1. Presídios são fábricas de tuberculose

    "Enquanto na população em geral a incidência de tuberculose é de 37 casos por 100 mil habitantes - o que faz do Brasil um dos 20 países com alta carga da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) -, entre os detentos, essa taxa sobe para 2.000 casos por 100 mil, apontam dados de 2015 do Ministério da Saúde. A incidência de tuberculose entre os encarcerados é 54 vezes maior que na população em geral". Assunto foi tema da reportagem Presídios são fábricas de tuberculose, publicada pelo Projeto Colabora, na terça-feira (22/8). Nela, a repórter Liana Melo ouviu a pesquisadora do Centro de Referência Professor Hélio Fraga, da ENSP/Fiocruz, Margareth Dalcolmo, e o coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, Carlos Basília, sobre a elevada incidência da doença nas prisões.

  2. As mulheres sofrem mais com a violência, afirma pesquisadora da ENSP

    Mulheres têm o dobro de chances de desenvolver transtorno causado pela violência, apontam estudos. Na matéria veiculada pelo Portal de Notícias G1, em 14/7, Maria Cecília de Souza Minayo, pesquisadora e coordenadora científica do Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), disse que as mulheres sofrem mais, principalmente as que são mães ou perderam filhos por causa da violência. "O que percebo nas conversas que tenho com mulheres que moram em algumas comunidades do Rio é que muitas sofrem de uma tristeza profunda, têm insônia, vivem com uma memória constante do sofrimento e umas transformam suas dores em ódio", relata a especialista.

  3. Pesquisador questiona venda livre de ibuprofeno

    O pesquisador Francisco Paumgartten, da Escola Nacional de Saúde Pública, afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, na quinta-feira (11/5), que a venda livre e a propaganda de medicamentos podem estimular o consumo de medicamentos como o ibuprofeno, que, segundo a reportagem, pode aumentar em até 58% o risco de ataque cardíaco. Para ele, a Anvisa, com base nas evidências apresentadas, já deveria ter excluído o medicamento da lista de drogas de venda livre.

  4. Relacionamento abusivo se manifesta de diferentes formas, segundo especialista

    A psicóloga Raquel Silva Barretto, doutoranda em Saúde Pública pela ENSP, concedeu entrevista ao Estadão, na terça-feira (11/4), em reportagem que abordou as formas de relacionamento abusivo, após episódio ocorrido em reality show. Para a especialista, identificar quando a situação passa do limite ainda é um desafio. "Os sinais são sutis. Parece um conto de fadas, mas, desde o começo há um excesso de controle mascarado sob forma de zelo", explicou. Confira a reportagem completa.

  5. Condições insalubres e de abandono favorecem rebeliões nos presídios

    A pesquisadora Cecília Minayo, do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde (Claves) da ENSP, concedeu entrevista ao jornal Folha de Pernambuco, em reportagem que comentou a situação de violência nos presídios, nas grandes metrópoles e as más condições de vida e trabalho dos policiais nesses locais. Na opinião da pesquisadora, as rebeliões nos presídios mostram uma revolta dos detentos contra as condições insalubres e de abandono a que estão submetidos. Além disso, segundo ela, a ausência do Estado possibilita ao crime organizado transformar cadeias em fortalezas, criando centrais de comando dentro e fora das grades.

  6. Pesquisadora comenta casos de febre amarela

    Além de preocupar a população e as autoridades sanitárias, o aumento do número de casos de febre amarela teve grande repercussão nos principais jornais do país. Na segunda-feira (16/1), Márcia Chame, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública e coordenadora do Programa Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz, concedeu entrevista aos jornais O Globo e El País esclarecendo as possíveis causas do surto e explicando a atuação da Fiocruz no combate e na prevenção à doença. Confira.

  7. Brasil possui elevado número de bebês prematuros

    No final de dezembro de 2016, o Jornal da Record noticiou os resultados do estudo coordenado pela pesquisadora Maria do Carmo Leal, da ENSP, sobre o nascimento de bebês prematuros no Brasil. De acordo com os números encontrados, de cada dez bebês, um nasce prematuro no páis, ou seja, quase o dobro do registrado em países da Europa. Na opinião da pesquisadora, que coordenou o Nascer no Brasil, o nascimento prematuro é algo que poderia ser evitado com cuidados durante a gestação e o incentivo aos partos naturais. Confira.

  8. Programa de TV aborda a relação entre racismo e saúde

    O Canal Saúde deu destaque ao encontro Racismo e Saúde: um debate urgente e necessário no seu programa Em pauta na saúde. O evento foi organizado pelo pesquisador Paulo Bruno, do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP e foi impulsionado pelo Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro no Brasil. O programa destacou que, ao contrário do que muitos argumentam, o racismo não foi superado no país. “As pessoas acham que racismo existe na subjetividade, que ele se limita a uma ofensa pessoal. A maioria das pessoas não conseguem enxergar o racismo institucional, não consegue entender o racismo epistemológico, entre outros. Portanto, a maioria delas não entende o racismo estrutural que está na sociedade”, ressaltou o teólogo e ativista do Coletivo Nuvem Negra, Rosilson Pacheco. 

  9. Imprensa destaca dados de pesquisa sobre aborto clandestino

    Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, a antropóloga e docente do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva, Debora Diniz falou sobre a Pesquisa Nacional de Aborto, realizada pela UnB. A pesquisa, que entrevistou 2 mil mulheres, entre 18 e 39 anos, nas áreas urbanas do país, fez a seguinte pergunta: Você ou alguém da sua família já fez um aborto clandestino? Segundo Debora, os números são alarmantes. Só no ano passado, meio milhão de brasileiras passaram por um aborto ilegal e apresentam histórias parecidas de riscos e de traumas. A pesquisa indicou que, ao final da vida reprodutiva, mais de uma em cada cinco mulheres já fizeram aborto, ocorrendo os abortos em geral entre 18 e 29 anos. Além disso, não foi observada diferenciação relevante na prática em função de crença religiosa, mas o aborto se mostrou mais comum entre mulheres de menor escolaridade. O uso de medicamentos para a indução do último aborto ocorreu em metade dos casos e a internação pós-aborto foi observada em cerca de metade dos casos. 

  10. Imprensa destaca alerta de pesquisadora da ENSP sobre os riscos da PEC 55 para a saúde

    O Portal de notícias Rede Brasil Atual repercutiu, no dia 29/11, com a pesquisadora da ENSP, Gisele O´Dwyer, as consequências da aprovação do Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. "A população mais pobre será a mais prejudicada, inclusive no acesso ao atendimento nas unidades de terapia intensiva (UTI) de hospitais conveniados ao SUS. Isso porque as perdas estimadas em R$ 434 bilhões para o setor, ao longo de 20 anos, segundo o Conselho Nacional de Saúde (CNS), vão tornar inviável o serviço público. Com isso, a atual oferta de leitos, insuficientes, deverá ser ainda menor", alerta ela. Para Gisele, a redução dos investimentos vai ter grande impacto, pois uma diária nessas acomodações pode chegar a custar ao SUS R$ 5 mil, e a tendência é aumentar a disputa, inclusive na Justiça, à qual as pessoas mais pobres não têm acesso.