1. Livro analisa condições de vida dos presos do Estado do Rio de Janeiro

    O dia a dia de homens e mulheres encarcerados no Estado do Rio de Janeiro é o ponto de partida de Deserdados Sociais: condições de vida e saúde dos presos do Estado do Rio de Janeiro. Na pesquisa que originou o livro, por meio de entrevistas, avaliações e observações, os autores identificaram as condições sociais e de saúde dos presos e verificaram de que forma o ambiente das unidades prisionais impacta a saúde e a qualidade de vida dos detentos. Para as organizadoras, as pesquisadoras do Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP/Fiocruz) Maria Cecília de Souza Minayo e Patricia Constantino, o livro evoca, desde o título, a discussão sobre as desigualdades, as iniquidades e a violência social, que, entranhadas na realidade brasileira, expressam-se radicalmente na situação de encarceramento.

  2. 'Cadernos' alerta para o controle da leishmaniose visceral

    O volume 32 número 6 da revista Cadernos de Saúde Pública alerta em seu editorial sobre o controle da leishmaniose visceral (LV) no Brasil, doença de transmissão vetorial com ampla distribuição mundial, ainda que 90% dos casos ocorram em apenas seis países: Índia, Bangladesh, Sudão, Sudão do Sul, Brasil e Etiópia. Desde o início do século XX, quando foi identificada no Brasil e o ciclo de transmissão elucidado, o controle da doença se configurou em um desafio para pesquisadores e profissionais de saúde. Inicialmente descrita como uma endemia rural, a partir da década de 1980 a doença passou por um processo de urbanização e expansão territorial. Entre 2010 e 2014 foram registrados cerca de 17 mil novos casos de LV e mais de 1.100 óbitos. O Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral (PVCLV) do Ministério da Saúde prevê ações para a redução da transmissão e da morbimortalidade. "Apesar dos esforços e dos recursos empenhados para o pleno funcionamento do PVCLV, consolida-se na comunidade científica a percepção de que as ações direcionadas para a redução da transmissão não vêm surtindo o efeito desejado. A LV e o dengue são os principais fracassos no contexto do controle de doenças transmissíveis no país."

  3. Consumo de crack por mulheres é tema de pesquisa da ENSP

    Analisar os significados desenvolvidos por profissionais de Consultórios na Rua da Cidade do Rio de Janeiro sobre o consumo de crack por mulheres foi o objetivo da dissertação do aluno de mestrado em Saúde Pública da ENSP, Gilney Costa Santos. Ele explicou que, para os profissionais das equipes de Consultórios na Rua sobre o crack, essas definições são atravessadas por mitos, crenças e estereótipos, por vezes, ancorados na percepção empírica. “O uso de crack mobiliza o imaginário social e, em torno dele, discursos, práticas e políticas são socialmente produzidos e compartilhados. Embora, nem sempre consensuais, tais produções conformam identidades e lugares sociais aos sujeitos.” Em relação à rede de atenção psicossocial, a pesquisa aponta que os serviços mostram-se insuficientes frente à complexidade que demanda o cuidado à saúde de usuários de álcool e outras drogas. No caso das mulheres que consomem o crack, quando não ficam invisíveis diante das políticas públicas de enfrentamento ao uso de crack, são reduzidas à esfera reprodutiva.

  4. ENSP e Instituto cubano fortalecem acordos e desenvolvem projetos

    A ENSP recebeu a visita do diretor-geral do Instituto Nacional de Higiene, Epidemiología y Microbiología (Inhem/Cuba), Disnardo Raúl Pérez González, para dar continuidade a acordos de cooperação já firmados e tratar de projetos futuros. Entre os principais temas debatidos estavam a continuação do estágio internacional para alunos da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e da Residência de Medicina de Família e Comunidade; a realização do próximo Colóquio Brasil Cuba; e, ainda, a publicação conjunta de artigos entre a ENSP e o Instituto cubano. Além de encontros com a Direção da Escola, o visitante se reuniu com integrantes da Assessoria de Cooperação Internacional, do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, do Departamento de Ciências Biológicas, Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental, e do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria da ENSP.

  5. ENSP apresenta resultados do projeto QualiSUS-Rede

    A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) apresentou recentemente os resultados do projeto QualiSUS-Rede, cuja finalidade é contribuir para a organização de Redes de Atenção à Saúde (RAS) no Brasil somando esforços permanentes de consolidação do Sistema Único de Saúde. O seminário, organizado pelo Laboratório de Situações Endêmicas Regionais (Laser/Densp/ENSP), buscou mostrar a importância do componente da avaliação na estruturação, implementação e direcionamento das Redes de Atenção à Saúde no SUS. Segundo os resultados da pesquisa, as regiões de Dourados e Cariri tiveram destaque na implementação das redes de atenção, de acordo com os critérios de verificação utilizados no estudo. Na ocasião, foi realizada também a conferência Perspectivas e desafios da articulação das redes de atenção à saúde com a regionalização, apresentada pela pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da ENSP, Luciana Dias de Lima. "É fundamental considerar os condicionantes da regionalização e da conformação de Redes de Atenção à Saúde no desenvolvimento de propostas para o avanço desses processos no SUS, afirmou a pesquisadora".

