Fake news citam instituições de saúde para legitimar conteúdo falso

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*Danielle Monteiro
 
As notícias falsas relacionadas ao novo coronavírus deslegitimam as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e da Fiocruz, podendo conduzir o cidadão a tomar decisões equivocadas àquelas que adotaria se conhecesse a informação oficial. A conclusão é do estudo conduzido pelas pesquisadoras da ENSP Claudia Galhardi e Cecília Minayo.
 
A pesquisa, que analisou as fake news notificadas pelo aplicativo Eu fiscalizo entre 17 de março e 5 de junho, revelou que o nome das instituições de saúde é usado na produção de notícias falsas com o objetivo de levar o leitor a conferir maior credibilidade ao conteúdo compartilhado pelas mídias sociais. “O negacionismo à ciência gera desinformação e provoca dúvidas sobre as recomendações e ações realizadas pelo conjunto de autoridades científicas em saúde pública”, alerta Claudia, que também é autora do aplicativo.
 
Entre as fake news relacionadas à Fiocruz, 45,5% citam a instituição como orientadora dos métodos caseiros para prevenir o contágio, 9,1% ensinam métodos caseiros para curar a Covid-19, 18,4% difamam a reputação da presidente da Fundação, 18% caluniam a instituição e 9,1% utilizam o nome da Fiocruz para arrecadações.
 
 
No que diz respeito às notícias falsas que mencionam a OMS, 16,7% são contra o distanciamento social, 41,6% recomendam o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19, 8,3% afirmam que as ações da instituição são estratégias políticas, 25% são contra o uso de máscaras e 8,3% ensinam métodos caseiros para curar a Covid-19.
 
Já entre as fake news associadas ao Ministério da Saúde, 66,7% afirmam que as ações relacionadas à Covid-19 são estratégias políticas e 33,3% difamam o ministro e profissionais de saúde.
 
As mídias digitais mais utilizadas para a propagação das notícias falsas no período foram: WhatsApp (40,7%), Facebook (33,3%), Instagram (8,5%), Youtube (7,4%), sites (5,3%), Twitter (2,6%) e SMS (0,5%).
 
 

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