1. Alunos de escola pública colaboram na produção de conceitos de saúde e violência

    Como você percebe a saúde? Essa foi a pergunta norteadora da pesquisa Interdisciplinaridade e intersetorialidade na construção do conhecimento em saúde em escolas públicas do território de Manguinhos, no RJ, coordenada pela pesquisadora do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP Marta Velloso. A metodologia, desenvolvida em 2011, foi adaptada, ajustada e replicada em 2014 em uma escola de ensino fundamental localizada no Complexo de Manguinhos, por meio de uma parceria com o Teias-Escola Manguinhos e o financiamento da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec). A pesquisa-ação foi dividida em duas etapas e contou com uma série de encontros. No primeiro momento, os alunos demonstraram uma visão assistencialista e higienista sobre a saúde. Na segunda fase, quando participaram de uma oficina de audiovisual em saúde coletiva e discutiram o tema com diversos profissionais, expressaram uma visão crítica da realidade que vivem e, como um bom resultado, demonstraram ampliação de seu conhecimento sobre saúde.

  2. Atendimento domiciliar é prejudicado em área de risco do RJ

    De que forma os serviços de saúde hospitalar se organizam para garantir a assistência domiciliar em saúde de quem reside em área de violência urbana? Esta foi a questão que norteou o estudo da aluna de mestrado profissional em Saúde Pública da ENSP Cláudia Mendes de Araújo, orientada pela pesquisadora Cláudia Mara de Melo Tavares. A estratégia mais utilizada pelos serviços de atenção domiciliar da rede federal do município do Rio de Janeiro, de acordo com a pesquisa, é mudar o paciente de endereço para garantir a assistência, ou seja, para que a assistência seja realizada o paciente precisa ter outro endereço em local seguro, seja a casa de um amigo ou familiar para que a equipe possa atendê-lo. "Isto nem sempre é possível e o paciente, em sua maioria, permanece internado ou sem o atendimento domiciliar", diz a aluna. 

  3. Ansiedade é o principal sintoma enfrentado por quem decide parar de fumar

    O tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo, com cerca de seis milhões de óbitos por ano, principalmente entre os países de baixa e média renda. Durante muito tempo, o tabagismo foi visto como um estilo de vida, sendo ostensivamente encorajado pela publicidade, mas, atualmente, é considerado uma doença causada pela dependência de nicotina. Apesar dos esforços na implementação do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, a taxa de sucesso do tratamento ainda é baixa (cerca de 20%). O conhecimento do perfil da população que procura ajuda nas unidades de saúde visando parar de fumar pode contribuir para aumentar o sucesso do tratamento. Com o objetivo de descrever as características dos fumantes que buscam ajuda em unidades de saúde para largar o vício, pesquisadoras do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP), em parceria com pesquisadoras de outras instituições, desenvolveram o artigo Perfil dos fumantes brasileiros no Programa Nacional de Controle do Tabaco, com base na experiência do Centro de Saúde Escola. O estudo, que aponta a ansiedade como principal sintoma (67%) enfrentado por quem para de fumar, foi publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria e revela a necessidade de expandir as estratégias atuais para torná-las mais eficazes na prenvenção contra o tabagismo desde a infância.

  4. Seca: publicação retrata medidas de redução e seu impacto na saúde humana

    Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos - clássicos da literatura brasileira -, já abordavam a trágica questão da seca que acomete o país, em especial na região Nordeste. No entanto, o fenômeno representa muito mais do que isso. Trata-se de um evento climático que afeta de forma permanente várias regiões do mundo. Os impactos econômicos, sociais e de saúde são pouco reconhecidos - sendo os indivíduos pobres e marginalizados os mais afetados. Isso é o que afirma o livro O setor saúde diante das situações de seca. A publicação é a terceira da série Desenvolvimento Sustentável e Saúde, idealizada pela Organização Pan-Americana da Saúde, da Organização Mundial da Saúde - Representação no Brasil (Opas/OMS), e o pesquisador da ENSP e coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes), Carlos Machado de Freitas, foi um de seus autores. O livro está em acesso aberto e disponível para download

  5. ‘Dor crônica é um importante problema de saúde pública’

    "A dor crônica é muito mais que um fenômeno biológico, contém aspectos psicológicos e sociais associados de forma intrínseca". Esse modelo biopsicossocial de entendimento sobre a questão foi utilizado pelo aluno de Doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública, Israel Souza, ao desenvolver sua tese Resiliência e dor crônica: construção de um perfil de resiliência sob orientação da pesquisadora Ana Glória Godoi Vasconcelos. A dor crônica possui uma alta prevalência e consiste num importante problema de saúde pública, explica ele, trazendo impactos não apenas para o indivíduo acometido, mas também às famílias, ao sistema de saúde e para a economia, em especial devido ao absentismo, aposentadoria precoce e perda de emprego. O público pesquisado consistiu em 414 pacientes atendidos na Clínica de Dor e Cuidados Paliativos no Hospital de Clinicas de Porto Alegre (RS), todos com dor crônica musculoesquelética, com dados oriundos de pesquisa anterior.

