1. Livro trata relação entre políticas públicas e urbanidades

    Como se transforma a ação individual e/ou coletiva na investigação, metodologia e difusão do conhecimento sobre política e por mediação tecnológica? Essa é a indagação que norteia o início do recém-lançado livro Políticas Públicas: interações e urbanidades, organizado com a participação da pesquisadora do Departamento de Ciências Sociais da ENSP Patrícia Ribeiro. A publicação é um produto da Rede de Políticas Públicas (RPP) - grupo formado por pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa, de diferentes campos disciplinares em torno do projeto Núcleo de Políticas Públicas do Rio de Janeiro -, do qual Patrícia faz parte. 

  2. Mortalidade infantil prevalece no norte e nordeste

    Analisando os fatores de risco para a mortalidade infantil em municípios do norte e nordeste do Brasil e no Vale do Jequitinhonha (MG), onde as taxas de mortalidade infantil são as maiores do Brasil, a aluna do mestrado acadêmico em Epidemiologia em Saúde Pública Barbara Ayres observou que as variáveis que apresentaram associação de maior magnitude com a mortalidade neonatal e pós-neonatal nesse estudo foram as sociodemográficas. "A melhoria da atenção à saúde tem grande destaque na redução da mortalidade infantil, como a literatura já vem destacando com o passar dos anos, no entanto, não devemos desvalorizar a contribuição de outros fatores que não pertencem a esse âmbito na ocorrência da mortalidade infantil", pontuou.

  3. Pesquisa avalia competência moral do enfermeiro

    A pesquisa feita pela aluna do doutorado em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva da ENSP Márcia Silva Oliveira teve como objetivo avaliar o desenvolvimento da competência moral na formação do enfermeiro. Segundo ela, esse estudo se alinha com a perspectiva de um novo paradigma para a educação nas sociedades, trazendo a competência moral como elemento central para a sustentação da democracia, buscando contribuir com métodos que promovam agentes morais competentes, a mola propulsora do estado democrático. Nos resultados, a aluna evidencia a emergência de se dar o devido lugar do ensino da Bioética laica nos currículos, com ênfase nos temas como direitos humanos, justiça e autonomia. Essa pesquisa insere-se no rol dos estudos em educação moral como o primeiro na América Latina acerca da formação de enfermeiros com a utilização do método de discussão de dilemas.

  4. Os diferenciais da assistência farmacêutica no Brasil

    Se, no início dos anos 2000, a falta de acesso a medicamentos constituía um grande obstáculo à promoção da saúde, hoje, essa realidade já apresenta importantes sinais de mudança. Um exemplo é o expressivo aumento do número de pessoas com HIV/Aids que têm acesso aos medicamentos de que necessitam, resultado de iniciativas nacionais e internacionais. E, na construção desta nova realidade, o Brasil teve papel diferenciado e decisivo. É o que defendem os autores do livro Assistência Farmacêutica: gestão e prática para profissionais da saúde, um lançamento da Editora Fiocruz. A publicação é fruto de um esforço coordenado pelo Núcleo de Assistência Farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), que é Centro Colaborador da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) em Políticas Farmacêuticas, e tem a pesquisadora Claudia Garcia Serpa Osorio-de-Castro como responsável.

  5. Publicação apresenta produção científica da ENSP

    A publicação do Conselho Federal de Medicina (CFM), Revista Bioética, traz, em sua mais recente edição - número 2, volume 22 -, artigos de alunos e docentes do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS). As contribuições do Programa nesta revista se referem à questões da bioética na perspectiva da Estratégia de Saúde na Família; sobre o estupro e os serviços de aborto legal no país; e ainda sobre a relação de indígenas com os serviços de saúde. O PPGBIOS é um programa desenvolvido pela ENSP em associação ampla com a UFRJ, UFF e Uerj. A Revista Bioética é uma publicação científica que tem como objetivo fomentar a discussão interdisciplinar e plural de temas da área e é voltada à formação acadêmica e ao aperfeiçoamento constante dos profissionais de saúde.

