1. Materiais discutem uso de crack e questionam estereótipos reforçados pela mídia

    Fábio Araújo, gerente de lanchonete em São Paulo, conta que no fim do dia passa na favela para comprar uma pedra para fumar. “No dia seguinte, tenho responsabilidade de ir trabalhar”. Poliana Alessandra dá café da manhã para os filhos e os manda para a escola antes de varrer as ruas - trabalho que conseguiu por intermédio do programa De Braços Abertos, que promove redução de danos para usuários de drogas na região conhecida como “cracolândia” (ver Radis 158). Diego de Paula chegou à capital paulista com sonhos de uma vida diferente. Atualmente, dorme em um abrigo e reflete sobre solidão e isolamento social. Três personagens reais que fogem do estereótipo de “zumbis”, amplamente associado aos usuários da droga, têm seus depoimentos registrados no documentário Crack - Repensar, lançado em julho.

  2. Inova ENSP: seminário apresenta pesquisa sobre vulnerabilidade e fragilidade de idosos

    Na sexta-feira, 30 de setembro, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) promoverá o seminário Vulnerabilidade e fragilidade: proposta de indicadores epidemiológicos para o monitoramento da saúde do idoso na atenção básica de saúde. Coordenado pela pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da ENSP, Inês Echenique Mattos, a apresentação é aberta a todos os interessados e não necessita de inscrição prévia. O projeto é financiado com recursos da segunda edição do Programa Inova ENSP. A apresentação busca ainda informar sobre o retorno do uso dos recursos públicos financiado pelos projetos do edital Inova, além de novos conhecimentos gerados e produtos resultantes da pesquisa. A atividade está marcada para às 9 horas, na sala 408 do prédio da ENSP. 

  3. 'Cadernos' de setembro aborda o futuro das revisões sistemáticas

    A edição de setembro de 2016 da revista Cadernos de Saúde Pública (volume 32 número 9) aborda a expectativa sobre as revisões sistemáticas. Com o intuito de adequar as revisões sistemáticas publicadas a avanços nesse campo do conhecimento e exercer seu papel de indutora de ciência e pesquisa, o CSP passará a adotar algumas novas recomendações para essas revisões a serem submetidas para publicação. Inicialmente, toda revisão sistemática deverá ter tido seu protocolo publicado ou registrado em uma base de registro de revisões sistemáticas, além de serem submetidas em inglês, objetivando otimizar o processo de avaliação por pares, na medida em que será possível convidar alguns dos autores dos artigos originais incluídos no manuscrito para emissão de pareceres, com exceção das relacionadas a temas exclusivamente brasileiros ou latino-americanos (por exemplo, prevalência de determinada condição na América Latina), que serão também aceitos manuscritos em português ou espanhol. De acordo com editorial da revista, o registro prospectivo dos protocolos das revisões sistemáticas é importante porque aumenta a transparência do processo de revisão, protege contra a possibilidade de publicação seletiva de resultados e permite melhor escrutínio por parte dos revisores acerca do que havia sido planejado e foi, de fato, executado pelos autores. "Esperamos que isso contribua tanto para a qualidade da avaliação como para maior disponibilidade de avaliadores". Além de outras mudanças, O CSP quer fomentar a submissão de revisões sistemáticas sobre intervenções em Saúde Coletiva com foco populacional e sobre questões que possam informar políticas públicas relacionadas à saúde. O editorial lembra, no entanto, que é um processo de desenvolvimento e há espaço para o amadurecimento de abordagens metodológicas envolvendo tais revisões. 

  4. Portfólio PDTSP: livro será lançado na Fiocruz

    Na terça-feira, 27/9, vai acontecer o lançamento da publicação da Rede PDTSP-Teias Portfólio Rede de Pesquisa no Território de Manguinhos - uma parceria entre academia, serviços de saúde e sociedade civil, durante a sessão aberta da Câmara Técnica de Ensino, às 9h, no Museu da Vida. O Portfólio é resultado de uma das redes do Programa de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Saúde Pública da Fundação: o PDTSP/Teias. Além de diversos projetos da ENSP, o Portfólio destaca uma série de trabalhos desenvolvidos em outras unidades da Fiocruz, equipes de saúde e população do território de Manguinhos, localizado no entorno da Fundação.

  5. Setembro Amarelo: pesquisa da ENSP analisa relação entre cultivo de tabaco e suicídio

    A Fiocruz, em ação conjunta com o Centro de Valorização da Vida (CVV), está mobilizada na campanha Setembro Amarelo, que busca valorizar a vida e chamar a atenção para o suicídio, atualmente responsável por 32 mortes por dia no Brasil. Simbolizado a ação, o Castelo de Manguinhos ficará iluminado na cor amarela durante todo o mês de setembro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano em todo o mundo. No Brasil, muitas causas são atribuídas ao suicídio, e algumas regiões apresentam número elevado de casos. A fim de relacionar condições de vida, trabalho e saúde, Vera Borges, da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, defendeu a dissertação de mestrado em Saúde Pública na ENSP, a qual analisou o processo de trabalho relacionado ao cultivo de tabaco, identificando elementos associados aos casos de suicídios em municípios produtores de tabaco nas regiões Sul e Nordeste do Brasil. A pesquisa aponta a necessidade de aprofundamento de pesquisas sobre suicídio na área agrícola, buscando ampliar o entendimento do tema, além de providências de várias áreas ligadas à saúde do trabalhador.

