Fiocruz lamenta morte do médico José Roberto Ferreira

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A Fiocruz tem o pesar de comunicar a morte do médico José Roberto Ferreira, cofundador e coordenador adjunto do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), ocorrida nesta quarta-feira (25/12). Em sua carreira, Ferreira foi reconhecido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) como herói da Saúde Pública das Américas, por sua inestimável contribuição para o campo. O velório será realizado a partir das 9h do próximo sábado (28/12), no Cemitério São João Batista (Capela ainda a ser informada). O sepultamento ocorrerá às 11h. 
 
"Jamais vamos esquecê-lo pela amizade, carinho e devoção que tinha pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação. Zé Roberto moldou a cooperação internacional contemporânea da Fiocruz e nos deixou milhares de exemplos que carregaremos por toda a vida", afirmou o ex-presidente da Fiocruz e atual coordenador do Cris, Paulo Buss. 
 
 
Ferreira desempenhou papel fundamental para a implantação do movimento internacional na Fiocruz. Nos anos 1990, foi coordenador do setor de Cooperação Técnica Nacional e Internacional da Fundação. Também coordenou a primeira reunião da Câmara Técnica de Cooperação Internacional em 2005, promovida pela Assessoria de Cooperação Internacional (ACI/Fiocruz) para incentivar a aproximação de instâncias da Fundação que atuam no campo internacional. A reunião foi um marco para a construção da Assessoria de Cooperação Internacional da ENSP, criada em 2006, diretamente vinculada à Direção da Escola, em consonância com a ACI-Fiocruz, para atendimento das demandas políticas macro e micro-institucionais de cunho internacional.
 
Nascido no Rio de Janeiro, José Roberto Ferreira cursou a Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, atual UFRJ, graduando-se em 1957. Iniciou suas atividades profissionais na Clínica Cirúrgica do Hospital de Ipanema e participou dos trabalhos do Instituto de Pesquisas Cardiovasculares, serviços associados à cátedra de Cirurgia da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Ainda nesse período, exerceu a edição do Jornal Brasileiro de Medicina e do Jornal Brasileiro de Cirurgia, revistas de divulgação científica da Academia Nacional de Medicina, e publicou, em co-autoria com Aloísio Amâncio e Hellio Barbosa, o livro Controle clínico do paciente cirúrgico, primeira obra didática a abranger os cuidados de pré, per e pós-operatório, que alcançou ampla divulgação em quatro edições.
 
Ao longo de sua trajetória profissional, Ferreira assumiu numerosos e relevantes cargos vinculados a planejamento, organização e administração educacional na área médica, relacionados diretamente ao Ministério de Educação e Cultura, reitorias, faculdades, Federação Pan-Americana e associações. Em 1969, por interferência política e sem condições de manter a continuidade dos trabalhos na Universidade de Brasília (UnB), Ferreira renunciou à Vice-Reitoria e aceitou o convite da Opas, em Washington. Durante 27 anos, em períodos distintos, exerceu os cargos de chefia do Departamento de Recursos Humanos, da Divisão de Investigação e Diretor de Infraestrutura de Saúde, até aposentar-se em 1996. Aposentado da Opas, Ferreira retornou ao Brasil e ingressou na Fiocruz naquele ano.
 
Ferreira participou de mais de 300 eventos internacionais e publicou 179 trabalhos científicos e técnicos. Ele recebeu prêmios da Academia Nacional de Medicina, de faculdades e escolas de medicina do Brasil e outros países latinoamericanos; homenagens especiais da Abem e da Associação Mexicana de Faculdades de Medicina; medalhas pelos serviços prestados à Opas e os títulos de professor honoris causa da Universidade Cayetano Heredia, no Peru, da Universidade de San Francisco de Chuquisaca, na Bolivia, da Universidade de Brasília (UnB) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).

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