Erradicação do cultivo de coca na Colômbia gera crise internacional

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abrasco_2007.jpgO programa colombiano de erradicação do cultivo ilícito de coca mediante aspersão aérea de um herbicida à base de glifosato foi objeto de uma moção (em anexo) apresentada à Assembléia Geral do X Congresso Latinoamericano de Medicina Social, realizado em Salvador (BA), simultaneamente ao IV Congresso Brasilero de Ciências Sociales e Humanas em Saúde e ao XIV Congresso da Associação Internacional de Políticas de Saúde. Segundo o diretor da área de Saúde da Universidade Andina Simón Bolívar (UASB), em Quito, Jaime Breilh, o objetivo da moção é alertar a comunidade científica internacional e dar respaldo ao governo do Equador em sua luta pela imediata interrupção das pulverizações.

equador_abr2007_02.jpgDe acordo com o documento, o plano colombiano, que vem sendo realizado com apoio norte-americano há mais de sete anos, contraria todos os critérios técnicos, científicos e de direito internacional. Nós não somos contra o combate ao plantio ilícito da coca e ao e narcotráfico, mas somos contra o emprego do método utilizado, por conta dos seus impactos ambientais e sociais nas zonas afetadas nas áreas fronteiriças, explica Breilh.

equador_abr2007_01.jpgA moção foi fundamentada em uma publicação da Comissão Científica Equatoriana (em anexo) na qual foram sistematizados os vários tipos de problemas causados pelo sistema utilizado pelo governo colombianoo, que se recusa a reconhecer as evidências científicas e a aplicar o princípio da precaução. As autoridades equatorianas reconhecem que o diálogo diplomático e científico sobre o caso já está encerrado, e está disposto a entrar com uma ação legal contra a Colômbia, afirma representante equatoriano, garantindo que vários organismos da Organização das Nações Unidas (ONU) confirmam que o sistema viola os direitos fundamental das populações da região.

O documento, que expressa o apoio dos sanitaristas latino americanos reunidos em Salvador à Comissão Científica Equatoriana, por sua defesa do direito à saúde das populações fronteiriças, e recomenda que o governo do Equador persista em sua decisão, será enviado a vários organismos internacionais, dentre eles, a ONU e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Imagens: Relatório El sistema de aspersiones aéreas del plan Colombia y sus impactos sobre el ecosistema y la salud en la frontera ecuatoriana` (Comissão Científica Equatoriana, 2007)

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