1. Pesquisa aborda impacto familiar de mortes violentas de jovens

    "A morte de um jovem por homicídio é sempre um evento trágico e doloroso para a família, independente da trajetória de vida do jovem, despertando sentimentos de raiva, angústia e, principalmente, de inconformismo diante de uma morte considerada prematura, violenta e ‘fora do lugar’. As ressonâncias da perda atingem a dinâmica familiar, impactando os seus membros no âmbito físico, emocional, financeiro e social. A justiça, enquanto mecanismo regulador da convivência coletiva, falha em sua função". Esse é o diagnóstico apresentado pela aluna do mestrado em Saúde Pública da ENSP, Daniella Harth da Costa, em sua dissertação que configura-se como um subprojeto de uma pesquisa mãe intitulada Mortes Violentas de Jovens: um olhar compreensivo para uma tragédia humana e social, desenvolvida pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP) entre os anos de 2014 e 2015.

  2. Saúde da família e doenças crônicas: tema de pesquisa da ENSP

    "Estudar um atributo essencial da atenção primária à saúde como o vínculo longitudinal é legitimar a sua atuação dentro do trabalho das equipes que trabalham em uma comunidade na cidade do Rio de Janeiro, além de contribuir para o fortalecimento do campo das relações interpessoais dentro deste cenário e suas peculiaridades." Essa foi a razão que motivou a aluna do mestrado profissional em Atenção Primária em Saúde da ENSP, Renata Oliveira Maciel dos Santos, a desenvolver sua dissertação sob orientação da pesquisadora Elyne Engstrom. O objetivo dela foi analisar as estratégias relacionadas à construção de vínculo longitudinal (acompanhamento do usuário ao longo do tempo pela equipe de saúde), desenvolvidas pela Saúde da Família no cuidado das doenças crônicas, na clínica da família Marcos Valadão, da área programática 3.3 (bairro de Acari até Vista Alegre), na zona norte do RJ. "Apesar de reconhecidas como de vital importância para o trabalho na saúde da família, por muitas vezes e diferentes causas, estas práticas estão perdendo espaço e deixando de cumprir com o seu papel construtor e potencializador do cuidado individualizado", concluiu a aluna.

  3. Cadernos de Saúde Pública debate efeitos climáticos para saúde

    As mudanças climáticas e a relação com a saúde é o tema abordado pelo editorial da edição de janeiro de 2015 da revista Cadernos de Saúde Pública (vol.31 n°1). Para o pesquisador Christovam Barcellos, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), que assina o editorial, aumentam as evidências de que o clima do planeta se altera, já que a concentração de CO2 na atmosfera nunca foi tão alta, as temperaturas médias aumentam em praticamente todo o planeta, derretem as camadas de gelo nos pólos e sobe o nível dos oceanos. "As consequências desses fenômenos para a saúde, no entanto, não são óbvias, nem diretas, nem imediatas. Se as mudanças climáticas podem produzir eventos extremos, inesperados, e por vezes catastróficos, um evento inusitado não é necessariamente resultante das mudanças climáticas." É importante também ressaltar, segundo Barcellos, que esses processos ocorrem em um contexto global de mudanças que não são só climáticas, mas também políticas, sociais e econômicas. A combinação de condições precárias de saneamento, de pobreza, o envelhecimento da população e restrições de acesso a serviços de saúde podem agravar os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde, completa Barcellos.

  4. Pesquisa analisa adesão ao tratamento antirretroviral de crianças e adolescentes

    Um estudo sobre o tratamento antirretroviral entre crianças e adolescentes que adquiriram HIV a partir da infecção materna e em acompanhamento em serviços de referência localizados nas cinco macrorregiões do Brasil verificou que a maioria (93%) das crianças e (77%) dos adolescentes relatou 100% de adesão. No entanto, mais da metade (57% das crianças e 49% dos adolescentes) tinham carga viral abaixo do limite de detecção. A pesquisa foi desenvolvida pela aluna do doutorado em Saúde Pública da ENSP Maria Letícia Santos Cruz, sob orientação da pesquisadora Simone Souza Monteiro. Segundo a investigação, a adesão ao tratamento está associada à melhor aceitação do diagnóstico, reconhecimento da importância de revelar o diagnóstico para criança/adolescente, valorização e disponibilidade para o cuidado, crença na eficácia do tratamento e nas perspectivas de sobrevida e investimento no futuro da criança. 

  5. ENSP participa de documento sobre enfrentamento à Doença do Vírus Ebola

    O grande temor da população em relação à Doença do Vírus Ebola se acalmou, pois, no Brasil, não há risco premente de uma epidemia. Porém pesquisadores e profissionais de saúde continuam buscando soluções relacionadas às questões de vigilância epidemiológica desta doença. Para tanto, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) promoveu um seminário sobre o enfrentamento à doença causada por esse vírus. A pesquisadora da ENSP e coordenadora do Núcleo de Biossegurança da Escola, Telma Abdalla de Oliveira Cardoso, esteve presente no encontro realizado em Moçambique, na África, como uma das representantes brasileiras. Entre os principais pontos discutidos estavam a necessidade de reforçar a capacidade nacional de recursos humanos do setor saúde e de vigilância epidemiológica relacionadas à doenças infecto-parasitárias, e o fortalecimento dos sistemas de comunicação e informação efetivas para a orientação dos cidadãos.

