Fiocruz cria Sala de Situação para monitorar efeitos do derramamento de óleo

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*Leonardo Azevedo - CCS/Fiocruz
 
 
Com o objetivo de elaborar um plano de ação institucional, a Fundação instalou a Sala de Situação Fiocruz - Contaminação por Petróleo Cru no Litoral Brasileiro. O grupo tem tido reuniões semanais desde o início de novembro e trabalha na construção de ações de enfretamento do problema no campo da saúde. A Sala foi criada logo depois de a Fundação ser acionada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) do Ministério da Saúde para participar de uma ação conjunta de secretarias e instituições, que tem como objetivo monitorar os efeitos à saúde da população potencialmente exposta ao derramamento de petróleo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Essa ação articulada visa também apoiar as atividades desenvolvidas pelas secretarias de saúde dos estados e municípios afetados. Na reunião do Conselho Deliberativo de novembro, o assessor do Gabinete da Presidência, Valber Frutuoso, apresentou um panorama dos encaminhamentos das reuniões. Valber informou que o COE decidiu que a responsabilidade pelas análises dos peixes recolhidos nos locais do derramamento de óleo será feita pela Fiocruz, por meio do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) - nos parâmetros de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos/HPA e metais.
 
Derramamento de petróleo e impactos na saúde é tema de seminário
 
A Fiocruz Bahia promoveu, nos dias 11 e 12 de dezembro, o Seminário Derramamento de Petróleo e Impactos na Saúde. O evento teve o objetivo de discutir os impactos causados à saúde e ao meio ambiente e como seus desdobramentos têm afetado a população. A programação abordou temáticas como: técnicas de contenção do óleo, impactos na vida marinha, impactos na geração de renda e a atuação dos órgãos competentes diante do desastre.
 
Desde o final de agosto, quando foram identificados os primeiros vestígios do derramamento, cerca de 2.500 km do litoral nordestino foram atingidos, sendo a Bahia o território mais afetado. Diante da incerteza sobre a evolução das manchas, o seminário buscou o diálogo entre as diferentes esferas governamentais, instituições de pesquisa e universidades, além de trabalhadores e representantes das comunidades que têm sofrido com o desastre ambiental.
 
A atividade foi realizada em parceria com a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS), da ENSP, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. 
 
* Com informações da Ascom Fiocruz Bahia
 
Foto: Ministério da Saúde

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