1. Aprovado documento orientador da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde

    A 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (1ª CNVS) já tem seu texto de orientação.  O evento, que acontecerá entre 21 e 24 de novembro, em Brasília, teve seu documento guia aprovado na última reunião do pleno do Conselho Nacional de Saúde, realizada nos dias 8 e 9 de junho. O texto foi elaborado pela Comissão de Formulação e Relatoria da 1ª CNVS, composta, entre outros conselheiros titulares nacionais, por Guilherme Franco Netto, pesquisador da Fiocruz e dirigente da Abrasco. “É importante a comunidade abrasquiana, por meio de suas comissões e GTs, se mobilizar para enriquecer o debate em torno da 1ª CNVS”, ressalta ele.

  2. Produção científica crítica traz o debate da redução de danos em eventos, livros e artigos

    A megaoperação empreendida pela Prefeitura de São Paulo, em 21 de maio, na região central da capital paulistana, conhecida como Cracolândia, demonstrou o fortalecimento de práticas há muito condenadas por tratar o consumo de drogas como caso de polícia em vez de uma questão de saúde pública. A ação empreendida destruiu barracas montadas por usuários, usou balas de borracha e bombas de gás para dispersar a população de rua; invadiu e demoliu hotéis e estabelecimentos comerciais, inclusive ocupados por pessoas. Além do circo midiático, constituído por 38 pessoas detidas e de pequenas quantidades de drogas apreendidas, viu-se a disseminação dos usuários e de cenas de consumo para mais de 20 outros pontos do centro expandido, numa operação que não foi avisada a nenhum órgão de Direitos Humanos e foi omitida do Ministério Público e da Defensoria Pública. As ações empreendidas estiveram nos debates travados no Seminário Internacional: Cenários da Redução de Danos na América Latina, realizado na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) em 29 e 30 de maio no Rio de Janeiro. Após dois dias de intensos debates, foi aprovada a Carta de Manguinhos, que destaca que tais arbitrariedades como essas não são exclusivas do Brasil, e casos similares são encontrados em muitos lugares da América Latina. 

  3. Paulo Amarante participa de cerimônia de celebração da Reforma Psiquiátrica na Câmara dos Deputados

    O 18 de maio marca a história do país como a data de encerramento do primeiro Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, que teve a célebre frase “Por uma sociedade sem manicômios” como fecho de seu documento final, a “Carta de Bauru”. A partir de então, aumentou o processo de contestação sobre o tratamento dado a homens e mulheres atendidos em hospitais psiquiátricos, o que deu corpo ao movimento da Reforma psiquiátrica brasileira e, anos depois, levou à criação e promulgação da lei 10.216/2001, que determina a desinstitucionalização de pacientes e a criação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) como alternativas a manicômios e abrigos. No ano em que a “Carta” celebra 30 anos, essa e outras histórias foram lembradas e celebradas em sessão solene realizada em 17 de maio, no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados, em Brasília, que contou com a presença de Paulo Amarante, pesquisador do Laboratório de Estudos em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva.

  4. Discussão sobre redução de danos e formatura encerram XII Ciclo de Debates

    O XII Ciclo de Debates - Conversando sobre a Estratégia de Saúde da Família discutiu temáticas importantes da política macroeconômica, da política de saúde e da própria Estratégia de Saúde da Família abordando seus conceitos, práticas, desafios e potências. Reunidos durante cinco dias, professores, alunos, trabalhadores e residentes desfrutaram de diversas experiências da produção de conhecimento de forma compartilhada. O último dia de atividades trouxe a redução de danos, conceito que surgiu na década de 1990, quando diversos países latino-americanos passaram a desenvolver programas de troca de seringas entre pessoas que faziam uso de drogas injetáveis, como parte de suas respostas frente à epidemia de HIV/Aids. Para discutir a questão, estiveram presentes o professor e pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Denis Petuco e a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Rita Cavalcante. A mesa Política de redução de danos e produção de cidadania foi coordenada pelo membro da Equipe Consultório na Rua (CnaR-CFADS), Césio Sotero. Finalizando esta edição do Ciclo de Debates, houve, também, a formatura da 11ª turma de Residência Profissional em Saúde da Família (2015/2017).

  5. Confira a cobertura completa do do I Colóquio Latino-Americano de formação em Saúde Pública

    No mês de maio a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Ficoruz) abriu suas portas para a realização do I Colóquio Latino-Americano de formação em Saúde Pública e III Colóquio Brasil-Cuba de formação em Saúde Pública, que recebeu representantes de escolas e instituições de Saúde Pública da América Latina com o objetivo de possibilitar o intercâmbio de experiências exitosas de formação em saúde pública, estreitando o diálogo e o crescimento conjunto de instituições-chave do Brasil e de Cuba, que enfrentam cotidianamente o desafio de qualificar recursos humanos para seus sistemas de saúde. Ao longo de três dias, muitas experiências e desafios foram debatidos entre os especialistas presentes. Entre conferências, painéis, atividades culturais e homenagens temas como redes colaborativas, experiências de formação, internacionalização da formação e determinantes sociais da formação em saúde pública estiveram em debate. A equipe do Informe ENSP e a equipe de comunicação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) foram responsáveis pela cobertura da atividade e preparam um vasto material de divulgação de tudo que aconteceu durante o evento. Confira as matérias, vídeos e fotos do I Colóquio.

