1. Livro articula teoria e prática na atuação contra TB

    Controle da Tuberculose: uma proposta da integração do ensino-serviço é tema de uma publicação produzida pela ENSP, por meio da Educação a Distância da Escola em parceria com o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF). A coletânea, organizada pela médica sanitarista Maria José Procópio de Oliveira, foi publicada pela Editora Fiocruz. O livro é voltado aos trabalhadores da saúde e traz conteúdos e debates atualizados para o controle e a assistência da tuberculose, uma das doenças infecciosas que mais causam mortes no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é um dos 22 países com alta carga de tuberculose e onde o enfrentamento da doença deve ser considerado prioridade. 

  2. Sarampo: baixa cobertura vacinal e importação de casos explicam surto no CE

    Embora seja reconhecido mundialmente pela eficiência do seu Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Brasil está atento à possibilidade de o surto de sarampo, que ocorre no Ceará e já dura 15 meses, comprovar a condição de endemicidade da doença no país. A conjuntura atual, entendida como uma extensão do surto verificado em Pernambuco nos anos de 2013 e 2014, é justificada, segundo especialistas, por duas circunstâncias: o declínio na qualidade da cobertura vacinal e a importação de casos dos EUA, Europa, África e Ásia. Mesmo que haja a possibilidade de a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) declarar o reestabelecimento da circulação do vírus no país e nas Américas, pesquisadores acreditam que a decisão não deve ser imediata. "A Opas reconhece os esforços do país e das Américas no controle do surto. Apesar de haver um critério técnico (12 meses com confirmações de casos de forma ininterrupta), também há uma decisão política", presumiu a chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Fiocruz, Marilda Mendonça Siqueira.

  3. Fiocruz sedia programa multidisciplinar e integral sobre o uso de drogas

    De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2014) do Ministério da Justiça, o Brasil é campeão mundial em números absolutos de homicídios por ano: são mais de 56 mil mortes violentas, sendo estimado que 50% dessas estejam relacionadas com a "guerra às drogas". O país é também o terceiro maior encarcerador de pessoas do mundo: cerca de 30% das prisões são igualmente relacionadas às drogas. O consumo dessas substâncias também vem crescendo no país, o que pode ser uma indicação de que a repressão talvez não seja a melhor estratégia para se lidar com o problema.

  4. Estudo analisa tendências da mortalidade por câncer de mama no RJ

    O câncer de mama merece especial atenção entre as neoplasias, pois se destaca como a segunda localização mais frequente em mulheres em todo o mundo e a primeira em mulheres ocidentais. Segundo estimativas do projeto Globocan (OMS), o câncer de mama é responsável por 25% dos 14,1 milhões de novos casos de câncer no mundo. No Brasil, estima-se que 57.120 novos casos de câncer de mama foram diagnosticados em 2014. Com o objetivo de analisar as taxas de mortalidade por câncer de mama em mulheres com menos de 60 anos ou mais de 60 anos, nas diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, as pesquisadoras do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da ENSP Inês Echenique Mattos e Daniele Bittencourt Ferreira desenvolveram o artigo Tendência da mortalidade por câncer de mama em mulheres no estado do Rio de Janeiro, Brasil, 1996-2011. O estudo aponta uma discreta redução nas taxas de mortalidade para câncer de mama e destaca que as taxas das idosas foram bem mais altas que as das mais jovens, nas diferentes localidades analisadas.

  5. ENSP auxilia na elaboração de propostas de leis ambientais

    A Escola Nacional de Saúde Pública recebeu o deputado estadual Carlos Minc para uma reunião com o intuito de apresentar pesquisas da ENSP na área ambiental, que possam subsidiar projetos de lei e até mesmo políticas públicas. Entre os assuntos discutidos estiveram a exposição de trabalhadores ao benzeno e ao amianto, a questão dos grandes empreendimentos e a qualidade das areias das praias, praças e creches. Para o deputado, a parceria com a Escola é fundamental para a construção de políticas efetivas.

