1. Fiocruz lança plataforma digital para analisar as estratégias da indústria do tabaco

    Pesquisadores do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/ENSP) e de outras instituições e profissionais da área estiveram reunidos, por dois dias, para o lançamento do Observatório sobre as Estratégias da Indústria do Tabaco e Workshop sobre o artigo 5.3 da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Na ocasião, foi lançada a primeira plataforma digital, criada por uma instituição pública da área de saúde que objetiva demonstrar a interferência da indústria do fumo nas políticas públicas de controle do tabaco. A ferramenta, que permitirá colaborações externas, armazenará documentos que demonstram a influência da indústria nos processos políticos e legislativos, promovendo parcerias com lobistas para obter decisões que contemplem seus interesses. Segundo a pesquisadora Silvana Turci, do Cetab/ENSP, o observatório é mais um instrumento para confirmar a atuação da indústria do tabaco na tentativa de comprometer as ações que resultem em políticas efetivas de controle.

  2. Workshop aprofunda medidas do artigo 5.3 da Convenção para Controle do Tabaco

    Como parte do evento de lançamento do Observatório sobre as Estratégias da Indústria do Tabaco foi realizado também um workshop sobre o artigo 5.3 da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQTC/OMS). Desenvolvido pela União Internacional contra a Tuberculose e Doenças Respiratórias (The Union), em parceria com o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/ENSP), a atividade teve como um de seus objetivos apresentar as formas de interferência da indústria do tabaco e como se contrapor a elas. Voltado para os profissionais que atuam na área, o workshop pretendeu também familiarizar os profissionais com o Manual de Ferramentas do Artigo 5.3 da The Union, além de compartilhar experiências e identificar oportunidades e desafios. A The Union, parceira do Cetab em diversas ações, é uma Organização Não Governamental Científica e Internacional que produz conhecimento, compartilha experiências e atua em mais de 60 países.

  3. Observatório analisará estratégias da indústria do tabaco no Brasil

    A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) lança, nesta quinta-feira (31/3), o Observatório das Estratégias da Indústria do Tabaco. Trata-se da primeira plataforma digital, criada por uma instituição pública da área de saúde, que objetiva demonstrar a interferência da indústria do fumo nas políticas públicas de controle do tabaco. Desenvolvida pelo Centro de Estudos sobre o Tabaco e Saúde da ENSP (Cetab/ENSP/Fiocruz), em parceria com a Comissão Nacional para a Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco no Brasil (Conicq/Inca), a União Internacional contra a Tuberculose e Doenças Respiratórias (The Union) e a Aliança para o Controle do Tabaco (ACT), a inciativa disponibilizará informações para que profissionais de saúde e outros agentes promotores de saúde conheçam as táticas usadas pela indústria do tabaco. O observatório será acessível ao público.

  4. Fiocruz lança observatório para analisar estratégias da indústria do tabaco no Brasil

    "Proteger as gerações presentes e futuras das devastadoras consequências sanitárias, sociais, ambientais e econômicas geradas pelo consumo e exposição à fumaça do tabaco" é a premissa da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco. É fato, porém, que a implementação dessa inciativa sofre com as diferentes estratégias utilizadas pela indústria do fumo. Com o propósito de denunciar esses mecanismos, por meio de informações técnicas e documentos, o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Cetab/ENSP/Fiocruz), a Comissão Nacional para a Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco no Brasil (Conicq/Inca), a União Internacional contra a Tuberculose e Doenças Respiratórias (The Union) e a Aliança para o Controle do Tabaco (ACT) lançarão o Observatório das Estratégias da Indústria do Tabaco. A apresentação da ferramenta está marcada para o dia 31 de março, às 9 horas, na ENSP.