  6. Pesquisa analisa área internacional do MS

    Um estudo que tem como objeto o profissional que atua na área internacional do Ministério da Saúde (MS) foi desenvolvido pelo aluno do mestrado profissionalizante em Saúde Pública Sérgio Alexandre Gaudêncio, com o objetivo de mapear e analisar os contextos de ação desse profissional, a partir da definição de competências profissionais, a fim de apresentar norteadores para definição dessas competências. Sua pesquisa considera que o tema saúde tem ampliado seu escopo de influência tanto em âmbito nacional quanto internacional. "Neste, principalmente nas últimas décadas, há uma crescente inter-relação temática da saúde que perpassa áreas de atuação como comércio, propriedade intelectual, finanças, biossegurança, entre outros. Toda a complexidade do tema saúde em âmbito nacional reverbera em escala global, impondo a necessidade de ações coordenadas, articuladas e negociadas nessa esfera de atuação", destacou.

  7. Estudo avalia contaminação de zonas balneáveis

    Os emissários submarinos de esgotos são adotados como destino final de efluentes domésticos em virtude da eficiência oceânica na depuração da matéria orgânica. A avaliação do impacto provocado pelo lançamento desses efluentes pode auxiliar a tomada de decisão quanto ao ponto de lançamento ideal, a delimitação das áreas impactadas, e a probabilidade de contaminação das zonas balneáveis. O pesquisador do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental (DSSA/ENSP) Renato Castiglia Feitosa trabalha na avaliação da contaminação de águas costeiras por emissários submarinos de esgotos. 

  8. Empoderamento comunitário pode reduzir injustiças

    "Dos atropelamentos com o trem não se vê divulgação. É porque os meio de imprensa estão nas mãos do patrão. É necessário, então, falar, se unir e reivindicar em favor do cidadão. Todos contra o inimigo defendendo o nosso torrão, a vitória será certa contra toda a exploração. Da vida, vale é mantê-la e lutar para defende-la do Pará ao Maranhão", assim diz um trecho do documentário A peleja do povo contra o dragão de ferro - Carajás 30 anos, lançado na ENSP, no âmbito das comemorações dos 60 anos da Escola. A atividade reuniu pesquisadores em torno do tema da violação dos direitos e da injustiça ambiental, em consequência da implementação de grandes empreendimentos no país. O diretor da ENSP, Hermano Castro, assumiu um acordo de cooperação com a Ordem dos Missionários Cambonianos e o Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs) para o desenvolvimento de pesquisas. "Temos o papel social de qualificar a informação em saúde", defendeu.
     

  9. Ceensp trata da abordagem participativa em saúde

    Metodologias quantitativa e qualitativa, seus usos, desafios e contribuições foram o foco do Centro de Estudos da ENSP Miguel Murat realizado na Escola. O encontro, intitulado Metodologias qualitativas e abordagens participativas em Saúde, reuniu pesquisadores da ENSP e uma convidada internacional: a diretora da Unidade de Saúde Pública Internacional e Bioestatística do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade de Nova Lisboa, em Portugal, Sónia Diaz. Durante o evento, a pesquisadora do Departamento de Ciências Sociais (DCS/ENSP) e coordenadora da mesa, Regina Bodstein contou que a vinda de Sónia à ENSP pontua o início de uma articulação de cooperação que visa construir e desenvolver uma proposta de ensino de metodologia qualitativa em diversas modalidades e estratégias. 

  10. Palestras discutem conceitos do trabalho na infância

    Infância, trabalho e saúde: estas três palavras formaram o eixo das questões levantadas pelo seminário O Direito à Saúde no Trabalho a partir da concepção de infância, realizado no salão internacional da ENSP, no último dia 25 de agosto. A palestra foi ministrada por Valdinei Santos de Aguiar Júnior, aluno do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Escola e orientando do pesquisador Luiz Carlos Fadel de Vasconcellos, do Grupo Direitos Humanos e Saúde, o Dihs. Participaram da mesa os professores Paulo Pena, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e Carmen Maria Raymundo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).