1. Fiocruz sedia programa multidisciplinar e integral sobre o uso de drogas

    De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2014) do Ministério da Justiça, o Brasil é campeão mundial em números absolutos de homicídios por ano: são mais de 56 mil mortes violentas, sendo estimado que 50% dessas estejam relacionadas com a "guerra às drogas". O país é também o terceiro maior encarcerador de pessoas do mundo: cerca de 30% das prisões são igualmente relacionadas às drogas. O consumo dessas substâncias também vem crescendo no país, o que pode ser uma indicação de que a repressão talvez não seja a melhor estratégia para se lidar com o problema.

  2. Estudo analisa tendências da mortalidade por câncer de mama no RJ

    O câncer de mama merece especial atenção entre as neoplasias, pois se destaca como a segunda localização mais frequente em mulheres em todo o mundo e a primeira em mulheres ocidentais. Segundo estimativas do projeto Globocan (OMS), o câncer de mama é responsável por 25% dos 14,1 milhões de novos casos de câncer no mundo. No Brasil, estima-se que 57.120 novos casos de câncer de mama foram diagnosticados em 2014. Com o objetivo de analisar as taxas de mortalidade por câncer de mama em mulheres com menos de 60 anos ou mais de 60 anos, nas diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, as pesquisadoras do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da ENSP Inês Echenique Mattos e Daniele Bittencourt Ferreira desenvolveram o artigo Tendência da mortalidade por câncer de mama em mulheres no estado do Rio de Janeiro, Brasil, 1996-2011. O estudo aponta uma discreta redução nas taxas de mortalidade para câncer de mama e destaca que as taxas das idosas foram bem mais altas que as das mais jovens, nas diferentes localidades analisadas.

  3. Conferência mundial premia Brasil pela implantação de políticas contra o fumo

    O Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública marcou presença na Conferência Mundial sobre Tabaco e Saúde, o principal congresso da área que acontece a cada três anos. Realizado em Abu Dhabi, de 17 a 21 de março, o encontro reuniu especialista de diversos países para discutir o tema escolhido para 16ª edição do evento: Tabaco e Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Além da pauta central, foram debatidas questões polêmicas e essenciais para o controle do tabaco no mundo, como medidas de preços e impostos dos produtos derivados do tabaco, o uso dos cigarros eletrônicos e aditivos de sabor, o comércio ilícito, entre outros assuntos. Com sete trabalhos aprovados, pesquisadores e bolsistas do Cetab/ENSP foram contemplados a participar do evento na modalidade scholarships - que garantiu todos os subsídios para a viagem. 

  4. Tuberculose: atividades de promoção da saúde marcam data comemorativa

    O dia 24 de março é lembrado como Dia Mundial da Tuberculose. E o Ministério da Saúde, por intermédio da Portaria nº 2.181/2001, instituiu a Semana Nacional de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose. Os objetivos da iniciativa visam a concentração de esforços na divulgação da doença, sua prevenção, diagnóstico e tratamento, a mobilização de gestores e movimentos da sociedade civil. Em alusão à iniciativa, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (instituição nacional de referência do SUS para tuberculose e outras pneumopatias), o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria e a Clícica Victor Valla realizam atividades para alertar sobre a doença.

  5. Artigo analisa saúde na Agenda de Desenvolvimento pós-2015

    Com o fim do prazo para alcançar os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para 2015, diversos países que estiveram reunidos na Conferência Rio+20 concordaram com a necessidade de estabelecer novas metas para o desenvolvimento humano. Essas metas se transformaram nos chamados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que levaram o mundo a pensar em uma Agenda de Desenvolvimento pós-2015 que continuasse acompanhando os esforços propostos pelos ODM. A saúde sempre esteve dentro dos Objetivos do Milênio e continua marcada na agenda do desenvolvimento sustentável. Com objetivo de analisar a presença da saúde como Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Agenda pós-2015, pesquisadores da Fiocruz publicaram artigo que aponta para necessidade de reformas na governança nacional e global, além de uma maior participação da sociedade civil para o alcance das metas. 

