1. ENSP colabora na implantação da Escola de Governo em Saúde na Argentina

    Apesar da rivalidade no esporte, no campo da Saúde Pública Brasil e Argentina mantêm uma parceria histórica na formação dos respectivos sistemas de saúde. E esta cooperação será ampliada ainda mais, uma vez que a ENSP está ajudando na consolidação de uma Escola de Governo em Saúde (EGS) no referido país sul-americano. Inaugurada agora em julho, a EGS Argentina pretende, inicialmente, oferecer uma pós-graduação stricto sensu na área de gestão de epidemiologia em diferentes programas de formação. Para colaborar neste processo, a Direção da ENSP recebeu a visita de representantes do Ministério da Saúde da Argentina para articular melhor esta parceria. Pela Escola, participaram da reunião o diretor Hermano Castro e o vice-diretor de Escola de Governo em Saúde, Frederico Peres. Já pelo lado argentino, estiveram presentes o secretário de Políticas, Regulação e Institutos do Ministério da Saúde, Mario Rovere, e o subsecretário de Políticas, Regulação e Fiscalização do MS, Pablo Kohan.

  2. Iniciativas estimulam controle e inibem comércio ilícito do tabaco

    Com o objetivo de padronizar e melhor instrumentalizar os fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o cumprimento da nova regulamentação de controle do tabaco, o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/ENSP) e a Coordenação de Educação à Distância (EAD/ENSP) lançaram a Comunidade de Práticas sobre Controle do Tabaco. Aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, a Lei 12.546 proíbe o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como halls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes - mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. "Os fiscais da Anvisa devem ter base para autuar esses ambientes e saber se estão de acordo com a legislação. O propósito é agregar conhecimentos e promover o compartilhamento de informações, experiências e formas de atuação", afirmou a coordenadora do Cetab/ENSP, Valeska Figueiredo.

  3. Diretores de escolas de saúde pública da América Latina discutem cobertura de sistemas de saúde

    Durante sessão plenária da Convenção Internacional de Saúde Pública - Cuba Salud 2015, os Diretores de Escolas de Saúde Pública de Cuba, Brasil, Porto Rico, República Dominicana e Colômbia discutiram o compromisso de suas instituições na garantia do acesso da população aos serviços e programas de saúde na América Latina, assim como os desafios para a ampliação universal da cobertura em saúde em seus países.

  4. ENSP discute, em Cuba, papel da formação em Saúde Pública nas agendas regional e global de saúde

    Convidado a participar da Convenção Internacional de Saúde Pública (Cuba Salud 2015), o diretor da ENSP, Hermano Castro, junto com o vice-diretor de Escola de Governo em Saúde, Frederico Peres, e o coordenador de Serviços Laboratoriais e Ambulatoriais, Marco Menezes, cumpre uma agenda de encontros, reuniões técnicas e apresentações junto a diretores e representantes de diferentes Escolas de Saúde Pública e instituições de ensino e pesquisa em saúde da América Latina. O primeiro evento oficial dessa agenda foi a participação no III Encontro de Saúde Internacional e Cooperação em Saúde, organizado pela Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba. Na atividade, Hermano Castro apresentou a contribuição da ENSP/Fiocruz na formação de profissionais da América Latina, muitos dos quais hoje ocupam posições de destaque nos sistemas, programas e serviços de saúde da região.

  5. Pesquisadora integra grupo da OMS para aprovação de novos fármacos

    A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) Margareth Dalcolmo foi convidada pela Organização Mundial da Saúde, com anuência do governo brasileiro, para integrar, durante um mandato de quatro anos, o Expert Group para Aprovação de Fármacos da OMS. Única brasileira entre o seleto conjunto de especialistas, Dalcolmo vinha trabalhando numa força-tarefa, da própria Organização, para adoção de novos tratamentos da tuberculose no mundo. O Expert Advisory Panel on Drug Evaluation dá chancela para que determinado fármaco seja adotado na montagem do esquema terapêutico de um país. 

