1. Formação profissional em saúde é uma das estratégias para diminuir eventos adversos

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), evento adverso é a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Com aumento vertiginoso, o Brasil está cada vez mais preocupado em discutir estratégias para o enfrentamento dessa questão, com ênfase na atuação interdisciplinar e sistêmica para sua prevenção. Uma estratégia é a formação na área e a implementação de núcleos de segurança do paciente nos hospitais - o que é norma do Ministério da Saúde. O estudo, desenvolvido pelo pesquisador da ENSP Walter Mendes, cujo resultado apontou que cerca de 67% dos eventos adversos cometidos no país poderiam ser evitados, ganhou novamente visibilidade na grande mídia. Com isso, o assunto, que ainda é tabu entre muitos profissionais, mais uma vez, veio à tona.

  2. Especialistas internacionais condenam nomeação do novo coordenador de Saúde Mental do MS

    Mais de 250 especialistas da área de saúde mental, oriundos de 24 países, manifestaram preocupação com a nomeação do psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho para o cargo de coordenador de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde. Os participantes, que estiveram na companhia do pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca Paulo Amarante, durante o Encontro Internacional "Uma sociedade sem isolamento", realizado em dezembro de 2015, na cidade de Trieste, na Itália, aprovaram a carta de Abraço Internacional à Reforma Psiquiátrica Brasileira. No final de dezembro, a ENSP/Fiocruz uniu-se à Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), à Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), ao Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes) e a demais entidades, instituições e movimentos sociais contra a nomeação do psiquiatra.

  3. Escolas de Saúde pública devem gerar conhecimento próprio

    A organização dos sistemas e serviços de saúde e os contextos socioeconômico, cultural, epidemiológico e sanitário são determinantes para a ação das Escolas de Saúde Pública. A constatação, apresentada na mesa que explorou a Formação em Saúde Pública no Contexto Global, realizada no último dia (10/12) do 1º Colóquio Brasil Cuba de Formação em Saúde Pública, destacou os conceitos e práticas em saúde pública como elementos indissociáveis da organização social. A atividade reuniu, além da vice-diretora geral da Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba (ENSAP), Tania Aguilar, e do subdiretor de Pesquisa e Docência do Instituto Nacional de Higiene, Epidemiologia e Microbiologia de Cuba (Inhem), Adolfo Álvarez, dois especialistas da Fiocruz na área de saúde internacional e formação de recursos humanos em saúde internacional, os pesquisadores Paulo Buss (Cris/Fiocruz) e Célia Almeida (ENSP/Fiocruz). 

  4. Colóquio Brasil Cuba debate formação em Saúde Pública e o contexto do Mais Médicos

    O segundo dia de atividades (9/12) do 1º Colóquio Brasil Cuba de Formação em Saúde Pública debateu a formação em Saúde Pública em Cuba e os desafios à formação no contexto do Programa Mais Médicos. Os pesquisadores e professores da Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba (ENSAP) Lázaro Diaz, Carmen Arocha e Carlos Raúl del Pozo debateram sobre a pertinência, qualidade e internacionalização da formação em Cuba. O modelo de formação da ENSAP, o enfoque gerencial da formação e a formação dos formadores em Saúde Pública foram os tópicos abordados pelos três palestrantes, respectivamente. No contexto do Programa Mais Médicos, João Marcelo Goulart e Roselia Díaz, ambos médicos que atuam no Programa, falaram sobre a importância da formação cidadã para os profissionais da saúde e suas experiências de atuação, através do Programa Mais Médicos, em comunidades do Rio de Janeiro.

  5. Brasil e Cuba apresentam desafios à formação em saúde pública

    I Colóquio Brasil Cuba de formação em Saúde Pública reuniu diversos pesquisadores, de ambos os países, para apresentar suas potencialidades no que se refere à formação em saúde, às ambições e aos principais desafios para alcançar uma saúde pública equitativa e universal. O diretor da ENSP, Hermano Castro, criticou a formação brasileira de médicos, que, segundo ele, ainda é muito voltada para o mercado. "É preciso aprender com a formação de Cuba, que traz a solidariedade entre os povos e a humanidade que tanto almejamos entre os nossos profissionais”, admitiu. Confira as apresentações, em vídeo, da solenidade de abertura e as mesas que discutiram os temas Os desafios à formação em saúde pública e A formação de profissionais e outros trabalhadores da saúde para ações de vigilância ambiental, epidemiológica e nutricional em Cuba.

  6. Opas/OMS redesigna NAF como centro colaborador na área de Políticas Farmacêuticas

    A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) redesignou o Departamento de Política de Medicamentos e Assistência Farmacêutica (NAF), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), como Centro Colaborador na área de Políticas Farmacêuticas. O quinto recredenciamento consecutivo atesta o elevado padrão de qualidade do trabalho realizado pelo NAF/ENSP/Fiocruz nos processos de formulação, implementação e avaliação de políticas farmacêuticas no Brasil e nos países da América Latina, Caribe e África. A designação é válida pelo período de quatro anos.

  7. Especialização em Segurança do Paciente já formou cerca de mil alunos

    Com a proposta de disseminar a cultura da segurança do paciente nos serviços de saúde e, assim, diminuir a frequência e a magnitude dos incidentes relacionados ao cuidado em saúde, a ENSP, em parceria com Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (ENSP/UNL), acaba de formar cerca de mil alunos no curso internacional de especialização em Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente. A formação, oferecida concomitantemente no Brasil e em Portugal, desenvolveu-se na modalidade a distância. Seus resultados foram apresentados recentemente ao Comitê de Implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), do qual pesquisadores da ENSP são integrantes. O coordenador do curso no Brasil e pesquisador da Escola, Walter Mendes, apontou como excelentes os resultados do curso. "Estamos buscando financiamento para uma segunda edição do curso. Para tanto, propostas de mudanças e melhorias para a formação já estão em andamento", disse.

  8. Brasil Cuba: formação em saúde pública no contexto da saúde global encerrará colóquio

    O último dia de atividades do I Colóquio Brasil Cuba de formação em Saúde Pública debaterá a formação em saúde pública no contexto da saúde global, nesta quinta-feira (10/12), a partir das 10h. O encerramento do evento contará ainda com a roda de conversa Programa de estágio internacional e o fortalecimento de processos formativos em saúde pública. O colóquio internacional tem o objetivo fortalecer as capacidades formativas regionais em saúde pública dos dois países em questão e discutir a formação na área a partir de experiências das principais escolas do Brasil e de Cuba, contribuindo, assim, para a criação de espaços colaborativos entre alunos, profissionais de saúde e professores. O Colóquio pode ser acompanhado em tempo real.

  9. Colóquio debate formação em Saúde Pública cubana e experiência do Mais Médicos na quarta (9/12)

    O I Colóquio Brasil Cuba de formação em Saúde Pública debaterá, em seu segundo dia de atividades (9/12), a formação em Saúde Pública em Cuba, além dos desafios enfrentamentos pelo Programa Mais Médicos na questão da educação profissional. O evento internacional tem como objetivo fortalecer as capacidades formativas regionais em saúde pública dos dois países em questão e discutir a formação na área a partir de experiências das principais escolas do Brasil e de Cuba, contribuindo assim para a criação de espaços colaborativos entre alunos, profissionais de saúde e professores. O Colóquio pode ser acompanhado em tempo real, através da transmissão simultânea, por todos os interessados.