1. Pesquisa sobre relações de trabalho gera publicação

    Com o objetivo de apresentar as mais recentes produções acadêmicas no campo do trabalho em saúde e suas diferentes dimensões; e ainda problematizar e ampliar a reflexão com a comunidade acadêmica acerca do campo em questão, foi realizado na ENSP o Centro de Estudos Miguel Murat Trabalho em saúde: políticas públicas, desigualdade e relações de trabalho. Durante o encontro, foi lançado o livro eletrônico Trabalho em Saúde, Desigualdades e Políticas Públicas, que contou com a participação de pesquisadores da ENSP. O e-book é resultado do seminário Trabalho em Saúde, Desigualdades e Políticas Públicas, realizado em dezembro de 2013, na Universidade do Minho (Uminho), em Portugal. Ele traz artigos resultantes dos trabalhos científicos apresentados na ocasião. A publicação é de acesso livre. 

  2. Nascer no Brasil embasa Projeto de Lei na câmara

    Está em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7633/14, do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que discute os direitos da mulher durante a gestação e o parto - inclusive nos casos de aborto - e as obrigações dos profissionais de saúde. O PL, além de tratar dos direitos do feto e do recém-nascido, segue as diretrizes da pesquisa Nascer no Brasil, desenvolvida ENSP/Fiocruz, cujos resultados apontam que a cesariana é realizada em 52% dos nascimentos, sendo que, no setor privado, o índice é de 88%. O projeto dispõe sobre a possível limitação do número de cesarianas realizadas no Brasil, e a Câmara dos Deputados lançou uma enquete para saber o que os brasileiros pensam da proposta.

  3. Enfermeiros sofrem com precariedade nas emergências

    De acordo com o Ministério da Saúde, os principais problemas da assistência às urgências e emergências no Brasil são: estrutura física e tecnológica inadequada, insuficiência de equipamentos, recursos humanos limitados e com capacitação insuficiente para trabalhar em emergências, baixa cobertura do atendimento pré-hospitalar móvel e número insuficiente de unidades de pronto atendimento não-hospitalares com baixa resolutividade e insuficiente retaguarda para transferência de doentes. A partir desses dados, o aluno da ENSP Hebert de Oliveira desenvolveu sua dissertação de mestrado em Saúde Pública. De acordo com ele, a assistência às urgências e emergências há muitas décadas é um dilema para o sistema público de saúde e cada vez tornou-se mais latente a necessidade de se pensar políticas que possibilitassem a organização, qualificação e consolidação da atenção nesses locais. 

  4. Pesquisa analisa regulação em derivados do tabaco

    A OMS considera o tabagismo uma doença pediátrica pois 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos e quanto mais cedo iniciam o uso do tabaco, mais rápido se tornam dependentes. Uma das estratégias praticadas pela indústria para atrair os jovens é a utilização de aditivos que conferem aroma e sabor aos produtos derivados do tabaco, com o intuito de torná-los mais atraentes e palatáveis. Neste contexto, a Anvisa proibiu o uso desses aditivos, com o objetivo de reduzir a experimentação e iniciação por crianças e jovens. Para compreender e relatar o processo de proibição dos aditivos nos produtos derivados do tabaco no Brasil, as pesquisadoras do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/ENSP), Vera da Costa e Silva, Silvana Rubano Turci e Valeska Carvalho Figueiredo, desenvolveram um artigo que aponta que indústria do tabaco tem procurado ao máximo adiar a entrada em vigor da Resolução da Anvisa que proíbe os aditivos no país.

  5. Livro auxilia políticas sobre infância e juventude

    Para subsidiar o planejamento de ações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Centro Latino Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP) lançou o livro Levantamento nacional de crianças e adolescentes em serviços de acolhimento. A publicação é resultado de uma pesquisa que atende aos compromissos assumidos pelo MDS no âmbito do Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, o qual determina um conjunto de ações voltadas para o reordenamento da rede de abrigos e a reinserção familiar das crianças e adolescentes acolhidas nesses serviços. 

  6. Pesquisa avalia alimentação de adolescentes

    Avaliar a validade dos indicadores de práticas alimentares do questionário utilizado na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) entre adolescentes da cidade do Rio de Janeiro foi o foco do artigo assinado, em parceria com outros autores, pela pesquisadora do Departamento de Epidemiologia da ENSP Letícia de Oliveira Cardoso. Foram estudados 174 alunos, dos quais 54% eram do sexo feminino, e 67,2% estudavam em escola pública. A faixa etária do grupo pesquisado variou de 13 a 17 anos. Os indicadores avaliados pelo estudo são a ingestão regular dos alimentos marcadores de alimentação saudável, marcadores de alimentação não saudável e as rotinas alimentares - refeição com responsável, desjejum e comer enquanto estuda ou assiste à TV. Entre os meninos, estão os maiores índices de acurácia em 12 dos 18 indicadores estudados.

  7. Artigo associa mortes súbitas ao uso do sildenafil

    "Será que estamos assistindo a um surto silencioso de morte súbita de homens associada ao uso de sildenafil, medicamento usado para disfunção erétil?" O questionamento foi tema de um artigo, intitulado Risco de alta potência, publicado na edição desta segunda-feira (30/6), do jornal O Globo. Assinado pelos pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Suely Rosenfeld e Álvaro Nascimento, o texto alerta para os relatos de morte súbita em motéis, cujas vítimas possuíam, entre seus pertences, medicamentos com a substância sildenafil. "A aparente ocorrência de aumento de casos de morte súbita de homens em uso do sildenafil - paralelo ao extraordinário crescimento das vendas no país, de dois milhões de unidades/ano para 30 milhões, com o fim da vigência de sua patente - merece investigação de caráter público", advertem os pesquisadores.

  8. Estudo atenta para obesidade de indígenas Xavante

    A obesidade é um problema de saúde entre adultos indígenas Xavante do Mato Grosso, sendo associada a fatores socioeconômicos e padrões de subsistência e consumo alimentar. A informação vem da pesquisa do aluno do doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública, Felipe Guimarães Tavares. Dela, participaram 479 indígenas (homens e mulheres), sendo que mais da metade da população apresentava excesso de peso (sobrepeso: 43,0%; obesidade 20,9%), correspondendo a 92,4% da população alvo. "Entre os povos indígenas no Brasil, a emergência de obesidade tem sido associada a mudanças nos padrões de alimentação, de atividade física e de exposição a determinantes sociais da saúde, em geral relacionados à história de contato com sociedades não indígenas", observa Tavares.

  9. Livro apresenta experiências da atenção básica no país

    A experiência brasileira com o modelo de atenção voltado à Estratégia Saúde da Família tem proporcionado avanços importantes na ampliação do acesso aos serviços de saúde. Com a proposta de explorar conteúdos que podem funcionar como cenários descortinados por quem esteve in loco observando a realidade, tornando-se úteis para a melhor compreensão dos contornos dos resultados da avaliação da atenção básica, foi lançado o livro Rotas da Atenção Básica no Brasil: Experiências do Trabalho de Campo Pmaq AB. A obra, publicada em versão eletrônica, está disponível para download na Biblioteca Multimídia da ENSP.