  6. Asa Cristina Laurell encerra Colóquio Latino-Americano de Formação em Saúde Pública

    De 8 a 10 de maio, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) recebeu representantes de escolas e instituições de Saúde Pública da América Latina para a realização do I Colóquio Latino-Americano de formação em Saúde Pública e III Colóquio Brasil-Cuba de formação em Saúde Pública, que teve como principal objetivo possibilitar o intercâmbio de experiências exitosas de formação em saúde pública, estreitando o diálogo e o crescimento conjunto de instituições-chave do Brasil e de Cuba, que enfrentam cotidianamente o desafio de qualificar recursos humanos para seus sistemas de saúde. Ao longo de três dias, muitas experiências e desafios foram debatidos entre os especialistas presentes. Para encerrar as discussões, o Colóquio teve como conferencista uma grande pensadora da saúde na América Latina, com reconhecida trajetória acadêmica e na gestão pública, a sueca naturalizada mexicana Asa Cristina Laurell. Em sua apresentação, ela questionou Quem são os sanitaristas latino-americanos da atualidade? Uma visão da medicina social/saúde coletiva. A conferência foi coordenada pelo ex-presidente da Fiocruz e diretor do Centro de Relações Internacionais da Fiocruz, Paulo Buss.

  7. Colóquio Latino-Americano debate Redes Colaborativas e formação docente em Saúde Pública

    O primeiro painel do I Colóquio Latino-Americano de formação em Saúde Pública e III Colóquio Brasil-Cuba de formação em Saúde Pública, no dia 8 de maio, discutiu o tema Redes Colaborativas e Formação de Formadores Latinoamericanos, com a participação de Ricardo Teixeira, da Faculdade da Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Mario Rovere, da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina. Ricardo Teixeira fez um relato de experiência sobre a Rede Humaniza SUS (RHS), rede colaborativa social vinculada à Política Nacional de Humanização. A RHS existe há dez anos e funciona como um blog comunitário, no qual os usuários podem postar suas publicações. "É uma rede social aberta para ocupação coletiva, na qual se compartilham narrativas de experiências de trabalho submetidas à discussão pública, contribuindo para o aprimoramento das políticas de gestão e cuidado em saúde", disse Ricardo. Na RHS, também são compartilhadas experiências de formação no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive com a publicação de trabalhos de alunos. "É um espaço de ocupação pelo cotidiano do trabalho em saúde", observou Ricardo. Atualmente, a RHS tem 33 mil usuários cadastrados e publicações de 1.850 autores, além de 35 mil comentários já registrados. As apresentaçãoes estão disponíveis no Canal da ENSP no Youtube

  8. Experiências Brasil - Cuba e formação em saúde pública na graduação pautaram Colóquio Latino-Americano

    No segundo dia do I Colóquio Latino-Americano de formação em Saúde Pública e III Colóquio Brasil-Cuba de formação em Saúde Pública, o painel Experiências na Formação de Formadores no Brasil e em Cuba contou com a presença de Lázaro Díaz e Carlos Raúl del Pozo, da Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba (Ensap); Ronaldo Travassos, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz); Frederico Peres, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz); Antonio Rodríguez, da Faculdade de Tecnologia da Saúde de Havana (Fatesa/Cuba); Adolfo Alvarez Pérez, do Instituto Nacional de Higiene, Epidemiologia e Microbilogia (Inhem/Cuba) e Waldo Díaz, do Instituto Nacional de Saúde dos Trabalhadores de Cuba (Insat).

  9. Internacionalização na formação e determinantes sociais da saúde pautam últimos painéis de Colóquio Latino-Americano

    No último dia do I Colóquio Latino-Americano de formação em Saúde Pública e III Colóquio Brasil-Cuba de formação em Saúde Pública, 10 de maio, o primeiro painel teve como tema Internacionalização e Formação em Saúde Pública: a experiência cubana, com Ahindris Calzadilla, do Inhem; e Xiomara Martín, da Ensap. O painel foi coordenado pela assessora da Coordenação de Cooperação Internacional da EPSJV, Ingrid Freire. Ahindris falou sobre os benefícios da internacionalização universitária, que fortalece as universidades, incrementa o conhecimento, além de melhorar e enriquecer a formação profissional. Xiomara falou a respeito da Escola Latino-Americana de Medicina (Elam), que existe desde 1999. Até 2016, já foram formados cinco mil estudantes, de 123 países. O programa é estendido a todos as faculdades de Medicina do país e os egressos atuam em vários países do mundo.

  10. Colóquio Latino-Americano debate Redes Colaborativas e formação docente em Saúde Pública

    O primeiro painel do I Colóquio Latino-Americano de formação em Saúde Pública e III Colóquio Brasil-Cuba de formação em Saúde Pública, no dia 8 de maio, discutiu o tema Redes Colaborativas e Formação de Formadores Latinoamericanos, com a participação de Ricardo Teixeira, da Faculdade da Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Mario Rovere, da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina. Ricardo Teixeira fez um relato de experiência sobre a Rede Humaniza SUS (RHS), rede colaborativa social vinculada à Política Nacional de Humanização. A RHS existe há dez anos e funciona como um blog comunitário, no qual os usuários podem postar suas publicações. "É uma rede social aberta para ocupação coletiva, na qual se compartilham narrativas de experiências de trabalho submetidas à discussão pública, contribuindo para o aprimoramento das políticas de gestão e cuidado em saúde", disse Ricardo. Na RHS, também são compartilhadas experiências de formação no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive com a publicação de trabalhos de alunos. "É um espaço de ocupação pelo cotidiano do trabalho em saúde", observou Ricardo. Atualmente, a RHS tem 33 mil usuários cadastrados e publicações de 1.850 autores, além de 35 mil comentários já registrados. As apresentaçãoes estão disponíveis no Canal da ENSP no Youtube