1. Pesquisa aborda a saúde na agenda da política externa

    Por que os governos dos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva consideraram importante formalizar o tratamento do tema da saúde na agenda da política externa brasileira? Essa questão conduziu a pesquisa da aluna de mestrado profissional em Saúde Pública da ENSP Tayná Marques Torres Barboza. De acordo com os dados do estudo, o país, nesse espaço, apresentou sua experiência no tratamento do HIV/Aids, contribuiu para a regulação internacional do tabaco, defendeu o acesso a medicamentos, apoiou melhorias nos sistemas de saúde dos países em desenvolvimento e confirmou os esforços referentes aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, aumentando sua influência no cenário internacional. "Na busca estratégica por credibilidade e autonomia, o país assumiria uma espécie de 'dever global', que seria realizado por meio de diversas parcerias internacionais e pela participação nas instituições globais", afirmou a aluna.

  2. Experiência de mineradores ganha versão em espanhol

    Através do olhar dos trabalhadores, a coordenadora científica do Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP), Cecília Minayo, descreveu a história e as transformações da Empresa Vale do Rio Doce e de Itabira, cidade mineira em que a companhia nasceu. O livro De ferro e flexíveis: marcas do estado empresário e da privatização na subjetividade operária, publicado há quase uma década, acaba de ganhar edição em espanhol pela Buenos Aires: Lugar Editorial. A obra evidencia as condições de vida da classe trabalhadora no Brasil, analisando a Vale, no período de 1942 a 1997, por ocasião da sua privatização. 

  3. Grande pra quem?

    Um mundaréu de água, concreto e aço; cidades inteiras alagadas; motores que giram vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Tudo numa usina hidrelétrica é monumental. Mas nessa terra de gigantes, quando o assunto é o direito dos trabalhadores, vale o dito popular de que tamanho não é documento. É o que se conclui da leitura da dissertação de mestrado de Ana Flora Camargo Gerhardt, orientada pela pesquisadora do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da ENSP Ana Maria Cheble Braga.

  4. Estudo trata de sistemas de informação do SUS

    "Um Sistema de Informação em Saúde (SIS) do Sistema Único de Saúde (SUS) é sociotécnico com predominância de processos interpessoais e constituído, de forma indissociável, pelas dimensões dos marcos da institucionalidade do SUS, do Modelo de Atenção à Saúde, das opções da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) em Saúde, do contexto da organização local de seu uso e da dinâmica estabelecida pelos atores sociais envolvidos". É o que aponta a tese do aluno de doutorado em Saúde Pública da ENSP José Muniz da Costa Vargens. Segundo ele, esse sistema possui propriedades que o caracterizam como complexo, pelo seu aspecto de instabilidade, irredutibilidade, adaptabilidade e emergência, e cuja fronteira não se limita a um artefato de software. Em redes sociotécnicas, como os SIS do SUS, os artefatos de software interagem com humanos, organizações e sociedade, influenciando e sendo influenciadas por essas relações.

  5. Informação em saúde silvestre: sistema é premiado

    O Sistema de Informação em Saúde Silvestre (Siss-Geo) - uma ferramenta informatizada para o registro, em aparelhos mobile, de observações de animais no campo - acaba de ser premiado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), na categoria Saúde. O Siss é uma plataforma computacional essencial e inerente ao funcionamento do Centro de Informação em Saúde Silvestre (Ciss) da Fiocruz. Ele foi desenvolvido para registrar observações de animais na natureza, por parte de especialistas ou pela participação cidadã, e gerar alertas de eventos de emergência de doenças na fauna, com possível acometimento humano. O Ciss/Fiocruz é coordenado pela pesquisadora da ENSP, Márcia Chame, que também é responsável pelo Programa Institucional Biodiversidade e Saúde da Fundação.