  6. Artigo analisa saúde na Agenda de Desenvolvimento pós-2015

    Com o fim do prazo para alcançar os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para 2015, diversos países que estiveram reunidos na Conferência Rio+20 concordaram com a necessidade de estabelecer novas metas para o desenvolvimento humano. Essas metas se transformaram nos chamados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que levaram o mundo a pensar em uma Agenda de Desenvolvimento pós-2015 que continuasse acompanhando os esforços propostos pelos ODM. A saúde sempre esteve dentro dos Objetivos do Milênio e continua marcada na agenda do desenvolvimento sustentável. Com objetivo de analisar a presença da saúde como Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Agenda pós-2015, pesquisadores da Fiocruz publicaram artigo que aponta para necessidade de reformas na governança nacional e global, além de uma maior participação da sociedade civil para o alcance das metas. 

  7. Estudo aborda qualidade da informação em acidente de trabalho

    Uma proposta de articulação de setores da saúde pública do Sistema Único de Saúde (SUS) com objetivo de melhorar a casuística (estudo de caso) e a qualidade das informações sobre mortalidade nos dois principais sistemas de informação de saúde do agravo em acidente de trabalho: Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade). Essa é a finalidade da dissertação do aluno de mestrado em Saúde Pública da ENSP, Frederico Ricardo de Souza Leão. Ela pretende auxiliar a orientação do fluxo de trabalho entre os setores de vigilância e atenção da rede SUS nos níveis municipal e estadual no estado do Tocantins. "Os acidentes de trabalho configuram o mais visível e impactante fenômeno de intervenção para as áreas de Saúde do Trabalhador a diversos segmentos públicos ou privados. Eles afetam socioeconomicamente a realidade em nível loco-regional, chegando até a interferir na realidade nacional e mundial."

  8. Pesquisa revela bom nível de potabilidade da água de Manguinhos

    Visando atender uma queixa da população de Manguinhos, no Rio de Janeiro, em relação à qualidade da água consumida nas mais de quinze comunidades que formam este complexo de favelas localizado no entorno da Fiocruz, o Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP, em parceria com a iniciativa Teias-Escola Manguinhos, realizou uma grande análise na região. O coordenador da pesquisa e pesquisador do DSSA/ENSP, Paulo Barrocas, apontou que, de maneira geral, a qualidade da água analisada ao longo da pesquisa atendeu aos padrões de potabilidade da atual legislação brasileira (portaria MS/nº2914/2011). Somente foram encontrados problemas pontuais, em especial, no que se refere ao armazenamento intradomiciliar da água fornecida pela rede de abastecimento.

  9. Estudo aborda reintegração familiar infanto-juvenil

    "A criança ou adolescente institucionalizado vivencia uma separação do seio familiar, que pode configurar em vários sentimentos como os de tristeza, insegurança, rejeição, ódio e fortes angústias. A cultura de institucionalização integra a história da população infanto-juvenil em situação de pobreza, violência e abandono no Brasil, tendo o ideal da proteção como justificativa para o secular confinamento em instituições de abrigo." Esse é um dos aspectos do estudo desenvolvido pelos pesquisadores da ENSP Andrea M. Iannelli, Simone Gonçalves Assis e Liana Wenersbach Pinto. Segundo eles, a reinserção familiar de crianças e adolescentes institucionalizadas requer profissionais capacitados que atuem com cautela e uma rede de apoio social eficaz e com programas públicos direcionados ao auxílio e proteção às famílias, para empoderá-las à superação de suas vulnerabilidades sociais.

  10. Pesquisa analisa o brincar como promotor de saúde

    Qual a importância do brincar como mecanismo promotor de saúde para as crianças internadas? Para responder a essa questão, a aluna do mestrado em Saúde Pública da ENSP, Ligia Maria Rocha Rodrigues buscou entender como o brincar auxilia no bem-estar dessas crianças identificando resultados e mudanças que permitem à criança mais autonomia e participação durante a hospitalização, além de compreender como age sobre as interações sociais ocorridas entre elas, os profissionais de saúde e os acompanhantes, e analisar como pode vir a contribuir para uma ampliação do cuidado em saúde. Sob orientação da pesquisadora da Escola Regina Cele de Andrade Bodstein, foi acompanhado pela aluna, durante três meses, o Programa Saúde e Brincar, do hospital Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Os resultados obtidos mostraram que o brincar, enquanto recurso terapêutico, possibilita a criança ocupar um papel mais ativo, com bem-estar, autonomia e participação, agindo também sobre o fortalecimento das relações ocorridas entre os stakeholders e contribuindo para um tratamento que perpassa os limites físicos do adoecimento, fazendo com que a criança modifique suas percepções acerca das experiências vivenciadas dentro do hospital.