  5. Formação profissional em saúde é uma das estratégias para diminuir eventos adversos

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), evento adverso é a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Com aumento vertiginoso, o Brasil está cada vez mais preocupado em discutir estratégias para o enfrentamento dessa questão, com ênfase na atuação interdisciplinar e sistêmica para sua prevenção. Uma estratégia é a formação na área e a implementação de núcleos de segurança do paciente nos hospitais - o que é norma do Ministério da Saúde. O estudo, desenvolvido pelo pesquisador da ENSP Walter Mendes, cujo resultado apontou que cerca de 67% dos eventos adversos cometidos no país poderiam ser evitados, ganhou novamente visibilidade na grande mídia. Com isso, o assunto, que ainda é tabu entre muitos profissionais, mais uma vez, veio à tona.

  6. Especialistas internacionais condenam nomeação do novo coordenador de Saúde Mental do MS

    Mais de 250 especialistas da área de saúde mental, oriundos de 24 países, manifestaram preocupação com a nomeação do psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho para o cargo de coordenador de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde. Os participantes, que estiveram na companhia do pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca Paulo Amarante, durante o Encontro Internacional "Uma sociedade sem isolamento", realizado em dezembro de 2015, na cidade de Trieste, na Itália, aprovaram a carta de Abraço Internacional à Reforma Psiquiátrica Brasileira. No final de dezembro, a ENSP/Fiocruz uniu-se à Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), à Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), ao Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes) e a demais entidades, instituições e movimentos sociais contra a nomeação do psiquiatra.

  7. Escolas de Saúde pública devem gerar conhecimento próprio

    A organização dos sistemas e serviços de saúde e os contextos socioeconômico, cultural, epidemiológico e sanitário são determinantes para a ação das Escolas de Saúde Pública. A constatação, apresentada na mesa que explorou a Formação em Saúde Pública no Contexto Global, realizada no último dia (10/12) do 1º Colóquio Brasil Cuba de Formação em Saúde Pública, destacou os conceitos e práticas em saúde pública como elementos indissociáveis da organização social. A atividade reuniu, além da vice-diretora geral da Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba (ENSAP), Tania Aguilar, e do subdiretor de Pesquisa e Docência do Instituto Nacional de Higiene, Epidemiologia e Microbiologia de Cuba (Inhem), Adolfo Álvarez, dois especialistas da Fiocruz na área de saúde internacional e formação de recursos humanos em saúde internacional, os pesquisadores Paulo Buss (Cris/Fiocruz) e Célia Almeida (ENSP/Fiocruz). 

  8. Colóquio Brasil Cuba debate formação em Saúde Pública e o contexto do Mais Médicos

    O segundo dia de atividades (9/12) do 1º Colóquio Brasil Cuba de Formação em Saúde Pública debateu a formação em Saúde Pública em Cuba e os desafios à formação no contexto do Programa Mais Médicos. Os pesquisadores e professores da Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba (ENSAP) Lázaro Diaz, Carmen Arocha e Carlos Raúl del Pozo debateram sobre a pertinência, qualidade e internacionalização da formação em Cuba. O modelo de formação da ENSAP, o enfoque gerencial da formação e a formação dos formadores em Saúde Pública foram os tópicos abordados pelos três palestrantes, respectivamente. No contexto do Programa Mais Médicos, João Marcelo Goulart e Roselia Díaz, ambos médicos que atuam no Programa, falaram sobre a importância da formação cidadã para os profissionais da saúde e suas experiências de atuação, através do Programa Mais Médicos, em comunidades do Rio de Janeiro.

  9. Brasil e Cuba apresentam desafios à formação em saúde pública

    I Colóquio Brasil Cuba de formação em Saúde Pública reuniu diversos pesquisadores, de ambos os países, para apresentar suas potencialidades no que se refere à formação em saúde, às ambições e aos principais desafios para alcançar uma saúde pública equitativa e universal. O diretor da ENSP, Hermano Castro, criticou a formação brasileira de médicos, que, segundo ele, ainda é muito voltada para o mercado. "É preciso aprender com a formação de Cuba, que traz a solidariedade entre os povos e a humanidade que tanto almejamos entre os nossos profissionais”, admitiu. Confira as apresentações, em vídeo, da solenidade de abertura e as mesas que discutiram os temas Os desafios à formação em saúde pública e A formação de profissionais e outros trabalhadores da saúde para ações de vigilância ambiental, epidemiológica e nutricional em Cuba.