  6. Relatório aborda papel dos Institutos de Pesquisa em Saúde na DSS

    O Portal DSS Brasil publicou um relatório sobre o seminário conjunto da Rede de Institutos Nacionais de Saúde (RINS/Unasul) com a Rede de Institutos de Saúde Pública da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa  (Rinsp/CPLP), intitulado O Papel dos Institutos Nacionais de Pesquisa em Saúde e Vigilância da Saúde na Determinação Social da Saúde; e também o Caderno do Itaboraí 1: Classes Sociais, Território e Saúde. O objetivo do Seminário foi desenvolver uma proposta conjunta dos Institutos Nacionais de Saúde e organismos congéneres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e da CPLP para o estabelecimento e implementação de projetos geradores de evidências sobre a determinação social das iniquidades em saúde. 

  7. Mortalidade infantil prevalece no norte e nordeste

    Analisando os fatores de risco para a mortalidade infantil em municípios do norte e nordeste do Brasil e no Vale do Jequitinhonha (MG), onde as taxas de mortalidade infantil são as maiores do Brasil, a aluna do mestrado acadêmico em Epidemiologia em Saúde Pública Barbara Ayres observou que as variáveis que apresentaram associação de maior magnitude com a mortalidade neonatal e pós-neonatal nesse estudo foram as sociodemográficas. "A melhoria da atenção à saúde tem grande destaque na redução da mortalidade infantil, como a literatura já vem destacando com o passar dos anos, no entanto, não devemos desvalorizar a contribuição de outros fatores que não pertencem a esse âmbito na ocorrência da mortalidade infantil", pontuou.

  8. Livro trata relação entre políticas públicas e urbanidades

    Como se transforma a ação individual e/ou coletiva na investigação, metodologia e difusão do conhecimento sobre política e por mediação tecnológica? Essa é a indagação que norteia o início do recém-lançado livro Políticas Públicas: interações e urbanidades, organizado com a participação da pesquisadora do Departamento de Ciências Sociais da ENSP Patrícia Ribeiro. A publicação é um produto da Rede de Políticas Públicas (RPP) - grupo formado por pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa, de diferentes campos disciplinares em torno do projeto Núcleo de Políticas Públicas do Rio de Janeiro -, do qual Patrícia faz parte. 

  9. Pesquisa avalia competência moral do enfermeiro

    A pesquisa feita pela aluna do doutorado em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva da ENSP Márcia Silva Oliveira teve como objetivo avaliar o desenvolvimento da competência moral na formação do enfermeiro. Segundo ela, esse estudo se alinha com a perspectiva de um novo paradigma para a educação nas sociedades, trazendo a competência moral como elemento central para a sustentação da democracia, buscando contribuir com métodos que promovam agentes morais competentes, a mola propulsora do estado democrático. Nos resultados, a aluna evidencia a emergência de se dar o devido lugar do ensino da Bioética laica nos currículos, com ênfase nos temas como direitos humanos, justiça e autonomia. Essa pesquisa insere-se no rol dos estudos em educação moral como o primeiro na América Latina acerca da formação de enfermeiros com a utilização do método de discussão de dilemas.

  10. Os diferenciais da assistência farmacêutica no Brasil

    Se, no início dos anos 2000, a falta de acesso a medicamentos constituía um grande obstáculo à promoção da saúde, hoje, essa realidade já apresenta importantes sinais de mudança. Um exemplo é o expressivo aumento do número de pessoas com HIV/Aids que têm acesso aos medicamentos de que necessitam, resultado de iniciativas nacionais e internacionais. E, na construção desta nova realidade, o Brasil teve papel diferenciado e decisivo. É o que defendem os autores do livro Assistência Farmacêutica: gestão e prática para profissionais da saúde, um lançamento da Editora Fiocruz. A publicação é fruto de um esforço coordenado pelo Núcleo de Assistência Farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), que é Centro Colaborador da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) em Políticas Farmacêuticas, e tem a pesquisadora Claudia Garcia Serpa Osorio-de-Castro como responsável.