  6. Perfil da Enfermagem divulga resultados do Espírito Santo

    Nesta quinta-feira (18/6), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) divulgaram os resultados da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil no Estado do Espírito Santo. O estudo, aplicado em todo território nacional e nos 27 estados da Federação, ouviu mais de 32 mil auxiliares, técnicos e enfermeiros do ES. A pesquisa aponta um quadro de 79,7% de técnicos e auxiliares e 22,6% de enfermeiros naquele estado. O estudo teve apoio do Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo.
     

  7. Centro de Estudos apresenta Pesquisa Nacional de Saúde

    A Pesquisa Nacional de Saúde - PNS 2013 teve seu segundo volume lançado no começo de junho, com informações aprofundadas sobre algumas características dos domicílios da amostra pesquisada, além de dados sobre o acesso da população brasileira aos serviços de saúde, violências e acidentes. A pesquisa, elaborada pelo Laboratório de Informação em Saúde e coordenada peda pesquisadora Celia Landmann Szwarcwald, foi tema do Centro de Estudos do Icict. O encontro trouxe uma apresentação dos métodos de coleta e análise de dados e também apontou algumas possibilidades de usos das informações, bem como sua importância para a gestão pública em saúde. “Esses dados devem dar um norte a nossas políticas, do ponto de vista da prospecção que tem que ser feita. Que grandes problemas vamos enfrentar, que investimentos devem ser feitos?  Isso deve informar nossos principais programas, nas áreas de assistência, planejamento, e políticas públicas de saúde”, avaliou Umberto Trigueiros, diretor do Icict.
     

  8. Edital PMA Fiocruz 2015: prazo de inscrição termina em 3/6

    Em virtude dos problemas de acesso ao site do Edital Políticas Públicas e Modelos de Atenção à Saúde - Fiocruz (PMA 2015), o que impossibilitou o registro dos projetos durante alguns dias, a Vice-Presidência de Pesquisa e Laboratórios de Referência (VPPLR/Fiocruz) lembra que o prazo para submissão dos projetos de pesquisa termina no dia 3 de junho. Esta é a data final para que os interessados enviem tanto pelo site como entreguem em papel. A vice-presidência adverte ainda sobre a errata em relação ao item 4.1 do Edital, em relação à elegibilidade dos proponentes.

  9. Estudo sobre Perfil da Enfermagem no Brasil é lançado na Bahia

    No Estado da Bahia, a equipe de enfermagem é composta de 75% de técnicos e auxiliares e 25% de enfermeiros, com elevada concentração (73%) na capital. A conclusão é da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por iniciativa do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e apoio do Conselho Regional da Bahia (Coren/BA). Apesar de 67% dos entrevistados terem apontado como extremamente desgastante o desempenho de sua rotina de trabalho, ela foi considerada satisfatória por 73,8% dos pacientes e familiares atendidos. O lançamento da pesquisa foi realizado no Centro de Cultura da Câmara dos Vereadores, nesta sexta-feira.

  10. Dengue: estudo da ENSP identifica problemas na APS do RJ

    A dengue é considerada uma das doenças de maior incidência nas regiões intertropicais ao redor do planeta, um importante problema de saúde pública. A porta de entrada preferencial para atendimento da pessoa com suspeita de dengue é a Atenção Primária. Para analisar a adequação desses serviços localizados nos bairros da Área de Planejamento 33/RJ (bairros limites são Vila da Penha, Vicente de Carvalho, Cascadura, Pavuna, Campinho, Guadalupe), foi desenvolvida uma dissertação de mestrado de Epidemiologia em Saúde Pública pela aluna Danielle Amaral de Freitas com orientação do pesquisador Reinaldo Souza dos Santos. No período estudado pela aluna (2011 a 2012), ocorreram 896 internações entre residentes da AP 33, ou seja, quase 2% dos pacientes notificados foram hospitalizados. "A maioria dos residentes da área foi notificada antes do 4° dia do início dos sintomas, sugerindo que essas pessoas com suspeita de dengue estão sendo acolhidas nos serviços de saúde em tempo oportuno, e poderiam receber orientações sobre sinais de alarme e riscos de agravamento do quadro antes do período crítico." O estudo aponta que a maioria não possui cobertura de Estratégia de Saúde da Família, o que permitiria melhor acesso aos serviços de saúde, bem como mais ações intersetoriais.