Debora Diniz recebe prêmio por sua luta pela igualdade de gênero

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A antropóloga e docente do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva, Debora Diniz, ligada à Unidade de Brasília (UnB), acaba de ganhar o prêmio internacional Dan David Prize na categoria Igualdade de Gênero. A iniciativa, que existe desde 2001, reconhece pesquisas interdisciplinares que quebram paradigmas e fronteiras em sua área, promovendo impacto social e cultural. Por uma rede social, a ativista afirmou estar muito emocionada com a honraria e ressaltou o fato de ser a segunda mulher da América Latina a receber este importante prêmio acadêmico. 
 
 
A homenagem é promovida pela Dan David Foundation, cuja sede é na Universidade de Tel Aviv, em Israel, e cobre as dimensões do passado, presente e futuro. O reconhecimento de Débora no prêmio foi com o presente, que reconhece conquistas que enriquecem a sociedade e que causam um significativo impacto nos contínuos esforços pela igualdade de gênero.
 
Débora Diniz dividiu a conquista de 2020 com a também professora Gita Sen, economista indiana que já atuou para o empoderamento econômico da mulher em conjunto com a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). 
 
Em seu twitter, Débora escreveu: “Agradeço a todas as mulheres que eu conheci ao longo da minha carreira de pesquisadora. É alentador saber que a luta pelo aborto no Brasil é central à igualdade no mundo”. 
 
Na Fiocruz, a antropóloga é uma das responsáveis, juntamente com o pesquisador da ENSP e coordenador-geral do Programa de Bioética (PPGBIOS), Sergio Rego, pela coleção Bioética e Saúde, lançada em 2018, pela Editora Fiocruz e que traz diversos livros desenhados com base na grande área da bioética. Os títulos podem ser conferidos aqui. Débora Diniz é ainda autora do livro Plágio: palavras escondidas. Lançada em 2014, a obra tem coautoria de Ana Terra e coedição da editora LetrasLivres e está em acesso comercial na plataforma SciELO Livros.   
 
A ativista é pesquisadora e fundadora do Instituto de Bioética (Anis), organização voltada para pesquisa, assessoramento e capacitação em bioética na América Latina. A professora foi também pesquisadora visitante em instituições nacionais e internacionais como o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e o Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj), além de Universidade de Leeds (Reino Unido), Universidade de Toronto (Canadá), Universidade da Califórnia em Berkeley, Escola de Direito de Yale (Yale Law School) e Escola de Saúde Pública de Yale (Yale School of Public Health), nos Estados Unidos. 
 
 
LAUREATES 2020 - 2020 Present - Gender Equality
 
Debora Diniz is an international leader in the field of reproductive justice and gender equality.
 
She is the Deputy Director of Rights and Justice at International Planned Parenthood Federation/Western Hemisphere Region. In her role, she oversees strategies to promote and protect gender equality, sex and reproductive rights and health, and to combat violence against women and girls in Latin American and the Caribbean.
 
She co-founded and served as the Executive Director of Anis: Institute of Bioethics, one of the key feminist groups dedicated to bioethics and human rights in Latin America.
 
An anthropologist by training, she served as a Professor of Law at the University of Brasília and at the Oswaldo Cruz Foundation, Rio de Janeiro, in Brazil. She was also a visiting fellow at Yale Law School and NYU Law School. She is a visiting scholar at Brown University’s Center for Latin American and Caribbean Studies.
 
The focus of her research has been on the health consequences of illegal and clandestine abortion in Brazil and Latin American countries. She has authored and co-authored 150 peer-reviewed articles on women’s rights and health. Since early 2016 Diniz has been working on research, communications, advocacy and community leadership projects focused on the Zika virus and its impact on women’s and children’s health and rights. Her book "Zika: from Brazilian backlands to global threat" (2017), published in Portuguese, has been translated into English and Japanese.
 
As a documentarian, her eight films have received more than 50 awards. Her 2016 film “Zika” tells the story of five women navigating the perils of the Zika epidemic in the backlands of Brazil. “Hotel Laide” (2017) is a short film about women seeking shelter in Cracoland – a ‘free zone’ for drug dealers and addicts in Sao Paolo.
 
Diniz has extensive advocacy experience working with the Brazilian Supreme Court on cases involving abortion, marriage equality, the secular state, and stem cell research.
 
In 2016, after testifying before the Brazilian Federal Supreme Court on women’s rights to choose abortion, she was forced into hiding, and later into exile in the U.S. when violent death threats were leveled against her and those close to her. She has been called the "first political exile of the new Brazilian government." 
 
Debora’s work has been featured in The New York Times, BBC, The Guardian, Newsweek and she is a regular contributor to El País and Marie Claire, Brazil. escrição do prêmio Dan David Pize

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