1. Saúde no trabalho na concepção de infância em debate

    O Brasil é signatário de importantes tratados de proteção à infância e sobre o trabalho infantil. Apesar disso, essa ainda é uma prática corrente no Brasil e no mundo. Nos casos em que ele é combatido existem leis compensatórias, como escola em tempo integral, manutenção destas crianças e adolescentes na escola, políticas de geração de renda familiar, entre outras, porém estas não são insuficientes para dar conta do problema. Para refletir sobre a relação trabalho, saúde e infância na atualidade será realizada a palestra A construção do direito à saúde no trabalho a partir da concepção de infância. O encontro - marcado para o dia 25/8, às 13h30, no salão internacional da ENSP -, visa, ainda, demarcar a construção do direito à saúde no trabalho, a partir da proteção da infância no alvorecer da Revolução Industrial.

  2. Estudo aborda cotidiano dos médicos militares

    Com o objetivo de analisar o comportamento médico no âmbito da estrutura militar brasileira enquanto profissão, e frente aos desafios éticos do século XXI, a aluna de doutorado em Bioética, Ética aplicada e Saúde Coletiva Sandra Maria Becker, elaborou sua tese. Para o estudo, foram discutidos aspectos sociológicos e éticos estruturantes da profissão, identificando a relação do médico militar brasileiro com seus pacientes e as obrigações profissionais do mesmo, abordando as diretivas de caráter ético-profissional vigentes no país e identificando os possíveis conflitos éticos enfrentados no cotidiano de suas atividades.

  3. Pesquisa foca em trabalhador exposto a agrotóxicos

    Elaborar orientações e subsídios para o desenvolvimento de ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador a populações expostas a agrotóxicos, visando contribuir para a efetivação dessas ações pelos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) rurais. Esse foi o objetivo do estudo desenvolvido pelo aluno do Mestrado Profissionalizante em Saúde Pública da ENSP, Roque Manoel Perusso Veiga, sob orientação do pesquisador Carlos Minayo Gómez. O  foco da pesquisa foi o Cerest do município de Primavera do Leste, Mato Grosso, um dos berços do agronegócio no país, que detém altas extensões de plantio em áreas de soja, milho e algodão, e utiliza de forma maciça agrotóxicos. "Isso vem trazendo consequências danosas à saúde da população brasileira, além de causar danos à natureza pela degradação dos recursos naturais não renováveis, destruição da flora e fauna e poluição das águas, solos e do ar", alerta o aluno.

  4. Pesquisa aborda o risco cardiovascular precoce

    "As doenças cardiovasculares (DCV) apresentam surgimento cada vez mais precoce dos fatores de risco, tendo o excesso de peso como pilar para as alterações. Estudos apontam maior suscetibilidade para presença de excesso de peso e alterações metabólicas em crianças e adolescentes com história familiar (HF) para esses mesmos agravos. Assim, o conhecimento da HF de doenças e fatores de risco cardiovasculares é relevante, capaz de determinar maior ou menor sensibilidade às doenças." A constatação é do estudo da aluna do mestrado acadêmico em Saúde Pública e Meio Ambiente da ENSP Isabela dos Santos Souza. A pesquisa avaliou a influência da história familiar de doenças e fatores de riscos cardiovasculares selecionados, segundo grau de parentesco, no perfil de risco cardiovascular de crianças e adolescentes atendidas em um ambulatório de nutrição pediátrica do Rio de Janeiro.

  5. Pesquisa sobre relações de trabalho gera publicação

    Com o objetivo de apresentar as mais recentes produções acadêmicas no campo do trabalho em saúde e suas diferentes dimensões; e ainda problematizar e ampliar a reflexão com a comunidade acadêmica acerca do campo em questão, foi realizado na ENSP o Centro de Estudos Miguel Murat Trabalho em saúde: políticas públicas, desigualdade e relações de trabalho. Durante o encontro, foi lançado o livro eletrônico Trabalho em Saúde, Desigualdades e Políticas Públicas, que contou com a participação de pesquisadores da ENSP. O e-book é resultado do seminário Trabalho em Saúde, Desigualdades e Políticas Públicas, realizado em dezembro de 2013, na Universidade do Minho (Uminho), em Portugal. Ele traz artigos resultantes dos trabalhos científicos apresentados na ocasião. A publicação é de acesso livre. 

  6. Nascer no Brasil embasa Projeto de Lei na câmara

    Está em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7633/14, do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que discute os direitos da mulher durante a gestação e o parto - inclusive nos casos de aborto - e as obrigações dos profissionais de saúde. O PL, além de tratar dos direitos do feto e do recém-nascido, segue as diretrizes da pesquisa Nascer no Brasil, desenvolvida ENSP/Fiocruz, cujos resultados apontam que a cesariana é realizada em 52% dos nascimentos, sendo que, no setor privado, o índice é de 88%. O projeto dispõe sobre a possível limitação do número de cesarianas realizadas no Brasil, e a Câmara dos Deputados lançou uma enquete para saber o que os brasileiros pensam da proposta.

  7. Enfermeiros sofrem com precariedade nas emergências

    De acordo com o Ministério da Saúde, os principais problemas da assistência às urgências e emergências no Brasil são: estrutura física e tecnológica inadequada, insuficiência de equipamentos, recursos humanos limitados e com capacitação insuficiente para trabalhar em emergências, baixa cobertura do atendimento pré-hospitalar móvel e número insuficiente de unidades de pronto atendimento não-hospitalares com baixa resolutividade e insuficiente retaguarda para transferência de doentes. A partir desses dados, o aluno da ENSP Hebert de Oliveira desenvolveu sua dissertação de mestrado em Saúde Pública. De acordo com ele, a assistência às urgências e emergências há muitas décadas é um dilema para o sistema público de saúde e cada vez tornou-se mais latente a necessidade de se pensar políticas que possibilitassem a organização, qualificação e consolidação da atenção nesses locais. 

  8. Pesquisa analisa regulação em derivados do tabaco

    A OMS considera o tabagismo uma doença pediátrica pois 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos e quanto mais cedo iniciam o uso do tabaco, mais rápido se tornam dependentes. Uma das estratégias praticadas pela indústria para atrair os jovens é a utilização de aditivos que conferem aroma e sabor aos produtos derivados do tabaco, com o intuito de torná-los mais atraentes e palatáveis. Neste contexto, a Anvisa proibiu o uso desses aditivos, com o objetivo de reduzir a experimentação e iniciação por crianças e jovens. Para compreender e relatar o processo de proibição dos aditivos nos produtos derivados do tabaco no Brasil, as pesquisadoras do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/ENSP), Vera da Costa e Silva, Silvana Rubano Turci e Valeska Carvalho Figueiredo, desenvolveram um artigo que aponta que indústria do tabaco tem procurado ao máximo adiar a entrada em vigor da Resolução da Anvisa que proíbe os aditivos no país.

  9. Livro auxilia políticas sobre infância e juventude

    Para subsidiar o planejamento de ações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Centro Latino Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP) lançou o livro Levantamento nacional de crianças e adolescentes em serviços de acolhimento. A publicação é resultado de uma pesquisa que atende aos compromissos assumidos pelo MDS no âmbito do Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, o qual determina um conjunto de ações voltadas para o reordenamento da rede de abrigos e a reinserção familiar das crianças e adolescentes acolhidas nesses serviços.