ENSP realiza sua segunda formatura de mestrado e doutorado

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formatura_mini.jpgNão estamos nos despedindo, e sim mudando de fase. Vocês agora têm a marca da Escola, e a Escola está enriquecida com a marca de cada um de vocês. Continuamos juntos no compromisso com a saúde, a ciência e a cidadania. Assim, o diretor Antônio Ivo abriu a solenidade de formatura das turmas de Mestrado e Doutorado em Saúde Pública da ENSP/Fiocruz, da qual participaram também inúmeros familiares dos formandos e professores, vários deles homenageados. Na mesa, estavam a coordenadora geral de Pós-Graduação da ENSP, Maria Helena Mendonça, a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da ENSP, Maria Cristina Rodrigues Guilam, a coordenadora de Pesquisa da ENSP, Margareth Portela, e o paraninfo das turmas professor Paulo Sabroza, pesquisador do Departamento de Endemias Samuel Pessoa. Acesse o áudio da Formatura disponível na Biblioteca Multimídia da ENSP.

Os componentes da mesa lembraram que existem profissionais formados pela ENSP em mais de três mil municípios do país. Além disso, com a formatura dessa turma, a Escola completa 1.160 mestres e 296 doutores formados. Agora, temos cerca de 1.500 profissionais altamente capacitados para a docência e a pesquisa. São frutos da ENSP revertidos em saúde para todo o país, afirmou. Segundo Antônio Ivo, essa semana é voltada para a valorização da experiência e da história da Escola. Cristina Guilam e Margareth Portela ressaltaram a satisfação de poder participar dessa celebração. Os ritos são muito importantes. É bom dividir esse momento com todas as pessoas que compartilharam e sofreram com esse processo, afirmou Margareth.

Maria Helena Mendonça aconselhou os alunos a se manterem conectados com a Escola e antenados para a possibilidade de continuar estudando e aprendendo com a ENSP. Orador da turma, o aluno de doutorado Willer Baumgarten Marcondes afirmou que essa celebração é fruto de muito esforço, de um grande desafio. Por mais desesperador que tenha sido o processo, nunca ficamos sozinhos. É por isso que quero agradecer a todas as pessoas que nos ajudaram, não desistiram de nós em nenhum momento e nos mantiveram em movimento.

formatura_cynamon.jpgWiller proferiu o seu discurso visivelmente emocionado e disse: Nessa Escola, desaprendemos o silêncio e formulamos utopias. Porém, aprendemos a sonhar com sonhos reais, possíveis. E completou: Com o conhecimento que herdamos aqui, na ENSP, sabemos que o mundo não está pronto e acabado, tudo está por ser feito! Os alunos escolheram Szachna Eliasz Cynamon, professor e pesquisador do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental (DSSA/ENSP/Fiocruz), como patrono da turma. Débora Cynamon recebeu a homenagem e destacou: Ele queria sempre aprender mais e ajudar a sociedade. Se cada um de vocês, que está se formando hoje, tentar ajudar a sociedade, estarão também prestando uma homenagem a Eliasz Cynamon. Ele está na história do saneamento do Brasil

Logo depois, o pesquisador Paulo Sabroza, paraninfo da turma, falou para os convidados: O conhecimento está em permanente transformação. A crise da sociedade e o capitalismo fazem com que cada vez mais problemas apareçam na sociedade. Os desafios que estão por vir serão sempre maiores que os vistos hoje. E questionou: Por que escolher a saúde pública? Com certeza, todos vocês tinham outras perspectivas antes de entrar na área, mas, desde que começaram a atuar, não têm vontade de sair. Para ele, a saúde pública se define no campo científico e no campo da racionalidade política. É isso que nos dá o comprometimento, o envolvimento.

sabroza_premio.jpgSegundo Sabroza, a Fiocruz passou por dois grandes momentos. O primeiro, quando Belisário Pena, sanitarista que escreveu o primeiro tratado brasileiro sobre saúde pública, se juntou a Oswaldo Cruz na formulação de projetos voltados para a área; e o segundo quando, na década de 80, Sérgio Arouca e Carlos Morel se uniram trabalhando com duas perspectivas diferentes de forma conjunta: a área científica e o campo médico social. Isso revitalizou a instituição, houve um renascimento.

De acordo com Paulo Sabroza, existem muitos paradoxos, na área da saúde, decorrentes do modelo de organização usado no século XX. Tivemos que rever muitos desses conceitos. Precisamos ter conhecimentos especializados, mas não podemos perder a visão ampliada do todo. Com pessoas que pensam individualmente, porém, de forma articulada, daremos um salto na qualidade do cuidado. Para ele, incorporar o cuidado é um compromisso central das gerações que estão se formando agora, e que confia nos profissional e nos trabalhos que eles executarão. Sabroza completou seu discurso dizendo: Nosso compromisso é ser sempre ENSP, sempre Fiocruz!

Os professores homenageados pela turma foram Rosalina Jorge Koifman, pela Epidemiologia; Jussara Cruz de Brito, pela Saúde, Trabalho e Ambiente; Fermin Roland Schramn, pela Saúde e Sociedade; Elizabeth Moreira dos Santos, pelo Mestrado Profissional em Vigilância em Saúde e Avaliação de Programas de Controle de Processo Endêmico; José Manuel Santos de Varge Maldonado, pelo Mestrado Profissional em Gestão de C&T e Inovação em Saúde; Victor Vincent Valla, pela Endemias; Débora Cynamon Kligerman, pelo Saneamento; José Mendes Ribeiro, por Políticas Públicas; e Mônica Silva Martins, pelo Planejamento e Gestão.

Lidar com alunos é, na maioria das vezes, receber mais do que dar, e ser profissional é amar o que se faz, pois com amor a gente constrói, disse Débora Cynamon em seu agradecimento. Mônica Martins completou dizendo que se sente muito honrada, e que esse é um prêmio de todos os professores. O encerramento da cerimônia foi realizado na Tenda Cultural com a apresentação do Grupo Batuque e Batucada, do projeto Um novo horizonte, da comunidade de Brás de Pina.

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