1. Estudo aborda perfil de saúde dos moradores de Manguinhos

    Famílias com menor renda per capita, residindo em imóvel próprio e com idosos em sua composição têm mais chance de estar cadastradas na Estratégia de Saúde da Família (ESF). Esse é um dos resultados da tese de Renata dos Santos Rabello, aluna do doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP sob orientação do pesquisador Cláudio José Struchiner. O trabalho teve como objetivo descrever o perfil social e de saúde dos moradores de Manguinhos, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, participantes do Inquérito sobre Condições de Vida e Utilização dos Serviços de Saúde, realizado em 2012, coordenado pela pesquisadora Marília Sá Carvalho e financiado pelo Programa de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Saúde Pública (PDTSP/Fiocruz). “Ao comparar os dados do inquérito com o banco do Sistema de Informação da Atenção Básica (Siab), constatou-se não estarem cadastrados 18% dos domicílios”, apontou a aluna.
     

  2. Pesquisador da ENSP integra Grupo de Trabalho Global sobre Literacia em Saúde

    Durante o 22º Congresso Mundial Sobre Promoção da Saúde e Educação, realizado de 22 a 26 mês de maio em Curitiba/PR, o pesquisador da ENSP Frederico Peres foi convidado e passou a integrar o Grupo de Trabalho Mundial (Global Working Group) da IUHPE (União Internacional de Promoção da Saúde e Educação) sobre Literacia em Saúde. O principal objetivo desse Grupo de Trabalho, criado há seis anos durante a 20º Congresso da IUHPE, é desenvolver e apoiar ações, políticas e pesquisas sobre literacia em saúde, reconhecendo a contribuição de literacia em saúde para a redução de disparidades na promoção da saúde e no bem-estar social, tendo como foco a busca da equidade dentro e entre os países, num contexto global. Constitui-se, ainda, como grupo assessor da Organização Mundial da Saúde sobre questões relacionadas à literacia em saúde e sua relação com a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

  3. Cesárea a pedido só será permitida a partir da 39ª semana de gestação

    O Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio de uma resolução divulgada nesta segunda-feira (20/6), definiu critérios que permitem realizar cesáreas a pedido das pacientes somente a partir da 39ª semana de gestação. Até agora, a idade gestacional mínima para fazer o parto cirúrgico eletivo era 37 semanas de gravidez, e a nova determinação só será considerada quando não houver indicação médica que aponte a antecipação do parto. "A resolução é muito bem-vinda. A medida chega com bastante atraso em relação ao ocorrido nos Estados Unidos, que recomendaram esse procedimento anos atrás, logo quando registrado na literatura que bebês com 37 e 38 semanas ainda estão imaturos. Apesar de tardia, a resolução é muito bem-vinda para o bebê", ponderou Maria do Carmo Leal, pesquisadora da ENSP e coordenadora do estudo Nascer no Brasil.
     

  4. ENSP e população LGBT rompem barreiras em busca da equidade

    Em julho, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, por intermédio de uma parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, iniciará projeto de extensão pioneiro, no qual seus discentes e da UFRJ poderão fazer estágio docente ministrando aulas no Prepara, Nem! - curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) destinado à população LGBT moradora de favelas do Rio de Janeiro. As aulas gratuitas serão realizadas nas dependências da ENSP, e as alunas do curso usarão crachás com seus nomes sociais. “Com essa ação, pessoas Trans, Travestis, Lésbicas, Gays e Bissexuais em situação de vulnerabilidade social, estudarão em uma das maiores e melhores instituições de Saúde Pública da América Latina. Assim, a ENSP mostra todo seu pioneirismo ao abrir as portas para lutar contra o preconceito existente em nossa sociedade”, disse Monica Malta, pesquisadora da Escola, coordenadora de uma nova pesquisa na área e entusiasta do projeto.

  5. ENSP e Escola de Saúde Pública da França fortalecem acordo de cooperação

    Uma delegação da ENSP/Fiocruz esteve na Escola de Altos Estudos em Saúde Pública da França (EHESP) para traçar um plano de ações e atividades prioritárias para o biênio 2016-2017. Durante a visita, cuja representação foi do então vice-diretor de Escola de Governo, Frederico Peres, e do integrante da Assessoria de Cooperação Internacional da ENSP, Luis Pedro Stauffer, também discutiu-se o projeto de implantação de um sistema de acreditação pedagógica dos cursos de saúde pública no Brasil -  processo em andamento a partir da cooperação com a escola francesa. Entre os temas acordados estão a possibilidade de estudos sobre sistemas de saúde comparados Brasil-França, projetos de fomento na área da gestão hospitalar relacionada à saúde materno-infantil, apoio ao desenvolvimento de programas e projetos de incorporação de tecnologias educacionais e de Educação a Distância e projetos de pesquisa e aprimoramento tecnológico na área da saúde ambiental e saúde do trabalhador.