  6. Conferência mundial premia Brasil pela implantação de políticas contra o fumo

    O Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública marcou presença na Conferência Mundial sobre Tabaco e Saúde, o principal congresso da área que acontece a cada três anos. Realizado em Abu Dhabi, de 17 a 21 de março, o encontro reuniu especialista de diversos países para discutir o tema escolhido para 16ª edição do evento: Tabaco e Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Além da pauta central, foram debatidas questões polêmicas e essenciais para o controle do tabaco no mundo, como medidas de preços e impostos dos produtos derivados do tabaco, o uso dos cigarros eletrônicos e aditivos de sabor, o comércio ilícito, entre outros assuntos. Com sete trabalhos aprovados, pesquisadores e bolsistas do Cetab/ENSP foram contemplados a participar do evento na modalidade scholarships - que garantiu todos os subsídios para a viagem. 

  7. Mato Grosso e Fiocruz assinam convênio inédito para a saúde

    O Governo do Estado de Mato Grosso e a Fundação Oswaldo Cruz firmaram um Termo de Cooperação Técnica com foco na saúde pública local, usando a expertise das unidades da Fiocruz nos campos da pesquisa, ensino, produção, assistência e inovação. O convênio foi assinado no último dia 24/2, em Cuiabá (MT), transformando-se numa aposta da Secretaria de Saúde para superar problemas crônicos e históricos do Estado. Todo o processo foi conduzido pelo pesquisador da ENSP/Fiocruz Ziadir Coutinho, até a assinatura reunindo o governador de MT, Pedro Taques, e o presidente da Fundação, Paulo Gadelha.

  8. Artigo analisa saúde na Agenda de Desenvolvimento pós-2015

    Com o fim do prazo para alcançar os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para 2015, diversos países que estiveram reunidos na Conferência Rio+20 concordaram com a necessidade de estabelecer novas metas para o desenvolvimento humano. Essas metas se transformaram nos chamados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que levaram o mundo a pensar em uma Agenda de Desenvolvimento pós-2015 que continuasse acompanhando os esforços propostos pelos ODM. A saúde sempre esteve dentro dos Objetivos do Milênio e continua marcada na agenda do desenvolvimento sustentável. Com objetivo de analisar a presença da saúde como Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Agenda pós-2015, pesquisadores da Fiocruz publicaram artigo que aponta para necessidade de reformas na governança nacional e global, além de uma maior participação da sociedade civil para o alcance das metas. 

  9. Pesquisa revela bom nível de potabilidade da água de Manguinhos

    Visando atender uma queixa da população de Manguinhos, no Rio de Janeiro, em relação à qualidade da água consumida nas mais de quinze comunidades que formam este complexo de favelas localizado no entorno da Fiocruz, o Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP, em parceria com a iniciativa Teias-Escola Manguinhos, realizou uma grande análise na região. O coordenador da pesquisa e pesquisador do DSSA/ENSP, Paulo Barrocas, apontou que, de maneira geral, a qualidade da água analisada ao longo da pesquisa atendeu aos padrões de potabilidade da atual legislação brasileira (portaria MS/nº2914/2011). Somente foram encontrados problemas pontuais, em especial, no que se refere ao armazenamento intradomiciliar da água fornecida pela rede de abastecimento.

  10. Oficina de trabalho dá início à cooperação entre Fiocruz e SES/MT

    Assessores técnicos da Secretaria de Saúde do Mato Grosso estiveram na ENSP firmando as bases de um acordo de cooperação técnico-científica com a Fiocruz para reorganizar as ações do SUS no Estado. Durante a oficina, realizada no início de fevereiro, foram estabelecidas diretrizes para a elaboração de um diagnóstico da situação de saúde na região, que servirá para a construção de políticas voltadas para o campo da assistência farmacêutica, da judicialização da saúde e para o enfrentamento de doenças negligenciadas, com especial atenção para a hanseníase, bem como a oferta de cursos voltados para a qualificação profissional, uma das expertises da Escola. As negociações foram conduzidas pelo pesquisador da ENSP e médico do Centro de Saúde Ziadir Coutinho.