  6. Oficina de trabalho dá início à cooperação entre Fiocruz e SES/MT

    Assessores técnicos da Secretaria de Saúde do Mato Grosso estiveram na ENSP firmando as bases de um acordo de cooperação técnico-científica com a Fiocruz para reorganizar as ações do SUS no Estado. Durante a oficina, realizada no início de fevereiro, foram estabelecidas diretrizes para a elaboração de um diagnóstico da situação de saúde na região, que servirá para a construção de políticas voltadas para o campo da assistência farmacêutica, da judicialização da saúde e para o enfrentamento de doenças negligenciadas, com especial atenção para a hanseníase, bem como a oferta de cursos voltados para a qualificação profissional, uma das expertises da Escola. As negociações foram conduzidas pelo pesquisador da ENSP e médico do Centro de Saúde Ziadir Coutinho.

  7. Hanseníase: atividades nesta quinta-feira (29/1) alertam para o combate à doença

    Com o tema: Hanseníase: quanto antes você descobrir, mais cedo vai se curar, o Ministério da Saúde lançou a campanha anual para alertar sobre a doença. A ação tem foco no diagnóstico precoce e também na divulgação do tratamento, que é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há alguns anos a ENSP participa desse conjunto de esforços, por meio de ações voltadas para a sensibilização dos profissionais de saúde e para a população de Manguinhos, atendida pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, pela Clínica Victor Valla e pelas equipes de Saúde da Família integrantes da iniciativa Teias-Escola Manguinhos. Como não poderia ser diferente em 2015, diversas atividades estão programadas no dia 29 de janeiro, entre palestras, exibição de vídeos e debates sobre o tema. 

  8. Mato Grosso busca expertise da Fiocruz para solucionar problemas de saúde

    Com mais de três milhões de habitantes, Mato Grosso é o décimo-nono Estado mais populoso do Brasil. Porém, conta com graves problemas de saúde que vão desde a estruturação da ordem dos serviços prestados até doenças como paracoccidioidomicose, hanseníase ou tuberculose. Em busca de mudar este panorama, o secretário estadual de Saúde de Mato Grosso, Marco Aurélio Bertúlio, esteve na Fiocruz, no dia 15 de janeiro, para alinhavar uma parceria envolvendo diversas unidades da Fundação, entre elas a Escola Nacional de Saúde Pública, sendo recebido para uma reunião pelo diretor Hermano Castro e os pesquisadores Ziadir Coutinho e Carlos Coimbra Jr.

  9. Centro Hélio Fraga da ENSP comemora 30 com novo mestrado profissional

    Em comemoração aos 30 anos do Centro de Referência Professor Helio Fraga (CRPHF/ENSP) foi realizada, no dia 17 de dezembro, a aula inaugural do mestrado profissional em Epidemiologia e Controle da Tuberculose, desenvolvido por meio de consórcio entre a Escola Nacional de Saúde Pública, a Vice-presidência de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz e o Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM/Fiocruz Pernambuco). A atividade contou com a participação do professor titular do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) Maurício Barreto, que avaliou o controle da tuberculose no século XXI, as novas tecnologias e riscos inerentes à doença, além citar a relação dos determinantes sociais da saúde no processo saúde-doença. Na ocasião, foi descerrada uma placa em homenagem aos 30 anos de história do Hélio Fraga, criado em 1984 pela Campanha Nacional contra a Tuberculose. 

  10. Tuberculose: a doença que faz parte da trajetória da humanidade

    O pesquisador do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) Maurício Barreto foi o expositor convidado para a palestra comemorativa dos 30 anos do Centro de Referência Prof. Hélio Fraga da ENSP e que deu início ao mestrado profissional em Epidemiologia e Controle da Tuberculose. Após o descerramento da placa em homenagem a data, teve início a exposição Controlando a tuberculose no século XXI: novas tecnologias, novos riscos e os persistentes determinantes sociais. "Quando entendemos o que é a tuberculose, conseguimos perceber esse mestrado como uma maneira de entender o mundo, pois a tuberculose faz parte da trajetória da humanidade", considerou o professor. Maurício descreveu a doença, sua transmissão e a maneira como ela infecta o pulmão. Ele ressaltou ainda que a TB é uma doença crônica e que todo modelo de cuidado utilizado no tratamento da tuberculose poder ser aplicado para o tratamento de outras doenças crônicas.