  6. Condições de água, solo e rios de Manguinhos (RJ) são impróprias, diz pesquisa da ENSP

    Uma pesquisa da ENSP sobre as condições sanitárias da água residencial, do solo peridomiciliar e dos rios Faria-Timbó, Jacaré e Canal do Cunha das comunidades do território de Manguinhos, no Rio de Janeiro, detectou que 73% das amostras de água coletadas de filtros e galões apresentaram-se impróprias e 27% estavam próprias, pelo padrão de potabilidade, que deve ter ausência de coliformes totais e de Escherichia Coli, segundo a portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde. Das amostras de água coletadas nas torneiras, 69% estavam impróprias e 31% das amostras encontraram-se próprias. O estudo de autoria da aluna do mestrado em Saúde Pública e Meio Ambiente, Natasha Berendonk Handam, sob orientação  da pesquisadora Adriana Sotero Martin, fez coletas de água residencial nas treze comunidades de Manguinhos, totalizando 134 residências. "Nessa região, os serviços de água e de esgoto não chegaram na mesma velocidade em que se deram as construções das casas e vielas, de forma que grande parte dos domicílios possui fornecimento de água da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) ligado de forma clandestina, geralmente próximo aos canos de esgoto, o que pode contaminar tanto a água que chega a estes moradores quanto, também, aos que recebem a água pelos encanamentos da Cedae", informa a aluna.

  7. Mortalidade hospitalar de idosos é tema de pesquisa da ENSP

    No Brasil, os idosos constituem a faixa etária que mais cresce no país trazendo desafios e preocupação para diversas áreas, entre as quais o cuidado em saúde. Um estudo da ENSP observou maior chance de morrer nas idades mais avançadas, nas internações por doenças cerebrovasculares, nos casos com presença de comorbidades mais graves, nas internações em que a pneumonia e a perda de peso foram registradas como diagnóstico secundário, nas admissões por urgência, na especialidade de clínica médica e nas internações em que houve uso de Unidade de Terapia Intensiva. Nesse contexto, a dissertação da aluna de mestrado em Saúde Pública, Paula Brito Cordeiro, orientada pela pesquisadora Mônica Silva Martins, analisa as altas taxas de hospitalização e a tendência a internações mais frequentes e prolongadas, que tornam cada vez mais evidente a importância do monitoramento da qualidade do cuidado hospitalar prestado à população idosa. Esse estudo concentra-se sobre assistência hospitalar prestada ao idoso no Sistema Único de Saúde nos quatro estados da Região Sudeste entre 2011 e 2012. 

  8. Pesquisa elabora questionário para saber o que o cidadão conhece sobre o SUS e os planos do novo governo

    A iniciativa Região e Redes: Caminho da universalização da saúde no Brasil é fruto da pesquisa Políticas, planejamento e a gestão das regiões e redes de atenção à saúde no Brasil, que busca identificar as condições que estejam favorecendo ou dificultando a regionalização nos estados e a conformação das redes de atenção à saúde. Com isso, eles pretendem permitir a compreensão dos possíveis entraves à diminuição das desigualdades na universalização da saúde no Brasil. A pesquisa, que conta com cerca de 80 pesquisadores em todo o país, está realizando uma enquete para saber o quanto os cidadãos usam e conhecem do SUS e também o que conhecem acerca das propostas do governo Temer. O formulário de respostas é feito na ferramenta Google Docs e pode ser respondido aqui.

  9. Pesquisador da ENSP participará de debate sobre a comunicação em tempos de zika

    No dia 1º de setembro, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) vai realizar a mesa-redonda A emergência sanitária e a urgência de comunicação em tempos de zika, que contará com a presença do pesquisador da ENSP, Frederico Peres. A sessão nobre acontecerá no âmbito do Centro de Estudos Olinto de Oliveira, está marcada para às 11h, no anfiteatro A, do IFF. Além de Fredrico Peres, o encontro conta também com as palestras de Marcos Nascimento e José Carlos Pereira Junior, ambos pesquisadores do Instituto Nacional. 

  10. A edição de agosto de 'Cadernos de Saúde Pública' está disponível

    A edição de agosto de 2016 da revista Cadernos de Saúde Pública (volume 32 número 8) problematiza a intenção de estabelecer nexos causais que está no cerne da Epidemiologia como campo científico orientado para o estudo de eventos relacionados à saúde em populações humanas. Na opinião do professor da Universidade federal do Rio de Janeiro, Guilherme L. Werneck, que assina o editorial, inferir causalidade é um desafio que intriga filósofos e cientistas há vários séculos. "Que pesem as substanciais diferenças de abordagens, um aspecto comum àquelas contribuições mais próximas da epidemiologia contemporânea é o pressuposto de que a possibilidade de inferência causal requer aderência aos princípios de validade e precisão em estudos epidemiológicos, e a existência de modelos teórico-operacionais que sustentem as hipóteses causais em questão." Entretanto, diz Werneck, a boa prática de explicitar modelos ou gráficos causais não foi disseminada de forma tão abrangente como seria necessário, talvez porque estes modelos tendam a ser muito difíceis de operacionalizar, dada a complexidade envolvida na determinação do processo saúde-doença em âmbito populacional. Segundo Werneck, a epidemiologia brasileira parece ter caminhado ao largo dos imensos desenvolvimentos metodológicos nesta área. No âmbito internacional, ao contrário, o uso de gráficos causais e de novas estratégias de modelagem no contexto da inferência causal em estudos observacionais é uma área de estudos prolífica desde pelo menos a década de 1980, com forte penetração nos cursos de pós-graduação e principais periódicos de epidemiologia.