1. Ministério da Saúde garante eficácia da vacina contra caxumba

    O Ministério da Saúde informa que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é altamente eficaz. Estudos clínicos detectaram anticorpos contra caxumba em 96,1% das pessoas vacinadas; em 98% contra sarampo; e em 99,3% contra rubéola. Para garantir a proteção, são necessárias duas doses, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Calendário Nacional de Vacinação, do Ministério da Saúde, agenda as doses aos 12 meses, com a tríplice, e aos 15 meses, com a tetraviral, que também imuniza contra varicela. A vacina também está disponível para pessoas até 49 anos, a depender da situação vacinal.

  2. Rio de Janeiro não está sofrendo uma epidemia de caxumba

    Nos últimos dias, algumas regiões do município do Rio de Janeiro registraram aumento no número de casos de caxumba, uma infecção viral que afeta as glândulas parótidas e se manifesta principalmente em crianças e adolescentes. A caxumba é uma doença de transmissão respiratória, desta forma, nas estações do ano em que a temperatura cai, os ambientes fechados e com pouca circulação de ar livre contribuem significativamente para sua propagação. Para a enfermeira e coordenadora de vacinação do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP) Slete Ferreira da Silva, no Rio de Janeiro não se configura uma epidemia de caxumba. Existem surtos isolados que não devem ser associados a falhas na cobertura vacinal. "O Rio possui uma excelente cobertura vacinal. De 2008 a 2014, a cobertura da tríplice viral - que protege contra caxumba, rubéola e sarampo - nas crianças de até um ano de idade foi até maior que 100% em alguns anos. Em 2014, a cobertura foi de cerca de 98%. Nos meses de junho a setembro, a população tende a estar em locais mais fechados. Isso colabora ainda mais para a transmissão da caxumba e, consequentemente, para o aumento do número de casos. Mas dizer que existe uma epidemia é alardear uma situação que não existe", explicou Slete.

  3. Ansiedade é o principal sintoma enfrentado por quem decide parar de fumar

    O tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo, com cerca de seis milhões de óbitos por ano, principalmente entre os países de baixa e média renda. Durante muito tempo, o tabagismo foi visto como um estilo de vida, sendo ostensivamente encorajado pela publicidade, mas, atualmente, é considerado uma doença causada pela dependência de nicotina. Apesar dos esforços na implementação do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, a taxa de sucesso do tratamento ainda é baixa (cerca de 20%). O conhecimento do perfil da população que procura ajuda nas unidades de saúde visando parar de fumar pode contribuir para aumentar o sucesso do tratamento. Com o objetivo de descrever as características dos fumantes que buscam ajuda em unidades de saúde para largar o vício, pesquisadoras do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP), em parceria com pesquisadoras de outras instituições, desenvolveram o artigo Perfil dos fumantes brasileiros no Programa Nacional de Controle do Tabaco, com base na experiência do Centro de Saúde Escola. O estudo, que aponta a ansiedade como principal sintoma (67%) enfrentado por quem para de fumar, foi publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria e revela a necessidade de expandir as estratégias atuais para torná-las mais eficazes na prenvenção contra o tabagismo desde a infância.

  4. Seca: publicação retrata medidas de redução e seu impacto na saúde humana

    Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos - clássicos da literatura brasileira -, já abordavam a trágica questão da seca que acomete o país, em especial na região Nordeste. No entanto, o fenômeno representa muito mais do que isso. Trata-se de um evento climático que afeta de forma permanente várias regiões do mundo. Os impactos econômicos, sociais e de saúde são pouco reconhecidos - sendo os indivíduos pobres e marginalizados os mais afetados. Isso é o que afirma o livro O setor saúde diante das situações de seca. A publicação é a terceira da série Desenvolvimento Sustentável e Saúde, idealizada pela Organização Pan-Americana da Saúde, da Organização Mundial da Saúde - Representação no Brasil (Opas/OMS), e o pesquisador da ENSP e coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes), Carlos Machado de Freitas, foi um de seus autores. O livro está em acesso aberto e disponível para download

  5. RedEscola renovada se fortalece como ator político em defesa da saúde pública e da saúde coletiva

    Três dias de muita troca de experiências e aprendizado, num clima democrático, alegre, de fortalecimento da identidade e, ao mesmo tempo, com uma densidade de discussões em torno de temas ligados à saúde pública e à saúde coletiva. Assim foi o Encontro Nacional 2015 da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública/Coletiva, agora conhecida como RedEscola, ocorrido no Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 12 de junho. O tom de importância dado à Rede foi definido pelo diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), Hermano Castro, logo na abertura do evento. "Essa é uma Rede horizontal, parceira de todas as Escolas e, para a ENSP, ela é estratégica dentro da visão que temos. Queremos que a ENSP continue sendo uma parceira, ajudando as Escolas a implementarem seus próprios projetos pedagógicos", assinalou.

