponta a necessidade de aprofundamento de pesquisas sobre suicídio na área agrícola, buscando ampliar o entendimento do tema, além de providências de várias áreas ligadas à saúde do trabalhador.

  2. Pesquisa analisa infestação por Aedes Aegypti no Rio de Janeiro

    No dia 26 de setembro, apresentação de dissertação de mestrado em Epidemiologia em Saúde Púbica Análise espacial e temporal da infestação por Aedes Aegypti mensurada por ovitrampas para geração de alerta precoce de dengue no município do Rio de Janeiro, por Sara de Souza Oliveira, a partir das 14 horas, na sala 405 do prédio da ENSP. 

  3. Condições de água, solo e rios de Manguinhos (RJ) são impróprias, diz pesquisa da ENSP

    Uma pesquisa da ENSP sobre as condições sanitárias da água residencial, do solo peridomiciliar e dos rios Faria-Timbó, Jacaré e Canal do Cunha das comunidades do território de Manguinhos, no Rio de Janeiro, detectou que 73% das amostras de água coletadas de filtros e galões apresentaram-se impróprias e 27% estavam próprias, pelo padrão de potabilidade, que deve ter ausência de coliformes totais e de Escherichia Coli, segundo a portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde. Das amostras de água coletadas nas torneiras, 69% estavam impróprias e 31% das amostras encontraram-se próprias. O estudo de autoria da aluna do mestrado em Saúde Pública e Meio Ambiente, Natasha Berendonk Handam, sob orientação  da pesquisadora Adriana Sotero Martin, fez coletas de água residencial nas treze comunidades de Manguinhos, totalizando 134 residências. "Nessa região, os serviços de água e de esgoto não chegaram na mesma velocidade em que se deram as construções das casas e vielas, de forma que grande parte dos domicílios possui fornecimento de água da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) ligado de forma clandestina, geralmente próximo aos canos de esgoto, o que pode contaminar tanto a água que chega a estes moradores quanto, também, aos que recebem a água pelos encanamentos da Cedae", informa a aluna.

  4. Mortalidade hospitalar de idosos é tema de pesquisa da ENSP

    No Brasil, os idosos constituem a faixa etária que mais cresce no país trazendo desafios e preocupação para diversas áreas, entre as quais o cuidado em saúde. Um estudo da ENSP observou maior chance de morrer nas idades mais avançadas, nas internações por doenças cerebrovasculares, nos casos com presença de comorbidades mais graves, nas internações em que a pneumonia e a perda de peso foram registradas como diagnóstico secundário, nas admissões por urgência, na especialidade de clínica médica e nas internações em que houve uso de Unidade de Terapia Intensiva. Nesse contexto, a dissertação da aluna de mestrado em Saúde Pública, Paula Brito Cordeiro, orientada pela pesquisadora Mônica Silva Martins, analisa as altas taxas de hospitalização e a tendência a internações mais frequentes e prolongadas, que tornam cada vez mais evidente a importância do monitoramento da qualidade do cuidado hospitalar prestado à população idosa. Esse estudo concentra-se sobre assistência hospitalar prestada ao idoso no Sistema Único de Saúde nos quatro estados da Região Sudeste entre 2011 e 2012. 

  5. Estudo explora como a incidência de dengue varia em função da idade e difere nas capitais brasileiras

    Com o propósito de caracterizar o padrão de incidência de dengue ao longo do tempo, segundo a faixa etária, no período de 2007 a 2012 nas capitais estaduais brasileiras, a aluna do mestrado em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, Rayane Cupolillo Ferreira desenvolveu sua dissertação sob a orientação das pesquisadoras Paula Mendes Luz e Cláudia Torres Codeço. As capitais selecionadas, segundo a maior taxa de incidência entre as séries de dengue e dengue grave por faixa etária, em cada região do país para modelagem estatística, foram: Rio Branco, Aracaju, Cuiabá, e Vitória. As capitais pertencentes à região sul do país mantiveram suas curvas de incidência próximas de zero, tendo sido excluídas desta etapa da análise. De acordo com a pesquisa, há maior ocorrência de dengue entre os indivíduos com 15 anos ou mais quando comparados com o grupo de idade inferior, em 3 das 4 capitais (Rio Branco, Aracaju e Vitória). Adicionalmente, como a presença do termo de interação dos grupos etários ao longo do tempo foi significativa para as capitais estudadas, o estudo sugere que, há possibilidade de um deslocamento do padrão etário nas taxas de incidência de dengue no período observado. Além disso, não há diferenças significativas entre as curvas de incidência de dengue grave em Rio Branco, Cuiabá e Vitória para as diferentes faixas etárias no período observado, com exceção de Aracaju, cujas curvas de incidência foram significativamente diferentes para os grupos etários em questão com maior expressão de dengue grave entre os menores de 15 anos.