  6. Revista Ciência & Saúde Coletiva abre chamada para números temáticos

    Editada pela Associação de Brasileira de Saúde Coloetiva (Abrasco) e referência nacional e internacional de qualidade editorial e científica, a Revista Ciência & Saúde Coletiva convida a comunidade científica a contribuir com a produção de dois números temáticos. Um dos temas é Esfera Pública e Capacidade Institucional do Executivo Federal, que pretende realizar um balanço abrangente e analítico da emergência e do desenvolvimento da política pública de saúde no Brasil nas três últimas décadas, refletindo sobre o papel institucional da União na provisão de bens públicos e bens privados no setor saúde e na articulação das instâncias governamentais, federativas e setoriais.Os editores convidados são os pesquisadores da ENSP, Marias Inês Carsalade Martins; Elyne Engstrom; Nilson do Rosário; Regina Bodstein, e Sandra Aparecida Venâncio.

  7. Jovens buscam informações em saúde na internet, aponta pesquisa

    Comparar o perfil de consumo de informações sobre saúde disponível na internet entre jovens de duas diferentes regiões do Rio de Janeiro foi o objetivo do trabalho de conclusão da aluna do Programa de Vocação Científica (Provoc) da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Larissa Barão. A estudante do Colégio Pedro II, campus São Cristóvão, foi orientada pelo pesquisador da ENSP e coordenador do Laboratório Internet, Saúde e Sociedade (Laiss), André Pereira Neto. Em sua pesquisa, Larissa analisou dois grupos de jovens da chamada ‘geração Y’ - nascidos após a década de 1980 -, compostos de estudantes do 2º ano do Ensino Médio de diferentes classes sociais da cidade. Como conclusão, Larissa apontou o fato de que 90% dos alunos envolvidos na pesquisa buscam por informações sobre saúde na internet. 

  8. Pesquisa observa redução de imunidade pós-vacinação contra febre amarela em crianças

    Qual a duração da imunidade pós-vacinação contra febre amarela em crianças? Esta foi a questão levantada pela tese da aluna do doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, Tatiana Guimarães de Noronha. "Em função dos questionamentos a respeito dos resultados de um estudo de duração da imunidade em adultos realizado no Brasil, identificou-se a necessidade avaliar a duração da imunidade para febre amarela em crianças de 9 meses a 12 anos pimovacinadas nos dois primeiros anos de vida", explicou a aluna. A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus, pertencente ao gênero Flavivirus, e transmitida por artópodes hematófagos, como os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Aedes. A pesquisa observou uma redução na proporção de soropositividade (SP), com destaque para a queda mais acentuada a partir dos 31 meses pós-vacinação. Na categoria de 31 a 72 meses pós-vacinação (mediana de 51 meses ou 4,25 anos), a proporção de SP foi de 59%.

  9. Seminário apresentará desdobramentos de projeto sobre tuberculose em povos indígenas

    Nesta sexta-feira (15/7), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca promoverá o seminário Desigualdades sociais e tuberculose. Coordenado pelos pesquisadores Paulo Cesar Basta e Reinaldo Souza dos Santos, o evento apresentará os resultados do projeto "Desigualdades sociais e tuberculose: dinâmica de transmissão, condições de vida e interfaces entre biomedicina e medicina tradicional indígena", desenvolvido no âmbito do edital Inova ENSP. O seminário reunirá palestrantes de instituições parceiras na elaboração do estudo, além de membros da Associação Jovens Indígenas Guarani-Kaiowá em Ação (Jiga), que intermediaram o contato e a consequente integração entre pesquisadores e os membros da comunidade. "A pesquisa gerou diversos produtos institucionais, como projetos de iniciação científica, dissertações de mestrado e teses de doutorado que estão em desenvolvimento, bem como artigos publicados e a criação do grupo de pesquisa Epidemiologia e Controle da Tuberculose em Áreas Indígenas, certificado pela ENSP no CNPq, e que desenvolve projetos relacionados à temática. Observamos que as incidências de tuberculose no Estado do MS são mais elevadas nas populações indígenas, em particular na região do Cone Sul, onde vivem os Guarani-Kaiowá. Cada colaborador envolvido contará em detalhes os componentes de seu trabalho, no contexto de nosso projeto”, antecipou Paulo Basta.

  10. Combate à TB: vídeos de encontro já estão disponíveis no Youtube da ENSP

    Realizado na ENSP no âmbito das comemorações pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o debate reuniu especialistas da área e tratou das diversas dimensões da cidadania. Além do sociólogo e diretor do Ibase, Cândido Grzybowski, o evento contou a presença da superintendente do Canal Saúde, Márcia Correa e Castro; de Wagner Oliveira, do Selo Fiocruz; da produtora e roteirista do documentário 'Diários de Tuberculose – epidemia oculta', Ieda Rozenfeld; do coordenador do Observatório Tuberculose Brasil da ENSP, Carlos Basília; e da figurinista e roteirista Bia Salgado. Confira as apresentações.