  6. Centro de Estudos apresenta Pesquisa Nacional de Saúde

    A Pesquisa Nacional de Saúde - PNS 2013 teve seu segundo volume lançado no começo de junho, com informações aprofundadas sobre algumas características dos domicílios da amostra pesquisada, além de dados sobre o acesso da população brasileira aos serviços de saúde, violências e acidentes. A pesquisa, elaborada pelo Laboratório de Informação em Saúde e coordenada peda pesquisadora Celia Landmann Szwarcwald, foi tema do Centro de Estudos do Icict. O encontro trouxe uma apresentação dos métodos de coleta e análise de dados e também apontou algumas possibilidades de usos das informações, bem como sua importância para a gestão pública em saúde. “Esses dados devem dar um norte a nossas políticas, do ponto de vista da prospecção que tem que ser feita. Que grandes problemas vamos enfrentar, que investimentos devem ser feitos?  Isso deve informar nossos principais programas, nas áreas de assistência, planejamento, e políticas públicas de saúde”, avaliou Umberto Trigueiros, diretor do Icict.
     

  7. Livro articula teoria e prática na atuação contra TB

    Controle da Tuberculose: uma proposta da integração do ensino-serviço é tema de uma publicação produzida pela ENSP, por meio da Educação a Distância da Escola em parceria com o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF). A coletânea, organizada pela médica sanitarista Maria José Procópio de Oliveira, foi publicada pela Editora Fiocruz. O livro é voltado aos trabalhadores da saúde e traz conteúdos e debates atualizados para o controle e a assistência da tuberculose, uma das doenças infecciosas que mais causam mortes no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é um dos 22 países com alta carga de tuberculose e onde o enfrentamento da doença deve ser considerado prioridade. 

  8. Sarampo: baixa cobertura vacinal e importação de casos explicam surto no CE

    Embora seja reconhecido mundialmente pela eficiência do seu Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Brasil está atento à possibilidade de o surto de sarampo, que ocorre no Ceará e já dura 15 meses, comprovar a condição de endemicidade da doença no país. A conjuntura atual, entendida como uma extensão do surto verificado em Pernambuco nos anos de 2013 e 2014, é justificada, segundo especialistas, por duas circunstâncias: o declínio na qualidade da cobertura vacinal e a importação de casos dos EUA, Europa, África e Ásia. Mesmo que haja a possibilidade de a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) declarar o reestabelecimento da circulação do vírus no país e nas Américas, pesquisadores acreditam que a decisão não deve ser imediata. "A Opas reconhece os esforços do país e das Américas no controle do surto. Apesar de haver um critério técnico (12 meses com confirmações de casos de forma ininterrupta), também há uma decisão política", presumiu a chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Fiocruz, Marilda Mendonça Siqueira.

  9. Fiocruz sedia programa multidisciplinar e integral sobre o uso de drogas

    De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2014) do Ministério da Justiça, o Brasil é campeão mundial em números absolutos de homicídios por ano: são mais de 56 mil mortes violentas, sendo estimado que 50% dessas estejam relacionadas com a "guerra às drogas". O país é também o terceiro maior encarcerador de pessoas do mundo: cerca de 30% das prisões são igualmente relacionadas às drogas. O consumo dessas substâncias também vem crescendo no país, o que pode ser uma indicação de que a repressão talvez não seja a melhor estratégia para se lidar com o problema.

  10. Estudo analisa tendências da mortalidade por câncer de mama no RJ

    O câncer de mama merece especial atenção entre as neoplasias, pois se destaca como a segunda localização mais frequente em mulheres em todo o mundo e a primeira em mulheres ocidentais. Segundo estimativas do projeto Globocan (OMS), o câncer de mama é responsável por 25% dos 14,1 milhões de novos casos de câncer no mundo. No Brasil, estima-se que 57.120 novos casos de câncer de mama foram diagnosticados em 2014. Com o objetivo de analisar as taxas de mortalidade por câncer de mama em mulheres com menos de 60 anos ou mais de 60 anos, nas diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, as pesquisadoras do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da ENSP Inês Echenique Mattos e Daniele Bittencourt Ferreira desenvolveram o artigo Tendência da mortalidade por câncer de mama em mulheres no estado do Rio de Janeiro, Brasil, 1996-2011. O estudo aponta uma discreta redução nas taxas de mortalidade para câncer de mama e destaca que as taxas das idosas foram bem mais altas que as das mais jovens, nas diferentes localidades analisadas.