1. 'Parto normal é a preferência de 85% das mulheres no mundo'

    "A cesarianas acarretam alto custo para os sistemas de saúde no mundo, e somente 15% das mulheres preferem esse tipo de parto". A constatação é do médico obstetra José Belizán, que participou da mesa Cesariana e intervenções obstétricas sobre a mulher e os recém-nascidos, realizada no último dia da Ecos da 9th International Research Conference - Normal é natural: da pesquisa à ação, dia 16 de outubro. "Podemos dizer claramente que as mulheres em todo o mundo preferem o parto vaginal. E preferem por quê? Principalmente por causa da rápida recuperação. A mulher é um membro muito importante para toda família e ter uma reabilitação imediata no pós-parto faz diferença", explicou o palestrante.

  2. Mesa destaca os múltiplos significados do parto em seminário no Rio

    "O uso da tecnologia não-invasiva no parto passa muito mais pelo não invadir, pelo respeitar a vontade da mulher". A fala da enfermeira obstetra Vânia Collaço, do grupo Hanami, traduziu as discussões da mesa Tecnologias não-invasivas de cuidado na assistências ao parto, realizada na Conferência Internacional Ecos da 9th International Research Conference - Normal é natural: da pesquisa à ação. A atividade contou também com a participação do professor da Faculdade de Enfermagem da Uerj Octávio Muniz, que destacou os múltiplos significados do parto.

  3. 'Investimento na atenção ao parto fortalece sistemas de saúde'

    Durante a mesa que discutiu a Assistência ao parto no mundo, realizada durante a Ecos da 9th International Research Conference - Normal é natural: da pesquisa à ação, a presidente do Royal College of Midwives, no Reino Unido, Lesley Page, destacou que o parto e o nascimento são um dos poucos momentos capazes de despertar sentimentos ímpares a todos os povos. Para ela, investir na saúde materna e do bebê traz uma vantagem enorme para os governos e a ciência. "Precisamos de estratégias e investimentos porque, além de salvar a vida de mulheres e crianças, essa ação fortalece sistemas de saúde e melhora a economia dos países".

  4. Presença de enfermeiras estimula boas práticas na assistência ao parto

    "Em maternidades onde os partos são assistidos por enfermeiros ou obstetrizes, a taxa de cesariana é 78% menor quando comparada aos hospitais onde não há presença deste profissional no momento do parto". Estes dados, que foram apresentados pela pesquisadora da ENSP Silvana Granado na Conferência Internacional Ecos da 9th International Research Conference - Normal é natural: da pesquisa à ação, pertencem à pesquisa da Fiocruz Nascer no Brasil: Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento. O estudo aponta ainda que, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhecer que os enfermeiros obstétricos e obstetrizes desempenham mais adequadamente e com menor custo a assistência aos partos normais, apenas 16% deles são assistidos por esses profissionais, sendo em sua maioria realizados pelo SUS.

  5. ‘Formação obstétrica no Brasil deve atender à saúde da mulher’

    O primeiro dia (14/10) de debates da Conferência Internacional Ecos da 9th International Research Conference - Normal é natural: da pesquisa à ação debateu a formação obstétrica no Brasil, em mesa que contou com a participação do obstetra do Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz Marcos Bastos Dias. O palestrante, que falou a respeito da sua própria formação, explicou a forma como a tecnologia passou a dominar os procedimentos médicos. "Fui formado num paradigma em que a instituição era poderosa. A ciência e tecnologia eram nossos deuses e ditavam comportamento. Foi preciso reinventar a minha formação. Caso contrário, estaria ancorado. Hoje sabemos que há necessidade de um olhar integral sobre a saúde da mulher".

  6. Brasil rediscute modelo de atenção ao parto

    Durante a abertura da Conferência Internacional Ecos da 9th International Research Conference - Normal é natural: da pesquisa à ação, na terça-feira (14/10), no Rio de Janeiro, a coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, anunciou que a ANS tomará medidas para incentivar a redução de cesarianas para pacientes com planos de saúde. O comunicado, que foi aplaudido de pé por médicos, pesquisadores, gestores, enfermeiros, parteiras, alunos e conferencistas presentes no evento, tem o intuito de diminuir o que o ministério classificou como 'epidemia' de cesáreas no país, conforme indicou a pesquisa da Fiocruz Nascer no Brasil, em maio deste ano. "O que temos que fazer é muito simples: basta olharmos para as evidências científicas, para as pesquisas. Elas nos mostram que quanto maior for a interferência no parto, mais ele será prejudicado", alertou a britânica Lesley Page, presidente do Royal College of Midwives, no Reino Unido.

  7. Conferência apresenta experiências internacionais sobre parto e nascimento

    Começa no dia 14 de outubro (terça-feira), a "Ecos da 9º Conferência - Normal é Natural: da pesquisa à ação", que reunirá os principais obstetras e ginecologistas, pediatras, obstetrizes e enfermeiros obstétricos do Brasil e do exterior, no Rio de Janeiro. Em sua nona edição, a Normal Labour and Birth, que começou na Grã Bretanha, abordará aspectos do cuidado com a gestante, o parto e o nascimento, bem como a necessidade da capacitação de profissionais de saúde para atuar diante dos  processos de vulnerabilidade da gestante, além das dimensões éticas do cuidado com o nascimento. O evento é presidido no Brasil pela pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, Maria do Carmo Leal.

  8. Pesquisadores da ENSP comentam suspeita de Ebola no país

    Os funcionários da Fiocruz tiveram um dia atípico nesta sexta-feira. Quem entrou pela portaria da Avenida Brasil pôde ver a grande quantidade de carros de jornais e redes de televisão; em todas as unidades, o assunto que tomou conta das conversas foi o africano suspeito de estar contaminado com o vírus Ebola, transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Foram cumpridas à risca todas as determinações do protocolo firmado pelo Ministério da Saúde e referendado por orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em meio aos acontecimentos, o Informe ENSP conversou com pesquisadores da Escola, que analisaram as repercussões do caso.

  9. Desigualdade no acesso a transplantes de medula óssea persiste no Brasil

    O transplante de medula óssea é uma terapia eficaz bem estabelecida para o tratamento de dezenas de doenças do sangue em âmbito global, inclusive no Brasil. Todavia, conforme observou o aluno de doutorado em Bioética, Ética aplicada e Saúde Coletiva João Batistiolle, garantir o acesso a esse tratamento não é tarefa fácil de realizar em contextos como o latino-americano, nos quais os recursos escassos conflitam com as imensas demandas na área da Saúde. De acordo com ele, a dificuldade para muitos indivíduos e grupos populacionais brasileiros já começa na tentativa de acesso à porta de entrada do sistema de Saúde, razão pela qual muitos que poderiam ser indicados para receber o benefício da terapia sequer chegam às consultas iniciais, aos exames especializados e, portanto, ao diagnóstico.

  10. Pesquisa relaciona mortalidade infantil e regiões demográficas

    A pesquisadora da ENSP Sandra Hacon, em parceira com pesquisadores de outras instituições nacionais, desenvolveu o estudo Análise espacial de indicadores integrados determinantes da mortalidade por diarreia aguda em crianças menores de 1 ano em regiões geográficas. O objetivo da pesquisa foi realizar uma análise de indicadores integrados de ambiente e saúde relativos aos fatores condicionantes da mortalidade por diarreia em crianças nas cinco regiões brasileiras.