  6. Conferência mundial premia Brasil pela implantação de políticas contra o fumo

    O Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública marcou presença na Conferência Mundial sobre Tabaco e Saúde, o principal congresso da área que acontece a cada três anos. Realizado em Abu Dhabi, de 17 a 21 de março, o encontro reuniu especialista de diversos países para discutir o tema escolhido para 16ª edição do evento: Tabaco e Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Além da pauta central, foram debatidas questões polêmicas e essenciais para o controle do tabaco no mundo, como medidas de preços e impostos dos produtos derivados do tabaco, o uso dos cigarros eletrônicos e aditivos de sabor, o comércio ilícito, entre outros assuntos. Com sete trabalhos aprovados, pesquisadores e bolsistas do Cetab/ENSP foram contemplados a participar do evento na modalidade scholarships - que garantiu todos os subsídios para a viagem. 

  7. Lancet produzirá especial sobre política de medicamentos

    Com o intuito de analisar os avanços, os principais problemas e traçar uma agenda de prioridades na área de medicamentos três décadas após a Conferência Mundial Sobre Uso Racional de Medicamentos, a Conferência de Nairóbi (1985), The Lancet organizou uma comissão de 19 especialistas de diferentes partes do mundo, o The Lancet Commission on Essential Medicines Policies. O grupo tem como única participante até o momentoda América Latina a pesquisadora do Núcleo de Assistência Farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública (NAF/ENSP/Fiocruz) - Centro Colaborador da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde em Políticas Farmacêuticas -, Vera Lúcia Luiza. O trabalho resultará em uma série especial sobre medicamentos do Lancet.

  8. ENSP participa de documento sobre enfrentamento à Doença do Vírus Ebola

    O grande temor da população em relação à Doença do Vírus Ebola se acalmou, pois, no Brasil, não há risco premente de uma epidemia. Porém pesquisadores e profissionais de saúde continuam buscando soluções relacionadas às questões de vigilância epidemiológica desta doença. Para tanto, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) promoveu um seminário sobre o enfrentamento à doença causada por esse vírus. A pesquisadora da ENSP e coordenadora do Núcleo de Biossegurança da Escola, Telma Abdalla de Oliveira Cardoso, esteve presente no encontro realizado em Moçambique, na África, como uma das representantes brasileiras. Entre os principais pontos discutidos estavam a necessidade de reforçar a capacidade nacional de recursos humanos do setor saúde e de vigilância epidemiológica relacionadas à doenças infecto-parasitárias, e o fortalecimento dos sistemas de comunicação e informação efetivas para a orientação dos cidadãos.

  9. Estudo sobre origem e evolução das parasitoses é aprovado em edital que promove intercâmbio entre Brasil e França

    O pesquisador Adauto Araújo, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), teve o projeto Paleoparasitologia e o ADN antigo aprovado no Programa Capes/Cofecub, que promove a realização do intercâmbio científico entre instituições de ensino superior do Brasil e da França e a formação de recursos humanos de alto nível nos dois países. O estudo trata da origem e evolução das parasitoses ao longo do tempo, por meio das análises de amostras arqueológicas e paleontológicas, datadas desde o período jurássico até o passado recente, em busca de vestígios de parasitos. Ao todo, o edital selecionou 44 projetos conjuntos de pesquisa e parcerias universitárias. 

  10. 'O Brasil tem um grande espírito solidário, mas esse sentimento precisa ser despertado'

    A Escola Nacional de Saúde Pública recebeu o embaixador e ex-ministro da defesa e das Relações Exteriores, Celso Amorim, para uma conversa a respeito das ações de cooperação internacional do governo brasileiro, sobretudo na área humanista da política externa - que inclui a luta contra a fome e a pobreza - e na saúde. Além de comentar o quadro político-geral que levou à intensificação da cooperação sul-sul e os bastidores dos acordos sobre tabaco, IBAS e Brics, referiu-se à Fiocruz como uma instituição de 'orgulho para o país' e ao Brasil como uma nação solidária. "Não há, necessariamente, uma contradição entre solidariedade e interesse nacional. O programa de combate à fome é um exemplo disso". Amorim esteve na ENSP durante o seminário Relações Internacionais e Saúde: Política externa e cooperação internacional em saúde, coordenado pela pesquisadora Celia Almeida.