  6. Cuidado centrado no paciente nos serviços de saúde é tema de pesquisa da ENSP

    Identificar e descrever as estratégias dos governos e organizações não governamentais de alguns países para alcançar o cuidado centrado no paciente nos serviços de saúde. Esse foi o objetivo da pesquisa da aluna do mestrado em Saúde Pública da ENSP, Patricia Helena Goulart Gomes, desenvolvida por meio de revisão documental, em portais de governo e organizações não governamentais, de países onde existe estratégia definida para melhoria da qualidade do cuidado em saúde. Austrália, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Brasil foram os países estudados. O monitoramento do cuidado centrado no paciente é realizado, nesses países, aplicando-se pesquisas de satisfação do paciente com o cuidado. Patrícia explicou que a capacitação dos profissionais, a facilitação do acesso dos pacientes às informações a respeito de sua saúde (letramento em saúde) foram as estratégias mais comuns para colocar o paciente no centro do cuidado nos países estudados. "A partir do início do século XXI, a inclusão do cuidado centrado no paciente tornou-se item fundamental nas reformas dos sistemas de saúde dos países selecionados."

  7. Selo Sergio Arouca legitima qualidade das informações em saúde

    Acaba de ser lançado, pela ENSP, o Selo Sergio Arouca de Qualidade da Informação em Saúde na Internet. A iniciativa foi anunciada na abertura do XXXII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, que está ocorrendo no Ceará, Fortaleza, até o dia 4 de junho. A ideia inicial é certificar sítios eletrônicos das Secretarias Municipais de Saúde de todo o Brasil para que, assim, após passarem por avaliações, entrem em conformidade com indicadores e critérios que atestem a qualidade das informações por eles disponibilizadas. Esse projeto está sob a coordenação do pesquisador da ENSP e coordenador do Laboratório Internet, Saúde e Sociedade, André Pereira Neto. O diretor da ENSP, Hermano Castro, que legitimou a iniciativa, defende a avaliação como estratégica para a melhoria do SUS. Em breve, o Selo também será oferecido para outros órgãos e iniciativas.

  8. ENSP auxiliará El Salvador no desenvolvimento da Escola de Governo em Saúde

    Com o objetivo de apoiar o desenvolvimento institucional da Escola de Governo em Saúde do Instituto Nacional de Saúde de El Salvador, a ENSP recebeu a visita, neste mês de maio, de uma delegação do referido instituto. Trata-se de uma atividade de cooperação internacional com a instituição, cuja missão é tornar-se referência em pesquisa e desenvolvimento de recursos humanos em saúde para El Salvador. O vice-diretor da Escola de Governo em Saúde da ENSP, Frederico Peres, ressaltou a honra da Escola em participar dessa parceria, não apenas por já existir a tradicional colaboração com o país, mas, segundo ele, especialmente porque esse acordo segue a linha do programa de ação da Escola de Governo em Saúde, que visa fundamentar e fortalecer as capacidades formativas em saúde pública de toda a região latino-americana, para apoiar e consolidar os programas, serviços e sistemas de saúde.

  9. 'Cadernos' debate políticas e serviços de saúde

    A revista Cadernos de Saúde Pública, em seu volume 32 número 3, traz artigos sobre políticas e serviços de saúde. Na consideração das editoras Ligia Maria Vieira-da-Silva, Hillegonda Maria Dutilh Novaes, Claudia Travassos e Luciana Dias de Lima, a produção do conhecimento, que tem como objeto central as políticas e os serviços de saúde, caracteriza-se pela forte interseção entre a pesquisa, a intervenção e a ação política, o que se reflete na maior dificuldade em definir seus contornos como área de conhecimento da Saúde Coletiva, repercutindo na multiplicidade de denominações encontradas (análises de políticas, planejamento, gestão, avaliação, práticas e cuidados de saúde, investigação em serviço de saúde, entre outras) e nas características da produção científica a ela vinculada. Dentre essas características, destacam-se o entrelaçamento de diferentes perspectivas teórico-metodológicas e a multiplicidade de enfoques e temas investigados. Para elas, a importância das revistas científicas está relacionada com a garantia da qualidade e relevância do que divulgam. Nesse sentido, CSP explicita os aspectos que valoriza na avaliação de artigos (originalidade, relevância e rigor metodológico) e reforça o fato de que a vinculação de estudos com as práticas requer respostas produzidas com o rigor necessário, possibilitando assim sua aplicação, em particular no desenvolvimento do Sistema Único de Saúde e na melhoria da saúde da população.

  10. Fosfoetanolamina: a pílula controversa que ultrapassou a competência da ciência

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reiterou profunda preocupação em relação à Lei n. 13.269, que libera a produção e comercialização da fosfoetanolamina mesmo sem a realização de estudos clínicos capazes de atestar sua eficácia e segurança, além da ausência de registro na agência, de acordo com o estabelecido para todo e qualquer medicamento utilizado no país. O alerta, emitido no mesmo dia da sanção da lei que autorizou o uso da substância sintética por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna, expressa a preocupação da comunidade científica diante do tema. Pesquisadores, gestores, cientistas e médicos apontam "equívocos" na validação oficial do uso da fosfoetanolamina, uma vez que pode iludir pacientes, despender recursos já escassos no financiamento de pesquisas científicas e esvaziar o próprio papel da agência reguladora.