53 anos da ENSP: ‘a gente não quer só comida...’

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tenda_encerramento_peq.jpgA programação da Tenda Cultural, montada para a semana de aniversário da ENSP, chegou ao fim em grande estilo. Dando continuidade às atividades que começaram na segunda-feira, com apresentação do grupo de choro Filhos de Marta e a inauguração da mostra fotográfica Pessoas e lugares de Manguinhos, apresentações musicais variadas Prata da Casa, Música na Calçada e Batuque Maior e um happening sobre violência, realizados nesta quinta-feira (13/09), ficou confirmada a importância do espaço e reafirmada a máxima dos Titãs de que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte.

A convite da Coordenação de Projetos Sociais da ENSP, Dona Celeste, membro da comunidade de Vila Turismo, encerrou, nesta sexta-feira (14/09), oficialmente a exposição fotográfica, declamando uma poesia de sua autoria.

Rock, chorinho e samba embalam o público da Tenda Cultural

prata_da_casa_peq.jpgFormado por Edinelson Azevedo (guitarra), da Coordenação de Desenvolvimento Institucional e Gestão (Cdig), Silvio Ferreira Jr. (voz e violão) e Gustavo Soares (contrabaixo), ambos do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps), e Rodrigo Abreu (bateria), o grupo Prata da Casa foi o primeiro a se apresentar, fazendo o público cantar e dançar ao som de sucessos de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Roberto Carlos, entre outros.

Na apresentação seguinte, o grupo Batuque Maior no Campus de Oswaldo esquentou os tamborins e trouxe o samba para a tenda. Sob comando dos Mestres Barata e Mancha, o grupo, formado por cerca de 30 servidores da Fiocruz, deu um verdadeiro show e, de quebra, puxou o Parabéns para a Escola no ritmo tipicamente carioca e apresentou o samba-enredo do Bloco da Dirac Em alto astral, cuja letra (em anexo) lembra que às vezes é preciso largar a prancheta de lado e o lap top desligado", para relaxar e ser feliz.

batuque_maior_peq.jpgO Batuque Maior é fruto de uma iniciativa da Diretoria de Administração do Campus (Dirac/Fiocruz), com apoio de músicos vinculados à Casa Viva (Rede CCAP). A idéia era promover atividades anti-estresse para trabalhadores da Fiocruz e estimular a integração da instituição com a comunidade do entorno, explicou Mestre Mancha, reiterando o convite a todos que queiram participar: Não é preciso ter experiência alguma e nem precisa ficar acanhado se acha que não sabe tocar, pois o nosso objetivo é mostrar que todos são capazes de aprender, basta que tenham oportunidade. Segundo Mestre Mancha, muitos dos integrantes do grupo nunca tinham tocado e alguns deles já pensam até em se profissionalizar. Várias dessas pessoas vão desfilar no próximo carnaval na bateria da Escola de Samba Unidos do Cabral (Grupo de Acesso C), sob o meu comando, conta com orgulho.

Os interessados em participar do Batuque Maior devem entrar em contato com o RH da Dirac. Os ensaios acontecem às terças e sextas-feiras, das 12 às 13 horas, no pátio da unidade.

musica_na_calcada_peq.jpgCom a benção de Waldyr Azevedo, o grupo Música na Calçada conseguiu transformar a Tenda Cultural num Pedacinho do céu e não parou por aí. Formado por Paulo Ney Muniz, Leandro Silva dos Santos, Pedro Mendonça, Marcelo Alves Santos Jr. e Rodrigo Felipe da Silva Santos, moradores de Manguinhos e alunos das oficinas de música da Casa Viva, o conjunto homenageou alguns dos grandes chorões brasileiros, e prosseguiu com vários sucessos da MPB, de Chico Buarque e Djavan a Geraldo Azevedo e Alceu Valença.

happening_peq.jpgA última atividade do dia foi um happening sobre a violência, com o grupo Identidade Obvius, formado pelos alunos do curso de Artes Visuais da Unigranrio Lina Louvem, Beth Raposo, Silvania Freitas, Márcia Zatorre, Mauro dos Santos e Marcelo Mendes, que também trabalha como técnico em informação do CSEGSF. Um happening é um conjunto de performances realizadas simultaneamente, explicou Marcelo, destacando o fato de cada espetáculo ser único e irreprodutível, o que o diferencia do teatro: No happening, há uma idéia central, um roteiro básico, mas a criação ocorre espontaneamente na hora da apresentação.

Tenda da Saúde tem bazar, oficina e até barraca de camelô

tenda_saude_peq.jpgSolidariedade, autonomia, capacitação e divulgação. Essas palavras definem as atividades que o Núcleo DST/Aids do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSV) trouxe para a Tenda da Saúde nesta quinta-feira (13/09). Além da venda, pelo Bazar da Solidariedade, de produtos confeccionados pelas participantes da Oficina Artesanal, com destaque para o porta-camisinha de crochê, houve aula de costura e bordado pela manhã. À tarde, foi montada uma banquinha de um tipo de camelô diferente daqueles que estamos acostumados a ver pelas ruas: o Camelô Educativo que, em vez de vender produtos paraguaios ou DVDs piratas, divulga gratuitamente informações sobre anticoncepção e prevenção de DST/Aids para a população e distribui preservativos masculinos para os interessados.

A vontade de ampliar e qualificar o trabalho prestado aos portadores do vírus e doentes de AIDS, a partir da compreensão de que a situação da saúde desses indivíduos é o resultado de múltiplas determinações, levou alguns dos profissionais do Núcleo DST/AIDS do CSEGSF a criarem, em 1998, o Bazar da Solidariedade e, em 1999, a Oficina Artesanal.

oficina_artesanal_bazar_peq.jpg O Bazar da Solidariedade, coordenado por Celina Boga e Eliane Cardoso, é organizado na primeira semana do mês, a partir das doações de colaboradores externos e de diferentes setores da Fiocruz, e o dinheiro arrecadado serve para socorrer os pacientes em situações emergenciais: falta de gás para cozinhar, corte de energia elétrica, compra de medicamentos não fornecidos pela rede pública, entre outras. O Bazar funciona na entrada do Centro de Saúde, das 9 às 16 horas.

oficina_artesanal_peq.jpgA Oficina Artesanal, sob coordenação de Eliane Cardoso, acontece semanalmente, nas tardes de terças e quintas-feiras. São organizados cursos sugeridos pelos participantes e ministrados por moradores da área. Aqueles que possuem domínio de alguma técnica transmitem seus conhecimentos para os demais. É possível aperfeiçoar habilidades e converter novas capacidades em complementação da renda familiar. Os encontros da Oficina acontecem no horário das 14 às 17 horas, na sala 27, do antigo Politécnico.

camelo_educativo_peq.jpgO Camelô Educativo é uma iniciativa mais recente, cujo projeto piloto está sendo desenvolvido na comunidade de Parque Oswaldo Cruz. Seu objetivo é sensibilizar os moradores, em especial os homens, nas questões de saúde e gênero, com foco na prevenção de DST/Aids e contracepção. A barraca do Camelô Educativo é montada de quinze em quinze dias, das 14 às 16 horas, na rua Rosa da Fonseca. Dentre as estratégias que utilizamos para divulgar informações, tem uma dirigida aos mais inibidos: a caixinha tira-dúvidas. Quem quer saber alguma coisa e tem vergonha de perguntar, é só escrever e pôr o papel na caixinha. A resposta é colocada num mural informativo que acompanha a barraca, servindo para esclarecer a todos que compartilham da mesma dúvida, explica Idenalva Silva de Lima, que coordena o trabalho junto com Vilma Pereira.

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